Rinoplastia funcional: entenda a cirurgia que prioriza a saúde respiratória

A rinoplastia funcional consiste na cirurgia para resolver distúrbios respiratórios ocasionados por problemas no nariz, podendo ser realizada em conjunto com a rinoplastia estética. As duas têm como objetivo melhorar a qualidade respiratória do paciente e restabelecer a simetria do órgão, respectivamente.

“Ao contrário da rinoplastia, que tem um objetivo exclusivamente estético, a rinoplastia funcional é realizada para corrigir a estrutura interna (septo) e ou externa (pirâmide nasal – óssea e ou cartilaginosa) do nariz, restabelecendo sua função respiratória”, explica o otorrinolaringologista do Hospital Paulista Dr. José Eduardo Lutaif Dolci.

Entre as diversas possibilidades de correção na cirurgia estão o desvio de septo, narizes tortos em decorrência de crescimento e traumas e pinçamento de válvula nasal interna ou externa, que causam obstruções e deformidades congênitas – quando é necessário reconstruir o nariz.

Segundo Dr. Dolci, na grande maioria das vezes, as cirurgias estão juntas, tanto a estética, como a funcional.

“Devemos chamar a atenção à formação do otorrinolaringologista, que deve conhecer tanto a parte funcional como a parte estética do nariz. Os desvios septais são os maiores causadores da dificuldade em respirar, assim como as hipertrofias de cornetos. Por isso, as cirurgias devem acontecer de forma combinada”, destaca.

O especialista ainda fez menção ao cirurgião Jacques Joseph, conhecido como o pai da rinoplastia moderna. “Não é plausível termos que chamar dois engenheiros, um para a construir o piso e outro para construir o teto de uma casa. Da mesma forma, usamos como analogia a cirurgia do nariz. Um único cirurgião deve ser capaz de fazer a procedimento por completo.”

Reconstruções e cirurgias malsucedidas

O médico ressalta que a rinoplastia funcional também é utilizada para corrigir cirurgias estéticas malsucedidas. “À medida que as técnicas de rinoplastia evoluíram, cirurgias mais invasivas deixaram de acontecer. Hoje em dia, é menos comum encontrarmos cirurgias destrutivas como no passado. Porém, é absolutamente comum que um cirurgião faça reconstrução de rinoplastias anteriores, que possam ter deixado sequelas e problemas respiratórios importantes”, explica.

Segundo o especialista, em meio às décadas de 1960 e 1970, os procedimentos causavam inúmeros problemas de ordem funcional, como pinçamento de válvula e perfurações septais. “Hoje, as técnicas são mais conservadoras e as cirurgias, estruturadas. Os especialistas priorizam a manutenção da função do nariz.”

Dr. Dolci finaliza com um alerta sobre a importância de priorizar bons hospitais na realização dos procedimentos. “Esse é, realmente, um diferencial. No Hospital Paulista, por exemplo, dispomos de uma estrutura excelente, além de uma equipe altamente capacitada. Nosso centro cirúrgico é muito bem equipado e os quartos trazem o conforto necessário para o pós-operatório”, finaliza o médico.

 

Doenças de verão: como evitar otites, dores de garganta e alergias respiratórias?

O verão está chegando e, com ele, para muitos, a temporada de férias. Se por um lado, o tempo quente e seco é um verdadeiro convite para praias, piscinas e cachoeiras, por outro, pode ser a porta de entrada para alguns problemas de saúde.

Os otorrinolaringologistas do Hospital Paulista Gilberto Ulson Pizarro e Cristiane Passos Dias Levy alertam para as doenças mais comuns na estação e dão dicas de prevenção às otites, dores de garganta e alergias respiratórias.

 

Dor de garganta

Apesar de mais comum no frio, a dor de garganta pode ter várias causas, sendo a mudança brusca de temperatura uma delas. Conforme Dr. Gilberto, a oscilação do clima diminui o batimento ciliar da mucosa, podendo deixar bactérias entrarem na garganta.

“A piora pode acontecer por conta das trocas bruscas de temperatura, como quando alguém está no sol quente e depois toma sorvete. Ou, ao chegar da praia com o corpo quente, ir para o ar-condicionado”, explica o especialista.

O médico reitera a importância de tomar água com frequência ao longo do dia, principalmente durante o calor.

