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Dormir bem é importante para a manutenção do corpo e do cérebro

O estresse é um dos males que afeta diretamente a qualidade das nossas noites de sono e atinge cerca de 70% dos brasileiros, de acordo com estudo da Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse Brasil (Isma-BR). Esse dado coloca o país entre os maiores índices do problema no mundo.

No Dia Mundial de Combate ao Estresse, celebrado em 23 de setembro, o Dr. Nilson André Maeda, otorrinolaringologista e médico do sono do Hospital Paulista, aponta alguns hábitos saudáveis e orientações que podem promover um sono mais reparador ao corpo e ao cérebro, ajudando no controle do estresse diário.

O médico explica que, antes de ir dormir, é necessário “desacelerar” a mente para que o organismo entenda que chegou a hora de descansar, facilitando a indução do sono. Para isso, não se deve levar problemas e pensamentos para a cama. “Criar uma atmosfera calma e relaxante, com baixa iluminação ambiente e sem muitos estímulos visuais, como as luzes de tablets e smartphones, é de enorme valia”, sugere o especialista. “Também precisamos estabelecer rotinas para o dia e para o momento do descanso, mantendo horários e hábitos regulares. Isso ajuda na regulação do ciclo sono-vigília”, completa.

A prática regular de atividades físicas também pode ajudar na redução do estresse e na melhoria do sono. Porém, o médico sugere que atividades mais intensas sejam feitas em horários distantes ao de ir para a cama. Do contrário, o organismo poderá ficar ainda mais agitado. Para o período que precede o horário de dormir, portanto, é preferível deixar para os exercícios de relaxamento, meditação, ioga ou alongamentos, por exemplo.

O Dr. Maeda também alerta para a importância dos alimentos ingeridos; eles também podem contribuir com o problema. “Devemos ter uma dieta equilibrada, evitando aqueles muito pesados, como excesso de carne vermelha, além de bebidas alcoólicas, refrigerantes e chocolates à noite. Alguns alimentos podem causar refluxo, gerando mais fragmentação do sono. Bebidas com cafeína devem ser ingeridas no máximo até seis horas antes do horário habitual de dormir”.

 

Identificando o causador do estresse

Outro ponto de relevância, segundo o médico, é a necessidade da identificação do problema que pode estar causando algum estresse. “É importante encontrarmos maneiras de resolver ou evitar o problema agente do estresse. Muitas vezes há necessidade de acompanhamento com um psiquiatra e/ou psicólogo. Controlar o estresse pode fazer com que tenhamos um sono melhor, assim como dormir bem pode diminuir o estresse e o cansaço diário”.

De acordo com Dr. Nilson, todas essas medidas são capazes de ajudar a preparar o organismo para uma noite de sono mais saudável, mas, caso elas não sejam suficientes, é necessário procurar auxílio de um profissional qualificado.

“Muitas dessas orientações fazem parte do que chamamos de higiene do sono. E certamente, exigem muita disciplina e convencimento ao paciente de que é possível melhorar com algumas medidas comportamentais, sem a necessidade do uso de uma medicação.”

 

Polissonografia

Além do estresse, a má qualidade do sono pode ter ligação com outro problema bastante comum na população brasileira, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), que atinge cerca de 33% da população adulta e pode, inclusive, aumentar os riscos das doenças cardiovasculares.

“Pessoas roncadoras, que vivem sonolentas e têm um sono fragmentado e não reparador, necessitam da avaliação de um especialista em medicina do sono, pois podem sofrer de SAOS”, salienta o médico.

Por conta da correlação entre a síndrome e os riscos ao coração, os especialistas costumam encaminhar os pacientes com eventuais sinais de apneia para realização da polissonografia, exame não invasivo que mede a atividade respiratória, muscular e cerebral (além de outros parâmetros) durante o sono.

Considerado padrão ouro por conta da precisão do diagnóstico, o exame composto por eletroencefalograma, eletromiograma, eletrocardiograma e eletro-oculograma consiste em monitorar as variáveis eletrofisiológicas, além de avaliar os fluxos de ar nasal e bucal, movimentos do tórax e abdômen, ronco e oximetria durante o sono do paciente.

 

Apneia do sono x problemas cardiovasculares: especialistas explicam como as dificuldades para dormir bem podem significar algo mais grave

A qualidade do sono é uma preocupação constante de médicos e pacientes mundo afora, dada a importância que o bom descanso tem para a qualidade de vida. Pesquisa do Ministério da Saúde indica que 50% dos brasileiros sofrem com alguma dificuldade para dormir, estando a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) entre as principais doenças, atingindo cerca de 33% da população adulta.

