Saúde auditiva: o melhor caminho é a prevenção!

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 10 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva. Algumas ligadas ao envelhecimento natural da audição outros, porém, devido à falta de cuidado com a audição.

Por isso, conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva saudável, principalmente na terceira idade, é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, shows, fones de ouvido, entre outros, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

“Na maioria dos casos, a perda auditiva precoce pode ser evitada. Muitas pessoas possuem uma predisposição genética a perdas auditivas na terceira idade, porém acabam acelerando e aumentando o grau dessa perda pela falta de cuidados com a audição”, explica Milena.

 

Como prevenir?

  • Evite ambientes com sons muito altos, e o uso excessivo de fones de ouvidos.

  • Mantenha sua vacinação em dia e o cuidado com sua saúde geral

  • Use protetores auriculares sempre que necessário, seu uso evita que o barulho prejudique sua audição

  • Evite o uso de hastes flexíveis, pois se usado de forma inadequada pode causar algum dano físico, como o rompimento da membrana do ouvido, rolha de cera (por empurrar a cera ainda mais para o fundo do conduto auditivo)

  • Procure periodicamente realizar exames com o médico otorrinolaringologista para verificar o estado da sua saúde auditiva

“Os prejuízos causados pela deficiência auditiva podem ser inúmeros (social, psicológico, perceptíveis). Por vezes, a deficiência é silenciosa e progressiva. Portanto, a prevenção é o melhor caminho para garantir o futuro de uma saúde auditiva”, orienta a fonoaudióloga.

Quando os pais devem ficar atentos a um possível problema de audição nas crianças?

O desenvolvimento da fala está diretamente ligado à audição. Nos primeiros meses de vida, o bebê se comunica com o choro. Com o tempo, os pais começam a perceber as diferenças de cada tipo de chorinho do bebê. Nos primeiros meses de vida ele balbucia alguns sons que ainda não são reconhecíveis por adultos.

Com o passar do tempo, aumenta seu repertório de sons e aí é preciso os pais ficarem atentos às seguintes fases!

Os pais devem ficar atentos quando a criança passou de dois anos e ainda não consegue formar frases curtas, pedir o que tem vontade, chamar os pais e responder a estímulos, alerta a médica otorrinolaringologista do Hospital Paulista, Dra. Renata Garrafa. Neste caso é recomendado procurar atendimento médico imediato.

Durante o atendimento especializado, toda a história de vida da criança é importante, desde o pré-natal – enquanto ainda estava na barriga da mãe – até o presente momento. Informações como saúde ao nascimento e doenças desenvolvidas podem ser fatores de risco para surdez.  A criança passará, então, por avaliação médica, exames e testes de audição e, apenas assim, poderá ser diagnosticada com uma possível perda auditiva.

 

ATENÇÃO! A origem do problema de audição pode ser congênita (do nascimento) ou adquirida, como otites ou mesmo sequelas de outras doenças, como a meningite!

 

Quais as causas adquiridas mais comuns?

Entre as causas adquiridas mais comuns está a Otite Secretora, ocasionada por ‘catarro no ouvido’. Por permanecer com a sensação de ouvido entupido, a criança pode perceber sons em volume mais baixo e de forma distorcida, informa a Dra. Renata, que atende cerca de dois pacientes por semana no Hospital Paulista com este diagnóstico. “As cirurgias para estes casos têm bastante sucesso. A criança volta a escutar perfeitamente”, relata.

Após o diagnóstico de perda auditiva, um tratamento individualizado será proposto, podendo ser clínico ou cirúrgico. Algumas causas são reversíveis, outras necessitarão de suporte por toda vida, com uso de aparelho auditivo convencional ou, em casos mais severos, de implante coclear.

IMPORTANTE! Quanto mais cedo a criança que tem algum grau de perda auditiva for diagnosticada menor será o impacto em seu desenvolvimento de linguagem. Os pais devem estar atentos a esta evolução. Qualquer atraso no desenvolvimento da linguagem pode ser sinal de deficiência auditiva e precisa ser investigado para que não haja interferência no aprendizado da criança.