“A garganta é uma região que só trabalha bem quando está úmida. Caso haja ressecamento por falta de hidratação ou alguma doença, podemos ter inflamações da mucosa, dores e sensações de inchaço ao engolir”, ressalta.

 

Otites e ouvido tapado

Outro grande afetado durante as férias pode ser o ouvido, que sofre tanto por conta das otites – processo inflamatório e infeccioso que acontece por conta do tempo excessivo que as pessoas passam dentro da água – como em decorrência dos incômodos causados ao descer a serra em direção ao litoral, por exemplo.

Dr. Gilberto detalha como é possível evitar o problema, mantendo livre a comunicação do nariz com o ouvido, chamada de tuba auditiva. Já para evitar as otites, o médico indica algumas recomendações básicas:

 

  • Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após nadar;
  • Não utilize hastes flexíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada protetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;
  • Evite mergulhar em água suja;
  • Para quem tem otites recorrentes, é recomendável utilizar protetores auriculares de silicone;
  • Procure não passar um longo período dentro da água.

 

Alergias respiratórias

 

Cerca de 30% da população brasileira possui algum tipo de alergia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Para aqueles que apresentam o problema, o verão costuma ser uma estação mais delicada, podendo potencializar crises e desconfortos.

“Apesar das alergias respiratórias estarem associadas a outras estações do ano, devemos lembrar que é no verão que temos exposição a mudanças bruscas de temperatura, ao ar seco do ar-condicionado e a ambientes com muitos ácaros, que ficaram fechados por longos períodos de tempo, como casas de veraneio”, explica Dra. Cristiane.

A especialista destaca que, para um diagnóstico correto e completo, é importante que o médico pesquise o histórico clínico do paciente, bem como o familiar. Dessa forma, ele poderá identificar a causa da alergia.

Confira abaixo algumas dicas da médica para diminuir as chances de crise:

 

  • Tomar bastante água;
  • Fazer lavagens nasais frequentes com soro fisiológico para hidratar as mucosas;
  • Abrir as casas de veraneio com antecedência e chegar, de preferência, durante o dia para abrir bem a casa;
  • Limpar bem a casa ou o ambiente que irá utilizar;
  • Optar por aspirar e passar pano úmido em vez de varrer os locais;
  • Usar capas antiácaros em colchões e travesseiros;
  • Sempre que possível, colocar travesseiros e edredons no sol;
  • Evitar objetos que acumulem pó nos quartos, como cortinas, tapetes e carpetes;
  • Limpar com frequência os filtros de ar-condicionado;
  • Evitar, quando possível, mudanças bruscas de temperatura;
  • Buscar auxílio médico assim que possível e não abandonar o tratamento após o verão.

Deficientes auditivos carecem de comunicação clara e integrada, afirmam especialistas

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 10% da população mundial tenha algum tipo de deficiência. Trata-se de milhões de pessoas com algum impedimento de longo prazo, ocasionados por natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que impeça sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições.

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, lembrado em 3 de dezembro, tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a desigualdade de oportunidades e outros problemas enfrentados por estes cidadãos, além de celebrar as conquistas realizadas ao longo dos anos.

Nesse contexto, os especialistas do Hospital Paulista José Ricardo Gurgel Testa (otorrinolaringologista) e Sabrina Figueiredo (fonoaudióloga) destacam os desafios enfrentados por deficientes auditivos no dia a dia. “Para haver uma inclusão mais ampla das pessoas surdas com a sociedade, é necessário proporcionar uma comunicação integrada e clara a este público”, explica a fono.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 bilhão de pessoas contam com algum grau de deficiência auditiva. A estimativa é que até 2050 este número chegue a 2,5 bilhões em todo o mundo.

De acordo com Sabrina, a inclusão pode ser realizada por meio da inserção de legendas em conteúdos como filmes, plataformas educativas, propagandas ou vídeos que circulem em redes sociais; da participação constante de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais); e do apoio às famílias dos pacientes, principalmente as de crianças com algum grau de deficiência auditiva aguda.

“A Libras é a segunda língua oficial do Brasil. É importante que as famílias tenham acesso a ferramentas e estejam preparadas para lidar com as crianças, aprendendo a linguagem que poderá ser utilizada na escola, faculdade e depois no trabalho.”