Como a doença aumenta os riscos de desenvolver problemas cardiovasculares, que são a principal causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e muitas pessoas nem sequer sabem que sofrem de apneia do sono, os cuidados precisam ser redobrados.

Os médicos do sono Dr. Braz Nicodemo Neto e Dr. Nilson André Maeda, ambos otorrinolaringologistas do Hospital Paulista, explicam que as pessoas que sofrem de SAOS nas formas moderadas e graves, mas não tratam a doença, têm ainda mais chances de desenvolver problemas do coração.

Segundo os especialistas, a SAOS pode estar presente em 50% dos pacientes portadores de fibrilação atrial, chegando a 80% nos casos de fibrilação atrial crônica persistente, e em 30% dos pacientes coronarianos. Estudos apontam ainda que entre 12 e 53% das pessoas que têm a síndrome também sofrem de insuficiência cardíaca, e que a sua prevalência em pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) é muito mais alta do que na população geral, podendo chegar a 70%.

Por conta da correlação entre a síndrome e os riscos ao coração, os cardiologistas costumam encaminhar os pacientes com eventuais sinais de apneia para realização da polissonografia, exame não invasivo que mede a atividade respiratória, muscular e cerebral (além de outros parâmetros) durante o sono.

Quando não tratada, a apneia do sono ainda pode levar a casos de hipertensão arterial sistêmica. Conforme os médicos, ao menos 35% dos hipertensos também sofrem com a síndrome, podendo chegar a 70% em casos de hipertensão arterial refratária, considerada mais difícil de controlar.

 

Paradas respiratórias

A apneia obstrutiva do sono trata-se de uma limitação do fluxo de ar que ocorre na faringe, sendo mais intensa que apenas um ronco, levando a repetidas paradas respiratórias enquanto o indivíduo dorme.

Dr. Braz ressalta que estas pausas causam a diminuição da oxigenação e pequenos despertares, estimulando o sistema nervoso simpático – responsável por preparar o corpo para lidar com situações de estresse ou emergência –, e podendo ocasionar uma vasoconstrição, levando a um quadro de hipertensão arterial sistêmica.

“A diminuição da oxigenação, seguida de uma reoxigenação, é capaz de formar radicais livres que levam a um estresse oxidativo considerável, que contribui para as doenças cardiovasculares.”

 

Diagnóstico

Sabendo dos riscos da correlação entre a síndrome da apneia obstrutiva do sono e as doenças cardiovasculares, principalmente quando ela não é tratada, é de suma importância que o diagnóstico de ambas as patologias seja feito precocemente.

Segundo o Dr. Nilson, é por este motivo que os cardiologistas encaminham os pacientes com suspeita do quadro para a avaliação de um médico do sono. “É muito comum estes pacientes já estarem em tratamento para hipertensão e apresentarem exame de medição da pressão arterial de 24h (MAPA) com aumento dos níveis, inclusive durante o sono.”

Dr. Nilson ainda explica que, com o diagnóstico e o tratamento da apneia, é possível reduzir os riscos de possíveis sequelas, bem como as internações hospitalares, procedimentos invasivos e, até mesmo, as chances de óbito.

“Pessoas roncadoras, que vivem sonolentas e têm um sono fragmentado e não reparador, necessitam da avaliação de um especialista em medicina do sono”, salienta o médico.

Considerado padrão ouro por conta da precisão do diagnóstico, o exame polissonográfico, composto por eletroencefalograma, eletromiograma, eletrocardiograma e eletro-oculograma, consiste em monitorar as variáveis eletrofisiológicas, além de avaliar os fluxos de ar nasal e bucal, movimentos do tórax e abdômen, ronco e oximetria durante o sono do paciente.

“O diagnóstico é feito de forma simples, mas é necessário que o especialista esteja ciente de todas as queixas do paciente”, alerta o Dr. Braz, destacando que a diminuição do peso e a redução no consumo do álcool podem servir como medidas preventivas.

 

Confira a tabela de sintomas indicativos da SAOS:

Sintomas noturnos Sintomas diurnos
Roncos altos Sonolência excessiva
Paradas respiratórias Sono não reparador
Despertares frequentes Dificuldade de memória
Engasgos Dificuldade de concentração
Sono agitado Diminuição da libido
Nicturia Cefaleia matinal
Sudorese Irritabilidade
Pesadelos Boca seca ao acordar
Pirose Fadiga

 

 

Tratamento

A melhor forma de tratar a Apneia Obstrutiva do Sono é analisando a origem e a intensidade do distúrbio. Pessoas obesas têm uma predisposição maior à doença, porém, indivíduos magros, mulheres e crianças também podem desenvolver SAOS, por causas multifatoriais.

