Posts

Rouquidão persistente pode indicar uma doença mais grave, alerta especialista do Hospital Paulista

A rouquidão é um sintoma caracterizado pela alteração na qualidade vocal. Ela pode simplesmente estar ligada a fatores como o uso abusivo e mau uso da voz ou até servir de alerta para uma doença mais grave.

 

A otorrinolaringologista Dra. Isabela Tavares Ribeiro, do Hospital Paulista, chama a atenção para as diversas patologias associadas à rouquidão.

“Existem muitas doenças nas quais os pacientes podem apresentar rouquidão como sintoma. Entre as mais comuns, estão as infecções de via aérea superior, como gripes e resfriados; lesões benignas das cordas vocais – nódulos, pólipos e cistos –; alterações estruturais mínimas da laringe, geralmente desenvolvidas ao nascimento; doenças neurológicas e tumores benignos, como o papiloma; e, por fim, tumores malignos, como o câncer de laringe”, explica.

A especialista ressalta a importância de investigar a causa da rouquidão, principalmente em fumantes, pois o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de laringe.

“Se descoberto precocemente, a chance de cura para esse tipo de câncer chega a 95%. Já nos casos mais avançados, o tratamento é complexo e até mutilante. Além disso, as chances de cura diminuem consideravelmente”, alerta a otorrinolaringologista.

Segundo Dra. Isabela, justamente por conta do risco aumentado de desenvolver câncer de laringe, os fumantes devem estar sempre em alerta para quaisquer alterações na voz. Porém, não são apenas os tabagistas que devem se preocupar com a​ ​rouquidão. “Todas as pessoas que apresentarem o sintoma por mais de 15 dias devem procurar um otorrinolaringologista o quanto antes”, recomenda.

 

Prevenção

Da mesma forma que manter um estilo de vida saudável previne o surgimento diversas doenças, com a rouquidão não é diferente.

“Praticar exercícios físicos regularmente, optar por uma alimentação balanceada e manter uma boa qualidade de sono, além da hidratação oral, são formas de prevenir a rouquidão. Em tempos mais frios, os cuidados precisam ser redobrados, com o aumento do consumo de água para evitar o ressecamento da laringe.”

A Dra. Isabela orienta ainda evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Segundo a especialista, é importante também não gritar ou falar alto por muito tempo, assim como não cochichar ou sussurrar. Ela explica que esses comportamentos vocais aumentam a tensão na laringe e podem gerar rouquidão.

 

Tratamentos

Os tratamentos para rouquidão variam de acordo com a causa. As opções terapêuticas são escolhidas baseadas em evidências científicas e podem ser clínicas (com fonoterapia e medicamentos), cirúrgicas ou uma combinação das duas formas.

Segundo a Dra. Isabela, os fonoaudiólogos são grandes parceiros dos otorrinolaringologistas nesse sentido. “A fonoterapia, quando bem indicada, é muito eficaz e se configura como peça-chave no tratamento da maioria das causas de rouquidão.”

“Cuidar da voz é tão importante quanto cuidar da nossa saúde em geral. A voz é a nossa comunicação com o mundo, nossa identidade”, finaliza a médica, alertando para a importância de buscar um especialista o quanto antes, caso haja rouquidão persistente.

Hospital Paulista alerta para cuidados com saúde da voz dos professores na volta às aulas

O ano letivo teve início em fevereiro para ao menos 17 capitais do Brasil. Apesar de a maioria dos professores ter mantido seus trabalhos de forma virtual durante o isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, o retorno às salas de aulas exige muito mais da voz, já que ela é uma das principais ferramentas de trabalho destes profissionais.

Conforme a otorrinolaringologista do Hospital Paulista Dra. Luciana Fernandes Costa, os professores são considerados grupo vulnerável aos distúrbios vocais, devido ao seu uso intenso no dia a dia. A especialista destaca que a estimativa de prevalência dos distúrbios vocais na população geral encontra-se entre 6% e 15%, enquanto, em professores, esses índices podem variar entre 50% e 80%, com gravidade para cerca de 12%.

“Entre as lesões mais presentes estão as denominadas fonotraumáticas – que se desenvolvem a partir de padrões vocais inadequados, secundários à sobrecarga fonatória. Há também uma ampla probabilidade de nódulos vocais, seguidos por pólipos e alterações estruturais mínimas”, alerta Dra. Luciana.

