De infecção à perda auditiva, Hospital Paulista alerta para riscos dos fones de ouvido em academias

Que a prática de exercícios físicos é essencial para a manutenção de uma vida saudável, todos já sabem. Aliada a uma boa música, ela pode se tornar mais prazerosa. Por esse motivo, muitos adeptos da academia utilizam fones de ouvido nas academias. No entanto, alguns cuidados devem ser levados em consideração durante os treinos, evitando, assim, eventuais problemas de audição e infecções de ouvido.

A otorrinolaringologista Bruna Assis, do Hospital Paulista, faz um alerta para os riscos envolvendo o uso de fones em ambientes, que, assim como as academias, já possuem barulhos maiores.

“Quando utilizados em volumes muito altos, os aparelhos podem gerar danos irreversíveis à audição. Além disso, o uso em excesso pode acarretar outras patologias de orelha externa, como otites, eczemas e infecções fúngicas”, explica a especialista.

O limite de ruído suportado pelo ser humano equivale a 140 decibéis (dB). Dra. Bruna destaca, no entanto, que os sons acima de 85 dB, usados por mais de 8 horas diárias, já podem causar desconfortos e danos à audição, uma vez que, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), 55 dB é o valor máximo considerado para uma exposição saudável.

“Os fones de ouvido possuem limite de intensidade de 105 a 110 decibéis. Portanto, ao mantê-los no volume máximo, as chances de lesão são grandes, mesmo que utilizados em períodos menores. Além disso, não podemos desconsiderar o fato de as academias já serem ambientes bastante ruidosos, aumenta ainda mais os riscos.”

Alguns celulares contam com recurso para medir os decibéis no aparelho. Para acessá-lo, basta entrar na Central de Controle e localizar o ícone “Audição”. Caso a sua música esteja em um volume adequado, ou seja, não oferecendo riscos à audição, o ícone vai estar com um sinal de OK, na cor verde. No entanto, caso esteja considerado demasiadamente alto, acima de 85 dB, o ícone vai estar com um sinal de atenção, na cor amarela. O ícone “Audição” também disponibiliza uma barra de medição de níveis de decibéis, aumentando e diminuindo conforme a música toca em seus fones de ouvido. Segundo a OMS, o som dos celulares varia entre 75 dB e 136 dB.

Para calcular o limite de som permitido, é simples: considera-se um volume de 85 decibéis suportável por até oito horas consecutivas. Para cada cinco decibéis além disso, o limite cai pela metade. Ou seja, para um barulho de 90 decibéis, o limite seguro é de 4 horas de exposição contínua.
Identificar problemas auditivos causados pelo uso excessivo dos fones não é algo difícil. Conforme a especialista, os sinais mais comuns incluem diminuição da audição, dores, prurido e descamação local.

 

Inflamações e infecções

Outro problema ligado ao uso constante dos fones de ouvido são os riscos de inflamações e infecções do ouvido externo. Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Biomedicina da Devry Metrocamp, em Campinas (SP), constatou mais de 10 mil fungos e bactérias nos aparelhos.

A lubrificação e umidade liberadas pelo suor e cera do ouvido facilitam o acúmulo de micro-organismos e sujeiras. Na academia, esses riscos tendem a aumentar.

Entre as patologias de orelha externa mais comuns estão as inflamações da pele, como eczemas, infecções fúngicas e otites, que, além das desconfortáveis dores, também podem levar à surdez, caso não tratadas precocemente.

“Os quadros de otite podem evoluir para problemas mais graves, desde a ruptura da membrana timpânica até a perda auditiva, tamanha a agressividade da bactéria causadora da infecção”, explica.

De acordo com a médica, é importante procurar um otorrinolaringologista imediatamente após o aparecimento de qualquer sintoma, seja ele de dor constante ou de percepção de perda auditiva. “O diagnóstico e tratamento precoces podem evitar possíveis complicações ou sequelas”, finaliza.

 

Higienização

Os fones com almofada devem ser limpos com regularidade para a retirada de resíduos de descamação de pele e cerume. Já os outros fones devem ser limpos toda vez que forem ser inseridos no ouvido.

O ideal é sempre consultar o manual de instruções para checar se há alguma orientação específica sobre como limpar o produto. Mas, em geral, deve-se usar álcool com concentração de 70%, que é bactericida. O importante é não exagerar e “afogar” os fones, nem usar outro tipo de álcool.

Apneia do sono x problemas cardiovasculares: especialistas explicam como as dificuldades para dormir bem podem significar algo mais grave

A qualidade do sono é uma preocupação constante de médicos e pacientes mundo afora, dada a importância que o bom descanso tem para a qualidade de vida. Pesquisa do Ministério da Saúde indica que 50% dos brasileiros sofrem com alguma dificuldade para dormir, estando a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) entre as principais doenças, atingindo cerca de 33% da população adulta.

