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Hospital Paulista alerta para cuidados que músicos devem ter com saúde do ouvido e da voz

Na semana em que é celebrado o Dia Internacional do Músico, o Hospital Paulista chama a atenção para os principais desgastes e problemas que podem acometer os profissionais que dependem da voz e do ouvido para exercerem seu trabalho.

De acordo com o Dr. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista que atende no Voice Center – Centro Especializado em Laringe e Voz do Hospital Paulista, é recomendado que músicos e cantores visitem o otorrinolaringologista com uma frequência maior que outros profissionais.

“As avaliações com o otorrino em pacientes que trabalham com uso intenso da voz e/ou ficam expostos a ambientes com som alto são muito importantes, tanto para prevenir alterações como para tratá-las. Não há uma frequência exata, pode variar conforme cada caso”, explica o especialista.

Entre os problemas que as consultas podem ajudar a identificar e até prevenir estão a perda auditiva induzida por ruídos (PAIR) e as alterações fonotraumáticas nas cordas vocais, que se referem a alterações não cancerígenas, ou seja, benignas.

“Estas alterações podem variar de pessoa para pessoa, sendo desde uma simples inflamação temporária até o surgimento de lesões como nódulos, pólipos, granulomas e alguns tipos de cistos”, ressalta o médico.

Conforme o Dr. Enoki, a literatura médica é carente de estudos que constatam a ligação dos instrumentos de sopro com alterações nas cordas vocais, mas acredita-se que, de fato, ela possa existir. Ele cita a laringocele e a faringocele, que são dilatações na região do pescoço, como possíveis ocorrências em instrumentistas com predisposição aos problemas.

“Podem ocorrer, principalmente, em casos de instrumentos que exercem uma pressão mais elevada na laringe e na faringe para a sua execução, como os trompetes, por exemplo”, explica.

 

Prevenção

Além das visitas regulares ao otorrinolaringologista, o médico destaca alguns cuidados básicos para manter a saúde vocal e auditiva dos músicos e cantores, como uma

boa hidratação e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. “Como, em muitos casos, os cantores precisam trabalhar com uma alta demanda do uso vocal, os períodos de repouso da voz e exercícios vocais também ajudam a diminuir o risco das complicações na laringe.”

Além disso, o retorno sonoro de palco deve ser adequado para que o profissional não faça um esforço além do necessário. Dr. Enoki finaliza explicando que a principal medida de prevenção aos problemas de audição é o uso de protetores auriculares em locais com alta exposição sonora.

No Dia dos Professores, especialista do Hospital Paulista faz alerta para cuidados com a saúde da voz

A voz é uma característica única de cada pessoa e um meio essencial de se comunicar com o próximo. No Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia faz uma alerta para os cuidados com a saúde vocal nesta profissão.

De acordo com o otorrinolaringologista Dr. Alexandre Enoki, é comum que professores e demais profissionais que fazem uso intenso da voz desenvolvam rouquid​​ões frequentes, atreladas a diversas alterações da laringe.

Dentre os principais problemas estão as lesões fonotraumáticas que podem surgir após uso intenso da voz. Os mais comuns são os pólipos e os nódulos vocais (conhecidos popularmente como calos nas cordas vocais).

O médico destaca que alterações como rouquidão, dores de garganta ao falar e fadigas vocais persistentes por mais de duas semanas necessitam de uma visita ao otorrinolaringologista, para um diagnóstico e tratamento corretos.

“Estar atento a possíveis casos de alergia e refluxo gastroesofágico também são cuidados que contribuem para a saúde da voz, independentemente do tipo de atividade que a pessoa exerça”, ressalta.

Conforme o otorrinolaringologista, as pessoas devem evitar o ar-condicionado, o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, além de gritar durante o dia a dia. O médico também sugere cautela para falar em ambientes ruidosos que possam causar uma “competição sonora”. “Nesses casos, sempre que possível, o uso de um microfone pode ajudar.”

“O uso da máscara também pode contribuir para que os professores forcem um pouco mais para falar e lecionar em um volume que a voz seja melhor compreendida”, explica. No entanto, Dr. Enoki ressalta que a peça é indispensável para evitar o contágio da Covid-19 e não deve ser deixada de lado de jeito nenhum.

