Gripe, resfriado ou Covid-19? Hospital Paulista explica como distinguir os sintomas

A recente queda na temperatura anuncia a chegada do inverno, com início em 21 de junho e continuidade pelos próximos três meses. Segundo os meteorologistas, em 2022, a estação será marcada por geadas e mudanças bruscas no clima, uma mistura que pode potencializar o surgimento de doenças respiratórias, como gripes, resfriados e alergias.

Além disso, há também a preocupação com o salto nos casos de Covid-19. No último dia 20 de junho, o Brasil registrou 50.272 novas ocorrências da doença.

O otorrinolaringologista Arnaldo Braga Tamiso, do Hospital Paulista, explica como distinguir uma gripe ou resfriado dos sintomas da Covid, incluindo a variante Ômicron, que, segundo ele, tem indicativos ainda mais preocupantes sobre a facilidade para o contágio.

Conforme o especialista, a variante é preocupante pois os seus sintomas podem ser confundidos aos de uma gripe forte.

 

Gripe, resfriado ou Covid-19?

Dr. Tamiso afirma que o resfriado é um tipo de infecção que acomete as vias aéreas superiores, com foco principal no nariz e na garganta. Seu quadro costuma ser mais leve e limitado, variando entre coriza, espirros e mal-estar.

“Na gripe, os sintomas são mais pronunciados, envolvendo febre, dores no corpo, tosses, e, frequentemente, envolvem uso de medicamentos. Ela pode, inclusive, levar crianças, idosos e pacientes com alergias respiratórias e doenças crônicas a internações”, explica.

Informações complementares do Ministério da Saúde indicam que a gripe é causada por um grupo de vírus da família Influenza e seus sintomas geralmente aparecem de forma repentina, com febre, vermelhidão no rosto e cansaço, sinais que tendem a diminuir entre o segundo e o quarto dias, dando lugar a sintomas respiratórios, como a tosse seca.

Com relação à Covid-19, o especialista do Hospital Paulista destaca que a identificação pode ser um pouco mais complexa, tendo em vista que o vírus já sofreu diversas mutações desde o seu surgimento, em decorrência da quantidade de variantes que surgiu nos últimos meses.

Se no início as tosses secas e as perdas de olfato e paladar eram suficientes para ajudar na identificação do Coronavírus, agora é necessário prestar mais atenção, pois os sintomas estão cada vez mais parecidos com os da gripe, sinaliza o médico.

“Com a variante Ômicron, temos um grupo de sintomas diferente da Covid original. Os sinais são muito próximos aos de uma gripe forte e incluem dores de garganta, que pode ser de forte intensidade. Nestes casos, a testagem é a única forma eficaz de diferenciar o quadro viral”, ressalta.

 

Tratamentos e vacinas

Dr. Tamiso afirma que os resfriados leves podem ser tratados em casa, com a ajuda de analgésicos e antitérmicos, mas alerta para a importância de manter o isolamento social. Caso os sintomas se estendam ou piorem, é necessário procurar um especialista para a realização do teste de Covid. Em caso positivo, o paciente deve permanecer em isolamento.

“É importante que o paciente esteja bastante atento à duração e à severidade dos sintomas. O quadro precisa ser observado e, se eles persistirem ou piorarem em média após dois dias, buscar ajuda médica é imprescindível.”

O médico reitera ainda a importância das imunizações contra a Covid-19 e a gripe. Neste último caso, segundo o especialista, a dose funciona entre 3 e 4 tipos específicos de gripe que pertencem ao grupo do vírus H1N1.

“Nos outros diversos tipos de vírus causadores de gripes ou resfriados, como o Adenovírus, por exemplo, a vacina possui pouca ou nenhuma ação. Mas, ainda assim, por mais que o indivíduo vacinado, eventualmente, fique gripado ou tenha sintomas da doença, os riscos de internação por H1N1 são muito baixos”, detalha.

Sobre a eficácia das vacinas disponíveis contra a Covid, incluindo a variante Ômicron, Dr. Tamiso ressalta que todos os imunizantes são capazes de abrandar a força do vírus.

“Todas as doses que temos disponíveis no Brasil são capazes de diminuir o aumento do número de casos graves. Por isso, é importante que toda a população seja imunizada o quanto antes”, salienta o otorrinolaringologista.

Para que haja eficácia é importante manter o calendário de vacinação em dia, para que o intervalo entre elas não diminua a proteção. “Verifique a disponibilidade da vacina da gripe na sua região e imunize-se, pois ela é importante. E se a vacinação contra a Covid já tiver chegado à sua faixa etária, não deixe de se imunizar”, finaliza o médico.
É essencial destacar também a extrema importância de todas as doses da vacina contra a Covid-19, incluindo as de reforço, para uma completa imunização.

