Você conhece o exame BERA com sedação? O Hospital Paulista é a única instituição especializada a realizar o exame no Brasil

Você já ouviu falar no exame BERA (Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico)?  Possui o objetivo de avaliar a integridade funcional do nervo auditivo e determinar se há ou não um distúrbio na audição e seu grau. Além disso, possibilita que o médico identifique se a causa é decorrente de uma lesão no nervo auditivo, ou ainda, no tronco encefálico.

Segundo o Prof. Dr. Ricardo Dorigueto, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o BERA com sedação é um exame não invasivo, indolor e extremamente importante, utilizado para determinar o nível de resposta auditiva, principalmente em recém-nascidos, autistas e crianças portadoras de necessidades especiais. “É um procedimento muito adequado para realizar em crianças já que estes ainda não podem fazer uma audiometria tradicional”, comenta.

O especialista ainda destaca que o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia dispõe de equipamento de alta tecnologia, profissionais qualificados e treinados a realizar o BERA com sedação em centro cirúrgico. “Aplicamos a sedação ou anestesia para levar a criança ao sono induzido, já que no momento do teste, não pode haver nenhum movimento que interfira na resposta elétrica e, consequentemente, na interpretação correta do resultado”, explicou o Prof. Dr. Dorigueto.

Para finalizar, o médico esclarece que muitas vezes os pais ficam com receio do procedimento ser feito no centro cirúrgico, já que culturalmente é um local que passa um ar negativo, mas pelo contrário: “nosso grande diferencial é justamente escolher o centro cirúrgico pela total segurança que ele oferece, além disso, temos um profissional exclusivamente realizando o BERA e um anestesiologista cuidando da criança para garantir o sucesso do exame”.

Especial Carnaval: Exposição prolongada ao som dos blocos e trios elétricos pode afetar a audição!

O Carnaval é a maior festa popular do país onde blocos e trios elétricos arrastam milhares de foliões em várias cidades do Brasil afora. Mas é preciso fazer uma alerta: os efeitos do elevado barulho gerado pelas aparelhagens de som, que podem prejudicar a audição do público e também dos músicos e percussionistas.

Por causa da intensidade do som, as pessoas podem ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. Conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, como os trios elétricos e blocos, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Para quem quer se esbaldar em blocos, bailes e ir atrás dos trios elétricos, a especialista recomenda uma distância mínima de 10 metros do equipamento de som, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção.

Cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.