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Dor de garganta: um alerta que merece atenção

Começa discreta… Uma dorzinha somente ao engolir, mas aos poucos o corpo todo vai sentindo o reflexo deste mal estar. Comum em dias frios e secos, seu tratamento precisa ser indicado por um otorrinolaringologista, pois nem sempre se trata de um problema simples e de rápida solução, principalmente quando a dor é recorrente. Ela é um sinal de alerta que indica que alguma coisa está errada.

Segundo a Dra Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, a dor de garganta pode ser causada por infecções bacterianas ou virais. A maioria dos casos é de origem viral, mas é preciso ficar atento, pois alguns tipos de vírus podem levar à faringite e/ou amigdalite. São processos benignos e, geralmente, a cura é espontânea.

A dor de garganta é um sintoma que acomete tanto adultos quanto crianças e surge devido a um quadro de faringite e, ou, amigdalite. As causas podem ser virais, bacterianas, alérgicas, irritativas – devido ao ar seco, poluição – e por refluxo. Também pode ser causada ou favorecida pela fadiga, após o enfraquecimento do sistema imunológico, por uma alergia, pelo tabaco ou a sua fumaça, pelo estresse ou nervosismo, ou pelo simples fato de ter falado ou gritado muito.

Principais Sintomas

Podem ocorrer sintomas típicos de um resfriado, como a garganta avermelhada com queimação e irritação, sinais típicos de inflamação, e a dificuldade para engolir alimentos sólidos. Se tiver algum sinal de dor de garganta ao engolir, febre, dores pelo corpo, prostração, inchaço dos gânglios linfáticos, rouquidão e mau hálito, procure um especialista para identificar o problema, uma vez que a dor de garganta é um sintoma de muitas causas diferentes, e cada paciente terá um tratamento mais adequado.

Para finalizar, a médica explica que não há comprovação científica sobre a eficácia dos “remédios caseiros”, o que geralmente acontece é que acabam funcionando como “placebos”, na crença de que vai ajudar, a pessoa acaba melhorando. Em geral, a melhora surge depois de alguns dias, justamente porque já acabou o ciclo natural da doença.

Dia Mundial Sem Tabaco: efeitos do tabagismo na voz, na boca e na garganta

O Dia Mundial Sem Tabaco, que acontece em 31 de maio, foi criado em 1987 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para advertir sobre os graves problemas relacionados ao tabagismo. Além do temido câncer, o hábito pode causar diversas alterações na voz, na boca e na garga

Semana da Voz

Cirurgia para retirar amígdalas: saiba quando ela é necessária

É difícil encontrar uma criança que nunca tenha tido febre causada por dor de garganta, mas existem poucas situações em que a cirurgia é o caminho indicado para resolver o problema, mesmo que ele seja recorrente. De acordo com estudo da Universidade de Birmigham, sete a cada oito cirurgias para extração das amígdalas feitas em crianças não trazem benefícios para os pacientes.

Os pesquisadores analisaram dados de atendimento de cerca de 1,6 milhões de criança que tiveram amigdalite entre 2005 e 2016. Dessas, 18271 fizeram cirurgia para a extração das amigdalas, mas apenas 2144 apresentaram um quadro clínico que justificasse o procedimento.

Em entrevista à Crescer, a otorrinolaringologista Renata Garrafa, do Hospital Paulista (SP), explicou que a cirurgia é cada vez menos realizada no Brasil desde a década de 70. “Atualmente, temos critérios bem claros em relação à necessidade dessa cirurgia, considerada de pequeno e médio porte. Ela requer anestesia geral, então tem complicações que podem surgir daí, e há também o risco de sangramento durante o procedimento e no pós operatório. O período de recuperação costuma ser muito doloroso e o paciente pode ter dificuldade alimentar e mais risco de desidratação. Por outro lado, com o passar do tempo, os antibióticos se tornaram mais eficientes e os médicos acabam dando prioridade a eles no tratamento de infecções bacterianas”, explica.