Estresse e baixa imunidade podem aumentar o risco de paralisia facial

Estresse, cansaço extremo, baixa imunidade e até mudanças bruscas da temperatura estão entre algumas causas da paralisia facial, uma alteração neurológica, também conhecida como paralisia de Bell, que acontece quando o nervo da face é afetado por alguma razão, levando ao surgimento de sintomas como boca torta, dificuldade para movimentar o rosto e/ou falta de expressão em uma parte da face.

Conforme o Dr.  José Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, estima-se que o problema atinja cerca de 80 mil brasileiros por ano e, além da alteração na forma da face e da mímica facial, pode alterar de forma marcante a comunicação e autoestima das pessoas.

 

“Esse tipo de paralisia é um trauma que pode ser causado por diversas causas, dentre elas a idiopática – ou seja, sem causa definida –, geralmente ocasionada de forma viral; traumática; infecciosa e neoplásica.”

O nervo facial, como é chamado, possui dois troncos principais extra temporais, o cérvico-facial e o temporo-facial. Nem sempre todos são prejudicados.

O diagnóstico da paralisia facial é feito por meio da observação médica, sem que haja a necessidade da realização de exames complementares, na maioria das vezes.

“O sintoma que mais chama atenção é a perda súbita, parcial ou total dos movimentos de um lado da face, mal que pode agravar-se durante alguns dias seguidos.”

O médico também chama a atenção para sinais como boca torta, mais evidente quando se tenta sorrir; incapacidade de fechar completamente um dos olhos, de levantar uma das sobrancelhas ou de franzir a testa; dor ou formigamento na cabeça ou na mandíbula; e aumento da sensibilidade do som em num dos ouvidos, além alterações do paladar.

 

Tratamentos

Conforme Dr. Testa, a maioria dos casos de paralisia facial é transitória e existem vários tratamentos possíveis, a depender das causas. “O tratamento da paralisia facial periférica é sintomático e inclui o uso de medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia. Não existe, entretanto, uma conduta terapêutica padrão à doença.”

A melhora pode depender do tipo e da extensão do dano sofrido pelo nervo facial, das condições clínicas e da idade do paciente. Em grande parte dos casos, a paralisia facial costuma regredir sem tratamento, à medida que o inchaço do nervo diminui espontaneamente.

O médico explica que fisioterapia e fonoterapia são importantes para estimular a musculatura da mímica facial e da fala, bem como evitar contraturas e atrofia das fibras musculares.

Dr. Testa finaliza chamando a atenção para a importância do diagnóstico precoce. A paralisia facial é uma emergência médica e deve fazer o paciente procurar um pronto-socorro para o primeiro atendimento o quanto antes. A precocidade do diagnóstico e tratamento são fatores cruciais no resultado de melhora ou cura.”

Hospital Paulista destaca importância da audição à manutenção da memória dos idosos

Para propor uma reflexão sobre o processo de envelhecer, fase da vida na qual as pessoas vivem a maior parte do tempo, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Junho Violeta, campanha marcada por ações que celebram o cuidado com a pessoa idosa ao redor do mundo.

Abraçando a data, o Hospital Paulista ressalta a importância da promoção da saúde auditiva dos idosos. Conforme a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, a audição está entre os sentidos mais importantes.

“Cuidar da audição é cuidar das suas memórias e das relações, tão importantes para nos manter com propósito de viver cada dia de nossas vidas com autonomia e independência.”

Christiane ressalta a importância de distinguir o envelhecer da velhice. Para isso, explica que as pessoas devem saber a diferença entre as palavras senilidade e senescência.

“A senescência trata-se do processo natural de envelhecer. Não há doença, mas há uma mudança de ordem biopsicossocial. É necessário termos ciência de que, para chegarmos nesta fase da vida, desfrutando da qualidade de vida, nossos hábitos e escolhas de vida são importantes.”

A senilidade ocorre quando há uma alteração no processo natural da senescência, como, por exemplo, o surgimento das doenças e agravos não transmissíveis (DANT) – hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, entre outras –, que impactam na qualidade de vida, autonomia e independência do processo de envelhecer, e que podem ser evitadas com hábitos saudáveis, mantidos ao longo da vida.

“Quando estas patologias se instalam no organismo, podem trazer comorbidades diversas, que podem, inclusive, impactar na audição.”

 

Saúde auditiva x memórias

A fonoaudióloga explica que, ao contrário do que as pessoas imaginam, o ser humano não escuta pelos ouvidos, mas sim pelo cérebro. “O ouvido é apenas o condutor do som. Nosso cérebro é quem codifica e interpreta os vários tipos de sons.”

