Hospital Paulista mantém serviços do Ambulatório de Olfato inaugurado para auxiliar pacientes com sequelas da Covid-19

O Hospital Paulista de Otorrinolaringologista decidiu manter os serviços disponibilizados pelo ambulatório especializado, inaugurado em meio à pandemia, para atender pacientes com alteração no olfato ou paladar e entender melhor os impactos da Covid-19.

O Ambulatório de Olfato, como é conhecido, tem como objetivo ampliar e qualificar o diagnóstico e o tratamento destes sintomas. Além disso, no atendimento, os pacientes são estimulados a sentir diferentes cheiros e sabores, como uma terapia para quem perdeu um ou os dois sentidos após contrair a doença.

“Na consulta, fazemos o questionário de Triagem de Olfato e Paladar (TOP) e um exame básico com um cheiro característico. Dependendo do resultado, complementamos com exames específicos, como o teste da Universidade da Pensilvânia (EUA), baseado em quatro cartelas com 40 odores diferentes. Assim, conseguimos identificar de forma precisa o tipo de cheiro que foi perdido e acompanhar, com a mesma cartela, a evolução da recuperação do paciente”, explica o diretor clínico e responsável pela área, Dr. Gilberto Ulson Pizarro.

Segundo o especialista, o ambulatório foi acelerado pela Covid-19, mas já estava sendo desenvolvido há dois anos para atender a profissionais que utilizam o olfato e o paladar como instrumentos de trabalho, como degustadores, sommeliers e perfumistas, entre outros.
“O olfato já era algo que me fascinava e ver as pessoas perdê-lo é terrível. Estamos tendo muito trabalho, mas estamos conseguindo recuperar o olfato e o paladar das pessoas. Dos pacientes atendidos, apenas 2% permanecem inalterados após o tratamento; e temos ainda 14% com sequelas. Mas conseguimos a recuperação em cerca de 84%, em um ano de ambulatório”, comemora.

Dr. Gilberto ressalta ainda que, apesar da diminuição nos casos de Covid-19 e dos avanços no diagnóstico dos sintomas, a permanência dos serviços do ambulatório é essencial porque o olfato e o paladar também são responsáveis pela segurança.

“Os dois sentidos estão intimamente relacionados. Alguns gostos podem ser reconhecidos sem a influência dos odores, porém sabores mais complexos requerem o olfato para serem identificados. Por meio deles, é possível identificar incêndios ou verificar se um alimento está estragado, por exemplo, evitando, assim, o seu consumo. O olfato e o paladar ainda nos dão prazer na alimentação e nos instiga sexualmente, ambos importantes para a qualidade de vida”, reitera o otorrinolaringologista.

Os serviços do ambulatório continuarão a ser prestados pelo Centro Médico com Subespecialidades em Otorrino do hospital.

Causas que podem levar à perda de olfato

A perda de olfato é um dos sintomas mais característicos da contaminação pela Covid-19, mas o problema pode ser consequência também de doenças como H1N1, polipose nasal e traumas na região da cabeça, além de más formações, como meningoceles e meningoencefaloceles, e tumores específicos, como o esteioneuroblastoma.

A anosmia, como é conhecida, contempla dois tipos característicos de perda olfatória: condutiva, quando a passagem de ar no nariz é impedida, como em casos de gripe e rinite; e neurossensorial, resultado do comprometimento de células específicas ou nervos que levam a informação do cheiro para o cérebro.

“Caso o problema persista por cerca de 14 dias, o recomendado é procurar um otorrinolaringologista. O paciente pode buscar diretamente o ambulatório do Hospital Paulista, onde será atendido de forma mais completa, por uma equipe multidisciplinar apta, inclusive, para procedimentos clínicos e cirúrgicos, se necessário”, explica o Dr. Gilberto.

Após o tratamento inicial da causa, se o problema persistir, ainda é possível administrar um tratamento utilizado mundialmente, conhecido como Treinamento Olfatório. “Importante saber que neste tipo de tratamento não há melhora imediata. É preciso que o paciente saiba disso, persista e não desanime ou desista. Ele deve encarar como uma fisioterapia olfatória”, ressalta.

O médico alerta, no entanto, que a prática sem o acompanhamento de um especialista não é recomendada. “O uso incorreto de produtos e essências, diretamente no nariz, sem a concentração, distância e intervalos adequados, pode prejudicar o órgão, já que alguns componentes podem ser tóxicos e levar a lesões irreversíveis”, finaliza.