Como a doença aumenta os riscos de desenvolver problemas cardiovasculares, que são a principal causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e muitas pessoas nem sequer sabem que sofrem de apneia do sono, os cuidados precisam ser redobrados.

Os médicos do sono Dr. Braz Nicodemo Neto e Dr. Nilson André Maeda, ambos otorrinolaringologistas do Hospital Paulista, explicam que as pessoas que sofrem de SAOS nas formas moderadas e graves, mas não tratam a doença, têm ainda mais chances de desenvolver problemas do coração.

Segundo os especialistas, a SAOS pode estar presente em 50% dos pacientes portadores de fibrilação atrial, chegando a 80% nos casos de fibrilação atrial crônica persistente, e em 30% dos pacientes coronarianos. Estudos apontam ainda que entre 12 e 53% das pessoas que têm a síndrome também sofrem de insuficiência cardíaca, e que a sua prevalência em pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) é muito mais alta do que na população geral, podendo chegar a 70%.

Por conta da correlação entre a síndrome e os riscos ao coração, os cardiologistas costumam encaminhar os pacientes com eventuais sinais de apneia para realização da polissonografia, exame não invasivo que mede a atividade respiratória, muscular e cerebral (além de outros parâmetros) durante o sono.

Quando não tratada, a apneia do sono ainda pode levar a casos de hipertensão arterial sistêmica. Conforme os médicos, ao menos 35% dos hipertensos também sofrem com a síndrome, podendo chegar a 70% em casos de hipertensão arterial refratária, considerada mais difícil de controlar.

 

Paradas respiratórias

A apneia obstrutiva do sono trata-se de uma limitação do fluxo de ar que ocorre na faringe, sendo mais intensa que apenas um ronco, levando a repetidas paradas respiratórias enquanto o indivíduo dorme.

Dr. Braz ressalta que estas pausas causam a diminuição da oxigenação e pequenos despertares, estimulando o sistema nervoso simpático – responsável por preparar o corpo para lidar com situações de estresse ou emergência –, e podendo ocasionar uma vasoconstrição, levando a um quadro de hipertensão arterial sistêmica.

“A diminuição da oxigenação, seguida de uma reoxigenação, é capaz de formar radicais livres que levam a um estresse oxidativo considerável, que contribui para as doenças cardiovasculares.”

 

Diagnóstico

Sabendo dos riscos da correlação entre a síndrome da apneia obstrutiva do sono e as doenças cardiovasculares, principalmente quando ela não é tratada, é de suma importância que o diagnóstico de ambas as patologias seja feito precocemente.

Segundo o Dr. Nilson, é por este motivo que os cardiologistas encaminham os pacientes com suspeita do quadro para a avaliação de um médico do sono. “É muito comum estes pacientes já estarem em tratamento para hipertensão e apresentarem exame de medição da pressão arterial de 24h (MAPA) com aumento dos níveis, inclusive durante o sono.”

Dr. Nilson ainda explica que, com o diagnóstico e o tratamento da apneia, é possível reduzir os riscos de possíveis sequelas, bem como as internações hospitalares, procedimentos invasivos e, até mesmo, as chances de óbito.

“Pessoas roncadoras, que vivem sonolentas e têm um sono fragmentado e não reparador, necessitam da avaliação de um especialista em medicina do sono”, salienta o médico.

Considerado padrão ouro por conta da precisão do diagnóstico, o exame polissonográfico, composto por eletroencefalograma, eletromiograma, eletrocardiograma e eletro-oculograma, consiste em monitorar as variáveis eletrofisiológicas, além de avaliar os fluxos de ar nasal e bucal, movimentos do tórax e abdômen, ronco e oximetria durante o sono do paciente.

“O diagnóstico é feito de forma simples, mas é necessário que o especialista esteja ciente de todas as queixas do paciente”, alerta o Dr. Braz, destacando que a diminuição do peso e a redução no consumo do álcool podem servir como medidas preventivas.

 

Confira a tabela de sintomas indicativos da SAOS:

Sintomas noturnos Sintomas diurnos
Roncos altos Sonolência excessiva
Paradas respiratórias Sono não reparador
Despertares frequentes Dificuldade de memória
Engasgos Dificuldade de concentração
Sono agitado Diminuição da libido
Nicturia Cefaleia matinal
Sudorese Irritabilidade
Pesadelos Boca seca ao acordar
Pirose Fadiga

 

 

Tratamento

A melhor forma de tratar a Apneia Obstrutiva do Sono é analisando a origem e a intensidade do distúrbio. Pessoas obesas têm uma predisposição maior à doença, porém, indivíduos magros, mulheres e crianças também podem desenvolver SAOS, por causas multifatoriais.

Os médicos explicam que existe uma classificação de gravidade da doença. Dessa forma, cada paciente tem o tratamento indicado de maneira individualizada, de acordo com a sua necessidade e anatomia, por isso a importância de um acompanhamento especializado.

