Como diferenciar os sintomas de Influenza, Ômicron e Flurona?

Um novo termo tem se popularizado nos últimos dias: “Flurona”. A palavra tem sido utilizada para descrever os casos de infecção simultânea ou coinfecção por Covid-19 e gripe.

 

Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não se trata de um novo vírus, mas uma contaminação concomitante de dois vírus diferentes.

Conforme a especialista, Flurona vem da junção da palavra gripe em inglês (“flu”) com o Coronavírus (“rona”). O termo, segundo a médica, serve para descrever uma situação mais comum do que se imagina.

“Infectar-se por dois vírus não é uma situação rara de acontecer. Isso é comum, principalmente em períodos como o que estamos passando, com números elevados de pessoas com Covid-19 e Influenza, ambas doenças de fácil transmissão.”

Dra. Cristiane afirma que, como consequência dos dois tipos de vírus, é possível que, em alguns casos, o paciente apresente sintomas das duas doenças ao mesmo tempo.

“Em ambos os quadros, os sinais tendem a ser muito semelhantes, porém, no caso da Covid, eles podem mudar de acordo com a variante. Atualmente, a Ômicron já é responsável pela maioria dos casos no Brasil.”

 

Confira os sintomas mais comuns em cada caso:  

Influenza A (H3N2 de cepa Darwin) – Febre alta, tosse, garganta inflamada, calafrios, fadiga e dores de cabeça, no corpo e nas articulações. “Nos últimos meses, esse tipo de gripe contribuiu para um aumento de infecções em um período atípico no Brasil. Isso preocupa, pois torna a mucosa nasal mais exposta a outros vírus, como o da Covid-19”, explica a médica.

Variante Ômicron – Cansaço extremo, dores pelo corpo, na cabeça e inflamação na garganta e febre.

Flurona – Tosse seca, febre, cansaço e perda do paladar ou do olfato, além de dores de cabeça, garganta inflamada, olhos vermelhos ou irritados.

A especialista destaca que as principais diferenças entre os sintomas da Influenza e da Ômicron estão relacionadas à evolução do quadro. “No caso da Influenza, o início é súbito, com manifestações importantes: nas primeiras 48 horas há febre alta e dor no corpo, melhorando ao longo do tempo. Essa gripe dura sete dias, em média.”

A Covid, por sua vez, apresenta uma evolução mais progressiva. “Ela pode começar com sintomas leves, como febre baixa e discretas dores no corpo, que costumam ficar mais importantes com o passar do tempo. Em casos moderados, a febre e a tosse são persistentes, bem como a fraqueza muscular e a falta de apetite. Já nos casos graves, a falta de ar e a queda da saturação do oxigênio são mais frequentes.”

 

Prevenção

 

Além do aumento nos casos de Covid, principalmente pela variante Ômicron, o Brasil ainda enfrenta um surto de Influenza em diversas capitais.

De acordo com a otorrino, o aumento dos casos de Covid se deve à facilidade de transmissão da nova variante, além da redução das medidas de proteção. Sobre os casos de gripe, Dra. Cristiane explica que o aumento pode estar ligado à linhagem Darwin, que não está incluída na composição das atuais vacinas em uso no hemisfério Sul.

Para prevenir ambas as infecções, incluindo a coinfecção Flurona, a especialista recomenda o uso de máscaras faciais, principalmente as do tipo PFF2 ou N95; evitar aglomerações e praticar a desinfecção frequente das mãos com álcool gel 70%, ou, preferencialmente, a lavagem com água e sabão; manter o distanciamento social; e evitar compartilhar objetos de uso pessoal.

Segundo a médica, a maioria dos casos graves ocorreu em pacientes não vacinados contra a Covid-19, por isso a vacinação é a mais importante medida de proteção.

“Devemos nos vacinar, completando todas as etapas de imunização indicadas pelo Ministério da Saúde, além de manter as recomendações de distanciamento e evitar aglomerações. Não é momento de afrouxar os cuidados, mas intensificá-los para que, no futuro, possamos sair dessa”, finaliza a médica.