Os professores também têm grandes chances de desenvolver disfonia, alteração de algumas das qualidades acústicas da voz, tais como intensidade ou volume da voz. “As consequências da disfonia persistente podem ser devastadoras para o desempenho profissional, por vezes resultando em afastamentos e/ou remanejamento para tarefas administrativas”, complementa a especialista.

A prevenção é a principal forma de combater os distúrbios vocais. Segundo a médica, os fatores de risco à disfonia incluem extensa jornada de trabalho, frequentemente superior a 40 horas semanais; número excessivo de alunos por sala de aula, já que demandam mais atenção e desgaste vocal; e instalações inadequadas, incluindo elevado ruído ambiental e lousa com pó de giz.

“Esses fatores fazem com que os professores aumentem a intensidade da voz para manter a atenção dos estudantes, sendo essa a essência do fonotrauma, podendo levar ao desenvolvimento de lesões laríngeas.”

A idade e o tempo de profissão também são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de lesões na laringe. Por conta da correria diária, grande parte dos professores substitui as refeições convencionais por lanches e fast-foods, favorecendo os distúrbios gastrointestinais, principalmente o refluxo gastroesofágico, importantes causadores da laringite.

“Doenças neurológicas ou endócrinas, hábitos tabágicos ou alcoólicos e problemas respiratórios superiores recorrentes também podem comprometer a qualidade vocal”, reitera a especialista.

Uso de máscaras

Mesmo com as crianças voltando às aulas e a vacinação em estágio avançado, é importante manter as medidas sanitárias que ajudam a evitar a disseminação do vírus. Nesse sentido, é fundamental manter o distanciamento, a higienização das mãos e o uso correto das máscaras, que devem sempre cobrir nariz e boca.

Dra. Luciana ressalta que é possível e necessário lecionar utilizando o item.

“Busque algum modelo de máscara que seja seguro e que permita a livre mobilidade da mandíbula, realizando pausas vocais para descanso e hidratação, em ambiente seguro.”

Equipe multidisciplinar

Uma boa hidratação vocal e a escolha de alimentos que não ressequem a garganta e causem pigarro, além de intervalos entre o uso da voz, são de extrema importância para a manutenção da saúde vocal, mas nem sempre são suficientes.

A fonoaudióloga Bruna Rainho Rocha destaca ser importante ainda o apoio de um fonoaudiólogo, que pode auxiliar em situações de desconforto, cansaço vocal, rouquidão e falhas e mudanças na voz ao longo do dia ou da semana.

“Os profissionais também trabalham com estratégias de comunicação em geral, como o correto uso do microfone, escolha de vocabulário, uso de gestos e até adequação da postura para falar”, explica.

Segundo Bruna, a própria fonoaudiologia pode ser um método preventivo aos problemas vocais. “Mesmo que não apresentem alterações, tanto professores como os demais profissionais que fazem uso intenso da voz podem procurar um fonoaudiólogo. Nestes casos, para fazer condicionamento vocal e aprender estratégias para o seu uso correto, podendo, assim, evitar eventuais problemas na voz e na comunicação.”

De acordo com a Dra. Luciana, ao perceber sintomas como rouquidão, fadiga, cansaço vocal, instabilidade na voz, dor ou desconforto na garganta e esforço para falar, principalmente de forma recorrente, é necessária uma avaliação médica.

“Os problemas vocais podem não ser transitórios, e muitos casos exigirão tratamento e acompanhamento multidisciplinar do médico e do fonoaudiólogo, podendo, inclusive, envolver opções medicamentosas ou cirúrgicas”, finaliza a especialista.

Centro de Diagnóstico em Otorrino

O Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrino do Hospital Paulista conta com equipamentos modernos e de alta tecnologia, além de profissionais especializados que garantem o máximo de segurança e precisão na realização dos exames.

Entre os destaques do Centro de Diagnóstico está o Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz, que realiza exames para diagnósticos de distúrbios da voz, deglutição e refluxo faringo-laríngeo. Recentemente, ele foi ampliado para oferecer também tratamentos específicos de laringe, com uma abordagem completa.

Com a expansão dos serviços, o centro passou a realizar procedimentos cirúrgicos delicados que incluem, entre outros, microcirurgias de laringe convencional ou com laser, tireoplastias e injeções de botox para disfonia espasmódica.

“Risada de porco” pode indicar algum problema de saúde?