 

Legislação e inclusão

As instituições também devem estar preparadas para receber as pessoas com necessidades especiais. Cada forma e grau de deficiência requer adaptações específicas em estabelecimentos e ambientes.

Da mesma forma que um local com escadas e sem elevadores/rampas pode ser conflituoso para um cadeirante, um ambiente sem sinalização ou profissionais de Libras pode trazer muitos desafios para o deficiente auditivo, impedindo até que ele interaja com as outras pessoas.

No mercado de trabalho, por exemplo, a Lei nº 8.213/1991, conhecida como Lei de Cotas, prevê uma série de medidas com o objetivo de inserir e integrar pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Empresas a partir de 100 colaboradores têm a obrigação de empregar uma parcela de pessoas com algum grau de deficiência. A cota mínima varia entre 2% e 5%, dependendo do total de trabalhadores da empresa.

Para Dr. Testa, as empresas devem se preocupar em não apenas empregar a pessoa com deficiência, mas também integrá-la à companhia, respeitando suas dificuldades e promovendo suas potencialidades.

“Quando se contrata um funcionário com qualquer tipo de deficiência, a empresa não está apenas cumprindo a lei. Está promovendo uma função social, humanitária. É preciso que a área de Recursos Humanos tenha a sensibilidade de facilitar o ambiente de trabalho, de acordo com a deficiência do novo colaborador, e capacitar gestores e demais funcionários, de modo que a pessoa não se sinta acuada, preterida ou discriminada em seu cotidiano laboral”, finaliza o especialista.

Hospital Paulista mantém serviços do Ambulatório de Olfato inaugurado para auxiliar pacientes com sequelas da Covid-19

O Hospital Paulista de Otorrinolaringologista decidiu manter os serviços disponibilizados pelo ambulatório especializado, inaugurado em meio à pandemia, para atender pacientes com alteração no olfato ou paladar e entender melhor os impactos da Covid-19.

O Ambulatório de Olfato, como é conhecido, tem como objetivo ampliar e qualificar o diagnóstico e o tratamento destes sintomas. Além disso, no atendimento, os pacientes são estimulados a sentir diferentes cheiros e sabores, como uma terapia para quem perdeu um ou os dois sentidos após contrair a doença.

“Na consulta, fazemos o questionário de Triagem de Olfato e Paladar (TOP) e um exame básico com um cheiro característico. Dependendo do resultado, complementamos com exames específicos, como o teste da Universidade da Pensilvânia (EUA), baseado em quatro cartelas com 40 odores diferentes. Assim, conseguimos identificar de forma precisa o tipo de cheiro que foi perdido e acompanhar, com a mesma cartela, a evolução da recuperação do paciente”, explica o diretor clínico e responsável pela área, Dr. Gilberto Ulson Pizarro.

Segundo o especialista, o ambulatório foi acelerado pela Covid-19, mas já estava sendo desenvolvido há dois anos para atender a profissionais que utilizam o olfato e o paladar como instrumentos de trabalho, como degustadores, sommeliers e perfumistas, entre outros.
“O olfato já era algo que me fascinava e ver as pessoas perdê-lo é terrível. Estamos tendo muito trabalho, mas estamos conseguindo recuperar o olfato e o paladar das pessoas. Dos pacientes atendidos, apenas 2% permanecem inalterados após o tratamento; e temos ainda 14% com sequelas. Mas conseguimos a recuperação em cerca de 84%, em um ano de ambulatório”, comemora.

Dr. Gilberto ressalta ainda que, apesar da diminuição nos casos de Covid-19 e dos avanços no diagnóstico dos sintomas, a permanência dos serviços do ambulatório é essencial porque o olfato e o paladar também são responsáveis pela segurança.

“Os dois sentidos estão intimamente relacionados. Alguns gostos podem ser reconhecidos sem a influência dos odores, porém sabores mais complexos requerem o olfato para serem identificados. Por meio deles, é possível identificar incêndios ou verificar se um alimento está estragado, por exemplo, evitando, assim, o seu consumo. O olfato e o paladar ainda nos dão prazer na alimentação e nos instiga sexualmente, ambos importantes para a qualidade de vida”, reitera o otorrinolaringologista.

Os serviços do ambulatório continuarão a ser prestados pelo Centro Médico com Subespecialidades em Otorrino do hospital.