Você conhece o exame BERA com sedação? O Hospital Paulista é a única instituição especializada a realizar o exame no Brasil

Você já ouviu falar no exame BERA (Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico)?  Possui o objetivo de avaliar a integridade funcional do nervo auditivo e determinar se há ou não um distúrbio na audição e seu grau. Além disso, possibilita que o médico identifique se a causa é decorrente de uma lesão no nervo auditivo, ou ainda, no tronco encefálico.

Segundo o Prof. Dr. Ricardo Dorigueto, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o BERA com sedação é um exame não invasivo, indolor e extremamente importante, utilizado para determinar o nível de resposta auditiva, principalmente em recém-nascidos, autistas e crianças portadoras de necessidades especiais. “É um procedimento muito adequado para realizar em crianças já que estes ainda não podem fazer uma audiometria tradicional”, comenta.

O especialista ainda destaca que o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia dispõe de equipamento de alta tecnologia, profissionais qualificados e treinados a realizar o BERA com sedação em centro cirúrgico. “Aplicamos a sedação ou anestesia para levar a criança ao sono induzido, já que no momento do teste, não pode haver nenhum movimento que interfira na resposta elétrica e, consequentemente, na interpretação correta do resultado”, explicou o Prof. Dr. Dorigueto.

Para finalizar, o médico esclarece que muitas vezes os pais ficam com receio do procedimento ser feito no centro cirúrgico, já que culturalmente é um local que passa um ar negativo, mas pelo contrário: “nosso grande diferencial é justamente escolher o centro cirúrgico pela total segurança que ele oferece, além disso, temos um profissional exclusivamente realizando o BERA e um anestesiologista cuidando da criança para garantir o sucesso do exame”.

Férias: Hospital Paulista alerta para os cuidados que podem evitar problemas vocais e auditivos durante a diversão

As festas de final de ano passaram e, para muitos, as férias estão apenas começando.  Neste período, as praias e piscinas estão sempre cheias e sol, álcool e música alta são fortes atrativos para espairecer. Essa mistura, entretanto, pode trazer uma série de danos à saúde como otites, traumas auditivos, problemas no labirinto (estrutura responsável pela audição, equilíbrio e percepção corporal) e até perdas auditivas.

Dra. Cristiane Adami, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, alerta para a necessidade de visitar um otorrino após a temporada de festas e férias, caso perceba alguma alteração na saúde auditiva ou vocal, para garantir que não houve nenhum dano, já que esses problemas podem ocorrer facilmente em adultos e crianças.

“Com as festas de fim de ano, é comum ficarmos expostos ao barulho excessivo, causado, principalmente, por queimas de fogos de artifício que celebram o ano que inicia. Isso pode acarretar algum trauma acústico, problema causado justamente pela exposição a sons muito altos”, explica.

Este tipo de trauma acontece graças a uma lesão abrupta das células do ouvido interno, e os sintomas podem aparecer imediatamente ou algumas horas após o episódio. Zumbidos, sensação de plenitude nos ouvidos – como se estivesse descendo a serra –, percepção de sons metálicos, são sinais de alerta. Além disso, o trauma acústico ainda pode causar a perda auditiva, que pode ser temporária ou até definitiva.

“Para minimizar os sintomas e ter a chance de cura, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista logo após o incidente para o diagnóstico correto e tratamento imediato”, alerta a especialista.

 

Água nos ouvidos

Durante as férias, muitas pessoas vão à praia e é comum que os adultos e, principalmente, as crianças abusem da água durante a diversão. A Dra. Cristiane alerta que esses momentos exigem cuidado redobrado, já que o excesso de água nos ouvidos pode causar a otite externa, infecção do canal auditivo.

“Geralmente, ela é causada por resquícios de água na orelha, criando um ambiente úmido que proporciona o crescimento de bactérias ou fungos.”

Entre os sintomas estão as dores de ouvido, coceiras, presença de secreção e o inchaço do canal auditivo, que pode causar um abafamento da audição. A otite externa é uma condição de fácil diagnóstico, que não requer exames complementares, porém é importante visitar o otorrino, que definirá o melhor tratamento.

“A atenção dos pais é essencial para as crianças durante todo o período, seja durante as festas, para que não fiquem expostos ao som dos fogos ou durante as férias, principalmente enquanto estão brincando na água”, explica.