Os médicos explicam que existe uma classificação de gravidade da doença. Dessa forma, cada paciente tem o tratamento indicado de maneira individualizada, de acordo com a sua necessidade e anatomia, por isso a importância de um acompanhamento especializado.

Atualmente, os principais tratamentos para a doença são o uso de pressão positiva em via aérea (CPAP), aparelhos bucais de avanço mandibular usados durante o sono e confeccionados pelo dentista, terapia fonoaudiológica, e em alguns casos, a resolução pode ser através de cirurgia na região da faringe.

Pessoas que sofrem de obstrução nasal tendem a apresentar cansaço constante, afirma especialista do Hospital Paulista

Você costuma amanhecer cansado, mesmo tendo dormido por horas durante a noite? Se sente mal-humorado e sem energia ao longo do dia, apesar de ter descansado quando necessário? Estes podem ser alguns sinais de má qualidade de sono e que pode estar associada a uma doença nasal obstrutiva.

De acordo com o Dr. Nilson André Maeda, otorrinolaringologista e médico do sono do Hospital Paulista, o problema ocorre porque desvios de septo, pólipos nasais e crises de rinite e sinusite causam um impacto negativo no sono, impedindo que as pessoas tenham uma boa qualidade de descanso durante a noite.

“Essas patologias dificultam a passagem adequada de ar pelo nariz, podendo acontecer tanto por uma inflamação da mucosa, no caso das rinites, sinusites e pólipos, ou pelo fato de o septo nasal desviado obstruir um ou ambos os lados do nariz”, explica.

Conforme o médico, essa dificuldade de respiração nasal pode levar aos chamados microdespertares – pequenas fragmentações durante o sono –, caracterizados na polissonografia, exame que mede as atividades respiratória, muscular, ocular e cerebral durante o sono.

Dr. Nilson destaca que os microdespertares não são percebidos pelo paciente durante a noite, mas impedem a chegada e a manutenção de um sono mais profundo e reparador para o corpo e para o cérebro, traduzindo-se em sonolência durante o dia.

 

Diagnóstico

Caso sinta a sensação constante de nariz obstruído, o recomendado é consultar um otorrinolaringologista o quanto antes, para identificar a causa do problema.

Para um diagnóstico mais preciso, a videoendoscopia nasal, tomografia da face e exames laboratoriais podem ser solicitados pelo médico, além da polissonografia já mencionada.

 

Prevenção

O inverno e a baixa umidade relativa do ar são grandes inimigos das pessoas que sofrem de obstrução nasal. Neste período, o especialista indica a utilização de umidificadores de ambiente.

O médico recomenda ainda práticas como lavar roupas e cobertores que ficaram guardados, antes de utilizá-l​o​s, evitar a exposição às mudanças bruscas de temperatura e retirar do quarto objetos acumuladores de poeira e ácaros, como tapetes, cortinas e bichos de pelúcia, que podem ajudar a evitar crises de rinite e sinusite.

 

Tratamento

Apesar de desconfortáveis, as obstruções nasais são tratáveis. Segundo o Dr. Nilson, é possível ter uma boa qualidade de vida e noites de sono confortáveis, mesmo sofrendo com estes problemas, quando a patologia é acompanhada por um especialista.

“Se tratarmos essas doenças adequadamente, podemos respirar melhor pelo nariz, ter um sono de mais qualidade e isso impacta em um dia melhor. Ter uma boa noite de sono faz parte de um dos três pilares para uma vida mais saudável, juntamente com a alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física”, finaliza o médico.

O tratamento das obstruções nasais pode ser feito por meio de medicamentos e, em alguns casos, a cirurgia nasal pode ser muito benéfica, auxiliando na respiração e qualidade de sono desejadas.

Pacientes com apneia obstrutiva do sono podem estar entre os grupos de risco para pior evolução da Covid-19, aponta estudo

Mesmo após um ano e meio do surgimento do Coronavírus, ainda são muitas as incertezas com relação à doença. Durante um curto período, novas variantes do vírus surgiram ao redor do mundo, assim como a definição de grupos de risco na população, que aumentaram a preocupação das pessoas e dos profissionais de saúde.