Causas que podem levar à perda de olfato

A perda de olfato é um dos sintomas mais característicos da contaminação pela Covid-19, mas o problema pode ser consequência também de doenças como H1N1, polipose nasal e traumas na região da cabeça, além de más formações, como meningoceles e meningoencefaloceles, e tumores específicos, como o esteioneuroblastoma.

A anosmia, como é conhecida, contempla dois tipos característicos de perda olfatória: condutiva, quando a passagem de ar no nariz é impedida, como em casos de gripe e rinite; e neurossensorial, resultado do comprometimento de células específicas ou nervos que levam a informação do cheiro para o cérebro.

“Caso o problema persista por cerca de 14 dias, o recomendado é procurar um otorrinolaringologista. O paciente pode buscar diretamente o ambulatório do Hospital Paulista, onde será atendido de forma mais completa, por uma equipe multidisciplinar apta, inclusive, para procedimentos clínicos e cirúrgicos, se necessário”, explica o Dr. Gilberto.

Após o tratamento inicial da causa, se o problema persistir, ainda é possível administrar um tratamento utilizado mundialmente, conhecido como Treinamento Olfatório. “Importante saber que neste tipo de tratamento não há melhora imediata. É preciso que o paciente saiba disso, persista e não desanime ou desista. Ele deve encarar como uma fisioterapia olfatória”, ressalta.

O médico alerta, no entanto, que a prática sem o acompanhamento de um especialista não é recomendada. “O uso incorreto de produtos e essências, diretamente no nariz, sem a concentração, distância e intervalos adequados, pode prejudicar o órgão, já que alguns componentes podem ser tóxicos e levar a lesões irreversíveis”, finaliza.

 

Hospital Paulista alerta para cuidados que músicos devem ter com saúde do ouvido e da voz

Na semana em que é celebrado o Dia Internacional do Músico, o Hospital Paulista chama a atenção para os principais desgastes e problemas que podem acometer os profissionais que dependem da voz e do ouvido para exercerem seu trabalho.

De acordo com o Dr. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista que atende no Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz do Hospital Paulista, é recomendado que músicos e cantores visitem o otorrinolaringologista com uma frequência maior que outros profissionais.

“As avaliações com o otorrino em pacientes que trabalham com uso intenso da voz e/ou ficam expostos a ambientes com som alto são muito importantes, tanto para prevenir alterações como para tratá-las. Não há uma frequência exata, pode variar conforme cada caso”, explica o especialista.

Entre os problemas que as consultas podem ajudar a identificar e até prevenir estão a perda auditiva induzida por ruídos (PAIR) e as alterações fonotraumáticas nas cordas vocais, que se referem a alterações não cancerígenas, ou seja, benignas.

“Estas alterações podem variar de pessoa para pessoa, sendo desde uma simples inflamação temporária até o surgimento de lesões como nódulos, pólipos, granulomas e alguns tipos de cistos”, ressalta o médico.

Conforme o Dr. Enoki, a literatura médica é carente de estudos que constatam a ligação dos instrumentos de sopro com alterações nas cordas vocais, mas acredita-se que, de fato, ela possa existir. Ele cita a laringocele e a faringocele, que são dilatações na região do pescoço, como possíveis ocorrências em instrumentistas com predisposição aos problemas.

“Podem ocorrer, principalmente, em casos de instrumentos que exercem uma pressão mais elevada na laringe e na faringe para a sua execução, como os trompetes, por exemplo”, explica.

 

Prevenção

Além das visitas regulares ao otorrinolaringologista, o médico destaca alguns cuidados básicos para manter a saúde vocal e auditiva dos músicos e cantores, como uma

boa hidratação e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. “Como, em muitos casos, os cantores precisam trabalhar com uma alta demanda do uso vocal, os períodos de repouso da voz e exercícios vocais também ajudam a diminuir o risco das complicações na laringe.”

Além disso, o retorno sonoro de palco deve ser adequado para que o profissional não faça um esforço além do necessário. Dr. Enoki finaliza explicando que a principal medida de prevenção aos problemas de audição é o uso de protetores auriculares em locais com alta exposição sonora.

Prematuridade pode ser fator de risco para o desenvolvimento da linguagem e de habilidades auditivas

Se, em geral, os recém-nascidos merecem toda a atenção e cuidado, com os prematuros a cautela deve ser ainda maior. A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade neonatal no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, e está associada a uma série de complicações que podem prejudicar a qualidade de vida dos bebês por toda a vida.