Atualmente, os principais tratamentos para a doença são o uso de pressão positiva em via aérea (CPAP), aparelhos bucais de avanço mandibular usados durante o sono e confeccionados pelo dentista, terapia fonoaudiológica, e em alguns casos, a resolução pode ser através de cirurgia na região da faringe.

Câncer de garganta está entre principais doenças relacionadas ao alcoolismo

Considerada uma droga lícita socialmente aceita, o álcool pode causar doenças no fígado e problemas gastrointestinais. No entanto, estudos do Instituto Nacional de Câncer (Inca) relacionam o uso excessivo do álcool também a diversos tipos de câncer, entre eles o de boca, esôfago, estômago, fígado, intestino (cólon e reto) e mama.

No Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, lembrado em 18 de fevereiro, o Dr. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista do Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz, do Hospital Paulista, alerta para os riscos do câncer de garganta, doença que pode se desenvolver na laringe ou na faringe, podendo apresentar pouco ou nenhum sintoma em seu estágio inicial.

“Alguns tumores na região da garganta podem se desenvolver muito rápido. Por isso, requerem muita atenção. Ao perceber qualquer alteração incomum por mais de duas semanas, é necessário buscar um otorrinolaringologista. Quando o diagnóstico é feito ainda em estágio inicial, a chance de cura pode ser em torno de 90%”, explica.

Além do câncer na região da faringe e laringe, o consumo excessivo de álcool pode causar problemas secundários, como refluxo, ressecamento e infecções oportunistas.

O médico destaca o risco aumentado ao câncer de boca, do qual o consumo regular de álcool já é suficiente para a sua incidência. “Ele é comum, principalmente, em homens acima dos 40 anos, e em alguns casos, a doença só é diagnosticada em estágios avançados.”

Dores de garganta e tosses frequentes não devem ser negligenciados, pois podem ser sinais de alerta à doença e indicam a necessidade de uma visita ao especialista para a realização de exames.

“A presença de sangue, dificuldades para engolir ou respirar, alterações na voz sem causa aparente, ruídos ao respirar e inchaços ou aparecimento de nódulos no pescoço podem ser indícios de uma doença já em estágio considerado grave. Por isso, não se deve esperar tanto para buscar um especialista.”

 

Diagnóstico

O diagnóstico preciso do câncer é realizado através de uma biópsia – procedimento capaz de diagnosticar várias doenças.

No entanto, por meio da videolaringoscopia, é possível identificar lesões sugestivas de câncer e definir quando é necessária a realização de uma biópsia. O exame é realizado por otorrinolaringologistas, possibilitando a obtenção de importantes informações sobre a anatomia da laringe e faringe.

De acordo com o especialista, os exames endoscópicos são simples e com duração de poucos minutos. “A realização acontece com os pacientes acordados, podendo ser utilizado anestésico em spray local para a sua realização.”

Já para a biópsia na região da laringe, dependendo da localização e do aspecto da lesão, pode ser necessária a aplicação de anestesia geral, em centro cirúrgico. O tempo para o resultado da biópsia pode levar alguns dias.

 

Prevenção

Para prevenir o câncer de garganta e demais tipos, bem como as diversas patologias que possam estar relacionadas ao alcoolismo, o especialista indica que as pessoas não ingiram álcool em grandes quantidades.

“Quando associado ao tabagismo, os riscos são consideravelmente mais altos, principalmente para o desenvolvimento de cânceres de boca, faringe, laringe e esôfago”, reitera.

Para Dr. Enoki, o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo é importante por alertar aos primeiros sintomas decorrentes do abuso do álcool e, consequentemente, tratar possíveis doenças da garganta de forma preventiva e com maiores chances de cura.

 

Centro de Diagnóstico em Otorrino – Voice Center
O Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrino do Hospital Paulista conta com equipamentos modernos e de alta tecnologia, além de profissionais especializados que garantem o máximo de segurança e precisão na realização dos exames.

Entre os destaques do Centro de Diagnóstico está o Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz, que realiza exames para diagnósticos de distúrbios da voz, deglutição e refluxo faringo-laríngeo. Recentemente, ele foi ampliado para oferecer também tratamentos específicos de laringe, com uma abordagem completa.

Com a expansão dos serviços, o centro passou a realizar procedimentos cirúrgicos delicados que incluem, entre outros, microcirurgias de laringe convencional ou com laser, tireoplastias e injeções de botox para disfonia espasmódica.

Rinites e sinusites: 10 mitos e verdades sobre as doenças respiratórias que causam desconforto às crianças

Nariz escorrendo, olhos lacrimejando, obstruções nasais que dificultam respiração e sono e redução do olfato, capaz de interferir no paladar e na alimentação das crianças. Esses são alguns dos sintomas comuns das rinites e sinusites, doenças respiratórias capazes de tirar a paz dos pequenos e o sono dos pais.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 25% da população mundial sofre de doenças respiratórias. Para chamar a atenção para essas patologias, a Dra. Renata Christofe Garrafa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, respondeu algumas questões que podem ajudar a desvendar mitos e verdades sobre rinites e sinusites, especialmente em crianças.