 

Hospital Paulista alerta para cuidados que músicos devem ter com saúde do ouvido e da voz

Na semana em que é celebrado o Dia Internacional do Músico, o Hospital Paulista chama a atenção para os principais desgastes e problemas que podem acometer os profissionais que dependem da voz e do ouvido para exercerem seu trabalho.

De acordo com o Dr. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista que atende no Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz do Hospital Paulista, é recomendado que músicos e cantores visitem o otorrinolaringologista com uma frequência maior que outros profissionais.

“As avaliações com o otorrino em pacientes que trabalham com uso intenso da voz e/ou ficam expostos a ambientes com som alto são muito importantes, tanto para prevenir alterações como para tratá-las. Não há uma frequência exata, pode variar conforme cada caso”, explica o especialista.

Entre os problemas que as consultas podem ajudar a identificar e até prevenir estão a perda auditiva induzida por ruídos (PAIR) e as alterações fonotraumáticas nas cordas vocais, que se referem a alterações não cancerígenas, ou seja, benignas.

“Estas alterações podem variar de pessoa para pessoa, sendo desde uma simples inflamação temporária até o surgimento de lesões como nódulos, pólipos, granulomas e alguns tipos de cistos”, ressalta o médico.

Conforme o Dr. Enoki, a literatura médica é carente de estudos que constatam a ligação dos instrumentos de sopro com alterações nas cordas vocais, mas acredita-se que, de fato, ela possa existir. Ele cita a laringocele e a faringocele, que são dilatações na região do pescoço, como possíveis ocorrências em instrumentistas com predisposição aos problemas.

“Podem ocorrer, principalmente, em casos de instrumentos que exercem uma pressão mais elevada na laringe e na faringe para a sua execução, como os trompetes, por exemplo”, explica.

 

Prevenção

Além das visitas regulares ao otorrinolaringologista, o médico destaca alguns cuidados básicos para manter a saúde vocal e auditiva dos músicos e cantores, como uma

boa hidratação e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. “Como, em muitos casos, os cantores precisam trabalhar com uma alta demanda do uso vocal, os períodos de repouso da voz e exercícios vocais também ajudam a diminuir o risco das complicações na laringe.”

Além disso, o retorno sonoro de palco deve ser adequado para que o profissional não faça um esforço além do necessário. Dr. Enoki finaliza explicando que a principal medida de prevenção aos problemas de audição é o uso de protetores auriculares em locais com alta exposição sonora.

Prematuridade pode ser fator de risco para o desenvolvimento da linguagem e de habilidades auditivas

Se, em geral, os recém-nascidos merecem toda a atenção e cuidado, com os prematuros a cautela deve ser ainda maior. A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade neonatal no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, e está associada a uma série de complicações que podem prejudicar a qualidade de vida dos bebês por toda a vida.

No Dia Mundial da Prematuridade, lembrado em 17 de novembro, o Hospital Paulista alerta para os riscos otorrinolaringológicos que podem acometer crianças que nascem antes das 37 semanas de gestação.

Conforme o Joint Committee on Infant Hearing, comitê internacional que estuda a saúde auditiva infantil, a prematuridade é considerada um fator de risco para o desenvolvimento da linguagem e da maturação das habilidades auditivas.

Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica que é importante que todas as crianças tenham um acompanhamento pediátrico e otorrinolaringológico regular, principalmente os prematuros, que têm mais chances de desenvolver problemas auditivos.

Para ajudar a identificá-los, o médico explica que o olhar dos pais no dia a dia do pequeno é essencial.

“A audição deve ser observada constantemente. Se o bebê fica muito quieto ou não reage aos sons da casa, como quando batem palmas, ou não se assusta com barulhos de uma porta batendo, por exemplo, ele pode estar algum problema de adição e deve ser avaliado o mais rápido possível. O ideal é que seja antes dos primeiros seis meses”, orienta.

 

Problemas para desenvolvimento

O especialista explica que, além do risco de perda auditiva, bebês que nascem antes da hora podem ter problemas respiratórios e alterações orais que dificultam a mamada.

“Entre os principais problemas está a laringomalácia, um distúrbio caracterizado pelo colapso das cartilagens laríngeas durante a inspiração, com obstrução da glote, que atinge, principalmente, menores de 1 ano de idade. Em algumas situações, a criança pode ter dificuldades para respirar e se alimentar, apresentando problemas para ganhar peso e atrasando, assim, o seu desenvolvimento.”

 

Diagnóstico

Popularmente conhecido como Bera, o exame de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico é o recomendado para identificar possíveis problemas auditivos, seja em crianças ou adultos.