O sistema auditivo está ligado ao sistema vestibular – conjunto de órgãos do ouvido interno, responsável pela detecção de movimentos do corpo, que contribui para a manutenção do equilíbrio.

Os sons também geram lembranças e emoções que estão guardadas em nosso sistema Límbico, também conhecido como cérebro emocional, que se conecta com nosso córtex.

“Nossas memórias e relações interpessoais também são dependentes do pleno funcionamento do nosso sistema auditivo.”

 

Identificando o problema em idosos

Dra. Bruna Assis, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, destaca que a perda auditiva nos idosos pode ser identificada por meio de hábitos e queixas simples do dia a dia.

“Aumentar o volume da TV, solicitar que repitam as frases recorrentemente, não responder a chamados, não reconhecer ou diferenciar palavras e, até mesmo, se queixar da sensação de ouvido tampado podem ser sinais de que o idoso esteja com algum problema auditivo”, alerta.

Para um diagnóstico correto, o exame de audiometria é suficiente, pois identifica o tipo e grau da perda auditiva.

A médica explica que o desenvolvimento de perda auditiva nos idosos é difícil de ser previsto, devido à degeneração natural das células que acontecem com o processo de envelhecimento.

Dra. Bruna ressalta também que há uma relação genética que pode influenciar em uma evolução desfavorável ao paciente. “É importante ressaltar que alguns hábitos e cuidados podem reduzir o risco de lesão coclear, por exemplo, evitando doenças que levam a alterações metabólicas, dentre elas a hipertensão e diabetes, e a exposição a ruídos intensos.”

Segundo Dra. Bruna, uma vez instalada, não é possível recuperar a perda auditiva relacionada à idade, através de tratamentos clínicos. No entanto, ela alerta para a importância de os idosos sempre passarem por uma avaliação com o especialista, que irá indicar a melhor conduta a ser tomada ou a necessidade de testes para uso de amplificação auditiva (aparelhos auditivos).

Tabagismo mata mais de 8 milhões de pessoas no mundo anualmente

Considerado um fator de risco importante para o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. O vício está relacionado ao desenvolvimento de aproximadamente 50 patologias, entre elas diversos tipos de câncer, doenças do aparelho respiratório e doenças cardiovasculares.

Dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde apontam o tabaco como responsável por mais de 8 milhões de mortes por ano no mundo e estimam que, até 2030, o vício pode ser responsável por 10% do total de mortes globais.

Em menção ao Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, Dra. Luciana Fernandes Costa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, destaca os principais problemas relacionados à especialidade que podem ser causados pelo cigarro.

“O hábito de fumar causa irritação na mucosa do nariz, boca e laringe. Entre os diversos problemas nestas regiões, o fumante pode desenvolver halitose, rouquidão ou, até mesmo, câncer na laringe.”

Conheça as principais doenças da voz, boca, garganta e ouvido, que podem estar relacionadas ao tabagismo.

 

Halitose

Além de higiene bucal inadequada, problemas dentários e causas sistêmicas, a halitose ou mau hálito, como é popularmente conhecido, pode ser uma das consequências do vício em cigarro.

Conforme a médica, o consumo excessivo de álcool e, principalmente, o tabagismo, podem agravar o problema.

 

Disfonia

Resultado de abusos vocais ou maus hábitos, como consumo excessivo de álcool e cigarro, além de falar e cantar demasiadamente sem realizar um preparo adequado – principalmente para os profissionais que trabalham com a voz –, a disfonia também é um problema bastante comum em fumantes.

“Ela é caracterizada pelas alterações na qualidade vocal, com peculiaridades como aspereza, fraqueza, soprosidade e instabilidade”, destaca Dra. Luciana.

“A exposição prolongada da mucosa laríngea ao cigarro compromete o movimento do tecido da corda vocal alterando a qualidade da voz, além de ocasionar sensação de ardor, pigarro e a presença de secreções”, destaca Dra. Luciana.

 

Câncer na laringe

O câncer atinge as cordas vocais ou qualquer outra estrutura da laringe, podendo ser identificado ainda no início, a partir de uma rouquidão. “É extremamente importante buscar um otorrinolaringologista caso rouquidões apareçam, para que o motivo real do problema seja corretamente identificado.”

Fumantes têm muito mais chances de contrair este tipo de câncer. Segundo a médica, é necessário que o indivíduo fique sem fumar em torno de dez a quinze anos para que o risco de desenvolver a doença seja igual ao de um não fumante.

“O diagnóstico, em um estágio inicial, eleva muito as chances de sucesso no tratamento.”

A especialista explica que outro ponto de extrema importância para o tratamento é o abandono do tabagismo, já que o hábito de fumar está presente como fator de risco para o desenvolvimento de câncer em outras regiões da cabeça e pescoço, além de pulmão entre outros.