A médica recomenda os protetores auriculares para ajudar contra a exposição de ruídos, e que também podem ser usados na piscina, para evitar que a água entre nos ouvidos.  Além disso, a higienização evita a proliferação dos fungos e bactérias causadores das otites. “São cuidados simples que podem contribuir com o sucesso das férias.”

 

Excesso de álcool

Outro ponto que merece alerta de jovens e adultos é o consumo excessivo de álcool, já que ele pode alterar o funcionamento dos neurotransmissores do sistema nervoso central, atuando diretamente na diminuição da densidade do líquido que fica dentro do labirinto.

“Em conjunto, essas alterações podem levar ao desequilíbrio e à tontura, até mesmo no dia posterior ao consumo de álcool.”

De acordo com a médica, o álcool também pode prejudicar nossa saúde vocal. Além de contribuir para a falta de controle e abuso vocal, ele age diretamente nos tecidos da laringe, causando grande irritação e ressecamento, prejudicando a voz.

“A moderação é nossa maior aliada, tanto para recebermos o novo ano, como para aproveitarmos as férias com nossas crianças. Caso algum desses problemas venha a acontecer, o ideal é buscar um otorrinolaringologista o quanto antes para que os sintomas não se agravem”, finaliza a médica.

Rinoplastia funcional: entenda a cirurgia que prioriza a saúde respiratória

A rinoplastia funcional consiste na cirurgia para resolver distúrbios respiratórios ocasionados por problemas no nariz, podendo ser realizada em conjunto com a rinoplastia estética. As duas têm como objetivo melhorar a qualidade respiratória do paciente e restabelecer a simetria do órgão, respectivamente.

“Ao contrário da rinoplastia, que tem um objetivo exclusivamente estético, a rinoplastia funcional é realizada para corrigir a estrutura interna (septo) e ou externa (pirâmide nasal – óssea e ou cartilaginosa) do nariz, restabelecendo sua função respiratória”, explica o otorrinolaringologista do Hospital Paulista Dr. José Eduardo Lutaif Dolci.

Entre as diversas possibilidades de correção na cirurgia estão o desvio de septo, narizes tortos em decorrência de crescimento e traumas e pinçamento de válvula nasal interna ou externa, que causam obstruções e deformidades congênitas – quando é necessário reconstruir o nariz.

Segundo Dr. Dolci, na grande maioria das vezes, as cirurgias estão juntas, tanto a estética, como a funcional.

“Devemos chamar a atenção à formação do otorrinolaringologista, que deve conhecer tanto a parte funcional como a parte estética do nariz. Os desvios septais são os maiores causadores da dificuldade em respirar, assim como as hipertrofias de cornetos. Por isso, as cirurgias devem acontecer de forma combinada”, destaca.

O especialista ainda fez menção ao cirurgião Jacques Joseph, conhecido como o pai da rinoplastia moderna. “Não é plausível termos que chamar dois engenheiros, um para a construir o piso e outro para construir o teto de uma casa. Da mesma forma, usamos como analogia a cirurgia do nariz. Um único cirurgião deve ser capaz de fazer a procedimento por completo.”

Reconstruções e cirurgias malsucedidas

O médico ressalta que a rinoplastia funcional também é utilizada para corrigir cirurgias estéticas malsucedidas. “À medida que as técnicas de rinoplastia evoluíram, cirurgias mais invasivas deixaram de acontecer. Hoje em dia, é menos comum encontrarmos cirurgias destrutivas como no passado. Porém, é absolutamente comum que um cirurgião faça reconstrução de rinoplastias anteriores, que possam ter deixado sequelas e problemas respiratórios importantes”, explica.

Segundo o especialista, em meio às décadas de 1960 e 1970, os procedimentos causavam inúmeros problemas de ordem funcional, como pinçamento de válvula e perfurações septais. “Hoje, as técnicas são mais conservadoras e as cirurgias, estruturadas. Os especialistas priorizam a manutenção da função do nariz.”

Dr. Dolci finaliza com um alerta sobre a importância de priorizar bons hospitais na realização dos procedimentos. “Esse é, realmente, um diferencial. No Hospital Paulista, por exemplo, dispomos de uma estrutura excelente, além de uma equipe altamente capacitada. Nosso centro cirúrgico é muito bem equipado e os quartos trazem o conforto necessário para o pós-operatório”, finaliza o médico.

