Prematuridade pode ser fator de risco para o desenvolvimento da linguagem e de habilidades auditivas

Se, em geral, os recém-nascidos merecem toda a atenção e cuidado, com os prematuros a cautela deve ser ainda maior. A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade neonatal no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, e está associada a uma série de complicações que podem prejudicar a qualidade de vida dos bebês por toda a vida.

No Dia Mundial da Prematuridade, lembrado em 17 de novembro, o Hospital Paulista alerta para os riscos otorrinolaringológicos que podem acometer crianças que nascem antes das 37 semanas de gestação.

Conforme o Joint Committee on Infant Hearing, comitê internacional que estuda a saúde auditiva infantil, a prematuridade é considerada um fator de risco para o desenvolvimento da linguagem e da maturação das habilidades auditivas.

Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica que é importante que todas as crianças tenham um acompanhamento pediátrico e otorrinolaringológico regular, principalmente os prematuros, que têm mais chances de desenvolver problemas auditivos.

Para ajudar a identificá-los, o médico explica que o olhar dos pais no dia a dia do pequeno é essencial.

“A audição deve ser observada constantemente. Se o bebê fica muito quieto ou não reage aos sons da casa, como quando batem palmas, ou não se assusta com barulhos de uma porta batendo, por exemplo, ele pode estar algum problema de adição e deve ser avaliado o mais rápido possível. O ideal é que seja antes dos primeiros seis meses”, orienta.

 

Problemas para desenvolvimento

O especialista explica que, além do risco de perda auditiva, bebês que nascem antes da hora podem ter problemas respiratórios e alterações orais que dificultam a mamada.

“Entre os principais problemas está a laringomalácia, um distúrbio caracterizado pelo colapso das cartilagens laríngeas durante a inspiração, com obstrução da glote, que atinge, principalmente, menores de 1 ano de idade. Em algumas situações, a criança pode ter dificuldades para respirar e se alimentar, apresentando problemas para ganhar peso e atrasando, assim, o seu desenvolvimento.”

 

Diagnóstico

Popularmente conhecido como Bera, o exame de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico é o recomendado para identificar possíveis problemas auditivos, seja em crianças ou adultos.

“Ele é responsável por avaliar todo o sistema auditivo, verificando a presença de perda auditiva por lesões na cóclea, no nervo auditivo ou no tronco encefálico”, explica o médico.

A nasofibrolaringoscopia, por sua vez, considerada importante para a medicina otorrinolaringológica, é capaz de diagnosticar um quadro de laringomalácia, com sensibilidade de cerca de 88%.

“Ambos os exames podem ser feitos no Hospital Paulista, que conta com uma equipe multiprofissional altamente qualificada para os mais diversificados procedimentos, dos mais simples aos mais complexos”, finaliza Dr. Gilberto.

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