Para as crianças diagnosticadas com surdez profunda, a cirurgia de implante coclear deve ser indicada o mais rapidamente, com limite máximo até os 4 anos de idade. “As crianças aprendem a ouvir, distinguir sons e compreender o que escutam até os quatro anos de idade, por isso o diagnóstico deve ser feito o quanto antes. Após esse período, ainda que a cirurgia de implante coclear seja realizada, o resultado não será o mesmo”, explica.

Quando procurar um otorrinolaringologista?


A Dra. Renata indica que a criança passe por uma consulta com um otorrinolaringologista entre um e dois anos de idade. “Nesta faixa etária, é possível fazer o diagnóstico e tratar com sucesso”.

Fique atento aos sinais!

É tempo de torcer! Mas você sabia que o som alto pode prejudicar sua comemoração?

Junho já começou e estamos em ritmo de Copa! Serão dias de juntar os amigos para fazer aquela festa e, como bons brasileiros, a torcida é fervorosa e alegria e animação marcam esses dias que também são cheios de barulho, muito barulho!  E é sobre ele que vamos falar por aqui! O Dr. Gilberto Ulson Pizarro,  Médico Otorrinolaringologista do Hospital Paulista, orientou sobre como o som alto, buzinas e vuvuzelas  podem  prejudicar nossa audição.

Quer esteja em um estádio, bar ou até mesmo em casa, o som alto pode causar algumas lesões sérias aos nossos ouvidos, comprometendo nossa audição.  De acordo com a Organização Nacional de Saúde (OMS), um ruído acima de 50 decibéis já pode ocasionar lesões aos nossos ouvidos.

Para se ter uma ideia, o teste de som de trinta e uma cornetas, segundo a Protest em associação com Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL),  encontrou vinte e duas com sons acima de 120 decibéis, sendo que a megacorneta chegou a 129 decibéis (compatível com o som de tiro).

As vuvunzelas dentro de um estádio de futebol chegaram a 127 decibéis. Os bares e restaurantes fechados que, em média, apresentam sons de 65 a 70 decibéis quando associados a comemoração chegam a  100 ou mais decibéis.

A primeira situação (estádio de futebol) pode causar um trauma acústico imediato e a segunda e a terceira (bares e restaurantes fechados), por ficar mais de cinco minutos constantes, tem um risco de lesões aumentado e de maior gravidade. Essas situações podem trazer consequências, como:

 

  • Irritação: o som é um sinal de alerta para o nosso corpo, os ânimos ficam aflorados podendo levar e discussões, brigas, estresse, aumentando a pressão arterial, frequência cardíaca e liberação de substâncias toxicas para o organismo.
  • Lesões: diretamente dentro do ouvido, que varia desde um apito temporário até perda completa da audição.
  • Tontura: devido ao líquido do ouvido ser o mesmo do labirinto (orgão responsável pelo equilíbrio) o mesmo pode ser atingido provocando de tonturas leves e até vertigens duradouras.
  • Perdas auditivas: dependendo da intensidade (volume) do som e do tempo de contato pode-se ter um trauma temporário ( de minutos até 3 dias) ou  definitivo (por exemplo, som acima de 110 decibéis por mais de 4 minutos de exposição).
  • Zumbido: aquele barulhinho pode ficar por alguns dias ou definitivamente, onde os tratamentos são bem difíceis.

 

Se alguns desses sintomas aparecer, é preciso procurar um médico otorrinolaringologia para realizar exames.

O que podemos fazer preventivamente para não deixar de curtir a Copa?

Dr. Gilberto Ulson Pizarro dá dicas valiosas para nós!

  • Em bares: tente ficar em espaços mais abertos. Evitar ficar próximo das fontes sonoras é uma das melhores maneiras de se prevenir; procure por lugares mais tranquilos sempre.
  • Em estádios: em lugares fechados, com muito barulho, use sempre protetores auriculares. São de preços acessíveis e bons aliados a prevenção.