“Ele é responsável por avaliar todo o sistema auditivo, verificando a presença de perda auditiva por lesões na cóclea, no nervo auditivo ou no tronco encefálico”, explica o médico.

A nasofibrolaringoscopia, por sua vez, considerada importante para a medicina otorrinolaringológica, é capaz de diagnosticar um quadro de laringomalácia, com sensibilidade de cerca de 88%.

“Ambos os exames podem ser feitos no Hospital Paulista, que conta com uma equipe multiprofissional altamente qualificada para os mais diversificados procedimentos, dos mais simples aos mais complexos”, finaliza Dr. Gilberto.

Covid-19: pacientes podem desenvolver lesões graves e até irreversíveis nas cordas vocais, alerta especialista

Com o avanço da vacinação e a recuperação de muitas vítimas da Covid-19, é importante destacar as sequelas deixadas pela doença em alguns pacientes. Nesse sentido, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia alerta para os sérios problemas vocais desenvolvidos em decorrência do tempo de intubação.

 

“A presença do tubo dentro da laringe e traqueia pode acarretar lesões diversas na região das cordas vocais, causando consequências graves e, em alguns casos, até irreversíveis”, explica Dr. Domingos Hiroshi Tsuji, responsável pelo “Centro Especializado em Laringe e Voz”, o novo Voice Center do Hospital Paulista.

Entre os principais problemas estão: a paralisia de uma ou ambas as pregas vocais; a anquilose, ou seja, a fixação ou rigidez da articulação cricoaritenóidea, responsável pelo movimento das cordas vocais; as estenoses da glote, subglote e traqueia, que podem ser causas de obstrução interna da laringe e traqueia; e as úlceras e granulomas de pregas vocais.

“Já tive, inclusive, que operar diversos pacientes traqueostomizados em decorrência destas alterações”, afirma o especialista. A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que consiste na abertura de um pequeno orifício na parte anterior do pescoço, sobre a região da traqueia, no qual é inserido um tubo que facilita a entrada de ar nos pulmões. Ela é indicada quando existe algum bloqueio ou redução da passagem do ar pelas vias aéreas superiores (via aérea acima da traqueia).

O médico ressalta que as lesões acontecem porque o tubo de intubação, em contato prolongado com as estruturas da laringe e traqueia, pode causar inflamações, úlceras e cicatrizes, reduzindo o calibre do espaço respiratório dos órgãos e limitando a mobilidade das cordas vocais.

 

Relação entre o vírus e a saúde da voz

Assim como muitas questões que precisam ser esclarecidas acerca da Covid-19, Dr. Tsuji destaca que o comprometimento da inervação das pregas vocais, pelo vírus, causando paralisias e outras alterações funcionais, teoricamente pode ocorrer, mas precisam ser estudadas mais a fundo.

No entanto, o especialista sinaliza que a doença pode, sim, ter relação com as alterações vocais de alguns pacientes. “A produção da voz depende fundamentalmente do ar expelido pelos pulmões, que fazem as cordas vocais vibrarem para produzir som. Consequentemente, a redução da capacidade respiratória pode estar relacionada às mudanças da voz após alguns quadros graves causados pela Covid”, explica.

As dores de garganta também são sintomas comuns em pacientes vítimas da doença. “Como a produção dos diversos sons vocais depende de movimentos complexos do trato vocal, envolvendo laringe, faringe, língua, boca e palato, entre outros, as dores podem ter um impacto maior ou menor na funcionalidade destas estruturas, alterando a qualidade da voz”, complementa.

Segundo o médico, nestes casos, as alterações costumam ser resolvidas espontaneamente, com o cessar da dor, com ou sem o auxílio de anti-inflamatórios e analgésicos.

Geralmente, disfonias relacionadas com alterações orgânicas, como estenoses (estreitamento) e paralisias, são tratadas cirurgicamente. “Quando não há alterações que necessitem de tratamento cirúrgico, o mesmo poderá envolver o uso de medicamentos e fonoterapias. Ainda assim, é imprescindível a procura de um especialista para uma análise mais detalhada de cada caso”, finaliza.

 

Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz

Considerado há 27 anos um centro de excelência em Endoscopia Otorrinolaringológica, o Voice Center passou, recentemente, por uma reestruturação para oferecer tratamentos específicos de laringe, com uma abordagem completa do início ao fim e uma equipe altamente especializada.

Atualmente, o espaço é responsável pela realização de procedimentos cirúrgicos delicados, que incluem microcirurgias de laringe convencional ou com laser, tireoplastias e injeções de botox para disfonia espasmódica.

