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Especial Carnaval – O som alto de bloquinhos pode afetar a audição

O Carnaval é a maior festa popular do país onde blocos e trios elétricos arrastam milhares de foliões em várias cidades do Brasil afora. Mas é preciso fazer uma alerta: os efeitos do elevado barulho gerado pelas aparelhagens de som, que podem prejudicar a audição do público e também dos músicos e percussionistas.

Por causa da intensidade do som, as pessoas podem ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. Conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, como os trios elétricos e blocos, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Para quem quer se esbaldar em blocos, bailes e ir atrás dos trios elétricos, a especialista recomenda uma distância mínima de 10 metros do equipamento de som, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção.

Cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.

Especial Carnaval: “Doença do Beijo”, um risco iminente na folia!  

No Carnaval, os sentimentos que surgem em grande parte da população brasileira são alegria, agitação, euforia, entre outras, já que é uma festa anual e a necessidade é de aproveitá-la ao máximo, levando a uma tendência do aumento de parceiros entre adolescentes e adultos. Essa realidade deve servir como alerta para os cuidados com a saúde e a prevenção de certas doenças mais iminentes nesta época, como a Mononucleose Infecciosa (MI), ou mais conhecida popularmente como a “Doença do Beijo”.

Por se tratar de uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), do grupo Herpes1, o Dr. Arnaldo Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, chama a atenção da população para que, durante as folias de Carnaval, as pessoas entendam os riscos de possíveis enfermidades que podem ser adquiridas pela troca de saliva, objetos contaminados ou por transfusão de sangue. A transmissão ocorre, normalmente, no período de incubação, que dura de 30 a 45 dias. Uma vez infectada, a pessoa pode permanecer com o vírus no organismo para o resto de sua vida.

Segundo o otorrinolaringologista, a mononucleose acomete, principalmente, jovens entre 15 e 25 anos e pode ser facilmente confundida com outras doenças respiratórias. Os sintomas frequentes e progressivos são a dor de garganta, febre, calafrio, inchaço dos glânglios (ínguas), fadiga, mal-estar e sudorese. “Vale ressaltar que é algo sério, pois pode comprometer o sistema linforreticular, em especial o fígado e baço. Além disso, esse vírus pode desencadear alguns tipos de câncer, como linfomas”, explica o especialista.

Não existe uma vacina ou medicamento específico para prevenir a mononucleose e o tratamento recomendado é como nas demais viroses, ou seja, combater os sintomas com antitérmicos, analgésicos, anti-inflamatórios, hidratação e bastante repouso. A orientação do especialista é procurar ajuda médica ao menor sinal de algum dos sintomas descritos anteriormente. “Com o exame clínico do paciente e o exame laboratorial, feito por meio da detecção do anticorpo contra o vírus EBV, é possível detectar o problema e indicar o tratamento adequado”, finaliza.

Especial Carnaval: Exposição prolongada ao som dos blocos e trios elétricos pode afetar a audição!

O Carnaval é a maior festa popular do país onde blocos e trios elétricos arrastam milhares de foliões em várias cidades do Brasil afora. Mas é preciso fazer uma alerta: os efeitos do elevado barulho gerado pelas aparelhagens de som, que podem prejudicar a audição do público e também dos músicos e percussionistas.

Por causa da intensidade do som, as pessoas podem ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. Conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, como os trios elétricos e blocos, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Para quem quer se esbaldar em blocos, bailes e ir atrás dos trios elétricos, a especialista recomenda uma distância mínima de 10 metros do equipamento de som, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção.

Cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.