 

Câncer de boca e faringe

O câncer na boca pode acometer os lábios e o interior da cavidade oral, incluindo língua, gengiva e bochechas. A doença também pode se instalar na faringe, estrutura comum ao aparelho digestivo e respiratório, localizada à frente da coluna cervical.

“O indivíduo que bebe e fuma tem os riscos consideravelmente elevados de desenvolver o problema nestas regiões do corpo.”

Perda auditiva

Poucas pessoas sabem, mas o tabagismo pode estar associado também à perda de audição. “O cigarro é composto por uma série de substâncias químicas tóxicas e altamente nocivas, que impedem a oxigenação do organismo, causando prejuízos irreversíveis às células do ouvido, como a perda auditiva”, explica a especialista.

Entre os componentes, a médica destaca o cianeto de hidrogênio – gás utilizado para matar baratas, cupins e outras pragas –, que age exatamente bloqueando a recepção do oxigênio pelo sangue, quando utilizado em altas concentrações.

Alergias respiratórias tendem a ser mais intensas no Outono

O Outono traz com ele uma diminuição significativa das chuvas, principalmente no Sudeste do país. As ondas de frio mais intensas provocam uma queda considerável na temperatura, e o tempo mais seco atua como fator irritativo da mucosa nasal, contribuindo para o desenvolvimento de sintomas como espirros, coriza, obstrução nasal, coceira no nariz, ouvido e garganta, tosse e falta de ar.

Entre as principais doenças deste período, é possível destacar a gripe, causada pelo vírus influenza – que faz com que o nariz fique escorrendo, que pode vir acompanhada de dores de garganta, febre e dores no corpo –; e os resfriados, causados por vírus dos tipos adenovírus, rinovírus e vírus sincicial respiratório.

De acordo com a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o resfriado costuma ser mais brando que a gripe. Porém, também pode provocar coriza, espirros, dor de garganta e até conjuntivite.

Além das infecções de vias aéreas superiores, o tempo seco proporcionado pelo Outono é a principal porta de entrada para as chamadas “ites”, como são conhecidas as alergias respiratórias, dentre elas rinite, sinusite e rinossinusite, gerando incômodo e mal-estar para crianças e adultos.

Conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), 35% da população brasileira sofre com algum tipo de alergia. Além das mudanças do clima, ácaros, pelos de animais de

estimação, como gato e cachorro, fungos, mofo e até o pólen das flores podem desencadear uma crise alérgica respiratória.

“Trata-se de uma reação exacerbada do nosso sistema imunológico a substâncias com as quais o nosso organismo foi previamente sensibilizado”, explica a especialista.

Tanto no Outono como no Inverno é comum identificar o aumento no número de pessoas com queixas como obstruções nasais, dores de cabeça e ouvido e dificuldades para dormir.

Confira abaixo a diferença entre cada uma das “ites”:

 

Rinite

A rinite é uma inflamação e/ou disfunção da mucosa de revestimento nasal, caracterizada por alguns dos seguintes sintomas: obstrução nasal, rinorreia – presença de secreção e corrimento nasal –, espirros, prurido nasal e hiposmia – diminuição do olfato –, induzida pela inalação de algum alérgeno, substância que provoca reação em certos indivíduos, tais como ácaros.

“Para evitar as crises alérgicas, recomenda-se deixar os cômodos da casa e a roupa de cama bem limpos, para evitar acúmulo de poeira, e deixar entrar sol o máximo possível, além de realizar um tratamento adequado”, afirma Dra. Cristiane.

 

Sinusite

A sinusite é definida por dois tipos: a aguda, que geralmente decorre de um processo inflamatório iniciado no nariz e pode durar até 12 semanas, com desaparecimento completo após o tratamento; e a crônica, quando ultrapassa este período.

Segundo a médica, a sinusite crônica pode apresentar um subtipo chamado de Polipose Nasossinusal, quando a mucosa nasal e os seios da face têm predisposição à formação de pólipos.

“Eles obstruem os óstios de drenagem dos seios nasais, favorecendo o acúmulo de secreções e infecção bacteriana”, explica.

 

Rinossinusite

O que parece ser uma junção das alergias anteriores, na realidade, trata-se de um processo inflamatório da mucosa da cavidade nasal e dos seios paranasais.

“Essa resposta inflamatória representa uma reação a um agente físico, químico ou biológico (bacteriano, fúngico ou viral), mas também pode ser decorrente de mecanismos alérgicos”, destaca Dra. Cristiane.

“Podemos ter um episódio de rinite isolado ou que pode estender-se para os seios da face, caracterizando uma rinossinusite”, explica.

 

Cuidados importantes

Seja no Verão, no Outono ou em qualquer outra estação, ao perceber os sintomas, o primeiro passo é procurar um especialista, que pode ser um otorrinolaringologista, alergista ou imunologista.