“Opte também por uma boa hidratação constante, com água”, reitera o especialista.

 

Tratamentos

Dr. Enoki destaca que, para todas as pessoas, os distúrbios vocais não devem ser menosprezados, pois podem piorar com o passar do tempo.

“Conforme um sintoma se torna frequente, é necessário buscar um otorrinolaringologista.”

 

O tratamento dos problemas vocais pode envolver uso de medicações, fonoterapias ou até mesmo cirurgia das cordas vocais, em alguns casos.

Problemas vocais tendem a ser confundidos com manias da idade; saiba como identificar sinais de alerta

A qualidade da voz pode afetar, e muito, a forma como os idosos vivem. Sendo a principal responsável pela comunicação oral, ela é fundamental para ​as ​interações sociais, conexões com a família, atividades de lazer que utilizam a voz e, principalmente, para expressar desejos, necessidades e sentimentos.

No Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia chama a atenção para os sintomas que podem servir de alerta para o mau-funcionamento vocal​ ​​e tendem a ser confundidos com manias de uma idade avançada.

Conforme o Dr. Rui Imamura, otorrinolaringologista que atende no Centro Especializado em Laringe e Voz do Hospital Paulista, a voz sofre, de fato, algumas alterações com o passar dos anos, mas é necessário estar atento a possíveis sinais de um problema mais grave.

Rouquidão progressiva, pigarros constantes e diminuição da potência vocal podem identificar doenças e lesões, como pólipos, edema de Reinke, atrofias das cordas vocais e até câncer na laringe.

De acordo com o médico, estudos sugerem que, após os 60 anos, cerca de 50% dos distúrbios vocais no idoso podem representar doenças que, quando não são diagnosticadas, tendem a evoluir, podendo prejudicar a saúde do idoso por obstrução respiratória progressiva, aspiração e pneumonias e tumores malignos.

“Além disso, por conta das situações envolvendo a falta de comunicação, o mau-funcionamento​ vocal​ pode levar à diminuição da autoestima, isolamento social, ansiedade e depressão”, destaca.

O especialista explica que, apesar dos efeitos negativos que os distúrbios vocais causam à população geriátrica, eles são frequentemente negligenciados e não relatados pelo próprio idoso. Dessa forma, cabe aos familiares e cuidadores detectarem as alterações e orientarem a busca por um diagnóstico e tratamento adequados.

Sintomas

Os principais sintomas dos distúrbios ​da voz no idoso manifestam-se em forma de rouquidão, fadiga ao falar, diminuição da potência vocal, dificuldade no canto, aumento de secreção nas vias respiratórias, tosses e pigarros.

“A voz frequentemente baixa, como se estivesse sempre dando algum conselho de sabedoria, ou aquele pigarro excessivo do idoso que, de tão repetitivo, mais parece um TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), não são manias da idade, mas sim sinais de que algo não está bem com a saúde vocal”, alerta o especialista.

O pigarro crônico pode estar associado tanto a problemas simples, como refluxos, como a mais graves, como câncer. “O sintoma deve ser investigado, principalmente se associado à rouquidão, dores ao engolir ou falta de ar.”

Prevenção

Ter uma voz saudável está diretamente ligada ao bom desempenho do ​organismo como um todo. Por isso, Dr. Rui explica que hábitos como manter o corpo hidratado e dormir bem, mantendo uma noite de sono reparadora, ajudam a conservar uma boa saúde da voz.

Os cuidados com a alimentação também são essenciais. “Pacientes que sofrem de refluxo comumente apresentam rouquidão. Manter uma dieta saudável pode ajudar neste controle”, ressalta.

Segundo o especialista, o uso de agentes nocivos como o cigarro e o álcool devem ser evitados pois podem causar ​​problemas ​sérios ​à voz, bem como ao restante do organismo. Ambos são os principais fatores de risco para o câncer de laringe, que tende a ocorrer a partir dos 60 anos de idade.