 

1 – Rinites e sinusites são a mesma coisa?

Mito. Rinites são caracterizadas por inflamação da mucosa do nariz, ao passo que as sinusites decorrem da inflamação da mucosa dos seios da face. Na maioria dos casos, temos acometimento dos seios da face e do nariz, que seriam as rinossinusites.

 

2 – É possível distinguir em casa as alergias respiratórias? Como podemos diferenciá-las de resfriados comuns?

Verdade. Ainda que bem semelhantes, as rinites alérgicas e os resfriados comuns possuem algumas diferenças. Ambos apresentam congestão nasal, secreção nasal clara e espirros. Porém, as causas alérgicas podem ser acompanhadas de sintomas como coceira no nariz, garganta e olhos. Já os resfriados comuns apresentam, com frequência, febre, indisposição, dor muscular e falta de apetite. Quando não for possível diferenciá-las, é importante consultar um médico.

 

3 – As rinites e sinusites só atacam durante o tempo seco?

Mito. O tempo seco pode ser um agravante para pessoas que sofrem de rinite, mas não é condição essencial para sua manifestação. Quando as rinites e as rinossinusites são de etiologia infecciosa (virais e bacterianas), por exemplo, elas dependem da exposição ao agente causador e não ao clima. Além disso, as rinites também podem decorrer de alergia a fatores ambientais, como ácaros, fungos, pólens e pelos de animais, entre outros. Nessas situações, sempre que o indivíduo tiver contato com o alérgeno, manifestará uma crise de rinite. Existem, ainda, fatores anatômicos que predispõem as crises de rinossinusites, como hipertrofia de adenoide, desvios de septo, presença de pólipos nasais e alterações dentárias.

4 – Umidificadores de ambientes e inalações caseiras podem ajudar a controlar essas alergias?

Verdade e mito. Os umidificadores são aliados nos casos de tempo seco, porém podem se tornar vilões caso elevem a umidade do ambiente a ponto de favorecer a proliferação de fungos. Já as inalações promovem conforto para os sintomas, mas a lavagem nasal com soro fisiológico é superior no controle dos quadros da via aérea alta.

 

5 – Existe predisposição genética para alergias?

Verdade. A alergia é uma doença que possui diversos mecanismos causais e, entre eles, existe a predisposição genética. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), uma criança com pais alérgicos tem de 50% a 70% mais chances de desenvolver uma doença respiratória, inclusive rinite alérgica. No Brasil, um estudo do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) mostrou frequência média de 12,5% de rinite entre crianças de 6 e 7 anos e de cerca de 20% em adolescentes com idades de 13 a 14 anos. A incidência progride até a adolescência, fase da vida em que pode afetar até 25% da população.

 

6 – Puxando para o tema Covid-19, o uso de máscaras é prejudicial às crianças que sofrem das “ites”?

Mito. As máscaras não têm capacidade de piorar a rinite. O que acontece é que crianças em crise de rinite podem ter dificuldades para usar a máscara. Por isso, a doença deve ser acompanhada por um especialista, para que seja tratada ou ao menos controlada.

 

7 – Mesmo em crianças pequenas, quando o diagnóstico pode ser feito precocemente, rinites e sinusites não têm cura? Apenas com tratamento é possível controlá-las?

Mito e verdade. Depende da etiologia da doença. Existem diferentes tipos e causas de rinites e rinossinusites. Quando provém de causas infecciosas e anatômicas, por exemplo, existem tratamentos medicamentosos e cirúrgicos capazes de curá-la. Entretanto, existem subgrupos crônicos onde não conseguimos eliminar a doença de vez, mas podemos diminuir seus sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. São exemplos destas situações as rinites alérgicas e as rinossinusites crônicas com polipose nasal.

 

8 – Receitas caseiras, como chás, infusões e uso de óleos essenciais, podem curar rinites e sinusites?

Mito. Apenas após avaliação médica, onde se é identificada a causa das rinites e rinossinusites, é que um tratamento adequado pode ser proposto.

 

9 – A rinite pode evoluir para sinusite?

Verdade. As rinites, quando exacerbadas, podem evoluir para rinossinusites. Nessas ocasiões, existem tratamentos medicamentosos capazes de auxiliar na resolução do problema.

 

10 – Usar descongestionantes nasais pode ajudar a recuperar o olfato das crianças que sofrem com os “ites”?

Mito. Descongestionantes nasais melhoram a recuperação do olfato de forma parcial. O uso indiscriminado destes medicamentos, por um período superior a 7 ou 10 dias, pode provocar lesões na mucosa, gerando dependência e riscos cardiovasculares, como taquicardia e angina.