 

Vamos aproveitar esses dias com segurança e responsabilidade.

Afinal queremos ver e OUVIR  muitas outras copas!

Hospital Paulista investe em equipamentos para diagnóstico de vertigem

Tontura, dificuldade para focar a visão e falta de equilíbrio são alguns dos sintomas de uma pessoa com suspeita de vertigem ou doenças do labirinto. Para que o diagnóstico correto seja realizado são necessários exames que – muitas vezes –  causam ainda mais incômodo ao paciente. Por isso, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia investe em tecnologias que aumentem o conforto do paciente como, por exemplo, os equipamentos v-Hit e a Videonistagmografia Infravermelha.

O v-Hit, segundo o médico Dr. Ricardo Dorigueto, oferece benefícios importantes ao paciente. “Ele é um teste novo que avalia o labirinto de uma forma mais confortável do que o exame tradicional, que tem mais de 100 anos e que consiste em jogar ar frio e morno próximo ao ouvido de quem passa pelo exame, fazendo com que o labirinto seja estimulado”.

De acordo com o médico do Hospital Paulista, a avaliação feita por meio dos novos equipamentos conta com a ajuda de um óculos com acelerômetro, que mede a velocidade, e uma câmera que chega a capturar 265 imagens por segundo. Durante os 15 minutos de exame, o paciente recebe estímulos cerebrais usados no desenvolvimento de atividades diárias que exigem movimentos rápidos e/ou reflexo, como atravessar a rua ou reagir a algum som. Logo depois dos testes, um gráfico é exibido na tela do computador e, por meio dele, o médico consegue avaliar e fazer o laudo imediatamente.

“Com o exame tradicional, o paciente precisa ficar dois dias sem tomar remédios para tontura e não pode realizar a avaliação sem um acompanhante, uma vez que o procedimento pode agravar os sintomas da tontura. Já com o v-Hit, ele não precisa de preparo e, além disso, pode vir sozinho, pois não terá tontura”. O médico enfatiza ainda que é possível fazer o exame mesmo com crises de labirintite.

Mas, não é só o paciente que é beneficiado pelo aparelho. “Para o médico, a grande vantagem é que ele avalia mais estruturas do labirinto do que o exame normal e, desta maneira, oferece um diagnóstico mais preciso. Enquanto o exame antigo analisa um dos cinco sensores do labirinto, o v-Hit avalia três.”, explicou Dr. Dorigueto.

Apesar de exibir um resultado mais preciso, o médico do Hospital Paulista alerta que ainda assim existem outros exames que precisam ser feitos e, um deles, é a Videonistagmografia Infravermelha. “Diferentemente dos exames com fios, este aparelho avalia o quadro do paciente com filmes e dá um resultado muito mais preciso com relação à parte neurológica do sistema do labirinto. Ele aumenta muito mais a chance de encontrar uma lesão escondida do que os exames tradicionais feitos pelo método analógico.”, finalizou.

i-CAT: uma tecnologia de ponta presente no Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

O i-CAT, tomógrafo de alta tecnologia e de extrema precisão, tem como função gerar imagens da face em 3D, auxiliando nos diagnósticos de doenças relacionadas aos seios nasais, nariz, ouvidos e ATM (articulação temporomandibular).

“O i-CAT é um aparelho diferenciado, primeiramente pela carga baixa de radiação que utiliza, o que aumenta a segurança do paciente durante a realização do exame.

Também possui uma estrutura aberta, não gerando fobia. O tempo de aquisição (tempo para realizar o exame) também é um diferencial, como dura por volta de 5 segundos, evita-se perda de material por conta do movimentação do paciente”, informou Eduardo Mello, supervisor de radiologia médica no Hospital Paulista.