Confira, de acordo com otorrinolaringologista, em que casos a cirurgia é indicada:

  • Aumento do tamanho das amígdalas, conhecido como hipertrofia, a ponto de causar problemas de respiração, alterações na face, no sono, na deglutição ou na fala.
  • Complicações sérias de amigdalites anteriores, como abcesso.
  • Amigdalites bacterianas de repetição, desde que haja mais de sete infecções em um ano, mais de cinco infecções por ano em um período de dois anos ou mais de três infecções por ano em um período de três anos.

 

Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2018/11/cirurgia-para-retirar-amigdalas-saiba-quando-ela-e-necessaria.html

Cabeça e Pescoço: Você sabe quando procurar essa especialidade? Dr. André Forster

Algumas dúvidas podem surgir em relação a especialidade de Cabeça e Pescoço.

Para te ajudar, entrevistamos o Dr. André Forster, Cirurgião de Cabeça e Pescoço do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia que nos esclareceu algumas duvidas e nos deu orientações sobre quando procurar essa especialidade

 

A especialidade tem por objetivo fazer um acompanhamento ou investigação de doenças mais graves que acometem a região da cabeça e pescoço, tendo como maior foco o tratamento e cirurgias de tumores benignos e malignos localizados nas regiões da face (nariz, ouvido, garganta, língua e tireoide), intervindo também em casos de nódulos, cistos e lesões de pele na região” esclarece o Dr. André Forster. Em muitos casos esses profissionais trabalham em conjunto com outras especialidades como Otorrinos, Dentistas, Endócrinos, entre outros.

 

Para que não haja dúvidas relacionamos abaixo os casos tratados ou não por esse especialista:

  • Dores de cabeça (tratamento com o neurologista);
  • Dores no pescoço (quando na parte de trás, melhor opção é um ortopedista de coluna, porem se houver nódulos deve ser um caso para o cirurgião de cabeça e pescoço);
  • Tumores cerebrais (tratamento com o neurocirurgião, salvo casos raros que podem necessitar da ação conjunta do neurocirurgião e do cirurgião de cabeça e pescoço);
  • Doenças do ouvido, nariz e garganta (tratamento com o Otorrinolaringologista, mas se houver suspeita de câncer nesses órgãos haverá necessidade de avaliação do cirurgião de cabeça e pescoço);
  • Feridas na pele, boca, afta na boca, dor ao engolir ou engasgos (que sejam suspeitas de câncer, o médico cirurgião de cabeça e pescoço deve ser procurado);

 

Conscientização é o caminho para prevenção

Em 27 de Julho, é comemorado o Dia Mundial da Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. Prevenir fazendo o autoexame é o melhor caminho. Os tumores se manifestam como nódulos no pescoço ou na face, observe o surgimento de caroços, feridas na boca ou na pele, rouquidão, obstrução ou sangramento nasal. Saiba que tumores em fase inicial não causam dor, por isso não espere o sintoma para procurar um médico. Há uma grande chance de cura quando o caso é detectado no estagio inicial. Não podemos deixar de citar alguns vilões dessas doenças que são o tabagismo e o alcoolismo, eles são os grandes responsáveis pela maior parte de lesões malignas de cabeça e pescoço.

O Dr. André enfatiza sobre a importância de se procurar um especialista quando tiver a suspeita de tumores nas regiões da cabeça e pescoço, além das prevenções que podem ser feitas através de mudança de hábitos a fim de evitar as chances de adquirir essas doenças.

 

Dr. André Forster – Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

Conheça o exame detecta causa da halitose em apenas oito minutos

A halitose pode causar muitos constrangimentos. A boa notícia é que existe tratamento e o diagnóstico está ainda mais rápido e preciso. O Hospital Paulista de Otorrinolaringologia é um dos únicos hospitais em São Paulo a oferecer o exame que detecta a presença e a causa da halitose em apenas oito minutos.