Tratamentos

O tratamento dos problemas vocais pode envolver uso de medicações, fonoterapias ou até mesmo cirurgia das cordas vocais. Segundo o médico, por meio do diagnóstico e tratamento adequados, pelo menos 2 entre 3 pessoas acometidas por alguma doença podem ter melhora da voz.

“Os distúrbios vocais nos idosos não devem ser menosprezados jamais. Pelo contrário, eles sempre precisam ser investigados. Quando notamos a diminuição da visão, procuramos um oftalmologista. Com a voz deve ser feito o mesmo. À medida que um sintoma se torna frequente, é necessário buscar um otorrinolaringologista”, finaliza o especialista.

Hospital Paulista amplia serviço especializado em diagnóstico e tratamento de distúrbios da voz

Considerado há 27 anos um centro de excelência em Endoscopia Otorrinolaringológica, o Voice Center do Hospital Paulista, que já realizava exames para diagnósticos de distúrbios da voz, deglutição e refluxo faringo-laríngeo, foi ampliado para oferecer também tratamentos específicos de laringe, com uma abordagem completa do início ao fim e uma equipe altamente especializada.

Com a expansão dos serviços, conforme o otorrinolaringologista Dr. Domingos Hiroshi Tsuji, responsável pelo “Centro Especializado em Laringe e Voz”, o novo Voice Center passa a realizar procedimentos cirúrgicos delicados que incluem, entre outros, microcirurgias de laringe convencional ou com laser, tireoplastias e injeções para disfonia espasmódica.

O especialista destaca que os cuidados altamente especializados estão associados a duas grandes dificuldades: estabelecer o diagnóstico correto da doença, pois, apesar do progresso dos equipamentos endoscópicos atuais, a conclusão ainda depende exclusivamente da interpretação do médico que analisa as imagens vídeo-endoscópicas; e às cirurgias, que, na grande maioria das vezes, são realizadas através do laringoscópio de suspensão e microscópio cirúrgico, por meio de uma técnica conhecida como microcirurgia de laringe, que chega a lesões entre 1 e 2 mm.

“Essenciais para o diagnóstico e tratamento adequados, as dificuldades apontadas requerem um grande treinamento que, muitas vezes, apenas o médico especialista em voz e laringe detém. A falha na definição inicial do diagnóstico correto pode levar a meses ou anos de tratamentos desnecessários, custosos e sem quaisquer resultados efetivos”, explica.

Além disso, segundo ele, ainda existe o fato de o cirurgião ser obrigado a utilizar instrumentos com 20 cm de comprimento e ficar com os braços praticamente estendidos durante todo o procedimento.

“Esse tipo de cirurgia é extremamente delicado e, às vezes, muito complexo, exigindo grandes habilidades que só um especialista completo costuma ter.”

 

A importância do diagnóstico prévio

O Brasil é um dos principais países em casos de câncer de laringe. De acordo com o Dr. Domingos, apenas em 2021, estima-se mais de 7.500 novos pacientes com a doença.

Ele destaca ainda que existe uma grande quantidade de pacientes com quadros em estágios avançados, que levam a tratamentos mutilantes e custosos, resultando em um prejuízo muito grande para a voz e até na necessidade de uma traqueostomia permanente.
“O tratamento precoce sempre traz benefícios para o paciente e sua voz. Por isso, caso apresente sintomas por mais de 15 dias, procure um especialista para estabelecer um diagnóstico correto e rápido, com grandes chances de recuperação plena da voz”, reitera.

Equipe altamente especializada

O Voice Center do Hospital Paulista dispõe de um corpo de médicos altamente especializados na saúde da voz e laringe, liderado pelo Dr. Domingos e que compartilha a mesma visão de seriedade, dedicação, respeito e ética na instituição.

A equipe, inclusive, acaba de receber o reforço do otorrinolaringologista Dr. Rui Imamura, presidente da Academia Brasileira de Laringologia e Voz, que chega para ampliar ainda mais o padrão de excelência do centro.

“Eu já frequentava o centro cirúrgico do hospital há muitos anos e pude acompanhar a sua impressionante evolução com o passar do tempo. Sem dúvidas, é um dos grandes hospitais especializados em Otorrinolaringologia do país, com destaque à oferta de atendimento superespecializado”, afirma o Dr. Imamura.