Hospital Paulista alerta para cuidados com saúde da voz dos professores na volta às aulas

O ano letivo teve início em fevereiro para ao menos 17 capitais do Brasil. Apesar de a maioria dos professores ter mantido seus trabalhos de forma virtual durante o isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, o retorno às salas de aulas exige muito mais da voz, já que ela é uma das principais ferramentas de trabalho destes profissionais.

Conforme a otorrinolaringologista do Hospital Paulista Dra. Luciana Fernandes Costa, os professores são considerados grupo vulnerável aos distúrbios vocais, devido ao seu uso intenso no dia a dia. A especialista destaca que a estimativa de prevalência dos distúrbios vocais na população geral encontra-se entre 6% e 15%, enquanto, em professores, esses índices podem variar entre 50% e 80%, com gravidade para cerca de 12%.

“Entre as lesões mais presentes estão as denominadas fonotraumáticas – que se desenvolvem a partir de padrões vocais inadequados, secundários à sobrecarga fonatória. Há também uma ampla probabilidade de nódulos vocais, seguidos por pólipos e alterações estruturais mínimas”, alerta Dra. Luciana.

Os professores também têm grandes chances de desenvolver disfonia, alteração de algumas das qualidades acústicas da voz, tais como intensidade ou volume da voz. “As consequências da disfonia persistente podem ser devastadoras para o desempenho profissional, por vezes resultando em afastamentos e/ou remanejamento para tarefas administrativas”, complementa a especialista.

A prevenção é a principal forma de combater os distúrbios vocais. Segundo a médica, os fatores de risco à disfonia incluem extensa jornada de trabalho, frequentemente superior a 40 horas semanais; número excessivo de alunos por sala de aula, já que demandam mais atenção e desgaste vocal; e instalações inadequadas, incluindo elevado ruído ambiental e lousa com pó de giz.

“Esses fatores fazem com que os professores aumentem a intensidade da voz para manter a atenção dos estudantes, sendo essa a essência do fonotrauma, podendo levar ao desenvolvimento de lesões laríngeas.”

A idade e o tempo de profissão também são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de lesões na laringe. Por conta da correria diária, grande parte dos professores substitui as refeições convencionais por lanches e fast-foods, favorecendo os distúrbios gastrointestinais, principalmente o refluxo gastroesofágico, importantes causadores da laringite.

“Doenças neurológicas ou endócrinas, hábitos tabágicos ou alcoólicos e problemas respiratórios superiores recorrentes também podem comprometer a qualidade vocal”, reitera a especialista.

Uso de máscaras

Mesmo com as crianças voltando às aulas e a vacinação em estágio avançado, é importante manter as medidas sanitárias que ajudam a evitar a disseminação do vírus. Nesse sentido, é fundamental manter o distanciamento, a higienização das mãos e o uso correto das máscaras, que devem sempre cobrir nariz e boca.

Dra. Luciana ressalta que é possível e necessário lecionar utilizando o item.

“Busque algum modelo de máscara que seja seguro e que permita a livre mobilidade da mandíbula, realizando pausas vocais para descanso e hidratação, em ambiente seguro.”

Equipe multidisciplinar

Uma boa hidratação vocal e a escolha de alimentos que não ressequem a garganta e causem pigarro, além de intervalos entre o uso da voz, são de extrema importância para a manutenção da saúde vocal, mas nem sempre são suficientes.

A fonoaudióloga Bruna Rainho Rocha destaca ser importante ainda o apoio de um fonoaudiólogo, que pode auxiliar em situações de desconforto, cansaço vocal, rouquidão e falhas e mudanças na voz ao longo do dia ou da semana.

“Os profissionais também trabalham com estratégias de comunicação em geral, como o correto uso do microfone, escolha de vocabulário, uso de gestos e até adequação da postura para falar”, explica.

Segundo Bruna, a própria fonoaudiologia pode ser um método preventivo aos problemas vocais. “Mesmo que não apresentem alterações, tanto professores como os demais profissionais que fazem uso intenso da voz podem procurar um fonoaudiólogo. Nestes casos, para fazer condicionamento vocal e aprender estratégias para o seu uso correto, podendo, assim, evitar eventuais problemas na voz e na comunicação.”

De acordo com a Dra. Luciana, ao perceber sintomas como rouquidão, fadiga, cansaço vocal, instabilidade na voz, dor ou desconforto na garganta e esforço para falar, principalmente de forma recorrente, é necessária uma avaliação médica.

“Os problemas vocais podem não ser transitórios, e muitos casos exigirão tratamento e acompanhamento multidisciplinar do médico e do fonoaudiólogo, podendo, inclusive, envolver opções medicamentosas ou cirúrgicas”, finaliza a especialista.

Centro de Diagnóstico em Otorrino

O Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrino do Hospital Paulista conta com equipamentos modernos e de alta tecnologia, além de profissionais especializados que garantem o máximo de segurança e precisão na realização dos exames.

Entre os destaques do Centro de Diagnóstico está o Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz, que realiza exames para diagnósticos de distúrbios da voz, deglutição e refluxo faringo-laríngeo. Recentemente, ele foi ampliado para oferecer também tratamentos específicos de laringe, com uma abordagem completa.