No Dia Mundial da Prematuridade, lembrado em 17 de novembro, o Hospital Paulista alerta para os riscos otorrinolaringológicos que podem acometer crianças que nascem antes das 37 semanas de gestação.

Conforme o Joint Committee on Infant Hearing, comitê internacional que estuda a saúde auditiva infantil, a prematuridade é considerada um fator de risco para o desenvolvimento da linguagem e da maturação das habilidades auditivas.

Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica que é importante que todas as crianças tenham um acompanhamento pediátrico e otorrinolaringológico regular, principalmente os prematuros, que têm mais chances de desenvolver problemas auditivos.

Para ajudar a identificá-los, o médico explica que o olhar dos pais no dia a dia do pequeno é essencial.

“A audição deve ser observada constantemente. Se o bebê fica muito quieto ou não reage aos sons da casa, como quando batem palmas, ou não se assusta com barulhos de uma porta batendo, por exemplo, ele pode estar algum problema de adição e deve ser avaliado o mais rápido possível. O ideal é que seja antes dos primeiros seis meses”, orienta.

 

Problemas para desenvolvimento

O especialista explica que, além do risco de perda auditiva, bebês que nascem antes da hora podem ter problemas respiratórios e alterações orais que dificultam a mamada.

“Entre os principais problemas está a laringomalácia, um distúrbio caracterizado pelo colapso das cartilagens laríngeas durante a inspiração, com obstrução da glote, que atinge, principalmente, menores de 1 ano de idade. Em algumas situações, a criança pode ter dificuldades para respirar e se alimentar, apresentando problemas para ganhar peso e atrasando, assim, o seu desenvolvimento.”

 

Diagnóstico

Popularmente conhecido como Bera, o exame de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico é o recomendado para identificar possíveis problemas auditivos, seja em crianças ou adultos.

“Ele é responsável por avaliar todo o sistema auditivo, verificando a presença de perda auditiva por lesões na cóclea, no nervo auditivo ou no tronco encefálico”, explica o médico.

A nasofibrolaringoscopia, por sua vez, considerada importante para a medicina otorrinolaringológica, é capaz de diagnosticar um quadro de laringomalácia, com sensibilidade de cerca de 88%.

“Ambos os exames podem ser feitos no Hospital Paulista, que conta com uma equipe multiprofissional altamente qualificada para os mais diversificados procedimentos, dos mais simples aos mais complexos”, finaliza Dr. Gilberto.

Covid-19: pacientes podem desenvolver lesões graves e até irreversíveis nas cordas vocais, alerta especialista

Com o avanço da vacinação e a recuperação de muitas vítimas da Covid-19, é importante destacar as sequelas deixadas pela doença em alguns pacientes. Nesse sentido, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia alerta para os sérios problemas vocais desenvolvidos em decorrência do tempo de intubação.

 

“A presença do tubo dentro da laringe e traqueia pode acarretar lesões diversas na região das cordas vocais, causando consequências graves e, em alguns casos, até irreversíveis”, explica Dr. Domingos Hiroshi Tsuji, responsável pelo “Centro Especializado em Laringe e Voz”, o novo Voice Center do Hospital Paulista.

Entre os principais problemas estão: a paralisia de uma ou ambas as pregas vocais; a anquilose, ou seja, a fixação ou rigidez da articulação cricoaritenóidea, responsável pelo movimento das cordas vocais; as estenoses da glote, subglote e traqueia, que podem ser causas de obstrução interna da laringe e traqueia; e as úlceras e granulomas de pregas vocais.

“Já tive, inclusive, que operar diversos pacientes traqueostomizados em decorrência destas alterações”, afirma o especialista. A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que consiste na abertura de um pequeno orifício na parte anterior do pescoço, sobre a região da traqueia, no qual é inserido um tubo que facilita a entrada de ar nos pulmões. Ela é indicada quando existe algum bloqueio ou redução da passagem do ar pelas vias aéreas superiores (via aérea acima da traqueia).

O médico ressalta que as lesões acontecem porque o tubo de intubação, em contato prolongado com as estruturas da laringe e traqueia, pode causar inflamações, úlceras e cicatrizes, reduzindo o calibre do espaço respiratório dos órgãos e limitando a mobilidade das cordas vocais.