No Dia dos Professores, especialista do Hospital Paulista faz alerta para cuidados com a saúde da voz

A voz é uma característica única de cada pessoa e um meio essencial de se comunicar com o próximo. No Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia faz uma alerta para os cuidados com a saúde vocal nesta profissão.

De acordo com o otorrinolaringologista Dr. Alexandre Enoki, é comum que professores e demais profissionais que fazem uso intenso da voz desenvolvam rouquid​​ões frequentes, atreladas a diversas alterações da laringe.

Dentre os principais problemas estão as lesões fonotraumáticas que podem surgir após uso intenso da voz. Os mais comuns são os pólipos e os nódulos vocais (conhecidos popularmente como calos nas cordas vocais).

O médico destaca que alterações como rouquidão, dores de garganta ao falar e fadigas vocais persistentes por mais de duas semanas necessitam de uma visita ao otorrinolaringologista, para um diagnóstico e tratamento corretos.

“Estar atento a possíveis casos de alergia e refluxo gastroesofágico também são cuidados que contribuem para a saúde da voz, independentemente do tipo de atividade que a pessoa exerça”, ressalta.

Conforme o otorrinolaringologista, as pessoas devem evitar o ar-condicionado, o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, além de gritar durante o dia a dia. O médico também sugere cautela para falar em ambientes ruidosos que possam causar uma “competição sonora”. “Nesses casos, sempre que possível, o uso de um microfone pode ajudar.”

“O uso da máscara também pode contribuir para que os professores forcem um pouco mais para falar e lecionar em um volume que a voz seja melhor compreendida”, explica. No entanto, Dr. Enoki ressalta que a peça é indispensável para evitar o contágio da Covid-19 e não deve ser deixada de lado de jeito nenhum.

“Opte também por uma boa hidratação constante, com água”, reitera o especialista.

 

Tratamentos

Dr. Enoki destaca que, para todas as pessoas, os distúrbios vocais não devem ser menosprezados, pois podem piorar com o passar do tempo.

“Conforme um sintoma se torna frequente, é necessário buscar um otorrinolaringologista.”

 

O tratamento dos problemas vocais pode envolver uso de medicações, fonoterapias ou até mesmo cirurgia das cordas vocais, em alguns casos.

Problemas vocais tendem a ser confundidos com manias da idade; saiba como identificar sinais de alerta

A qualidade da voz pode afetar, e muito, a forma como os idosos vivem. Sendo a principal responsável pela comunicação oral, ela é fundamental para ​as ​interações sociais, conexões com a família, atividades de lazer que utilizam a voz e, principalmente, para expressar desejos, necessidades e sentimentos.

No Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia chama a atenção para os sintomas que podem servir de alerta para o mau-funcionamento vocal​ ​​e tendem a ser confundidos com manias de uma idade avançada.

Conforme o Dr. Rui Imamura, otorrinolaringologista que atende no Centro Especializado em Laringe e Voz do Hospital Paulista, a voz sofre, de fato, algumas alterações com o passar dos anos, mas é necessário estar atento a possíveis sinais de um problema mais grave.

Rouquidão progressiva, pigarros constantes e diminuição da potência vocal podem identificar doenças e lesões, como pólipos, edema de Reinke, atrofias das cordas vocais e até câncer na laringe.

De acordo com o médico, estudos sugerem que, após os 60 anos, cerca de 50% dos distúrbios vocais no idoso podem representar doenças que, quando não são diagnosticadas, tendem a evoluir, podendo prejudicar a saúde do idoso por obstrução respiratória progressiva, aspiração e pneumonias e tumores malignos.

“Além disso, por conta das situações envolvendo a falta de comunicação, o mau-funcionamento​ vocal​ pode levar à diminuição da autoestima, isolamento social, ansiedade e depressão”, destaca.

O especialista explica que, apesar dos efeitos negativos que os distúrbios vocais causam à população geriátrica, eles são frequentemente negligenciados e não relatados pelo próprio idoso. Dessa forma, cabe aos familiares e cuidadores detectarem as alterações e orientarem a busca por um diagnóstico e tratamento adequados.

Sintomas

Os principais sintomas dos distúrbios ​da voz no idoso manifestam-se em forma de rouquidão, fadiga ao falar, diminuição da potência vocal, dificuldade no canto, aumento de secreção nas vias respiratórias, tosses e pigarros.

“A voz frequentemente baixa, como se estivesse sempre dando algum conselho de sabedoria, ou aquele pigarro excessivo do idoso que, de tão repetitivo, mais parece um TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), não são manias da idade, mas sim sinais de que algo não está bem com a saúde vocal”, alerta o especialista.