 

Doenças de verão: como evitar otites, dores de garganta e alergias respiratórias?

O verão está chegando e, com ele, para muitos, a temporada de férias. Se por um lado, o tempo quente e seco é um verdadeiro convite para praias, piscinas e cachoeiras, por outro, pode ser a porta de entrada para alguns problemas de saúde.

Os otorrinolaringologistas do Hospital Paulista Gilberto Ulson Pizarro e Cristiane Passos Dias Levy alertam para as doenças mais comuns na estação e dão dicas de prevenção às otites, dores de garganta e alergias respiratórias.

 

Dor de garganta

Apesar de mais comum no frio, a dor de garganta pode ter várias causas, sendo a mudança brusca de temperatura uma delas. Conforme Dr. Gilberto, a oscilação do clima diminui o batimento ciliar da mucosa, podendo deixar bactérias entrarem na garganta.

“A piora pode acontecer por conta das trocas bruscas de temperatura, como quando alguém está no sol quente e depois toma sorvete. Ou, ao chegar da praia com o corpo quente, ir para o ar-condicionado”, explica o especialista.

O médico reitera a importância de tomar água com frequência ao longo do dia, principalmente durante o calor.

“A garganta é uma região que só trabalha bem quando está úmida. Caso haja ressecamento por falta de hidratação ou alguma doença, podemos ter inflamações da mucosa, dores e sensações de inchaço ao engolir”, ressalta.

 

Otites e ouvido tapado

Outro grande afetado durante as férias pode ser o ouvido, que sofre tanto por conta das otites – processo inflamatório e infeccioso que acontece por conta do tempo excessivo que as pessoas passam dentro da água – como em decorrência dos incômodos causados ao descer a serra em direção ao litoral, por exemplo.

Dr. Gilberto detalha como é possível evitar o problema, mantendo livre a comunicação do nariz com o ouvido, chamada de tuba auditiva. Já para evitar as otites, o médico indica algumas recomendações básicas:

 

  • Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após nadar;
  • Não utilize hastes flexíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada protetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;
  • Evite mergulhar em água suja;
  • Para quem tem otites recorrentes, é recomendável utilizar protetores auriculares de silicone;
  • Procure não passar um longo período dentro da água.

 

Alergias respiratórias

 

Cerca de 30% da população brasileira possui algum tipo de alergia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para aqueles que apresentam o problema, o verão costuma ser uma estação mais delicada, podendo potencializar crises e desconfortos.

“Apesar das alergias respiratórias estarem associadas a outras estações do ano, devemos lembrar que é no verão que temos exposição a mudanças bruscas de temperatura, ao ar seco do ar-condicionado e a ambientes com muitos ácaros, que ficaram fechados por longos períodos de tempo, como casas de veraneio”, explica Dra. Cristiane.

A especialista destaca que, para um diagnóstico correto e completo, é importante que o médico pesquise o histórico clínico do paciente, bem como o familiar. Dessa forma, ele poderá identificar a causa da alergia.

Confira abaixo algumas dicas da médica para diminuir as chances de crise:

 

  • Tomar bastante água;
  • Fazer lavagens nasais frequentes com soro fisiológico para hidratar as mucosas;
  • Abrir as casas de veraneio com antecedência e chegar, de preferência, durante o dia para abrir bem a casa;
  • Limpar bem a casa ou o ambiente que irá utilizar;
  • Optar por aspirar e passar pano úmido em vez de varrer os locais;
  • Usar capas antiácaros em colchões e travesseiros;
  • Sempre que possível, colocar travesseiros e edredons no sol;
  • Evitar objetos que acumulem pó nos quartos, como cortinas, tapetes e carpetes;
  • Limpar com frequência os filtros de ar-condicionado;
  • Evitar, quando possível, mudanças bruscas de temperatura;
  • Buscar auxílio médico assim que possível e não abandonar o tratamento após o verão.

Deficientes auditivos carecem de comunicação clara e integrada, afirmam especialistas

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 10% da população mundial tenha algum tipo de deficiência. Trata-se de milhões de pessoas com algum impedimento de longo prazo, ocasionados por natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que impeça sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições.