Para realizar o exame há um preparo. O paciente deve ficar sem escovar os dentes por 4 horas, por exemplo. No Hospital, colhe-se o ar da boca do paciente através de uma seringa e injeta-se no aparelho chamado Oralchroma, que detecta a presença e a quantidade dos três principais gases causadores do mau hálito.

A Dra. Lígia Maeda, especialista em halitose do Hospital Paulista, ensina que existem três principais causas do mau hálito: má higiene da língua, problemas dentários e causas sistémicas, como refluxo, doenças pulmonares e do fígado ou outras alterações sistêmicas do organismo. “Esse exame é muito bom, pois mostra ao paciente algo palpável, tanto para diagnóstico como para acompanhamento”, reforça.

Na maioria das vezes a pessoa não sabe que tem mau hálito. O assunto é um tabu tão grande que a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou a campanha SOS Mau Hálito em que é possível enviar anonimamente uma carta ou um e-mail a um amigo que sofra de halitose. “Geralmente, o primeiro sintoma da halitose é a reclamação de alguém. A pessoa raramente sente, mas deve-se ter em mente que há tratamento”, conscientiza a Dra. Lígia Maeda.

FAQ – Perguntas e Respostas:

Quanto tempo leva o tratamento?

O tempo do tratamento depende da causa.

Halitose é uma doença?

A halitose não é uma doença, mas sua presença pode apontar para a presença de algumas doenças.

Quantas pessoas têm halitose no Brasil?

No Brasil estima-se que 30% da população tenha halitose. No mundo, a porcentagem chega a 44%, em alguns estudos.

Interessante…

Pacientes com halitose tendem a ser introvertidos, evitam conversar próximo com pessoas ou conversam com a mão na boca. O mau hálito afeta a autoestima e acaba gerando isolamento social.

Pessoas que apresentam halitose têm dificuldade para entrar em relacionamentos.

Este tema também foi destaque no Portal Viva Bem Uol. Clique aqui!

 

A tosse pode ser alerta para outras doenças

Ao contrário do que muita gente pensa, tosse não é tudo igual! A função da tosse é proteger o organismo, sendo um reflexo natural do aparelho respiratório em processos irritativos ou quando é necessário expelir corpos estranhos da garganta (no caso do engasgo, por exemplo).

De acordo com a Dra. Sheila Maria Cardinali Tamiso, existem vários tipos de tosse, que são provocadas por estímulos diferentes. “A tosse é um sintoma multifatorial. Embora possa receber tratamento simples quando ocorre em doenças comuns como gripes e resfriados, é preciso sempre investigar a causa da tosse, do contrário, ela pode gerar doenças mais graves, como problemas cardíacos”, afirma a especialista.

Os principais tipos de tosse são:

  • Alérgica

    Seca e persistente, ocorre após um processo alérgico a partir do contato com um alérgeno (pelos de animais, perfume, pólen de flores, ácaros, entre outros). Os sintomas que acompanham a tosse são coriza, espirro, coceira na garganta e nariz entupido. Para esses casos, é recomendado evitar exposição ao alérgeno e realização da higienização do nariz com soro fisiológico.

  • Pulmonar

    Um problema crônico, normalmente presente em fumantes, e pode vir acompanhada de pigarro.

  • Tosse por Refluxo

    A tosse também pode ser causada em decorrência do refluxo, que é um retorno anormal da alimentação que acontece quando a pessoa se deita e pode afetar a laringe e a faringe. Como prevenção, é ideal evitar doces e alimentos gordurosos e se alimentar de maneira leve com pelo menos duas horas antes de dormir.

A doutora também ressalta a importância de ficar atento às causas da tosse e procurar orientação de um especialista sempre que necessário: “não menospreze a tosse. Ingerir chás, pastilhas, xaropes e mel não tratam o problema. Esses artifícios podem passar a sensação de bem-estar e diminuição da irritação, levando a uma falsa percepção de que o sintoma desapareceu, quando na verdade está apenas escondido”, finaliza.