O pigarro crônico pode estar associado tanto a problemas simples, como refluxos, como a mais graves, como câncer. “O sintoma deve ser investigado, principalmente se associado à rouquidão, dores ao engolir ou falta de ar.”

Prevenção

Ter uma voz saudável está diretamente ligada ao bom desempenho do ​organismo como um todo. Por isso, Dr. Rui explica que hábitos como manter o corpo hidratado e dormir bem, mantendo uma noite de sono reparadora, ajudam a conservar uma boa saúde da voz.

Os cuidados com a alimentação também são essenciais. “Pacientes que sofrem de refluxo comumente apresentam rouquidão. Manter uma dieta saudável pode ajudar neste controle”, ressalta.

Segundo o especialista, o uso de agentes nocivos como o cigarro e o álcool devem ser evitados pois podem causar ​​problemas ​sérios ​à voz, bem como ao restante do organismo. Ambos são os principais fatores de risco para o câncer de laringe, que tende a ocorrer a partir dos 60 anos de idade.

Tratamentos

O tratamento dos problemas vocais pode envolver uso de medicações, fonoterapias ou até mesmo cirurgia das cordas vocais. Segundo o médico, por meio do diagnóstico e tratamento adequados, pelo menos 2 entre 3 pessoas acometidas por alguma doença podem ter melhora da voz.

“Os distúrbios vocais nos idosos não devem ser menosprezados jamais. Pelo contrário, eles sempre precisam ser investigados. Quando notamos a diminuição da visão, procuramos um oftalmologista. Com a voz deve ser feito o mesmo. À medida que um sintoma se torna frequente, é necessário buscar um otorrinolaringologista”, finaliza o especialista.

Surdez súbita: saiba o que fazer caso sua audição suma repentinamente

Possivelmente você já teve contato com alguém que sofreu uma perda auditiva repentina. O problema, chamado por especialistas de surdez súbita neurossensorial, é uma alteração clínica que resulta na perda de audição uni ou bilateral.  Geralmente, ela costuma ter recuperação espontânea em 15 dias, mas é importante manter a atenção. Quando negligenciada, a condição pode deixar sequelas e até resultar em uma surdez definitiva.

Otorrinolaringologista do Hospital Paulista, Dr. José Ricardo Gurgel Testa chama a atenção para a necessidade de buscar atendimento médico, o quanto antes, quando o paciente apresenta surdez súbita. O objetivo é realizar um audiograma, teste auditivo realizado por um fonoaudiólogo para ajudar em sua identificação. “O diagnóstico acontece quando há uma perda em mais de três frequências em uma intensidade de 30 decibéis ou por um período de até 72 horas”, explica o especialista.

De acordo com o Dr. Testa, a surdez súbita tem causa desconhecida, mas pode estar atrelada a diversos processos infecciosos, virais, inflamatórios autoimunes, tumorais e vasculares. “Infecções no ouvido, doenças como caxumba, sarampo ou catapora; doenças autoimunes, como HIV ou lúpus e até uso de remédios anti-inflamatórios ou antibióticos podem causar a perda de audição de forma repentina.”

 

Outras causas de surdez

Uma outra condição é ainda mais comum com relação a mudanças na audição, como alerta a fonoaudióloga Sabrina Figueiredo: a diminuição auditiva, que tem a exposição a ruídos altos e a idade como principais causadores.

Segundo a especialista, o problema pode ser percebido quando a pessoa encontra dificuldade em compreender conversas em locais barulhentos ou com muitas pessoas falando ao mesmo tempo. Além disso, é perceptível a necessidade de aumentar muito o volume da TV ou quando o paciente pede para repetirem o que é dito frequentemente.

Qualquer perda auditiva traz algum impacto na comunicação e qualidade de vida, e, normalmente, o prejuízo é proporcional ao grau da perda auditiva. A falta de informações auditivas impõe a condição de privação sensorial no sistema nervoso central, provocando uma reorganização cortical auditiva inadequada pela falta de sons.

“Além desse impacto, a falta de audição faz com que o sujeito tenha dificuldade de socialização, restrição de participação nas atividades do dia a dia e impactos emocionais, e consequentemente piora na qualidade de vida”, explica Sabrina.

A pandemia acabou trazendo à tona várias discussões sobre o tema, pois as pessoas passaram a perceber a dificuldade de ouvir os outros em função do uso de máscaras. “Com o uso das máscaras, muitas pessoas passaram a perceber dificuldades de comunicação, já que, sem a possibilidade da leitura labial, era mais difícil compreender o que era dito”, explica Sabrina.