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, lembrado em 3 de dezembro, tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a desigualdade de oportunidades e outros problemas enfrentados por estes cidadãos, além de celebrar as conquistas realizadas ao longo dos anos.

Nesse contexto, os especialistas do Hospital Paulista José Ricardo Gurgel Testa (otorrinolaringologista) e Sabrina Figueiredo (fonoaudióloga) destacam os desafios enfrentados por deficientes auditivos no dia a dia. “Para haver uma inclusão mais ampla das pessoas surdas com a sociedade, é necessário proporcionar uma comunicação integrada e clara a este público”, explica a fono.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 bilhão de pessoas contam com algum grau de deficiência auditiva. A estimativa é que até 2050 este número chegue a 2,5 bilhões em todo o mundo.

De acordo com Sabrina, a inclusão pode ser realizada por meio da inserção de legendas em conteúdos como filmes, plataformas educativas, propagandas ou vídeos que circulem em redes sociais; da participação constante de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais); e do apoio às famílias dos pacientes, principalmente as de crianças com algum grau de deficiência auditiva aguda.

“A Libras é a segunda língua oficial do Brasil. É importante que as famílias tenham acesso a ferramentas e estejam preparadas para lidar com as crianças, aprendendo a linguagem que poderá ser utilizada na escola, faculdade e depois no trabalho.”

 

Legislação e inclusão

As instituições também devem estar preparadas para receber as pessoas com necessidades especiais. Cada forma e grau de deficiência requer adaptações específicas em estabelecimentos e ambientes.

Da mesma forma que um local com escadas e sem elevadores/rampas pode ser conflituoso para um cadeirante, um ambiente sem sinalização ou profissionais de Libras pode trazer muitos desafios para o deficiente auditivo, impedindo até que ele interaja com as outras pessoas.

No mercado de trabalho, por exemplo, a Lei nº 8.213/1991, conhecida como Lei de Cotas, prevê uma série de medidas com o objetivo de inserir e integrar pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Empresas a partir de 100 colaboradores têm a obrigação de empregar uma parcela de pessoas com algum grau de deficiência. A cota mínima varia entre 2% e 5%, dependendo do total de trabalhadores da empresa.

Para Dr. Testa, as empresas devem se preocupar em não apenas empregar a pessoa com deficiência, mas também integrá-la à companhia, respeitando suas dificuldades e promovendo suas potencialidades.

“Quando se contrata um funcionário com qualquer tipo de deficiência, a empresa não está apenas cumprindo a lei. Está promovendo uma função social, humanitária. É preciso que a área de Recursos Humanos tenha a sensibilidade de facilitar o ambiente de trabalho, de acordo com a deficiência do novo colaborador, e capacitar gestores e demais funcionários, de modo que a pessoa não se sinta acuada, preterida ou discriminada em seu cotidiano laboral”, finaliza o especialista.

Hospital Paulista mantém serviços do Ambulatório de Olfato inaugurado para auxiliar pacientes com sequelas da Covid-19

O Hospital Paulista de Otorrinolaringologista decidiu manter os serviços disponibilizados pelo ambulatório especializado, inaugurado em meio à pandemia, para atender pacientes com alteração no olfato ou paladar e entender melhor os impactos da Covid-19.

O Ambulatório de Olfato, como é conhecido, tem como objetivo ampliar e qualificar o diagnóstico e o tratamento destes sintomas. Além disso, no atendimento, os pacientes são estimulados a sentir diferentes cheiros e sabores, como uma terapia para quem perdeu um ou os dois sentidos após contrair a doença.

“Na consulta, fazemos o questionário de Triagem de Olfato e Paladar (TOP) e um exame básico com um cheiro característico. Dependendo do resultado, complementamos com exames específicos, como o teste da Universidade da Pensilvânia (EUA), baseado em quatro cartelas com 40 odores diferentes. Assim, conseguimos identificar de forma precisa o tipo de cheiro que foi perdido e acompanhar, com a mesma cartela, a evolução da recuperação do paciente”, explica o diretor clínico e responsável pela área, Dr. Gilberto Ulson Pizarro.