Com a expansão dos serviços, o centro passou a realizar procedimentos cirúrgicos delicados que incluem, entre outros, microcirurgias de laringe convencional ou com laser, tireoplastias e injeções de botox para disfonia espasmódica.

Sangramentos nasais podem indicar pressão alta e até tumor, alerta especialista do Hospital Paulista

Apesar de estar entre as estações favoritas do ano, o Verão também pode causar danos à saúde e ao bem-estar, em decorrência do calor excessivo. Conforme o otorrinolaringologista do Hospital Paulista Arnaldo Braga Tamiso, os perigos da epistaxe ou hemorragia nasal, como ela é popularmente conhecida, incluem aumento da pressão, desidratação e problemas respiratórios, entre outros.

A hemorragia nasal é qualquer tipo de sangramento que se exterioriza pelo nariz, e pode ser causada por feridas, inflamações ou excesso do calor. “Isso acontece porque, no tempo quente, os vasos sanguíneos se dilatam e o problema tende a ocorrer com maior frequência”, explica o médico.

As causas comuns para o problema ainda incluem o ressecamento, causado pelo rompimento de vasos sanguíneos e pelo ato de cutucar o nariz com o dedo, além de traumas decorrentes de pancadas ou pós-operatórios de cirurgias.

“O sangramento nasal também pode ser um sinal de alerta para tumores, como nasoangiofibromas, pólipos e hemangiomas, entre outros. Eles estão entre as causas menos prevalentes, mas não podem ser descartados”, alerta o especialista.

Fique atento

O sangramento nasal, por si só, já pode ser sintoma de que algo com a saúde não está bem. Dr. Tamiso explica que, em alguns casos, a hemorragia costuma vir acompanhada de hipertensão, tonturas, desmaios, sensação de falta de ar e até catarro na garganta.

“Quando os sangramentos nasais acontecem repetidamente, eles não podem ser considerados comuns. Pelo contrário, merecem preocupação e, seja qual for a intensidade, devem ser analisados por um otorrino.”

O que fazer?

O especialista explica que, quando os sangramentos acontecem esporadicamente, ao assoar o nariz, por exemplo, não há motivos para alarde. “Nesses casos, é necessário manter a cabeça sempre posicionada para frente, nunca para trás, para evitar engasgos. O paciente também pode apertar as narinas por dois minutos para ajudar a cessar o sangramento e, ao soltar, colocar gelo por 10 minutos”, ressalta.

Durante o calor, o recomendado é hidratar o nariz com soro fisiológico. Caso perceba alguma sujeira ou corpo estranho, evite cutucá-lo, principalmente durante o tempo seco. O indicado é lavá-lo com água corrente.

Em casos de hemorragias frequentes, consultar um otorrinolaringologista é essencial para o diagnóstico e tratamento, esse último podendo exigir medicamentos, cauterizações e até cirurgias nasais.

“Risada de porco” pode indicar algum problema de saúde?

Você já deve ter passado pela seguinte situação: reunido com amigos, em um momento de descontração, alguém solta aquela risada parecida com um ronco de um porco. O problema, que pode ser divertido para uns e constrangedor para outros, ganhou destaque recentemente, na última edição do reality show Big Brother Brasil, graças à gargalhada bastante característica do participante Eliezer.

Questionado pelos colegas da casa, que acharam que o designer estava brincando, o brother explicou que sempre teve a tal “risada de porquinho”, algo que considerava normal.
Mas será que é normal mesmo? O médico Arnaldo Braga Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica o porquê de algumas pessoas riem desse jeito.

“A risada com escape de ar pela garganta, como é chamado esse tipo de gargalhada, pode acontecer por diversos motivos. Entre eles a obstrução nasal por algum desvio de septo ou aumento das carnes esponjosas, flacidez ou malformações no palato mole, quando a pessoa não consegue fechar a comunicação da passagem de ar entre a garganta e o nariz”, explica.

O problema é grave?

De acordo com o especialista, a “risada de porco” não é um problema grave, porém, é necessário atenção, já que existe uma ligação com distúrbios respiratórios, como ronco noturno e/ou apneia de sono, respiração oral associada à dificuldade de praticar esportes e cansaço acima do normal.

“Caso o escape de ar esteja associado a quaisquer destas dificuldades respiratórias, deve-se, sim, procurar um otorrino para avaliação.”

Tratamentos

Apesar de divertida, a risada incomum pode ser desagradável para a pessoa que sofre com o escape de ar pela garganta. Dr. Tamiso ressalta que existem tratamentos e até cirurgias para resolver o problema.

Conforme o especialista, apenas por meio de exames específicos é possível chegar à real causa da recirculação de ar. Caso seja um problema anatômico, como desvios de septo e palato curto, os procedimentos cirúrgicos podem ser indicados.

