Dia Mundial da Alergia: Como o inverno e a poluição agravam crises respiratórias — e o que fazer para se proteger

Por que tanta gente confunde alergia com resfriado — e como evitar erros que podem custar caro para a saúde

Quando as temperaturas caem, a frequência de espirros, tosses e nariz escorrendo sobe — e junto com esses sintomas, aumenta também a confusão: estou com uma gripe, um resfriado ou é “só uma alergia”?

Na semana que é celebrado o Dia Mundial da Alergia (8 de julho), especialistas alertam para os riscos de ignorar ou minimizar as alergias respiratórias, especialmente no inverno. A estação mais fria do ano, além de nos manter mais tempo em ambientes fechados, também agrava a exposição a alérgenos como poeira, mofo e pelos de animais — e, claro, à poluição, que costuma disparar nas cidades brasileiras nesse período.

“No consultório, o que mais vemos no inverno são casos de rinite alérgica, asma, alergia a pelos de animais e mofo, além de reações causadas por ácaros”, explica a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista e especialista em alergias respiratórias do Hospital Paulista.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de rinite alérgica e cerca de 300 milhões têm asma. No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% da população tem algum tipo de alergia respiratória — um índice que cresce a cada ano, especialmente nas grandes cidades.

Alergia ou infecção?

Distinguir uma crise alérgica de uma infecção respiratória, como um resfriado ou gripe, pode parecer difícil, mas é essencial para evitar tratamentos errados. Um erro comum é recorrer a antibióticos ou anti-inflamatórios sem prescrição — o que pode mascarar sintomas e causar efeitos colaterais desnecessários.

“A alergia costuma começar de forma súbita, com espirros, coriza clara, coceira nos olhos e nariz, mas sem febre. Já uma infecção geralmente vem acompanhada de febre, dor no corpo, mal-estar geral e tosse com secreção”, diferencia a especialista.

Além disso, os sintomas alérgicos podem variar conforme o ambiente. Se pioram em casa, no carro ou perto de animais, por exemplo, é um forte indicativo de alergia — e não de infecção.

Como controlar?

O controle das alergias respiratórias passa por uma série de cuidados práticos no ambiente doméstico e de trabalho. Confira algumas recomendações da Dra. Cristiane para respirar melhor neste inverno:

Em casa:

  • Limpeza regular com pano úmido para evitar levantar poeira.
  • Lavar roupas de cama com frequência em água quente para eliminar ácaros.
  • Evitar o acúmulo de objetos que juntam poeira, como tapetes e bichos de pelúcia.
  • Usar desumidificadores ou manter a umidade entre 30% e 50% para evitar mofo.
  • Manter os ambientes ventilados, mesmo no frio.

No trabalho:

  • Higienizar estações de trabalho com regularidade.
  • Usar máscaras e EPIs se houver exposição a poeira ou produtos químicos.
  • Evitar ambientes mal ventilados ou com ar-condicionado sujo.

Além disso, manter um estilo de vida saudável — com boa alimentação, hidratação, exercícios e sono — fortalece o sistema imunológico e ajuda na prevenção das crises.

Automedicação

Neste Dia Mundial da Alergia, o alerta é claro: não trate alergia como algo menor ou inofensivo. Tomar medicamentos por conta própria pode trazer riscos, inclusive de reações graves.

“A automedicação pode mascarar sintomas ou, pior, provocar efeitos colaterais e até levar a crises mais graves, como a anafilaxia”, alerta a Dra. Cristiane. “É fundamental procurar um especialista para identificar a causa e adotar o tratamento mais adequado.”

O diagnóstico correto permite personalizar o tratamento, usar medicamentos apropriados (como antialérgicos ou corticoides, quando necessários) e orientar mudanças de rotina que realmente fazem diferença.

Respirar bem é viver melhor

As alergias respiratórias não têm cura definitiva, mas com cuidado, informação e acompanhamento médico, é possível manter os sintomas sob controle e ter mais qualidade de vida.

Então, se neste inverno você se pegar espirrando sem parar, com nariz entupido e olhos vermelhos, pare e pense: pode ser mais do que “tempo seco”. Pode ser alergia — e merece atenção.

Sobre o Hospital Paulista 

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e, durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial e Foniatria.

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