A Covid-19, que inicialmente tinha uma prevalência maior em idosos, homens e pessoas com comorbidades, como obesidade e doenças cardiovasculares, agora pode representar um risco também aos pacientes que sofrem de Apneia Obstrutiva do Sono, segundo um estudo da Universidade de Warwick, no Reino Unido.

De acordo com os especialistas Braz Nicodemo Neto e Nilson André Maeda, ambos otorrinolaringologistas e médicos do sono do Hospital Paulista, a probabilidade se dá devido as características citadas na pesquisa serem comuns nos indivíduos que sofrem de apneia do sono.

Dr. Nilson afirma que a pesquisa preocupa, uma vez que a presença de doenças cardiovasculares preexistentes, associadas à apneia obstrutiva do sono, podem levar a uma crescente nas chances de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pela Covid-19.

O especialista também teme o possível aumento da mortalidade, que pode ser causado em decorrência das complicações do vírus.

A Apneia Obstrutiva do Sono é um distúrbio caracterizado pela obstrução intermitente da via aérea no nível da garganta, enquanto o indivíduo dorme. Ela costuma causar altos ruídos – popularmente chamado de ronco – e interrupções na respiração, que duram no mínimo 10 segundos, ocasionadas pelo bloqueio da passagem do ar.

“A diminuição de oxigênio causada pela apneia estimula de forma exagerada o sistema nervoso, elevando o ritmo de batimentos cardíacos e estimulando a contração dos vasos sanguíneos. A longo prazo, isso pode acarretar doenças nas artérias, infartos e até derrames cerebrais”, alerta o Dr. Nicodemo.

Outro ponto que merece atenção em pacientes que sofrem desse distúrbio são as arritmias cardíacas noturnas, presentes em 40% dos pacientes com apneia do sono.

Riscos da AOS durante a pandemia

Apesar de ser considerado um distúrbio grave, a apneia do sono tende a ser negligenciada pela maioria das pessoas. A doença costuma ser confundida com um simples ronco, o que impede que as pessoas procurem um especialista para o diagnóstico.

Os especialistas do Hospital Paulista ainda alertam para a baixa atenção que a patologia tem recebido durante a pandemia, uma vez que pode representar riscos com desfechos negativos, caso esse tipo de paciente contraia a Covid-19.

Os médicos defendem a inclusão de pacientes diagnosticados com esse distúrbio do sono nos grupos de risco para o Coronavírus, para que estas pessoas saibam do perigo adicional que podem correr, encontrando maneiras de reduzir ainda mais sua exposição ao vírus.

Caso perceba algum dos sintomas da doença, é necessário buscar o auxílio de um especialista, que poderá indicar uma polissonografia – exame que estuda o sono – para um diagnóstico e tratamento adequado, caso haja a confirmação da doença.

“É importante que as pessoas que roncam demais, que possuem um sono fragmentado e não reparador, e que apresentam sonolência diurna, procurem avaliação. As pessoas que convivem com estes indivíduos, como cônjuges e demais familiares, também têm uma função importante de alertar a possível necessidade de médica”, finaliza o Dr. Nilson.

 

Tratamento

A melhor forma de tratar a Apneia Obstrutiva do Sono é analisando a origem e a intensidade do distúrbio. Pessoas obesas têm uma predisposição maior à doença, porém, indivíduos magros, mulheres e crianças também podem ter apneia obstrutiva, ressaltando que a causa, geralmente, é multifatorial.

Os especialistas explicam que existe uma classificação de gravidade da doença. Dessa forma, cada paciente tem o tratamento indicado de maneira individualizada, de acordo com a sua necessidade, por isso a importância do acompanhamento médico especializado.

O tratamento pode ser desde controle de peso, exercícios com fonoaudiólogo e aparelhos intraorais, até o uso de ventiladores (CPAP), que facilita a respiração durante o sono, e a cirurgia da via aérea, sendo bastante comum a associação entre eles.

Sono ruim vai muito além do cansaço diurno e pode levar à perda de memória

A pandemia de Covid-19 já dura mais de um ano e segue afetando diversas atividades cotidianas. Um dos exemplos mais claros é o sono, fortemente prejudicado pela mudança na rotina e pelo estresse que deriva de várias fontes: preocupação com a própria saúde e de familiares, desemprego e falta de perspectivas para o retorno às atividades “normais”. No Dia Mundial do Sono, lembrado em 19 de março, países em todo o mundo chamam a atenção para o fato de que as pessoas reduziram – e muito – a qualidade de seu sono, e isso deverá ter efeitos mesmo após a pandemia passar.