 

Prevenção

Os especialistas alertam que a maior parte das perdas auditivas podem ser prevenidas no dia a dia, evitando hábitos como o uso excessivo de fones de ouvido com volume alto, a utilização de hastes flexíveis ou outros objetos que podem provocar lesões e infecções.

Traumas acústicos como shows musicais, explosões, exposições prolongadas a ruídos sem a proteção auricular e o uso de medicamentos tóxicos para os ouvidos também podem causar a perda auditiva em vários níveis, do mais leve ao mais profundo.

 

Tratamentos

Para a surdez neurossensorial severa ou profunda, além dos casos de discriminação vocal muito baixa, um dos tratamentos indicados é o implante coclear, uma cirurgia que consiste na inserção de um aparelho para a reabilitação capaz de ajudar, inclusive, os pacientes que não têm benefícios evidentes com uso de aparelhos auditivos de amplificação individual.

“Geralmente o implante é indicado em casos bilaterais, mas em algumas situações de perdas unilaterais com zumbido, ele também pode ser usado”, orienta o Dr. Testa.

O Hospital Paulista é considerado centro de referência para esse tipo de cirurgia, que apesar de contar com certa complexidade, tem o diferencial de possuir o rigoroso acompanhamento pós-cirúrgico, juntamente com a terapia fonoaudiológica, que juntos são capazes de permitir uma reabilitação eficaz.

Segundo Sabrina Figueiredo, é comum as pessoas perceberem que têm algum grau de perda auditiva, mas não buscarem ajuda profissional. A questão é preocupante, já que o atraso no diagnóstico pode agravar a maioria dos casos.

“A perda auditiva pode ter seu surgimento e evolução progressivas, por isso, é importante sempre serem feitos checkups da audição. Se você desconfia que sua audição está piorando procure uma avaliação. E se a piora for súbita, a busca por um serviço de referência deve ser imediata”, finaliza a especialista.

 

Setembro Azul

Criado pela Comunidade Surda Brasileira, o Setembro Azul é uma campanha desenvolvida a fim de dar visibilidade à causa. Por meio de eventos voltados para a conscientização sobre a acessibilidade, o mês também celebra as conquistas obtidas pelos surdos ao longo dos anos.

Como não poderia ficar fora de uma causa tão importante, o Hospital Paulista está apoiando o projeto “Escute Como um surdo”, idealizado pela influenciadora Lak Lobato, uma ação social que visa conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde auditiva e dos caminhos possíveis de reabilitação.

No dia 30 de setembro, às 20h, a Instituição irá realizar uma palestra no canal youtube.com/laklobato com o tema “Alternativas para audição – tecnologias que auxiliam na perda auditiva”, que contará com a participação do Dr. José Ricardo Testa e da fonoaudióloga Sabrina Figueiredo e a mediação da influenciadora.

Também neste mês, a fachada do Hospital Paulista recebeu uma adesivação especial, ilustrando a importância da audição, para atrair ainda mais atenção ao debate sobre a surdez.

Dormir bem é importante para a manutenção do corpo e do cérebro

O estresse é um dos males que afeta diretamente a qualidade das nossas noites de sono e atinge cerca de 70% dos brasileiros, de acordo com estudo da Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse Brasil (Isma-BR). Esse dado coloca o país entre os maiores índices do problema no mundo.

No Dia Mundial de Combate ao Estresse, celebrado em 23 de setembro, o Dr. Nilson André Maeda, otorrinolaringologista e médico do sono do Hospital Paulista, aponta alguns hábitos saudáveis e orientações que podem promover um sono mais reparador ao corpo e ao cérebro, ajudando no controle do estresse diário.

O médico explica que, antes de ir dormir, é necessário “desacelerar” a mente para que o organismo entenda que chegou a hora de descansar, facilitando a indução do sono. Para isso, não se deve levar problemas e pensamentos para a cama. “Criar uma atmosfera calma e relaxante, com baixa iluminação ambiente e sem muitos estímulos visuais, como as luzes de tablets e smartphones, é de enorme valia”, sugere o especialista. “Também precisamos estabelecer rotinas para o dia e para o momento do descanso, mantendo horários e hábitos regulares. Isso ajuda na regulação do ciclo sono-vigília”, completa.

A prática regular de atividades físicas também pode ajudar na redução do estresse e na melhoria do sono. Porém, o médico sugere que atividades mais intensas sejam feitas em horários distantes ao de ir para a cama. Do contrário, o organismo poderá ficar ainda mais agitado. Para o período que precede o horário de dormir, portanto, é preferível deixar para os exercícios de relaxamento, meditação, ioga ou alongamentos, por exemplo.