O médico ressalta que os problemas vocais, geralmente, não causam dor aguda ou provocam sintomas que despertem a atenção imediatamente. Porém, faz um alerta para alguns sinais (cansaço ao falar, perda da voz no meio de frases, falta de ar enquanto fala, dificuldades ao engolir, pigarros constantes, rouquidões e dores ou ardências na garganta) que podem indicar doenças mais graves, como câncer, papilomatose e paralisias laríngeas.

Estas doenças podem atingir praticamente todas as faixas etárias e são difíceis de distinguir de outras menos graves, só pela qualidade vocal. “Se você sofre de rouquidão, não menospreze o sintoma e procure um especialista o mais breve possível. O diagnóstico precoce permite um tratamento eficaz na grande maioria dos casos”, finaliza.

Centro Médico Especializado em Laringe – Voice Center

Prezados(as) Doutores(as):

 

Nos últimos 27 anos, o Voice Center, uma das áreas integrantes do Centro de Diagnóstico em Otorrino do HP, consolidou-se pela qualidade e competência na realização dos exames de nasofibroscopia e videoestrobolaringoscopia.
Com objetivo de oferecer um atendimento integrado aos pacientes e ampliar ainda mais a nossa parceria com o corpo clínico, apresentamos o novo conceito da área, que agora passa para a categoria de Centro Médico Especializado em Laringe – Voice Center.
Este novo Centro oferece serviço de consultas especializadas para condutas clínicas e cirúrgicas referentes a problemas específicos a laringe, como: lesões mucosas benignas, alterações estruturais mínimas, paralisias laríngeas, papilomatose, câncer glótico inicial, entre outros.
Importante ressaltar que somos uma equipe de apoio para o médico de origem e caso o paciente apresente doenças extra-laríngeas, o mesmo será direcionado ao seu médico principal para continuidade do seu tratamento.
Ficamos à disposição para tirar todas as dúvidas referentes a este Centro Especializado e como esta parceria poderá ser fortalecida com a ampliação deste novo serviço.

Atenciosamente,

Contatos para Agendamento: (11) 5087-8787
(Segunda a Sexta-feira, das 7h às 20h e aos Sábados das 7h às 17h)

Rouquidão persistente pode indicar uma doença mais grave, alerta especialista do Hospital Paulista

A rouquidão é um sintoma caracterizado pela alteração na qualidade vocal. Ela pode simplesmente estar ligada a fatores como o uso abusivo e mau uso da voz ou até servir de alerta para uma doença mais grave.

 

A otorrinolaringologista Dra. Isabela Tavares Ribeiro, do Hospital Paulista, chama a atenção para as diversas patologias associadas à rouquidão.

“Existem muitas doenças nas quais os pacientes podem apresentar rouquidão como sintoma. Entre as mais comuns, estão as infecções de via aérea superior, como gripes e resfriados; lesões benignas das cordas vocais – nódulos, pólipos e cistos –; alterações estruturais mínimas da laringe, geralmente desenvolvidas ao nascimento; doenças neurológicas e tumores benignos, como o papiloma; e, por fim, tumores malignos, como o câncer de laringe”, explica.

A especialista ressalta a importância de investigar a causa da rouquidão, principalmente em fumantes, pois o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de laringe.

“Se descoberto precocemente, a chance de cura para esse tipo de câncer chega a 95%. Já nos casos mais avançados, o tratamento é complexo e até mutilante. Além disso, as chances de cura diminuem consideravelmente”, alerta a otorrinolaringologista.

Segundo Dra. Isabela, justamente por conta do risco aumentado de desenvolver câncer de laringe, os fumantes devem estar sempre em alerta para quaisquer alterações na voz. Porém, não são apenas os tabagistas que devem se preocupar com a​ ​rouquidão. “Todas as pessoas que apresentarem o sintoma por mais de 15 dias devem procurar um otorrinolaringologista o quanto antes”, recomenda.

 

Prevenção

Da mesma forma que manter um estilo de vida saudável previne o surgimento diversas doenças, com a rouquidão não é diferente.