“O sono é influenciado por diversos fatores, e o retorno a um sono de qualidade poderá demorar a acontecer, principalmente quando não for associado a diagnóstico e tratamento específico”, avalia Nilson André Maeda, otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono do Hospital Paulista.

Pesquisas recentes indicam que o número de pessoas com insônia no Reino Unido aumentou de uma em seis para uma em quatro durante a pandemia. Na Grécia, o problema foi relatado por 40% dos entrevistados, enquanto na China a taxa de insônia subiu de 14% para 20% durante o isolamento social.

“Confinadas, as pessoas perderam diversos referenciais e o período de sono foi um dos primeiros a serem afetados. A rotina de trabalho remoto, associada aos cuidados com a casa, por exemplo, fizeram com que o horário tradicional de dormir e acordar fossem severamente modificados, gerando problemas como irritabilidade e sonolência durante o dia”, completa o médico, responsável pelo Ambulatório de Medicina do Sono do Hospital Paulista, que atua no diagnóstico e no tratamento de problemas relacionados ao tema.

 

Apneia e memória

Apesar de ser muitas vezes negligenciado pelas pessoas, o sono de má qualidade influencia na ocorrência de doenças mais graves ao longo da vida. Pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos, por exemplo, indicou que pessoas com apneia obstrutiva do sono sofrem perda de tecido em regiões do cérebro que auxiliam no armazenamento da memória. O estudo foi publicado na revista Neuroscience Letters.

Neste tipo de apneia, a respiração é obstruída por diversas vezes durante o sono. Trata-se de um problema que, muitas vezes, só é identificado através da avaliação de um especialista e de exames específicos, já que o próprio paciente pode ter dificuldade para notar o quadro.

“Na apneia obstrutiva do sono, a via respiratória alta é bloqueada, interrompendo a respiração e reduzindo a oxigenação, de maneira intermitente. Muitas vezes, quem nos auxilia no diagnóstico é quem compartilha a cama com o paciente, além do exame de polissonografia. Geralmente, a história é de ronco alto, sonolência diurna e queixa de um sono não reparador. O tratamento pode ser clínico, cirúrgico ou a associação dos dois, após uma avaliação individualizada de cada paciente”, afirma o otorrinolaringologista.

O estudo demonstrou que a dificuldade em respirar durante o sono pode levar a danos cerebrais e prejuízos para a memória e raciocínio.

 

Muito mais que cansaço

A crença de que noites mal dormidas geram “apenas” dias cansativos é falsa, portanto. Não bastasse a sonolência durante o período diurno, o sono de má qualidade tem a capacidade de deixar os indivíduos mais irritados, dispersos, esquecidos, improdutivos enquanto estão acordados e até perigosos, caso estejam dirigindo um automóvel.

“Além disso, diversos problemas de sono, como o ronco, deterioram a qualidade de vida também de companheiros e companheiras que convivem com os pacientes. Em um período de confinamento e grande estresse, esse tipo de conflito pode gerar grandes danos a relacionamentos e à própria saúde emocional de famílias inteiras. É extremamente importante respirarmos bem durante o sono, sem obstrução nasal ou faríngea”, afirma o médico, ressaltando a importância do tratamento.

“O diagnóstico e o tratamento médico adequados permitem reduzir e, em alguns casos, eliminar problemas de sono responsáveis por deteriorar a qualidade de vida das pessoas. São distúrbios que não devem ser ‘deixados para depois’. É preciso e aconselhável buscar auxílio médico. E lembrando que, em tempos de necessidade de uma boa imunidade, é fundamental termos a quantidade e a qualidade de sono adequadas”, finaliza.

Dia Mundial do Sono: você dorme bem?

O ronco e a apneia são causadores de noites mal dormidas  

Em 13 de março comemora-se o Dia Mundial do Sono, uma iniciativa da World Association of Sleep Medicine para chamar atenção sobre a importância de se dormir bem. O benefício do sono regular, muitas vezes, é pouco reconhecido. Além de repor as energias, este momento de intervalo influencia: no metabolismo, na memória, no sistema imunológico e na prevenção de doenças, como diabetes, hipertensão e obesidade. Sua falta pode trazer ainda irritação, dificuldade de concentração, acidentes e até mesmo depressão.