“A fonoterapia, em conjunto, feita através de exercícios de fortificação da musculatura, possui ótimos resultados, capazes de acabar com os constrangimentos causados pelas ‘risadas de porquinho’”, finaliza o médico.

Como diferenciar os sintomas de Influenza, Ômicron e Flurona?

Um novo termo tem se popularizado nos últimos dias: “Flurona”. A palavra tem sido utilizada para descrever os casos de infecção simultânea ou coinfecção por Covid-19 e gripe.

 

Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não se trata de um novo vírus, mas uma contaminação concomitante de dois vírus diferentes.

Conforme a especialista, Flurona vem da junção da palavra gripe em inglês (“flu”) com o Coronavírus (“rona”). O termo, segundo a médica, serve para descrever uma situação mais comum do que se imagina.

“Infectar-se por dois vírus não é uma situação rara de acontecer. Isso é comum, principalmente em períodos como o que estamos passando, com números elevados de pessoas com Covid-19 e Influenza, ambas doenças de fácil transmissão.”

Dra. Cristiane afirma que, como consequência dos dois tipos de vírus, é possível que, em alguns casos, o paciente apresente sintomas das duas doenças ao mesmo tempo.

“Em ambos os quadros, os sinais tendem a ser muito semelhantes, porém, no caso da Covid, eles podem mudar de acordo com a variante. Atualmente, a Ômicron já é responsável pela maioria dos casos no Brasil.”

 

Confira os sintomas mais comuns em cada caso:  

Influenza A (H3N2 de cepa Darwin) – Febre alta, tosse, garganta inflamada, calafrios, fadiga e dores de cabeça, no corpo e nas articulações. “Nos últimos meses, esse tipo de gripe contribuiu para um aumento de infecções em um período atípico no Brasil. Isso preocupa, pois torna a mucosa nasal mais exposta a outros vírus, como o da Covid-19”, explica a médica.

Variante Ômicron – Cansaço extremo, dores pelo corpo, na cabeça e inflamação na garganta e febre.

Flurona – Tosse seca, febre, cansaço e perda do paladar ou do olfato, além de dores de cabeça, garganta inflamada, olhos vermelhos ou irritados.

A especialista destaca que as principais diferenças entre os sintomas da Influenza e da Ômicron estão relacionadas à evolução do quadro. “No caso da Influenza, o início é súbito, com manifestações importantes: nas primeiras 48 horas há febre alta e dor no corpo, melhorando ao longo do tempo. Essa gripe dura sete dias, em média.”

A Covid, por sua vez, apresenta uma evolução mais progressiva. “Ela pode começar com sintomas leves, como febre baixa e discretas dores no corpo, que costumam ficar mais importantes com o passar do tempo. Em casos moderados, a febre e a tosse são persistentes, bem como a fraqueza muscular e a falta de apetite. Já nos casos graves, a falta de ar e a queda da saturação do oxigênio são mais frequentes.”

 

Prevenção

 

Além do aumento nos casos de Covid, principalmente pela variante Ômicron, o Brasil ainda enfrenta um surto de Influenza em diversas capitais.

De acordo com a otorrino, o aumento dos casos de Covid se deve à facilidade de transmissão da nova variante, além da redução das medidas de proteção. Sobre os casos de gripe, Dra. Cristiane explica que o aumento pode estar ligado à linhagem Darwin, que não está incluída na composição das atuais vacinas em uso no hemisfério Sul.

Para prevenir ambas as infecções, incluindo a coinfecção Flurona, a especialista recomenda o uso de máscaras faciais, principalmente as do tipo PFF2 ou N95; evitar aglomerações e praticar a desinfecção frequente das mãos com álcool gel 70%, ou, preferencialmente, a lavagem com água e sabão; manter o distanciamento social; e evitar compartilhar objetos de uso pessoal.

Segundo a médica, a maioria dos casos graves ocorreu em pacientes não vacinados contra a Covid-19, por isso a vacinação é a mais importante medida de proteção.

“Devemos nos vacinar, completando todas as etapas de imunização indicadas pelo Ministério da Saúde, além de manter as recomendações de distanciamento e evitar aglomerações. Não é momento de afrouxar os cuidados, mas intensificá-los para que, no futuro, possamos sair dessa”, finaliza a médica.

Você conhece o exame BERA com sedação? O Hospital Paulista é a única instituição especializada a realizar o exame no Brasil

Você já ouviu falar no exame BERA (Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico)?  Possui o objetivo de avaliar a integridade funcional do nervo auditivo e determinar se há ou não um distúrbio na audição e seu grau. Além disso, possibilita que o médico identifique se a causa é decorrente de uma lesão no nervo auditivo, ou ainda, no tronco encefálico.

Segundo o Prof. Dr. Ricardo Dorigueto, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o BERA com sedação é um exame não invasivo, indolor e extremamente importante, utilizado para determinar o nível de resposta auditiva, principalmente em recém-nascidos, autistas e crianças portadoras de necessidades especiais. “É um procedimento muito adequado para realizar em crianças já que estes ainda não podem fazer uma audiometria tradicional”, comenta.