“Praticar exercícios físicos regularmente, optar por uma alimentação balanceada e manter uma boa qualidade de sono, além da hidratação oral, são formas de prevenir a rouquidão. Em tempos mais frios, os cuidados precisam ser redobrados, com o aumento do consumo de água para evitar o ressecamento da laringe.”

A Dra. Isabela orienta ainda evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Segundo a especialista, é importante também não gritar ou falar alto por muito tempo, assim como não cochichar ou sussurrar. Ela explica que esses comportamentos vocais aumentam a tensão na laringe e podem gerar rouquidão.

 

Tratamentos

Os tratamentos para rouquidão variam de acordo com a causa. As opções terapêuticas são escolhidas baseadas em evidências científicas e podem ser clínicas (com fonoterapia e medicamentos), cirúrgicas ou uma combinação das duas formas.

Segundo a Dra. Isabela, os fonoaudiólogos são grandes parceiros dos otorrinolaringologistas nesse sentido. “A fonoterapia, quando bem indicada, é muito eficaz e se configura como peça-chave no tratamento da maioria das causas de rouquidão.”

“Cuidar da voz é tão importante quanto cuidar da nossa saúde em geral. A voz é a nossa comunicação com o mundo, nossa identidade”, finaliza a médica, alertando para a importância de buscar um especialista o quanto antes, caso haja rouquidão persistente.

Especialista alerta para cuidados específicos a profissionais da voz

No Dia Mundial da Voz, lembrado em 16 de abril, o Hospital Paulista chama a atenção para os principais desgastes e problemas que acometem profissionais que dependem da voz para exercerem suas atividades diariamente, como professores, cantores e atendentes de telemarketing.

De acordo com Domingos Hiroshi Tsuji, otorrinolaringologista e responsável pelo Voice Center do Hospital Paulista, determinadas profissões exigem naturalmente maior atenção e acompanhamento no que diz respeito ao uso da voz.

“Estes profissionais devem se atentar a cuidados específicos que devem ser feitos antes, depois e nos intervalos de suas atividades profissionais. Além disso, é essencial o acompanhamento com médico especializado para que seja possível identificar sinais de desgaste ou de uso desregrado e incorreto da voz”, explica o médico.

Veja a seguir categorias profissionais que requerem maior atenção quando o assunto é o uso da voz:

 

Cantores

A pandemia de Covid-19 e o isolamento social limitaram bastante as atividades de cantores em todo o país. Muitos conseguiram se adaptar e passaram a realizar eventos online, em um ambiente que exige menos da voz, já que não há a presença de um público expressivo. Ainda assim, o canto sem orientação ou acompanhamento adequado pode levar ao desgaste vocal ao longo dos anos de atuação dos cantores.

O acompanhamento aos cantores inclui uma avaliação endoscópica, muito diferente em relação a outros pacientes. “Com o cantor, além de verificarmos a presença de eventuais doenças e lesões, analisamos também como as estruturas anatômicas funcionam e se comportam durante a fala e o canto”, destaca o Dr. Domingos.

Essa avaliação para cantores inclui exames como videonasofibroscopia endonasal, videonasofibroscopia para avaliação da função velofaríngea, videonasofibroscopia faringolaríngea, videonasofibroscopia para avaliação dinâmica da fala e canto e videoestroboscopia da laringe.

“Os exames são realizados de forma rápida e a maioria dos pacientes não sente desconforto intenso ou outras sensações desagradáveis. Não há necessidade de ficar com medo de realizar o exame.

 

Professores

A sala de aula traz uma série de desafios aos professores no dia a dia, mas o uso da voz de forma prolongada na jornada de trabalho faz com que muitos profissionais relatem desconforto ao final do dia. A variação frequente no volume da voz, em razão de barulhos dentro e fora da sala de aula, também provoca um incômodo que, ao longo da carreira, pode comprometer a voz dos professores.

“Nestes cenários, o professor deve beber água com frequência, principalmente durante as aulas, para evitar que a garganta fique seca. Recomendamos o uso moderado do volume de voz, mas sabemos que isso é quase impossível em meio aos desafios impostos a professores que precisam cuidar de 30 a 40 alunos por sala. Assim, aos primeiros sintomas, recomendamos um acompanhamento médico adequado para que seja possível identificar e tratar possíveis lesões”, afirma o Dr. Domingos.