 

Relação entre o vírus e a saúde da voz

Assim como muitas questões que precisam ser esclarecidas acerca da Covid-19, Dr. Tsuji destaca que o comprometimento da inervação das pregas vocais, pelo vírus, causando paralisias e outras alterações funcionais, teoricamente pode ocorrer, mas precisam ser estudadas mais a fundo.

No entanto, o especialista sinaliza que a doença pode, sim, ter relação com as alterações vocais de alguns pacientes. “A produção da voz depende fundamentalmente do ar expelido pelos pulmões, que fazem as cordas vocais vibrarem para produzir som. Consequentemente, a redução da capacidade respiratória pode estar relacionada às mudanças da voz após alguns quadros graves causados pela Covid”, explica.

As dores de garganta também são sintomas comuns em pacientes vítimas da doença. “Como a produção dos diversos sons vocais depende de movimentos complexos do trato vocal, envolvendo laringe, faringe, língua, boca e palato, entre outros, as dores podem ter um impacto maior ou menor na funcionalidade destas estruturas, alterando a qualidade da voz”, complementa.

Segundo o médico, nestes casos, as alterações costumam ser resolvidas espontaneamente, com o cessar da dor, com ou sem o auxílio de anti-inflamatórios e analgésicos.

Geralmente, disfonias relacionadas com alterações orgânicas, como estenoses (estreitamento) e paralisias, são tratadas cirurgicamente. “Quando não há alterações que necessitem de tratamento cirúrgico, o mesmo poderá envolver o uso de medicamentos e fonoterapias. Ainda assim, é imprescindível a procura de um especialista para uma análise mais detalhada de cada caso”, finaliza.

 

Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz

Considerado há 27 anos um centro de excelência em Endoscopia Otorrinolaringológica, o Voice Center passou, recentemente, por uma reestruturação para oferecer tratamentos específicos de laringe, com uma abordagem completa do início ao fim e uma equipe altamente especializada.

Atualmente, o espaço é responsável pela realização de procedimentos cirúrgicos delicados, que incluem microcirurgias de laringe convencional ou com laser, tireoplastias e injeções de botox para disfonia espasmódica.

No Dia dos Professores, especialista do Hospital Paulista faz alerta para cuidados com a saúde da voz

A voz é uma característica única de cada pessoa e um meio essencial de se comunicar com o próximo. No Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia faz uma alerta para os cuidados com a saúde vocal nesta profissão.

De acordo com o otorrinolaringologista Dr. Alexandre Enoki, é comum que professores e demais profissionais que fazem uso intenso da voz desenvolvam rouquid​​ões frequentes, atreladas a diversas alterações da laringe.

Dentre os principais problemas estão as lesões fonotraumáticas que podem surgir após uso intenso da voz. Os mais comuns são os pólipos e os nódulos vocais (conhecidos popularmente como calos nas cordas vocais).

O médico destaca que alterações como rouquidão, dores de garganta ao falar e fadigas vocais persistentes por mais de duas semanas necessitam de uma visita ao otorrinolaringologista, para um diagnóstico e tratamento corretos.

“Estar atento a possíveis casos de alergia e refluxo gastroesofágico também são cuidados que contribuem para a saúde da voz, independentemente do tipo de atividade que a pessoa exerça”, ressalta.

Conforme o otorrinolaringologista, as pessoas devem evitar o ar-condicionado, o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, além de gritar durante o dia a dia. O médico também sugere cautela para falar em ambientes ruidosos que possam causar uma “competição sonora”. “Nesses casos, sempre que possível, o uso de um microfone pode ajudar.”

“O uso da máscara também pode contribuir para que os professores forcem um pouco mais para falar e lecionar em um volume que a voz seja melhor compreendida”, explica. No entanto, Dr. Enoki ressalta que a peça é indispensável para evitar o contágio da Covid-19 e não deve ser deixada de lado de jeito nenhum.

“Opte também por uma boa hidratação constante, com água”, reitera o especialista.

 

Tratamentos

Dr. Enoki destaca que, para todas as pessoas, os distúrbios vocais não devem ser menosprezados, pois podem piorar com o passar do tempo.

