No Dia 26 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Surdo em todo Brasil. A data foi escolhida em razão da criação da primeira escola de surdos no Brasil, fundada em 26 de setembro de 1857 na cidade do Rio de Janeiro, pelo então Imperador Dom Pedro ll.

O que você deve saber sobre surdez!

Para falarmos um pouco mais sobre o assunto, entrevistamos a Fonoaudióloga Christiane Nicodemo, profissional que tem papel importante na identificação, habilitação ou reabilitação da função auditiva, além de promover meios de inclusão social aos mesmos!

A dificuldade auditiva não é incomum e afeta entre 24 e 40% dos adultos acima de 65 anos. Muita vezes, a dificuldade na conversação, principalmente quando há mais de uma pessoa falando ou ao pedir sempre para repetir o que foi dito, acabam por dificultar a participação em conversas agradáveis entre amigos e mesmo com familiares.

Segundo o último Censo realizado em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 9,7 milhões de pessoas no país tem deficiência auditiva. Dentre esses, cerca de um milhão são jovens com até 19 anos.

“A perda de audição é teoricamente invisível, não apresenta dor, e geralmente é decorrido um longo tempo até que a pessoa se dê conta da falta da audição”, explicou a fonoaudióloga, Christiane Nicodemo.

O Como funciona a audição?

As ondas sonoras entram no ouvido externo e vibram a membrana timpânica. Os ossículos do ouvido médio transmitem essas vibrações para o ouvido interno, onde elas são convertidas em impulsos elétricos e enviados ao cérebro.

Tipos de perda de audição

Existem vários tipos de surdez, entre elas e genética, hereditária e adquirida. Desses tipos de surdez temos as que são neurosensoriais (Perda auditiva causada por danos ao ouvido interno ou ao nervo que liga o ouvido ao cérebro) e as que são condutivas (as ondas sonoras não são transmitidas de forma adequada ao ouvido interno.

Seus graus de perda podem ser leves (dificuldade de conversar, principalmente quando há ruídos), moderada ( dificuldade de falar ao telefone ), severa ( para ouvir precisa de um som muito alto ) e a perda profunda ( a pessoa só ouve ruídos e vibrações tais como: turbina de avião, disparo de revolver etc., ).

  • Condutiva

    O problema está no ouvido externo ou médio. As ondas sonoras não são transmitidas de forma adequada ao ouvido interno.

  • Neurosensorial

    O som chega corretamente ao ouvido interno, porém, este não consegue transformar adequadamente a vibração sonora em impulso elétrico. Com isso, o cérebro recebe pouca ou nenhuma informação, dependendo da gravidade do problema.

  • Mista

    É a combinação entre as formas condutivas e neurossensoriais.

  • Central

    O som chega adequadamente ao cérebro, porém este tem dificuldade de interpretação, dificultando a compreensão.

Perda auditiva e crianças

Quando a perda de audição é diagnosticada na criança, melhor será sua habilitação, onde ela terá menos déficit de aprendizado, maior inserção social e em relacionamentos. Já quando a perda se dá na fase adulta, chamamos de um processo de reabilitação, pois o indivíduo já tinha a audição e vai reabilitá-la por meio de um processo terapêutico.

“O que temos que ter em mente sobre a perda de audição é que ela é teoricamente invisível, por isso alertamos para que sempre que detectado é necessário começar a reabilitação para que a pessoa tenha uma melhor convivência social e diminua os efeitos colaterais causados pela perda de audição que podem ser: depressão, ansiedade, isolamento social, entre outros”, enfatizou Christiane Nicodemo.

Quer saber se você está ouvindo bem?
Confira a nossa ESCALA DE SONS!

  • Audição normal

    A pessoa ouve bem o “tic-tac” de um relógio (de 0 a 20 decibéis).

  • Perda Leve

    Dificuldade em conversar, particularmente quando há ruídos (de 20 a 40 decibéis).

  • Perda moderada

    Dificuldade ao falar ao telefone (de 40 a 60 decibéis).

  • Perda severa

    Para ouvir, precisa-se de um som tão alto quanto o barulho de uma impressora rotativa (de 60 a 80 decibéis).

  • Perda profunda

    A pessoa só ouve ruídos (vibrações) tais como: turbina de avião, disparo de revólver, tiro de canhão, entre outros (acima de 90 decibéis).

Dicas e meios de prevenção!

Em crianças, faça o teste da orelhinha!

Tendo alterações procure outros exames como: Bera e Audiometria do Tronco Cerebral.

Persistindo a alteração, a criança deve ser acompanhada por um médico otorrinolaringologista, que fará a indicação da prótese ou Implante Coclear.

ATENÇÃO!

Algo muito importante está ligado à amamentação! a criança deve ser segurada no ângulo correto e nunca deve ser amamentada deitada, pois podem incidir em otites médias ou de repetição que podem levar a perda da audição.

Em jovens e adultos.

Já é sabido que o uso excessivo do fone de ouvido vai gerar uma perda da audição induzida por ruído, levando a uma perda auditiva mais precoce do que a que chamamos de presbiacusia, que ocorre mais na terceira idade. Para aqueles que trabalham em ruidosos, o uso de aparelhos de proteção (E.P. I’s) são essenciais para diminuir os efeitos dos ruídos a audição.

Pessoas da terceira idade.

O acompanhamento é muito importante, pois pode ocorrer uma perda natural da audição.

Lembre-se: o acompanhamento médico é fundamental para quem apresenta dificuldade auditiva mesmo que pequena!

Conheça mais sobre o trabalho da Fonoaudióloga do Hospital Paulista Christiane Nicodemo

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