O Dr. Maeda também alerta para a importância dos alimentos ingeridos; eles também podem contribuir com o problema. “Devemos ter uma dieta equilibrada, evitando aqueles muito pesados, como excesso de carne vermelha, além de bebidas alcoólicas, refrigerantes e chocolates à noite. Alguns alimentos podem causar refluxo, gerando mais fragmentação do sono. Bebidas com cafeína devem ser ingeridas no máximo até seis horas antes do horário habitual de dormir”.

 

Identificando o causador do estresse

Outro ponto de relevância, segundo o médico, é a necessidade da identificação do problema que pode estar causando algum estresse. “É importante encontrarmos maneiras de resolver ou evitar o problema agente do estresse. Muitas vezes há necessidade de acompanhamento com um psiquiatra e/ou psicólogo. Controlar o estresse pode fazer com que tenhamos um sono melhor, assim como dormir bem pode diminuir o estresse e o cansaço diário”.

De acordo com Dr. Nilson, todas essas medidas são capazes de ajudar a preparar o organismo para uma noite de sono mais saudável, mas, caso elas não sejam suficientes, é necessário procurar auxílio de um profissional qualificado.

“Muitas dessas orientações fazem parte do que chamamos de higiene do sono. E certamente, exigem muita disciplina e convencimento ao paciente de que é possível melhorar com algumas medidas comportamentais, sem a necessidade do uso de uma medicação.”

 

Polissonografia

Além do estresse, a má qualidade do sono pode ter ligação com outro problema bastante comum na população brasileira, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), que atinge cerca de 33% da população adulta e pode, inclusive, aumentar os riscos das doenças cardiovasculares.

“Pessoas roncadoras, que vivem sonolentas e têm um sono fragmentado e não reparador, necessitam da avaliação de um especialista em medicina do sono, pois podem sofrer de SAOS”, salienta o médico.

Por conta da correlação entre a síndrome e os riscos ao coração, os especialistas costumam encaminhar os pacientes com eventuais sinais de apneia para realização da polissonografia, exame não invasivo que mede a atividade respiratória, muscular e cerebral (além de outros parâmetros) durante o sono.

Considerado padrão ouro por conta da precisão do diagnóstico, o exame composto por eletroencefalograma, eletromiograma, eletrocardiograma e eletro-oculograma consiste em monitorar as variáveis eletrofisiológicas, além de avaliar os fluxos de ar nasal e bucal, movimentos do tórax e abdômen, ronco e oximetria durante o sono do paciente.

 

Mau hálito: saiba como agir contra o problema que pode até levar à depressão

Dificuldade para se relacionar, constrangimento, ansiedade e até depressão: a halitose ou mau hálito, como é popularmente conhecida, é uma alteração do hálito que atinge cerca de 40% da população brasileira, de acordo com a Associação Brasileira de Pesquisas dos Odores Bucais.

No Dia Nacional de Combate à Halitose, celebrado em 22 de setembro, o Hospital Paulista chama a atenção para a condição, que pode ser até considerada um problema psicossocial, causando desconfortos que impedem a interação com outras pessoas.

Segundo a otorrinolaringologista Dra. Lígia Maeda, especialista em halitose, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, na maior parte dos casos, a origem do mau hálito não é estomacal, mas sim bucal, e ele pode ser diagnosticado após um exame que é feito de forma rápida e precisa.

“A halitose é a situação em que a pessoa exala um odor desagradável pela boca ou pela respiração. Na maioria das vezes, ela tem causa multifatorial, mas em 90% dos casos, é proveniente da boca”, alerta a especialista.

Segundo a médica, o diagnóstico pode ser feito por meio de um exame chamado Oralchroma, capaz de medir os três principais gases causadores do mau hálito em apenas oito minutos. Ele também auxilia no tratamento e acompanhamento do problema.

O Hospital Paulista é um dos centros de referência para o tratamento e diagnóstico do mau hálito. Os pacientes que vivenciam a condição podem apresentar outros sintomas otorrinolaringológicos, como obstrução ou secreção nasal, rinite alérgica, sinusite crônica e amigdalites de repetição.

 

Como prevenir a halitose?

O mau hálito pode ser considerado um problema de difícil diagnóstico quando tentamos identificá-lo sozinhos, já que o olfato se “acostuma” com os odores. Por isso, o próprio indivíduo não costuma sentir o cheiro que exala.

De acordo com a Dra. Ligia, o fato de o paciente não saber se está com mau hálito, gera muita insegurança. Por isso, pacientes com halitose tendem a ser introvertidos, evitam conversar de perto com outras pessoas ou levam a mão à boca ao falar. Ele afeta a autoestima das pessoas, gerando isolamento social”, explica.

