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Especial Carnaval – O som alto de bloquinhos pode afetar a audição

O Carnaval é a maior festa popular do país onde blocos e trios elétricos arrastam milhares de foliões em várias cidades do Brasil afora. Mas é preciso fazer uma alerta: os efeitos do elevado barulho gerado pelas aparelhagens de som, que podem prejudicar a audição do público e também dos músicos e percussionistas.

Por causa da intensidade do som, as pessoas podem ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. Conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, como os trios elétricos e blocos, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Para quem quer se esbaldar em blocos, bailes e ir atrás dos trios elétricos, a especialista recomenda uma distância mínima de 10 metros do equipamento de som, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção.

Cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.

Hospital Paulista apoia o Ear Parade 2019

Com o intuito de conscientizar a população sobre problemas de audição e seus impactos na qualidade de vida, a cidade de São Paulo receberá, entre abril e agosto, esculturas em formato de orelha, medindo 1,60 cm de altura e customizadas por grandes artistas nacionais.

Ear Parade 2019 – Problemas de audição merecem atenção!

Saúde auditiva: o melhor caminho é a prevenção!

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 10 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva. Algumas ligadas ao envelhecimento natural da audição outros, porém, devido à falta de cuidado com a audição.

Por isso, conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva saudável, principalmente na terceira idade, é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, shows, fones de ouvido, entre outros, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

“Na maioria dos casos, a perda auditiva precoce pode ser evitada. Muitas pessoas possuem uma predisposição genética a perdas auditivas na terceira idade, porém acabam acelerando e aumentando o grau dessa perda pela falta de cuidados com a audição”, explica Milena.

 

Como prevenir?

  • Evite ambientes com sons muito altos, e o uso excessivo de fones de ouvidos.

  • Mantenha sua vacinação em dia e o cuidado com sua saúde geral

  • Use protetores auriculares sempre que necessário, seu uso evita que o barulho prejudique sua audição

  • Evite o uso de hastes flexíveis, pois se usado de forma inadequada pode causar algum dano físico, como o rompimento da membrana do ouvido, rolha de cera (por empurrar a cera ainda mais para o fundo do conduto auditivo)

  • Procure periodicamente realizar exames com o médico otorrinolaringologista para verificar o estado da sua saúde auditiva

“Os prejuízos causados pela deficiência auditiva podem ser inúmeros (social, psicológico, perceptíveis). Por vezes, a deficiência é silenciosa e progressiva. Portanto, a prevenção é o melhor caminho para garantir o futuro de uma saúde auditiva”, orienta a fonoaudióloga.

Quando os pais devem ficar atentos a um possível problema de audição nas crianças?

O desenvolvimento da fala está diretamente ligado à audição. Nos primeiros meses de vida, o bebê se comunica com o choro. Com o tempo, os pais começam a perceber as diferenças de cada tipo de chorinho do bebê. Nos primeiros meses de vida ele balbucia alguns sons que ainda não são reconhecíveis por adultos.

Com o passar do tempo, aumenta seu repertório de sons e aí é preciso os pais ficarem atentos às seguintes fases!

Os pais devem ficar atentos quando a criança passou de dois anos e ainda não consegue formar frases curtas, pedir o que tem vontade, chamar os pais e responder a estímulos, alerta a médica otorrinolaringologista do Hospital Paulista, Dra. Renata Garrafa. Neste caso é recomendado procurar atendimento médico imediato.

Durante o atendimento especializado, toda a história de vida da criança é importante, desde o pré-natal – enquanto ainda estava na barriga da mãe – até o presente momento. Informações como saúde ao nascimento e doenças desenvolvidas podem ser fatores de risco para surdez.  A criança passará, então, por avaliação médica, exames e testes de audição e, apenas assim, poderá ser diagnosticada com uma possível perda auditiva.

 

ATENÇÃO! A origem do problema de audição pode ser congênita (do nascimento) ou adquirida, como otites ou mesmo sequelas de outras doenças, como a meningite!

 

Quais as causas adquiridas mais comuns?

Entre as causas adquiridas mais comuns está a Otite Secretora, ocasionada por ‘catarro no ouvido’. Por permanecer com a sensação de ouvido entupido, a criança pode perceber sons em volume mais baixo e de forma distorcida, informa a Dra. Renata, que atende cerca de dois pacientes por semana no Hospital Paulista com este diagnóstico. “As cirurgias para estes casos têm bastante sucesso. A criança volta a escutar perfeitamente”, relata.

Após o diagnóstico de perda auditiva, um tratamento individualizado será proposto, podendo ser clínico ou cirúrgico. Algumas causas são reversíveis, outras necessitarão de suporte por toda vida, com uso de aparelho auditivo convencional ou, em casos mais severos, de implante coclear.

IMPORTANTE! Quanto mais cedo a criança que tem algum grau de perda auditiva for diagnosticada menor será o impacto em seu desenvolvimento de linguagem. Os pais devem estar atentos a esta evolução. Qualquer atraso no desenvolvimento da linguagem pode ser sinal de deficiência auditiva e precisa ser investigado para que não haja interferência no aprendizado da criança.