Um fator comum para a baixa qualidade do sono é o ronco. No Brasil, estima-se que a ocorrência de roncos entre homens de 20 a 40 anos é de 26,5% e aumenta para 36% dos indivíduos acima de 40 anos. Nas mulheres de 20 a 40 anos a porcentagem é de 8,9%, e acima de 40 anos sobe para 24,5%. Além disso, 45% dos homens e 30% das mulheres acima de 65 anos roncam, e 19% das mulheres e 34% dos homens que roncam frequentemente podem apresentar apneia do sono.

“O paciente que apresenta sintomas da doença deve realizar um estudo do sono por meio da polissonografia, exame que registra as variáveis fisiológicas durante o período de repouso, tais como: atividade elétrica cerebral, movimento dos olhos, tônus muscular, fluxo de ar oral e nasal, esforço respiratório, movimentos de pernas, oxigenação do sangue”, afirma o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Apneia – O que é isso?

A apneia obstrutiva do sono é uma limitação do fluxo de ar que ocorre na orofaringe. Esta situação é mais intensa que apenas um ronco, levando a breves e repetidas paradas respiratória enquanto o indivíduo dorme.

Cada vez que há uma diminuição do fluxo de ar, que pode ser de poucos segundos ou se prolongar por mais de um minuto, ocorre uma diminuição do nível de O2 do sangue. Por consequência, um aumento do CO2 leva a um aumento do batimento cardíaco e da pressão arterial.

“Essas alterações ‘avisam’ o cérebro que existe um problema respiratório, gerando um pequeno despertar de poucos segundos. Com isso, há um aumento da contração muscular e restabelecimento da patência (capacidade de manter uma via desobstruída) das vias aéreas e normalização temporária da respiração. Este tipo de evento pode ocorrer inúmeras vezes na mesma noite, levando a uma queda da qualidade do sono”, explica o especialista.

Tratamentos

O tratamento deverá ser individualizado e adequado, levando em consideração a anatomia do paciente um e o grau de apneia (leve, moderada ou acentuada).

Existem várias abordagens cirúrgicas para o ronco e a apneia, que têm por objetivo desobstruir as vias aéreas superiores, dentre elas: a correção de desvio de septal e diminuição de cornetos, elevação do palato mole, retirada das amigdalas, entre outras.

O tratamento também pode ser ortodôntico, e corrige avanços maxilares com uso de aparelhos intraorais. O caso pode até mesmo ser cirúrgico para a melhor adequação da maxila e da mandíbula, e envolve também a participação de um cirurgião buco-maxilo-facial.

Por fim, o paciente pode utilizar o CPAP, um aparelho usado durante o sono que ajuda a respiração por meio de pressão de ar positiva, gerada por uma ventilação forcada, que joga o ar ambiente por uma mangueira (traqueia) ligada a uma máscara, parecido com uma inalação.

Apneia em crianças

A condição é mais comum em crianças com o aumento das amigdalas e da adenoide (carne esponjosa). “Normalmente o tratamento mais eficiente, consiste na retirada desses elementos, por meio de uma cirurgia chamada adenoamigdalectomia”, explica o especialista.

Sintomas

Abaixo, seguem os principais sintomas do ronco e da apneia obstrutiva do sono. “Caso alguém perceba estas manifestações, é necessário procurar um otorrinolaringologista para a investigação diagnóstica e possível tratamento”, finaliza o médico do Hospital Paulista.

Sintomas noturnos:

  • Ronco alto
  • Sono agitado
  • Paradas respiratórias
  • Engasgos
  • Nicturia (acordar várias vezes para urinar)
  • Pesadelos asfixiantes

Sintomas diurnos:

  • Sono não reparador
  • Sonolência diurna
  • Dificuldade de memória e concentração
  • Irritabilidade
  • Impotência e diminuição da libido
  • Cefaleia matinal
  • Boca seca ao acordar

Durma com este barulho: Apneia afeta 35% dos brasileiros

Glossário: Polissonografia com CPAP e BIPAP

Você já ouviu falar em Polissonografia? Trata-se do exame indicado para pessoas que apresentam sintomas clínicos como ronco e sonolência diurna e precisam procurar um médico otorrinolaringologista para realizar um estudo completo de seu sono.

A partir desse estudo completo e posterior diagnóstico, o médico pode indicar como tratamento a Polissonografia com CPAP (Continuous Positive Airway Pressure – Pressão Positiva Contínua na Via Aérea) ou com BIPAP (Bilevel Positive Airway Pressure – Pressão Positiva em Dois Níveis na Via Aérea), que são formas eficazes de tratar a apneia obstrutiva do sono, por exemplo.