“Em casos mais graves, é recomendado buscar atendimento em um pronto-socorro o mais rápido possível”, reitera Dra. Cristiane.

Pessoas propensas a alergias respiratórias devem evitar lugares fechados com muitas pessoas, mofo e cheiros fortes de produtos com química e poeira.

“Para evitar as infecções de vias aéreas superiores, é importante sempre manter a higiene das mãos e evitar o contato delas com os olhos, nariz e boca. Usar soro nasal e beber muita água para limpar diariamente o nariz também favorece o combate desses problemas”, finaliza a especialista.

Mistura de frio com tempo seco pode causar otites, dores de garganta e alergias respiratórias

Ainda estamos no Outono, mas as baixas temperaturas no Brasil têm feito com que muitas pessoas vivenciam uma sensação de Inverno. Na capital paulista, os termômetros registraram 7 graus na madrugada de 18 de maio, a temperatura mais baixa para o mês nos últimos 32 anos. Já no Rio Grande do Sul, o frio intenso trouxe neve e foi responsável pelo fechamento de diversas escolas.

A mistura do tempo seco, comum da estação, com o frio elevado pode trazer diversos danos à saúde. Gripes, resfriados e agravamento dos quadros de asmas, rinites e sinusites estão entre as patologias mais comuns causadas pela baixa imunidade provocada pela estação.

Os otorrinolaringologistas do Hospital Paulista Dr. Gilberto Ulson Pizarro e Dra. Cristiane Passos Dias Levy também alertam para as dores de garganta e otites – infecções e inflamações do ouvido –, que tendem a aumentar com o frio e podem causar problemas graves, como a surdez, caso não tratadas precocemente e adequadamente.

 

Dor de garganta

Problema muito comum no frio, a dor de garganta pode ter várias causas, sendo a mudança brusca de temperatura uma delas. Conforme Dr. Gilberto, a oscilação do clima diminui o batimento ciliar da mucosa, podendo deixar bactérias entrarem na garganta.

“A piora pode acontecer por conta das trocas bruscas de temperatura. Apesar do Outono, estávamos em uma temporada de sol e tempo quente, o que acarreta o surgimento do problema”, explica o especialista.

O médico reitera a importância de tomar água com frequência ao longo do dia, principalmente durante o tempo seco. “A garganta é uma região que só trabalha bem quando está úmida. Caso haja ressecamento por falta de hidratação ou alguma doença, podemos ter inflamações da mucosa, dores e sensações de inchaço ao engolir.”

 

Otites

Outro grande afetado durante o frio pode ser o ouvido, por conta das otites, infecções que atingem o ouvido médio e parte interna do tímpano e costumam ser dolorosas por conta de inflamações e do acúmulo de secreções.  Caracterizadas por três diferentes tipos – otite externa, otite média e otite interna -, elas são mais comuns em crianças, mas podem atingir todas as pessoas em variados momentos da vida.

Dr. Gilberto detalha como é possível evitar o problema, mantendo livre a comunicação do nariz com o ouvido, chamada de tuba auditiva, e indica algumas recomendações básicas:

  • Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após o banho;
  • Não utilize hastes flexíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada protetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;
  • Para quem tem otites recorrentes, é recomendável utilizar protetores auriculares de silicone.

 

Alergias respiratórias

 

Cerca de 30% da população brasileira possui algum tipo de alergia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para aqueles que apresentam o problema, o outono costuma ser uma estação bastante delicada, podendo potencializar crises e desconfortos por conta do tempo seco.

“Durante o frio, é comum o surgimento das alergias respiratórias. Em decorrência das quedas bruscas na temperatura, as pessoas tendem a buscar seus casacos e agasalhos que normalmente estão guardados há muito tempo, o que é péssimo para alérgicos, já que fechados em armários juntam muitos ácaros”, explica Dra. Cristiane.

A especialista destaca que, para um diagnóstico correto e completo, é importante que o médico pesquise o histórico clínico do paciente, bem como o familiar. Dessa forma, ele poderá identificar a causa da alergia.

Confira abaixo algumas dicas da médica para diminuir as chances de crise:

  • Tomar bastante água;
  • Fazer lavagens nasais frequentes com soro fisiológico para hidratar as mucosas;
  • Limpar bem a casa ou o ambiente que irá utilizar;
  • Optar por aspirar e passar pano úmido em vez de varrer os locais;
  • Usar capas antiácaros em colchões e travesseiros;
  • Sempre que possível, colocar travesseiros e edredons no sol;
  • Evitar objetos que acumulem pó nos quartos, como cortinas, tapetes e carpetes;
  • Limpar com frequência os filtros de ar-condicionado;
  • Evitar, quando possível, mudanças bruscas de temperatura;
  • Buscar auxílio médico e não abandonar o tratamento após a chegada do calor.