A melhor forma de não sofrer com situações desagradáveis é por meio da prevenção do problema, que pode ser feita de forma simples, por meio da higiene oral adequada, incluindo, principalmente, a limpeza da língua e visitas regulares ao dentista. Além dos hábitos de higiene, uma alimentação saudável e balanceada e a hidratação correta ao longo do dia também são importantes na prevenção”, completa.

A especialista lembra que causas sistêmicas como refluxo, doenças pulmonares e do fígado, ou outras alterações do organismo também podem estar entre os agentes da halitose.

 

Tratamento

 

De acordo com a Dra. Lígia, os tratamentos da halitose são individualizados e direcionados para cada causa, de acordo com o diagnóstico do paciente. Na maioria dos casos, eles são contínuos e contam com acompanhamento multidisciplinar.

A médica alerta que adiar o diagnóstico e o tratamento podem ser ainda mais prejudiciais à saúde e à autoestima do paciente. A negligência pode levar ao agravamento do problema.

“Além destas questões, o mau hálito gera um prejuízo psicossocial que interfere nas relações interpessoais, causando problemas que podem chegar até a uma depressão. Por isso, se você perceber qualquer alteração no seu hálito, busque ajuda, procure um especialista para que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados da maneira correta”, finaliza.

 

Lei que torna o teste da orelhinha obrigatório completa 11 anos de prevenção a doenças auditivas em recém-nascidos

Rápido, indolor e muito necessário. O exame de emissões otoacústicas ou “teste da orelhinha”, como é popularmente conhecido, é uma triagem neonatal auditiva capaz de detectar problemas de audição em recém-nascidos e proteger este, que é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento e comunicação.

A otorrinolaringologista Dra. Renata Christofe Garrafa, do Hospital Paulista, celebra a importância da Lei Federal 12.303, de 2 de agosto de 2010, que completa 11 anos de existência em 2021 e torna obrigatória a realização do teste ainda na maternidade.

“Mesmo crianças sem risco conhecido podem apresentar algum grau de perda de audição. Por isso, o teste da orelhinha deve ser realizado em todos os recém-nascidos ainda no primeiro mês de vida, para, no caso de alguma deficiência, ela seja tratada o mais precocemente possível”, explica.

De acordo com a médica, um teste alterado pode significar perdas auditivas de diferentes causas e intensidades, capazes de trazer prejuízos para o desenvolvimento da criança. “E a lei garante que todos tenham acesso ao exame. Isso é de extrema importância, visto a diversidade e a desigualdade existentes em nosso país”, complementa a especialista.

Formada em torno do quinto mês de gestação, a audição é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento das crianças, já que, por meio deste sentido, elas ouvem a voz da mãe e os sons emitidos por ela.

Crianças que não passam pelo teste da orelhinha, e são portadoras de perda auditiva, podem ter seu desenvolvimento comprometido. Entre os danos que os problemas podem trazer, caso o tratamento não seja realizado precocemente, a médica destaca dificuldades de aprendizagem e compreensão, além de prejuízo na fala e na interação social.

 

Como é feito o teste da orelhinha?

Simples e prático, o teste da orelhinha pode ser realizado enquanto o bebê dorme, sem dor ou qualquer desconforto ao recém-nascido. O exame é realizado por meio da inserção de um minúsculo sensor dentro do canal auditivo, capaz de captar a resposta das células ciliadas externas da cóclea. Essas células participam da captação e da amplificação do som.

A realização do teste deve acontecer ainda nos primeiros 30 dias de vida e sua obrigatoriedade se deve ao fato de que, quanto antes for iniciado um tratamento, melhor será o desenvolvimento global da criança.

Caso o exame detecte a existência de algum problema ou perda auditiva, o bebê é encaminhado para um serviço de diagnóstico, onde são realizados avaliação otorrinolaringológica e exames complementares.

 

Teste falho

De acordo com a Dra. Renata, logo após o nascimento, a criança pode apresentar vérnix – líquido residual do parto – no conduto auditivo externo, o canal da orelha, prejudicando a leitura do exame. Nestas situações, o bebê deve realizar novo teste após 30 dias de vida.

A médica explica que crianças com risco conhecido de surdez ou que apresentem uma nova falha nas de emissões otoacústicas são encaminhadas para a realização de outro teste, o BERA, também conhecido como PEATE (Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico), que avalia de forma mais completa todo o sistema auditivo. Assim como o teste da orelhinha, ele também é completamente indolor.