O especialista ainda destaca que o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia dispõe de equipamento de alta tecnologia, profissionais qualificados e treinados a realizar o BERA com sedação em centro cirúrgico. “Aplicamos a sedação ou anestesia para levar a criança ao sono induzido, já que no momento do teste, não pode haver nenhum movimento que interfira na resposta elétrica e, consequentemente, na interpretação correta do resultado”, explicou o Prof. Dr. Dorigueto.

Para finalizar, o médico esclarece que muitas vezes os pais ficam com receio do procedimento ser feito no centro cirúrgico, já que culturalmente é um local que passa um ar negativo, mas pelo contrário: “nosso grande diferencial é justamente escolher o centro cirúrgico pela total segurança que ele oferece, além disso, temos um profissional exclusivamente realizando o BERA e um anestesiologista cuidando da criança para garantir o sucesso do exame”.

Férias: Hospital Paulista alerta para os cuidados que podem evitar problemas vocais e auditivos durante a diversão

As festas de final de ano passaram e, para muitos, as férias estão apenas começando.  Neste período, as praias e piscinas estão sempre cheias e sol, álcool e música alta são fortes atrativos para espairecer. Essa mistura, entretanto, pode trazer uma série de danos à saúde como otites, traumas auditivos, problemas no labirinto (estrutura responsável pela audição, equilíbrio e percepção corporal) e até perdas auditivas.

Dra. Cristiane Adami, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, alerta para a necessidade de visitar um otorrino após a temporada de festas e férias, caso perceba alguma alteração na saúde auditiva ou vocal, para garantir que não houve nenhum dano, já que esses problemas podem ocorrer facilmente em adultos e crianças.

“Com as festas de fim de ano, é comum ficarmos expostos ao barulho excessivo, causado, principalmente, por queimas de fogos de artifício que celebram o ano que inicia. Isso pode acarretar algum trauma acústico, problema causado justamente pela exposição a sons muito altos”, explica.

Este tipo de trauma acontece graças a uma lesão abrupta das células do ouvido interno, e os sintomas podem aparecer imediatamente ou algumas horas após o episódio. Zumbidos, sensação de plenitude nos ouvidos – como se estivesse descendo a serra –, percepção de sons metálicos, são sinais de alerta. Além disso, o trauma acústico ainda pode causar a perda auditiva, que pode ser temporária ou até definitiva.

“Para minimizar os sintomas e ter a chance de cura, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista logo após o incidente para o diagnóstico correto e tratamento imediato”, alerta a especialista.

 

Água nos ouvidos

Durante as férias, muitas pessoas vão à praia e é comum que os adultos e, principalmente, as crianças abusem da água durante a diversão. A Dra. Cristiane alerta que esses momentos exigem cuidado redobrado, já que o excesso de água nos ouvidos pode causar a otite externa, infecção do canal auditivo.

“Geralmente, ela é causada por resquícios de água na orelha, criando um ambiente úmido que proporciona o crescimento de bactérias ou fungos.”

Entre os sintomas estão as dores de ouvido, coceiras, presença de secreção e o inchaço do canal auditivo, que pode causar um abafamento da audição. A otite externa é uma condição de fácil diagnóstico, que não requer exames complementares, porém é importante visitar o otorrino, que definirá o melhor tratamento.

“A atenção dos pais é essencial para as crianças durante todo o período, seja durante as festas, para que não fiquem expostos ao som dos fogos ou durante as férias, principalmente enquanto estão brincando na água”, explica.

A médica recomenda os protetores auriculares para ajudar contra a exposição de ruídos, e que também podem ser usados na piscina, para evitar que a água entre nos ouvidos.  Além disso, a higienização evita a proliferação dos fungos e bactérias causadores das otites. “São cuidados simples que podem contribuir com o sucesso das férias.”

 

Excesso de álcool

Outro ponto que merece alerta de jovens e adultos é o consumo excessivo de álcool, já que ele pode alterar o funcionamento dos neurotransmissores do sistema nervoso central, atuando diretamente na diminuição da densidade do líquido que fica dentro do labirinto.

“Em conjunto, essas alterações podem levar ao desequilíbrio e à tontura, até mesmo no dia posterior ao consumo de álcool.”

De acordo com a médica, o álcool também pode prejudicar nossa saúde vocal. Além de contribuir para a falta de controle e abuso vocal, ele age diretamente nos tecidos da laringe, causando grande irritação e ressecamento, prejudicando a voz.

“A moderação é nossa maior aliada, tanto para recebermos o novo ano, como para aproveitarmos as férias com nossas crianças. Caso algum desses problemas venha a acontecer, o ideal é buscar um otorrinolaringologista o quanto antes para que os sintomas não se agravem”, finaliza a médica.