Hospital Paulista destaca importância do olfato para manutenção de lembranças

Os cheiros têm a capacidade de nos remeter a diversas sensações marcantes e experiências passadas, sejam boas ou ruins. Isso só é possível graças à memória olfativa, função emocional do olfato, que faz com que as pessoas associem certos aromas à infância, lugares ou entes queridos.

A otorrinolaringologista do Hospital Paulista Dra. Leila Ortiz Tamiso explica que o ser humano tem uma capacidade de associar cheiros e gerar memórias no cérebro, em uma área chamada sistema límbico, de onde provém nossas emoções.

“Os cheiros têm o poder de interferir no comportamento humano e no seu emocional, por isso, o olfato é um dos principais dos cinco sentidos e desempenha um importante papel na vida humana”, destaca.

De acordo com a especialista, o cérebro é como se fosse uma máquina, capaz de armazenar inúmeras lembranças, enquanto o nariz abriga seis milhões de receptores de odor. E o aroma funciona como um estímulo externo, desencadeando uma reação neurológica no hipocampo – estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro humano, considerada a principal sede da memória –, e associando tal cheiro a fatos importantes da nossa vida.

“Dessa forma, o cheiro tem o potencial de retomar as emoções com maior força do que qualquer outro sentido, devido ao grande número de conexões entre a região olfativa e o cérebro”, ressalta.

 

Relação mãe e filho

O olfato é o sentido mais desenvolvido nos recém-nascidos. Conforme Dra. Leila, a cavidade nasal dos fetos começa a funcionar já na 9ª semana da gestação e, a partir da 13ª, os nervos olfativos – responsáveis por formar o nariz –, já estão conectados ao cérebro.

Segundo a Dra. Leila, o cheiro dos filhos acalma as mamães, transmitindo tranquilidade.

 

Perda de olfato x perda de memória

A perda de olfato é um dos sintomas mais característicos da contaminação pela Covid-19, que afeta as células responsáveis pelo sentido. No entanto, a especialista explica que além da COVID, alergias nasais (rinite), sinusites, problemas respiratórios, traumatismo craniano, doença de Parkinson, Alzheimer e até câncer, podem afetar o olfato, o que, consequentemente, interfere na perda de memórias importantes à vida.

Dra. Leila reitera que, em muitos casos, o olfato pode ser recuperado. Para tanto, um dos tratamentos mais utilizados é o treinamento olfativo.

Além do treinamento, hidratantes da mucosa nasal, corticoides e descongestionantes nasais também podem ser utilizados para tratar e recuperar o olfato.

 

Ambulatório de Olfato

Inaugurado em 2020 – auge da pandemia – com o objetivo de identificar corretamente a razão da perda de olfato e paladar, ampliando e qualificando o diagnóstico e o tratamento destes sintomas, o Ambulatório de Olfato do Hospital Paulista auxilia no tratamento correto para resolver problemas como anosmia (perda do olfato) e ageusia (perda do paladar), sintomas muito comuns em pacientes com sequelas da Covid-19.

Durante o atendimento, os pacientes são estimulados a sentir diferentes cheiros, como uma terapia para quem perdeu um ou os dois sentidos.

Conheça a tireoplastia, cirurgia capaz de deixar a voz mais grave ou aguda

A voz é uma característica única de cada pessoa. É um meio essencial de se comunicar com o próximo e, por meio dela, uma série de emoções diferentes como alegria, tristeza, nervosismo e tantas outras podem ser transmitidas.

Além de condições de saúde e alterações respiratórias que podem afetar a voz, existem fatores capazes de impactar a qualidade sonora, fazendo com que muitas pessoas se sintam insatisfeitas com o som que emitem. Este é o caso de homens que possuem a voz muito aguda, mulheres com voz muito grave e até mesmo pessoas transgênero, cujas vozes podem não ser as mais almejadas por elas, de acordo com sua personalidade ou identificação.

A medicina já possui solução para esse tipo de incômodo. A insatisfação com a voz pode ser resolvida por meio da tireoplastia, uma cirurgia realizada no esqueleto laríngeo – conhecido como caixa da voz – através de pequenas incisões. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica como o procedimento funciona.

“Tireoplastias são cirurgias de laringe que abordam a cartilagem da tireoide, popularmente conhecida como pomo de Adão. Diferente de outros procedimentos feitos na laringe, nas tireoplastias não há uma manipulação direta das cordas vocais”, explica.

 

Tipos de tireoplastias

De acordo com o especialista, existem quatro tipos de tireoplastias: a do tipo I é indicada, principalmente, para o tratamento de pacientes com alterações da voz ou engasgos por paralisia unilateral de cordas vocais.