Segundo o especialista, o ambulatório foi acelerado pela Covid-19, mas já estava sendo desenvolvido há dois anos para atender a profissionais que utilizam o olfato e o paladar como instrumentos de trabalho, como degustadores, sommeliers e perfumistas, entre outros.
“O olfato já era algo que me fascinava e ver as pessoas perdê-lo é terrível. Estamos tendo muito trabalho, mas estamos conseguindo recuperar o olfato e o paladar das pessoas. Dos pacientes atendidos, apenas 2% permanecem inalterados após o tratamento; e temos ainda 14% com sequelas. Mas conseguimos a recuperação em cerca de 84%, em um ano de ambulatório”, comemora.

Dr. Gilberto ressalta ainda que, apesar da diminuição nos casos de Covid-19 e dos avanços no diagnóstico dos sintomas, a permanência dos serviços do ambulatório é essencial porque o olfato e o paladar também são responsáveis pela segurança.

“Os dois sentidos estão intimamente relacionados. Alguns gostos podem ser reconhecidos sem a influência dos odores, porém sabores mais complexos requerem o olfato para serem identificados. Por meio deles, é possível identificar incêndios ou verificar se um alimento está estragado, por exemplo, evitando, assim, o seu consumo. O olfato e o paladar ainda nos dão prazer na alimentação e nos instiga sexualmente, ambos importantes para a qualidade de vida”, reitera o otorrinolaringologista.

Os serviços do ambulatório continuarão a ser prestados pelo Centro Médico com Subespecialidades em Otorrino do hospital.

Causas que podem levar à perda de olfato

A perda de olfato é um dos sintomas mais característicos da contaminação pela Covid-19, mas o problema pode ser consequência também de doenças como H1N1, polipose nasal e traumas na região da cabeça, além de más formações, como meningoceles e meningoencefaloceles, e tumores específicos, como o esteioneuroblastoma.

A anosmia, como é conhecida, contempla dois tipos característicos de perda olfatória: condutiva, quando a passagem de ar no nariz é impedida, como em casos de gripe e rinite; e neurossensorial, resultado do comprometimento de células específicas ou nervos que levam a informação do cheiro para o cérebro.

“Caso o problema persista por cerca de 14 dias, o recomendado é procurar um otorrinolaringologista. O paciente pode buscar diretamente o ambulatório do Hospital Paulista, onde será atendido de forma mais completa, por uma equipe multidisciplinar apta, inclusive, para procedimentos clínicos e cirúrgicos, se necessário”, explica o Dr. Gilberto.

Após o tratamento inicial da causa, se o problema persistir, ainda é possível administrar um tratamento utilizado mundialmente, conhecido como Treinamento Olfatório. “Importante saber que neste tipo de tratamento não há melhora imediata. É preciso que o paciente saiba disso, persista e não desanime ou desista. Ele deve encarar como uma fisioterapia olfatória”, ressalta.

O médico alerta, no entanto, que a prática sem o acompanhamento de um especialista não é recomendada. “O uso incorreto de produtos e essências, diretamente no nariz, sem a concentração, distância e intervalos adequados, pode prejudicar o órgão, já que alguns componentes podem ser tóxicos e levar a lesões irreversíveis”, finaliza.

 

Hospital Paulista alerta para cuidados que músicos devem ter com saúde do ouvido e da voz

Na semana em que é celebrado o Dia Internacional do Músico, o Hospital Paulista chama a atenção para os principais desgastes e problemas que podem acometer os profissionais que dependem da voz e do ouvido para exercerem seu trabalho.

De acordo com o Dr. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista que atende no Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz do Hospital Paulista, é recomendado que músicos e cantores visitem o otorrinolaringologista com uma frequência maior que outros profissionais.

“As avaliações com o otorrino em pacientes que trabalham com uso intenso da voz e/ou ficam expostos a ambientes com som alto são muito importantes, tanto para prevenir alterações como para tratá-las. Não há uma frequência exata, pode variar conforme cada caso”, explica o especialista.

Entre os problemas que as consultas podem ajudar a identificar e até prevenir estão a perda auditiva induzida por ruídos (PAIR) e as alterações fonotraumáticas nas cordas vocais, que se referem a alterações não cancerígenas, ou seja, benignas.