 

Atendentes de telemarketing

Os atendentes que trabalham essencialmente com telefone devem se habituar também ao consumo frequente de água durante o trabalho. No caso deste profissional, o uso quase ininterrupto da voz pode provocar rouquidão, incômodo e dor na região da garganta.

“O ideal seria promover pequenos intervalos durante a jornada de trabalho para que o profissional possa ‘descansar’ o sistema vocal”, completa o médico, ressaltando que o hábito de fumar também pode agravar a situação.

 

Campanha

Na semana do Dia Mundial da Voz, o Hospital Paulista promove uma campanha para conscientizar a população sobre a importância do tema. A iniciativa, que contempla adesivação de fachada e ações nas mídias sociais, busca alertar a todos sobre os sinais e sintomas que requerem o diagnóstico precoce de doenças ligadas às cordas vocais.

Durante a campanha, o Hospital Paulista promoverá uma ação em mídias sociais com as #diamundialdavoz e #voicecenterHP. O mega painel na fachada do Hospital será usado como cenário para realização de selfies dos diferentes públicos, sempre orientados sobre a necessidade de uso de máscaras para participação desta ação.

Além disso, neste mês, o Hospital Paulista estreia seu projeto OtorrinoTalk por meio de podcasts mais vídeos nas diversas plataformas digitais, além de nova campanha em rádio com boletins diários sobre dicas de saúde em Otorrino.

Com fácil execução, vídeolaringoscopia permite rápido diagnóstico de problemas na voz

Para compensar o uso da máscara – essencial na prevenção de Covid-19 –, muitas pessoas adquiriram o hábito de falar mais alto durante a pandemia. Seja devido ao som abafado gerado pela proteção facial ou pela distância provocada pelas videoconferências no trabalho remoto, os brasileiros ampliaram o volume da voz no dia a dia e não perceberam que o hábito pode ser muito prejudicial.

De acordo com Domingos Hiroshi Tsuji, otorrinolaringologista e responsável pelo Voice Center no Hospital Paulista, o uso exagerado e desregrado da voz pode gerar lesões nas cordas vocais, situadas na laringe e responsáveis pela produção de som. Trata-se da laringite (inflamação na laringe) causada por fonotrauma decorrente desse uso inadequado da voz.

“Inicialmente, o exame mais recomendado é a videolaringoscopia. No entanto, alguns pacientes demonstram receio em sua realização, associando o procedimento a algo extremamente desconfortável”, destaca o especialista. Na realidade, o exame é muito simples, rápido e seguro, e o incômodo é mínimo.

“O paciente faz o exame sentado, sem necessidade de sedação ou anestesia geral. Usamos um spray anestésico na garganta e um tubo rígido de pequeno calibre com micro câmera é inserido suavemente pela boca do paciente. Esse instrumento é chamado de telescópio de laringe e é usado com o objetivo de ‘espiar’ de longe a laringe, o que reduz sensivelmente o desconforto do procedimento”, explica o médico.

Um dos diferenciais da vídeolaringoscopia é que o telescópio não precisa entrar profundamente na garganta. “Como o aparelho tem um ângulo de visualização de 70 graus, a ponta do telescópio é posicionada no fundo da boca, próximo à ‘campainha’ (úvula), para analisar partes da faringe e laringe”, completa.

As imagens são ampliadas e visualizadas em tempo real, em um monitor de vídeo, e documentadas em forma de fotografia. A partir daí, o especialista pode avaliar se há, de fato, danos na laringe.

Nos casos oriundos da pandemia de Covid-19, os desgastes vocais são simples e podem ser tratados com repouso vocal ou medicação. Além disso, o médico pode recomendar mudanças de comportamentos no cotidiano do paciente, para evitar que o problema persista ou seja agravado.

“Deve-se evitar conversas (presencialmente ou através de vídeo e telefone) em locais barulhentos. É preciso também falar pausadamente para facilitar a compreensão do interlocutor e esperar sua vez para interagir, evitando falar junto com outras pessoas. Nestas situações, para sermos ouvidos, costumamos aumentar o tom de voz e sequer percebemos”, explica o otorrinolaringologista do Voice Center.