Você já deve ter passado pela seguinte situação: reunido com amigos, em um momento de descontração, alguém solta aquela risada parecida com um ronco de um porco. O problema, que pode ser divertido para uns e constrangedor para outros, ganhou destaque recentemente, na última edição do reality show Big Brother Brasil, graças à gargalhada bastante característica do participante Eliezer.

Questionado pelos colegas da casa, que acharam que o designer estava brincando, o brother explicou que sempre teve a tal “risada de porquinho”, algo que considerava normal.
Mas será que é normal mesmo? O médico Arnaldo Braga Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica o porquê de algumas pessoas riem desse jeito.

“A risada com escape de ar pela garganta, como é chamado esse tipo de gargalhada, pode acontecer por diversos motivos. Entre eles a obstrução nasal por algum desvio de septo ou aumento das carnes esponjosas, flacidez ou malformações no palato mole, quando a pessoa não consegue fechar a comunicação da passagem de ar entre a garganta e o nariz”, explica.

O problema é grave?

De acordo com o especialista, a “risada de porco” não é um problema grave, porém, é necessário atenção, já que existe uma ligação com distúrbios respiratórios, como ronco noturno e/ou apneia de sono, respiração oral associada à dificuldade de praticar esportes e cansaço acima do normal.

“Caso o escape de ar esteja associado a quaisquer destas dificuldades respiratórias, deve-se, sim, procurar um otorrino para avaliação.”

Tratamentos

Apesar de divertida, a risada incomum pode ser desagradável para a pessoa que sofre com o escape de ar pela garganta. Dr. Tamiso ressalta que existem tratamentos e até cirurgias para resolver o problema.

Conforme o especialista, apenas por meio de exames específicos é possível chegar à real causa da recirculação de ar. Caso seja um problema anatômico, como desvios de septo e palato curto, os procedimentos cirúrgicos podem ser indicados.

“A fonoterapia, em conjunto, feita através de exercícios de fortificação da musculatura, possui ótimos resultados, capazes de acabar com os constrangimentos causados pelas ‘risadas de porquinho’”, finaliza o médico.

No Dia dos Professores, especialista do Hospital Paulista faz alerta para cuidados com a saúde da voz

A voz é uma característica única de cada pessoa e um meio essencial de se comunicar com o próximo. No Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia faz uma alerta para os cuidados com a saúde vocal nesta profissão.

De acordo com o otorrinolaringologista Dr. Alexandre Enoki, é comum que professores e demais profissionais que fazem uso intenso da voz desenvolvam rouquid​​ões frequentes, atreladas a diversas alterações da laringe.

Dentre os principais problemas estão as lesões fonotraumáticas que podem surgir após uso intenso da voz. Os mais comuns são os pólipos e os nódulos vocais (conhecidos popularmente como calos nas cordas vocais).

O médico destaca que alterações como rouquidão, dores de garganta ao falar e fadigas vocais persistentes por mais de duas semanas necessitam de uma visita ao otorrinolaringologista, para um diagnóstico e tratamento corretos.

“Estar atento a possíveis casos de alergia e refluxo gastroesofágico também são cuidados que contribuem para a saúde da voz, independentemente do tipo de atividade que a pessoa exerça”, ressalta.

Conforme o otorrinolaringologista, as pessoas devem evitar o ar-condicionado, o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, além de gritar durante o dia a dia. O médico também sugere cautela para falar em ambientes ruidosos que possam causar uma “competição sonora”. “Nesses casos, sempre que possível, o uso de um microfone pode ajudar.”

“O uso da máscara também pode contribuir para que os professores forcem um pouco mais para falar e lecionar em um volume que a voz seja melhor compreendida”, explica. No entanto, Dr. Enoki ressalta que a peça é indispensável para evitar o contágio da Covid-19 e não deve ser deixada de lado de jeito nenhum.

“Opte também por uma boa hidratação constante, com água”, reitera o especialista.

 

Tratamentos

Dr. Enoki destaca que, para todas as pessoas, os distúrbios vocais não devem ser menosprezados, pois podem piorar com o passar do tempo.

“Conforme um sintoma se torna frequente, é necessário buscar um otorrinolaringologista.”

 

O tratamento dos problemas vocais pode envolver uso de medicações, fonoterapias ou até mesmo cirurgia das cordas vocais, em alguns casos.