O CPAP é um aparelho que fornece pressão de ar através de uma máscara nasal responsável por desobstruir a via aérea responsável pela passagem de ar. Isso garante uma noite de sono mais tranquila e segura ao paciente diagnosticado com a apneia obstrutiva do sono. Além de ser a principal forma de tratamento para esta doença, realizado em domicílio, o aparelho CPAP também é utilizado no tratamento contra o ronco.

Já o BIPAB funciona da mesma forma que o CPAP, porém em dois níveis, criando e diminuindo a pressão do ar. Os aparelhos BIPAP ajustam a pressão do ar de forma automática fazendo mais pressão quando você inala e menos pressão quando você exala.

Gostaria de saber mais? Acesse: http://www.hospitalpaulista.com.br/sono-paulista/

Dormir bem é fundamental para a saúde e qualidade de vida!

É um total contra-senso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo “treinado” para dormir menos nos permita ampliar o número de “horas úteis” do dia, mantendo o mesmo desempenho.

Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.

Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem:

  • menor vigor físico;
  • envelhece mais precocemente;
  • está mais propenso a infecções;
  • está mais propenso à obesidade, à hipertensão e ao diabetes.

Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma ideia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção.

Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue – quantidade equivalente a três doses de uísque.

Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

Neste sentido, a qualidade do sono está diretamente ligada a qualidade de vida e a promoção da saúde. E um próximo artigo, passaremos algumas dicas importantes para dormir bem!

Fonte: Dr. Braz Nicodemo Neto, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Polissonografia e a importância do sono

A polissonografia é o exame de escolha para o estudo do sono, sendo fundamental na investigação dos distúrbios respiratórios. Durante todo período de sono são observadas e registradas as atividades cerebrais, cardíaca, respiratória e muscular que após análise médica, consegue-se diagnosticar o tipo de distúrbio do sono que o paciente apresenta para orientar o médico no tratamento.

Nós do Sono Paulista contamos com os mais modernos aparelhos, quartos climatizados em ambiente silencioso para o seu conforto, técnicos altamente treinados, e médicos especializados em medicina do sono para interpretação do exame.

No Sono Paulista você tem a certeza do diagnóstico preciso.

Higiene do sono

Independente do problema apresentado estas orientações gerais melhoram a qualidade do sono.

  • Temperatura e luminosidade adequada no quarto;
  • Colchão adequado ao seu peso e altura;
  • Horário regular de dormir;
  • Evite o consumo de álcool e cafeína;
  • Evite fumar;
  • Evite fazer atividades físicas até 4 horas antes de dormir;
  • Evite assistir TV, ler e comer na cama;
  • Procure escrever em uma agenda todo planejamento diário, com a finalidade de “esvaziar” suas preocupações durante a noite.

O que vem a ser o ronco e a apneia?

Do latim apneia quer dizer “sem respiração”. Existem 3 tipos de apnéias: central, obstrutiva e mista. A central ocorre quando o cérebro falha em mandar sinais adequados aos músculos respiratórios para iniciar a respiração, sendo a forma menos freqüente. A forma obstrutiva e mista são muito mais comuns e ocorrem quando se tem uma obstrução das vias superiores levando a uma interrupção do fluxo de ar.

A apnéia obstrutiva do sono é uma doença que atinge 2% das mulheres e 4% dos homens adultos, sendo bastante comum e com um grande número de pacientes sem diagnóstico e tratamento.

Quando mudamos da posição ereta ou sentada para a deitada, existe a tendência de diminuição do calibre da via aérea superior (VAS). Isto ocorre pelo efeito da gravidade na língua e no palato mole que tendem a cair parcialmente para trás.

Alguns pacientes por apresentarem alterações estruturais das VAS (amídalas aumentadas, palato alongado, macroglossia, retrognatia, etc…), associado a um relaxamento da musculatura quando dormem, levam a uma diminuição do calibre das vias aéreas superiores, principalmente na região retropalatal e retrolingual.

Quando o ar passa por esta região e encontra resistência causa uma vibração nos tecidos levando a um som muito conhecido que é o ronco. Esta diminuição do calibre pode ser mais intensa limitando o fluxo de ar, neste caso deixa de ser apenas um ronco e se torna uma “hipopneia” e se esta diminuição for ainda mais intensa irá causar um colapso das VAS , impedindo fluxo de ar, levando a parada respiratória, tornado-se uma “apneia”.