Eduardo aponta outra vantagem competitiva do tomógrafo: “adereços como piercings ou procedimentos odontológicos, como obturações e implantes, não interferem na imagem, como pode acontecer em outros equipamentos de igual função”, finalizou o  radiologista. O i-CAT também pode ser utilizado por profissionais de Odontologia para a realização de panorâmicas e outros procedimentos.

 

Mais informações sobre o i-CAT

Eduardo Mello

Sala de Radiologia

Consultório 7 – Andar Térreo

5087-8747

Alteração no Processamento Auditivo: quando suspeitar?

Avaliação do Processamento Auditivo

O que é processamento auditivo?

Processamento auditivo refere-se à forma pela qual o Sistema Auditivo Central analisa e interpreta os sons que ouvimos. Todos os sons que ouvimos, para que sejam compreendidos, devem ser traduzidos pelo nosso cérebro.

 

Alteração no Processamento Auditivo – Quando suspeitar desta alteração?

A alteração do processamento auditivo pode ocorrer em pessoas com audição normal ou com perda auditiva.

Entenda o problema:

O que é?

  • Pessoas com o distúrbio de processamento auditivo escutam os sons, mas têm dificuldades de entende-los, armazená-los e localizá-los. O DPAC é uma falha do Sistema Nervoso Central.

  • Informações são ouvidas normalmente

  • Há uma deficiência neurológica que prejudica a compreensão das informações

  • Dificuldade de ouvir com ruído – uma conversa no meio da rua exige muito esforça

  • Não consegue localizar de onde vem o som

  • Problemas em seguir instruções

  • Dificuldade de entender ritmo, ênfase e entonação

  • Grande esforço para se manter concentrado

  • Problemas de leitura, escrita e linguagem (dificuldade de contar uma história, por exemplo)

Alguns sinais e os sintomas

  • Os sintomas podem variar e ter diferentes formas de manifestação. Confira se você ou alguém que conheça apresenta alguns desses sinais e sintomas:
  • Parece não ouvir bem
  • É muito distraída ou desatenta
  • Demora em escutar e/ou entender quando chamada sua atenção
  • Fala muito “hã”, “o quê?” ou “não entendi”
  • Possui dificuldade para lembrar o que foi dito ou parece ter problemas de memória
  • Tem fala diferente de outras crianças da mesma idade
  • Tem dificuldade para entender o que está sendo falado quando em ambientes ruidosos ou com muitas pessoas falando ao mesmo tempo
  • Há cansaço ou atenção curta para sons em geral
  • Deixa o volume da televisão muito alto
  • Apresenta dificuldade de localizar o som
  • Apresenta dificuldades em seguir orientações ou sequencia de tarefas que lhe foi falada
  • Tem dificuldade em contar um fato ou história e transmitir recados
  • Tem dificuldades em entender piadas ou duplo sentido

 

Como é realizada a Avaliação do Processamento Auditivo?

Na avaliação são realizados diferentes testes para investigar diferentes habilidades auditivas. Os testes são selecionados de acordo com a faixa etária e capacidade de respostas do paciente. A avaliação é realizada em duas sessões. É realizada ou cabine acústica, com equipamentos e matérias específicos.

Para realização da avaliação, o paciente precisa ter uma audiometria recente. Esta avaliação pode ser realizada no mesmo dia do início da Avaliação do Processamento Auditivo (dependendo das regras de convênio, se for caso).

Os testes realizados buscam simular situações de escuta difícil, as quais exigem um bom desempenho das habilidades auditivas e possibilitam identificar possíveis disfunções.

Após a aplicação a bateria de testes, o fonoaudiólogo responsável irá realizar a análise dos resultados. Essas informações são apresentadas e entregues ao paciente/responsável em um relatório. Ao final da avaliação, o paciente/responsável recebem as explicações de maneira detalhada quanto ao diagnóstico e conduta.

 

Como agendar?

Inicialmente, assim que perceber algum dos sinais e sintomas listados acima, procure um médico. O médico deverá encaminhar para os exames necessários, de acordo com a queixa.