Para as crianças diagnosticadas com surdez profunda, a cirurgia de implante coclear deve ser indicada o mais rapidamente, com limite máximo até os 4 anos de idade. “As crianças aprendem a ouvir, distinguir sons e compreender o que escutam até os quatro anos de idade, por isso o diagnóstico deve ser feito o quanto antes. Após esse período, ainda que a cirurgia de implante coclear seja realizada, o resultado não será o mesmo”, explica.

Quando procurar um otorrinolaringologista?


A Dra. Renata indica que a criança passe por uma consulta com um otorrinolaringologista entre um e dois anos de idade. “Nesta faixa etária, é possível fazer o diagnóstico e tratar com sucesso”.

Fique atento aos sinais!

É tempo de torcer! Mas você sabia que o som alto pode prejudicar sua comemoração?

Junho já começou e estamos em ritmo de Copa! Serão dias de juntar os amigos para fazer aquela festa e, como bons brasileiros, a torcida é fervorosa e alegria e animação marcam esses dias que também são cheios de barulho, muito barulho!  E é sobre ele que vamos falar por aqui! O Dr. Gilberto Ulson Pizarro,  Médico Otorrinolaringologista do Hospital Paulista, orientou sobre como o som alto, buzinas e vuvuzelas  podem  prejudicar nossa audição.

Quer esteja em um estádio, bar ou até mesmo em casa, o som alto pode causar algumas lesões sérias aos nossos ouvidos, comprometendo nossa audição.  De acordo com a Organização Nacional de Saúde (OMS), um ruído acima de 50 decibéis já pode ocasionar lesões aos nossos ouvidos.

Para se ter uma ideia, o teste de som de trinta e uma cornetas, segundo a Protest em associação com Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL),  encontrou vinte e duas com sons acima de 120 decibéis, sendo que a megacorneta chegou a 129 decibéis (compatível com o som de tiro).

As vuvunzelas dentro de um estádio de futebol chegaram a 127 decibéis. Os bares e restaurantes fechados que, em média, apresentam sons de 65 a 70 decibéis quando associados a comemoração chegam a  100 ou mais decibéis.

A primeira situação (estádio de futebol) pode causar um trauma acústico imediato e a segunda e a terceira (bares e restaurantes fechados), por ficar mais de cinco minutos constantes, tem um risco de lesões aumentado e de maior gravidade. Essas situações podem trazer consequências, como:

 

  • Irritação: o som é um sinal de alerta para o nosso corpo, os ânimos ficam aflorados podendo levar e discussões, brigas, estresse, aumentando a pressão arterial, frequência cardíaca e liberação de substâncias toxicas para o organismo.
  • Lesões: diretamente dentro do ouvido, que varia desde um apito temporário até perda completa da audição.
  • Tontura: devido ao líquido do ouvido ser o mesmo do labirinto (orgão responsável pelo equilíbrio) o mesmo pode ser atingido provocando de tonturas leves e até vertigens duradouras.
  • Perdas auditivas: dependendo da intensidade (volume) do som e do tempo de contato pode-se ter um trauma temporário ( de minutos até 3 dias) ou  definitivo (por exemplo, som acima de 110 decibéis por mais de 4 minutos de exposição).
  • Zumbido: aquele barulhinho pode ficar por alguns dias ou definitivamente, onde os tratamentos são bem difíceis.

 

Se alguns desses sintomas aparecer, é preciso procurar um médico otorrinolaringologia para realizar exames.

O que podemos fazer preventivamente para não deixar de curtir a Copa?

Dr. Gilberto Ulson Pizarro dá dicas valiosas para nós!

  • Em bares: tente ficar em espaços mais abertos. Evitar ficar próximo das fontes sonoras é uma das melhores maneiras de se prevenir; procure por lugares mais tranquilos sempre.
  • Em estádios: em lugares fechados, com muito barulho, use sempre protetores auriculares. São de preços acessíveis e bons aliados a prevenção.

 

Vamos aproveitar esses dias com segurança e responsabilidade.

Afinal queremos ver e OUVIR  muitas outras copas!

Especial Carnaval: Exposição prolongada ao som dos blocos e trios elétricos pode afetar a audição!

O Carnaval é a maior festa popular do país onde blocos e trios elétricos arrastam milhares de foliões em várias cidades do Brasil afora. Mas é preciso fazer uma alerta: os efeitos do elevado barulho gerado pelas aparelhagens de som, que podem prejudicar a audição do público e também dos músicos e percussionistas.

Por causa da intensidade do som, as pessoas podem ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. Conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, como os trios elétricos e blocos, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Para quem quer se esbaldar em blocos, bailes e ir atrás dos trios elétricos, a especialista recomenda uma distância mínima de 10 metros do equipamento de som, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção.

Cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.