O tipo II é um procedimento indicado para o tratamento de pacientes com dificuldades de respirar, causado por paralisia das cordas vocais em posição fechada bilateralmente. “Atualmente, essa cirurgia está em desuso por já existirem outras que a substituem com melhor eficácia”, esclarece.

A tireoplastia do tipo III ajuda a tornar a voz mais grave, ela faz um relaxamento na frequência da voz para torná-la mais grossa, enquanto a do tipo IV tem como objetivo tornar a voz mais aguda. Nela, são realizados pontos para esticar as pregas vocais capazes de afinar o som emitido.

 

Glotoplastia

Dr. Enoki explica as diferenças entre a tireoplastia do tipo IV e a glotoplastia, considerada uma das técnicas cirúrgicas mais eficazes para feminilização da voz.

“Ambas têm a mesma finalidade, que é tornar a voz mais aguda. A diferença é que a tireoplastia de tipo IV é realizada na cartilagem da tireoide, por meio de uma incisão no pescoço. Já a glotoplastia atua diretamente nas cordas vocais, sem a necessidade de incisão, sendo realizada pela boca”.

 

Como é feita a cirurgia

A tireoplastia pode ser realizada sob anestesia geral ou mesmo local, com sedação, a depender do quadro do paciente.  Trata-se de uma cirurgia realizada por meio de uma incisão no pescoço, onde, na maioria das vezes, o indivíduo deve permanecer em repouso vocal por aproximadamente sete dias.

De acordo com o médico, é comum que as pessoas que passam pelo procedimento necessitem realizar fonoterapia – técnica aplicada para trabalhar problemas na fala – como complemento do tratamento.

Apesar de sua ampla recomendação, Dr. Enoki explica que nem todas as pessoas que desejam passar pela cirurgia para mudar o timbre de voz podem se beneficiar pelo procedimento.

“Em alguns casos, os resultados podem ser muito significativos, mas há aqueles em que as alterações são muito discretas. A avaliação prévia com especialista é importante para que os pacientes fiquem cientes dos benefícios, riscos e limites de resultado da cirurgia.”

Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz

 

Considerado há 27 anos um centro de excelência em Endoscopia Otorrinolaringológica, o Voice Center do Hospital Paulista passou, recentemente, por uma reestruturação para oferecer tratamentos específicos de laringe, com uma abordagem completa do início ao fim e uma equipe altamente especializada.

Atualmente, o espaço é responsável pela realização de procedimentos cirúrgicos delicados, que incluem microcirurgias de laringe convencional ou com laser, injeções de botox para disfonia espasmódica e os diferentes tipos de tireoplastias.

Consumo exagerado de chocolate pode causar tontura

É comum durante a Páscoa as pessoas se preocuparem com o ganho de peso, já que a festividade proporciona o consumo exagerado de ovos e barras de chocolate. No entanto, para alguns, os danos vão além do ganho de peso.

Comer chocolate em excesso pode causar, entre outras coisas, zumbido, sensação de ouvido tampado e a tontura, sintoma que atinge cerca de 30% da população global, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Dia Mundial da Tontura, lembrado em 22 de abril, e que este ano coincidiu com a semana de celebração da Páscoa (17), o médico Ricardo Schaffeln Dorigueto, otoneurologista e otorrinolaringologista do Hospital Paulista, destaca os alimentos que podem causar tontura, e o que pode ser feito para que ela seja evitada.

 

Tontura x alimentação

Dr. Dorigueto explica que, sentir tonturas ao ingerir doces, não é uma exclusividade do chocolate. Outros carboidratos simples, principalmente quando consumidos no período de jejum, também podem desencadear sintomas labirínticos.

“Eles fazem com que a glicose seja rapidamente absorvida pelas células, resultando em uma queda posterior na glicose. Em geral, açúcares simples causam picos de insulina no sangue, resultando em sensação de tontura ou fraqueza”, ressalta.

“Não é somente o chocolate que devemos evitar, mas também os alimentos com alto teor de açúcar, como massas, pães, batatas, doces e chocolates, além de refrigerantes, bebidas com cafeína e bebidas alcoólicas. Durante a Páscoa é necessário ter o máximo de cautela possível, consumindo chocolates em pequenas quantidades e sem açúcares, de preferência os que tenham mais de 60% de cacau, pois oferecem mais benefícios”, destaca.

O cacau é rico em alguns minerais importantes para o organismo, como cobre, ferro, zinco e vitaminas. Mas os maiores benefícios para a saúde estão associados aos flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e vasodilatadores, protetoras do coração.