“Estas alterações podem variar de pessoa para pessoa, sendo desde uma simples inflamação temporária até o surgimento de lesões como nódulos, pólipos, granulomas e alguns tipos de cistos”, ressalta o médico.

Conforme o Dr. Enoki, a literatura médica é carente de estudos que constatam a ligação dos instrumentos de sopro com alterações nas cordas vocais, mas acredita-se que, de fato, ela possa existir. Ele cita a laringocele e a faringocele, que são dilatações na região do pescoço, como possíveis ocorrências em instrumentistas com predisposição aos problemas.

“Podem ocorrer, principalmente, em casos de instrumentos que exercem uma pressão mais elevada na laringe e na faringe para a sua execução, como os trompetes, por exemplo”, explica.

 

Prevenção

Além das visitas regulares ao otorrinolaringologista, o médico destaca alguns cuidados básicos para manter a saúde vocal e auditiva dos músicos e cantores, como uma

boa hidratação e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. “Como, em muitos casos, os cantores precisam trabalhar com uma alta demanda do uso vocal, os períodos de repouso da voz e exercícios vocais também ajudam a diminuir o risco das complicações na laringe.”

Além disso, o retorno sonoro de palco deve ser adequado para que o profissional não faça um esforço além do necessário. Dr. Enoki finaliza explicando que a principal medida de prevenção aos problemas de audição é o uso de protetores auriculares em locais com alta exposição sonora.

Prematuridade pode ser fator de risco para o desenvolvimento da linguagem e de habilidades auditivas

Se, em geral, os recém-nascidos merecem toda a atenção e cuidado, com os prematuros a cautela deve ser ainda maior. A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade neonatal no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, e está associada a uma série de complicações que podem prejudicar a qualidade de vida dos bebês por toda a vida.

No Dia Mundial da Prematuridade, lembrado em 17 de novembro, o Hospital Paulista alerta para os riscos otorrinolaringológicos que podem acometer crianças que nascem antes das 37 semanas de gestação.

Conforme o Joint Committee on Infant Hearing, comitê internacional que estuda a saúde auditiva infantil, a prematuridade é considerada um fator de risco para o desenvolvimento da linguagem e da maturação das habilidades auditivas.

Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica que é importante que todas as crianças tenham um acompanhamento pediátrico e otorrinolaringológico regular, principalmente os prematuros, que têm mais chances de desenvolver problemas auditivos.

Para ajudar a identificá-los, o médico explica que o olhar dos pais no dia a dia do pequeno é essencial.

“A audição deve ser observada constantemente. Se o bebê fica muito quieto ou não reage aos sons da casa, como quando batem palmas, ou não se assusta com barulhos de uma porta batendo, por exemplo, ele pode estar algum problema de adição e deve ser avaliado o mais rápido possível. O ideal é que seja antes dos primeiros seis meses”, orienta.

 

Problemas para desenvolvimento

O especialista explica que, além do risco de perda auditiva, bebês que nascem antes da hora podem ter problemas respiratórios e alterações orais que dificultam a mamada.

“Entre os principais problemas está a laringomalácia, um distúrbio caracterizado pelo colapso das cartilagens laríngeas durante a inspiração, com obstrução da glote, que atinge, principalmente, menores de 1 ano de idade. Em algumas situações, a criança pode ter dificuldades para respirar e se alimentar, apresentando problemas para ganhar peso e atrasando, assim, o seu desenvolvimento.”

 

Diagnóstico

Popularmente conhecido como Bera, o exame de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico é o recomendado para identificar possíveis problemas auditivos, seja em crianças ou adultos.

“Ele é responsável por avaliar todo o sistema auditivo, verificando a presença de perda auditiva por lesões na cóclea, no nervo auditivo ou no tronco encefálico”, explica o médico.

A nasofibrolaringoscopia, por sua vez, considerada importante para a medicina otorrinolaringológica, é capaz de diagnosticar um quadro de laringomalácia, com sensibilidade de cerca de 88%.

“Ambos os exames podem ser feitos no Hospital Paulista, que conta com uma equipe multiprofissional altamente qualificada para os mais diversificados procedimentos, dos mais simples aos mais complexos”, finaliza Dr. Gilberto.