 

Informações sobre a laringite

Além do uso excessivo da voz, algumas laringites também podem ser causadas por substâncias irritativas ou agentes infecciosos, como bactérias e vírus. Sua principal manifestação inclui rouquidão e perda de voz, podendo ser algo curto (laringite aguda) ou mais prolongado (crônica). Neste último caso, ocorre rouquidão persistente e o diagnóstico pode estar relacionado com algum problema subjacente, como mau uso da voz, refluxo gastroesofágico, alergia, sinusite, uso de álcool ou tabagismo.

De acordo com Domingos, além da rouquidão, são sintomas da laringite: (i) tosse seca ou com secreção; (ii) irritação e dor de garganta; (iii) sensação de garganta seca; (iv) dificuldade para engolir; (v) febre; (vi) glândulas no pescoço; e (vii) obstrução das vias respiratórias e dificuldade de respirar, em casos mais graves.

Na laringite crônica, o repouso da voz não é suficiente para atenuar os sintomas. Neste caso, é preciso recorrer a um tratamento específico que pode envolver remédios e até mesmo intervenção cirúrgica, dependendo da gravidade e da causa do problema.

 

Algumas das possíveis causas da laringite crônica são:

  • uso excessivo de álcool;
  • tabagismo;
  • refluxo gastroesofágico;
  • reações alérgicas (laringite alérgica);
  • sinusite crônica;
  • uso excessivo e constante da voz;
  • doenças autoimunes (como a artrite reumatoide);
  • infecções virais, bacterianas ou fúngicas;
  • infecções por parasitas;
  • tumores das cordas vocais.

Seja em casos agudos ou crônicos, a recomendação é buscar auxílio médico o quanto antes, para que o diagnóstico e o tratamento correto sejam realizados corretamente.

Guia da Voz

Semana da Voz – Rouquidão pode indicar um alerta

O Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, tem o compromisso de chamar a atenção para a saúde da voz, um dos principais instrumentos de interação entre as pessoas. A data é importante para salientar a relevância da fala no nosso dia a dia, pois sabemos que a grande maioria das profissões depende da voz para ser exercida. Com isso, qualquer alteração, como a rouquidão, por exemplo, deve ser investigada, já que pode ser indício de que algo não está bem. Especialista do Hospital Paulista explica ainda como a maçã pode ser uma aliada para a voz.

“São vários os fatores que afetam a voz. Entre eles, estão os processos inflamatórios decorrentes de infecções das vias aéreas superiores, lesões fonotraumáticas (como nódulos e pólipos), alterações estruturais mínimas, que podem estar presentes desde o nascimento, alterações de origem neurológica, autoimune, ou mesmo sem causas aparentes”, destaca o Dr. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Entretanto, o principal sintoma que sugere um problema nas cordas vocais é a rouquidão, que pode se manifestar desde uma alteração leve e intermitente, após um uso intenso da voz, até alterações importantes e contínuas.

O especialista alerta ainda que a rouquidão não seja vista, simplesmente, como algo normal ou mesmo charmoso.  “A rouquidão é um sinal que precisa ser investigado. Isso se deve ao fato de que, entre os vários diagnósticos a serem identificados, está até mesmo o câncer de laringe. Portanto, quando persistente por mais de duas semanas, é fundamental passar por uma avaliação médica”, alerta o especialista do Hospital Paulista.

Como manter a saúde da voz?

Cuidados gerais, como boa hidratação, alimentação equilibrada e qualidade de sono são importantes não somente para voz, mas para o organismo como um todo. “É importante ressaltar dois grandes vilões – o tabagismo, responsável pela grande maioria dos casos de câncer de laringe, e o uso abusivo da voz”, explica o médico.

Para os profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho, como jornalistas, cantores, atores e professores, a atenção deve ser ainda maior. Nestes casos, os cuidados para preservar a voz são fundamentais para evitar alterações, que podem ser tratadas com fonoterapia ou até procedimentos cirúrgicos.