No caso de pacientes que já se encontram em processo de fonoterapia, o profissional responsável também pode solicitar essa avaliação.

No Hospital Paulista, contamos com equipe especializada e altamente capacitada para realizar esta avaliação.

Labirintite e sintomas labirínticos: entenda a diferença

Em nossa cultura, tornou-se comum associar tonturas à labirintite. Por isso, muitas pessoas acreditam que tem a doença ao desenvolverem este sintoma,  mas essa percepção pode ser um grande engano.  Segundo o Dr. Ricardo Schaffeln Dorigueto, especialista em Otoneurologia,   para o diagnóstico de labirintite é necessário ter uma alteração no labirinto – uma estrutura do ouvido interno – causada por infecções, inflamações e compressões mecânicas.  “A cirucunstância mais comum é vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), que são cristais de cálcio que se deslocam dentro do ouvido, ocasionadas por pancadas ou a uma degeneração natural do labirinto.”, complementa ele.

Outras doenças relacionadas à tontura

Ainda segundo o especialista, é importante fazer acompanhamento médico assim que os problemas relacionados ao equilíbrio aparecerem. “Tonturas podem indicar problemas como diabetes, hipertensão ou do Sistema Nervoso Central, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Por isso, é importante procurar um profissional qualificado para o correto diagnóstico”, indica ele.

E por que essa associação se tornou tão forte em nossa cultura? O médico explica: “antigamente, os exames não davam tanto suporte quanto atualmente, por isso, era comum o diagnóstico de labirintite.”

Labirintite e tontura em fatos

Menos de 1% dos casos de tontura são relacionados à labirintite.

Tontura é mais comum após os 65 anos, e em 85% dos casos, refere-se a problemas no sistema vestibular.

O Hospital Paulista foi pioneiro na realização de exames de eletrofisiologia no Brasil. O Dr. Spinola foi o primeiro a realizar o exame de  Bera, tornando-se tradição e referência.

Glossário

Ouvido Interno é aparte mais profunda do ouvido, composta pela cóclea e pelo sistema vestibular.

Sistema vestibular é composto por estruturas que tem como função registrar o movimento do corpo e assegurar o equílibrio.

Labirinto é uma estrutura do sistema vestibular ligada à audição, noção de equilíbrio e percepção de posição do corpo.

Você conhece o exame BERA com sedação? O Hospital Paulista é a única instituição especializada a realizar o exame no Brasil

Você já ouviu falar no exame BERA (Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico)?  Possui o objetivo de avaliar a integridade funcional do nervo auditivo e determinar se há ou não um distúrbio na audição e seu grau. Além disso, possibilita que o médico identifique se a causa é decorrente de uma lesão no nervo auditivo, ou ainda, no tronco encefálico.

Segundo o Prof. Dr. Ricardo Dorigueto, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o BERA com sedação é um exame não invasivo, indolor e extremamente importante, utilizado para determinar o nível de resposta auditiva, principalmente em recém-nascidos, autistas e crianças portadoras de necessidades especiais. “É um procedimento muito adequado para realizar em crianças já que estes ainda não podem fazer uma audiometria tradicional”, comenta.

O especialista ainda destaca que o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia dispõe de equipamento de alta tecnologia, profissionais qualificados e treinados a realizar o BERA com sedação em centro cirúrgico. “Aplicamos a sedação ou anestesia para levar a criança ao sono induzido, já que no momento do teste, não pode haver nenhum movimento que interfira na resposta elétrica e, consequentemente, na interpretação correta do resultado”, explicou o Prof. Dr. Dorigueto.

Para finalizar, o médico esclarece que muitas vezes os pais ficam com receio do procedimento ser feito no centro cirúrgico, já que culturalmente é um local que passa um ar negativo, mas pelo contrário: “nosso grande diferencial é justamente escolher o centro cirúrgico pela total segurança que ele oferece, além disso, temos um profissional exclusivamente realizando o BERA e um anestesiologista cuidando da criança para garantir o sucesso do exame”.