 

Diagnóstico e tratamento

Como os sintomas costumam ser bastante comuns em pessoas que sofrem de outras patologias, como diabetes, hipertensão e até esclerose múltipla, é comum que a tontura seja facilmente confundida com outra doença.

A melhor forma de diagnosticar a tontura é por meio de uma avaliação médica minuciosa. A avaliação pode ser complementada com exames sofisticados, como videonistagmografia, vHIT (teste do impulso cefálico com vídeo), VEMP e Posturografia, que recentemente o Hospital Paulista passou a oferecer.

Avaliação periódica pode prevenir eventuais perdas auditivas ao longo da vida

Muitos são os tipos de surdez e dificuldades auditivas. O problema, que pode ser congênito ou adquirido com o passar dos anos, traz diversos danos à qualidade de vida de crianças, adultos e idosos, impactando nas habilidades auditivas e de comunicação oral e, consequentemente, nas relações sociais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, até 2050, um quarto da população global sofrerá algum grau de perda auditiva. O dado equivale a cerca de 2,5 bilhões de pessoas. No entanto, segundo a entidade, cerca de 60% destas perdas podem ser evitadas por meio da prevenção e do tratamento de doenças ligadas ao problema.

O otorrinolaringologista Cassiano Malpaga e a fonoaudióloga Sabrina Figueiredo, ambos do Hospital Paulista, destacam a importância da realização da Avaliação Auditiva Periódica, capaz de diagnosticar perdas adquiridas ao longo da vida.

O problema pode ocorrer aos poucos e evoluir de forma progressiva, sem que seja percebido, trazendo danos não apenas à saúde, mas também ao desempenho escolar, trabalho e autoestima.

“Assim como fazemos o acompanhamento e check-up da saúde geral, como a prevenção de problemas da visão e exames de sangue, por exemplo, é fundamental que monitoremos a saúde auditiva”, afirma a fonoaudióloga.

Em alguns casos, a diminuição na audição não é percebida no início, até que se manifestem sintomas como otites silenciosas e perda auditiva progressiva, quando o problema já está avançado.

Conforme Dr. Cassiano, a avaliação pode ajudar a preveni-los, principalmente em casos de pacientes expostos a ruídos no trabalho. “Em todas as doenças do ouvido, o diagnóstico precoce, através da Avaliação Auditiva Periódica, pode ser um diferencial no sucesso do tratamento”, explica.

 

Como funciona a avaliação?

Na área de diagnóstico audiológico, hoje em dia, é possível obter a avaliação das áreas periférica e central de forma eficaz. Inicialmente, é feita a avaliação da orelha média, composta pela função da membrana timpânica e cadeia ossicular, por meio do exame de impedanciometria, que realiza timpanometria e reflexos acústicos.

Para avaliar a percepção dos sons do indivíduo, podem ser feitos exames complementares, nos quais cada informação é analisada para que o diagnóstico correto seja realizado.

Na audiometria tonal e vocal, é possível verificar quais sons menos intensos o indivíduo é capaz de ouvir em frequências variáveis de 250Hz a 8000Hz, geralmente. Isso acontece tanto pela via aérea, com a utilização de fones, como por via óssea, por meio de um vibrador ósseo, além da avaliação de percepção dos sons de fala.

“O exame é considerado padrão ouro para o diagnóstico, pois fornece informações que indicam qual pode ser o tipo e o grau da perda auditiva”, explica Sabrina.

Em alguns casos, também são realizados exames objetivos, que não dependem da participação do sujeito na resposta, como a de Emissões Otoacústicas e de Potenciais Evocados Auditivos, ambos muito úteis, principalmente, em pacientes que não são capazes de responder aos exames comportamentais.

 

Teste da Orelhinha

Quando as crianças nascem, ainda na maternidade, é realizado o Teste da Orelhinha, uma triagem neonatal auditiva rápida e indolor, capaz de detectar problemas em recém-nascidos e proteger um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento e comunicação.

Já as avaliações auditivas podem ser realizadas em quaisquer pessoas a partir dos seis  primeiros meses de vida. No entanto, conforme o médico, há também as perdas auditivas decorrentes do processo de envelhecimento, chamadas de presbiacusia, em que o acompanhamento é indicado a partir dos 40, 45 anos.

“O recomendado é um acompanhamento anual, principalmente em casos em que há histórico familiar de perda auditiva, pessoas que trabalham e são expostas a ruídos ou ainda para quem apresenta algum sintoma de falha auditiva”, afirma Dr. Cassiano.

O especialista destaca alguns sinais auditivos que podem indicar a necessidade de buscar um otorrino de forma prévia.

“Devemos estar sempre atentos a alguns sintomas, como piora auditiva, principalmente de maneira súbita, sensação de zumbido e episódios de tontura, que também podem estar associados à perda auditiva”, finaliza o médico.