Resumindo a hipopneia é uma diminuição do fluxo de ar e a apneia a obstrução total e ambas tem de durar acima de 10 segundos. Se o indivíduo apresentar mais de 5 eventos respiratórios (apnéia e/ou hipopneia com duração de mais de 10 segundos) , por hora é considerado um indivíduo com apnéia obstrutiva do sono.

Quais as consequências do ronco?

O ronco primário, como é chamado o ronco que apenas causa vibração dos tecidos emitindo som característico sem causar limitação do fluxo, causa conseqüências sociais. Porém, vale ressaltar que dos indivíduos que roncam freqüentemente: 19%das mulheres e 34% do homens apresentam apnéia. Todo indivíduo que ronca constantemente deverá ser avaliado.

Quais as consequências das apneias?

Cada vez que há uma diminuição da fluxo de ar, que pode ser de poucos segundos ou se prolongar por mais de um minuto, ocorre uma diminuição do nível de O2 do sangue e por conseguinte um aumento do CO2, levando a um aumento do batimento cardíaco e aumento de pressão. Essas alterações “avisam” o cérebro que existe um problema respiratório gerando um pequeno despertar de poucos segundos, levando a um aumento da contração muscular e restabelecimento da potência das vias aéreas superiores e normalização temporária da respiração. No paciente com apneia este tipo de evento ocorre inúmeras vezes , chegando a ocorrer centenas de vezes durante o sono, levando a uma fragmentação excessiva do sono.

Sintomas mais comuns da apneia

Noturnos
1. ronco alto;
2. paradas respiratórias;
3. engasgos;
4. sono agitado;
5. várias interrupções no sono para urinar.

Diurnos
1. sono não reparador, acorda-se cansado;
6. sonolência diurna;
7. memória fraca e dificuldade de concentração;
8. impotência ou diminuição da libido;
9. boca seca ao acordar;
10. cefaleia matinal;
11. irritabilidade.

Consequências da apneia do sono

Sofrendo de apneia obstrutiva do sono, o indivíduo tem maiores chances de apresentar:
1. hipertensão arterial sistêmica;
2. arritmia cardíaca;
3. acidente vascular cerebral (derrame);
4. infarto agudo do miocárdio.

Como diagnosticar?

Polissonografia

O paciente que apresenta sintomas clínicos da doença (ronco, sonolência diurna, etc) deve realizar um estudo do sono através da polissonografia. A polissonografia é o exame de escolha no diagnóstico da apneia obstrutiva do sono e consiste no registro das variáveis fisiológicas durante o sono como a atividade elétrica cerebral, movimento dos olhos, tônus muscular, fluxo de ar oral e nasal, esforço respiratório, movimentos de pernas, oxigenação do sangue (oximetria). Este exame além de diagnosticar irá determinar a gravidade da patologia.

A polissonografia irá determinar se seu sono é normal e apresenta quantidade de sono profundo suficiente, se apresenta pequenos despertares fragmentando o sono, controle da respiração, medindo a intensidade do fluxo de ar nasal e bucal regitrando se há interrupção no fluxo (paradas respiratórias), registrando o movimento de tórax e abdome, registro de ronco, se este é de forte intensidade ou intermitente, quantidade de oxigênio no sangue através de sensores digitais totalmente não invasivos, controle da movimentação do corpo durante o exame com monitoramento do movimento do tórax e pernas.

Polissonografia com CPAP

O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é uma das formas que o seu médico pode escolher como tratamento, sendo assim, você deverá realizar um novo exame de polissonografia com o uso deste aparelho para identificar a pressão do CPAP a ser usada pelo paciente em casa.

Para fazer uma avaliação, marque a sua consulta. Ligue: (11) 5087-8700

A Importância do Sono

É um total contrassenso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário,. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo “treinado” para dormir menos nos permita ampliar o número de “horas úteis” do dia, mantendo o mesmo desempenho.

Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.

Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes.

Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue – quantidade equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

O sono e os hormônios

A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.

Qual é o papel do GH? Entre outras funções, ele ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, a fabricação do hormônio do crescimento.

A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.

Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).

Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.

É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, consequentes da falta do sono necessário. É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém – adulto ou criança – não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

Riscos provocados pela falta de sono a curto prazo: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.

Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinal e perda crônica da memória.

Conselhos para Dormir Melhor

  • À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades
  • Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes (“despertam”)
  • Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo
  • Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
  • Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
  • Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
  • Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
  • Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
  • Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
  • Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

Fonte: Dr. Braz Nicodemo Neto CRM 070179