“Conforme um sintoma se torna frequente, é necessário buscar um otorrinolaringologista.”

 

O tratamento dos problemas vocais pode envolver uso de medicações, fonoterapias ou até mesmo cirurgia das cordas vocais, em alguns casos.

Problemas vocais tendem a ser confundidos com manias da idade; saiba como identificar sinais de alerta

A qualidade da voz pode afetar, e muito, a forma como os idosos vivem. Sendo a principal responsável pela comunicação oral, ela é fundamental para ​as ​interações sociais, conexões com a família, atividades de lazer que utilizam a voz e, principalmente, para expressar desejos, necessidades e sentimentos.

No Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia chama a atenção para os sintomas que podem servir de alerta para o mau-funcionamento vocal​ ​​e tendem a ser confundidos com manias de uma idade avançada.

Conforme o Dr. Rui Imamura, otorrinolaringologista que atende no Centro Especializado em Laringe e Voz do Hospital Paulista, a voz sofre, de fato, algumas alterações com o passar dos anos, mas é necessário estar atento a possíveis sinais de um problema mais grave.

Rouquidão progressiva, pigarros constantes e diminuição da potência vocal podem identificar doenças e lesões, como pólipos, edema de Reinke, atrofias das cordas vocais e até câncer na laringe.

De acordo com o médico, estudos sugerem que, após os 60 anos, cerca de 50% dos distúrbios vocais no idoso podem representar doenças que, quando não são diagnosticadas, tendem a evoluir, podendo prejudicar a saúde do idoso por obstrução respiratória progressiva, aspiração e pneumonias e tumores malignos.

“Além disso, por conta das situações envolvendo a falta de comunicação, o mau-funcionamento​ vocal​ pode levar à diminuição da autoestima, isolamento social, ansiedade e depressão”, destaca.

O especialista explica que, apesar dos efeitos negativos que os distúrbios vocais causam à população geriátrica, eles são frequentemente negligenciados e não relatados pelo próprio idoso. Dessa forma, cabe aos familiares e cuidadores detectarem as alterações e orientarem a busca por um diagnóstico e tratamento adequados.

Sintomas

Os principais sintomas dos distúrbios ​da voz no idoso manifestam-se em forma de rouquidão, fadiga ao falar, diminuição da potência vocal, dificuldade no canto, aumento de secreção nas vias respiratórias, tosses e pigarros.

“A voz frequentemente baixa, como se estivesse sempre dando algum conselho de sabedoria, ou aquele pigarro excessivo do idoso que, de tão repetitivo, mais parece um TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), não são manias da idade, mas sim sinais de que algo não está bem com a saúde vocal”, alerta o especialista.

O pigarro crônico pode estar associado tanto a problemas simples, como refluxos, como a mais graves, como câncer. “O sintoma deve ser investigado, principalmente se associado à rouquidão, dores ao engolir ou falta de ar.”

Prevenção

Ter uma voz saudável está diretamente ligada ao bom desempenho do ​organismo como um todo. Por isso, Dr. Rui explica que hábitos como manter o corpo hidratado e dormir bem, mantendo uma noite de sono reparadora, ajudam a conservar uma boa saúde da voz.

Os cuidados com a alimentação também são essenciais. “Pacientes que sofrem de refluxo comumente apresentam rouquidão. Manter uma dieta saudável pode ajudar neste controle”, ressalta.

Segundo o especialista, o uso de agentes nocivos como o cigarro e o álcool devem ser evitados pois podem causar ​​problemas ​sérios ​à voz, bem como ao restante do organismo. Ambos são os principais fatores de risco para o câncer de laringe, que tende a ocorrer a partir dos 60 anos de idade.

Tratamentos

O tratamento dos problemas vocais pode envolver uso de medicações, fonoterapias ou até mesmo cirurgia das cordas vocais. Segundo o médico, por meio do diagnóstico e tratamento adequados, pelo menos 2 entre 3 pessoas acometidas por alguma doença podem ter melhora da voz.

“Os distúrbios vocais nos idosos não devem ser menosprezados jamais. Pelo contrário, eles sempre precisam ser investigados. Quando notamos a diminuição da visão, procuramos um oftalmologista. Com a voz deve ser feito o mesmo. À medida que um sintoma se torna frequente, é necessário buscar um otorrinolaringologista”, finaliza o especialista.