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Tempo seco: um risco sério para nossa saúde. Fique alerta!

Uma chamada sempre importante dos meteorologistas é a umidade relativa do ar, ou seja, a quantidade de vapor d’agua contida na atmosfera. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o nível ideal para o organismo humano gira em torno de 40% a 70%.

Os meses de inverno em grande parte do território brasileiro são predominantes de tempo seco, quando cai a umidade do ar para menos de 30% o que gera aumento na incidência de problemas como alergias respiratórias e viroses.

Um dos maiores malefícios da baixa umidade do ar é o ressecamento das mucosas das vias aéreas, tornando a pessoa mais vulnerável a crises de asma, infecções virais e bacterianas, o sangue fica mais denso por causa da desidratação e favorece o aparecimento de problemas oculares e alergias, cansaço e dor de cabeça são sintomas que podem aparecer quando faltam água e sais minerais no organismo.

Devido ao tempo seco, os agentes causadores das alergias como poeira, poluição e pelos de animais ficam mais tempo suspensos no ar, fatores que aumentam doenças como rinite e conjuntivite.

 

Como se prevenir?

  • Mantenha-se hidratado, mesmo sem sentir sede beba água

  • Lave as mãos com frequência e evite coloca-las na boca e nariz

  • Aplique soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar ressecamento

  • Dê preferência a frutas ricas em líquidos como melancia, melão e laranja por exemplo

  • Evite a prática de exercícios físicos entre 10h e 16h

 

Outras medidas preventivas importantes são o uso de vaporizadores nos aposentos, manter a casa limpa e arejada utilizando-se de panos úmidos para limpeza. Evitar aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechado.

Você sabe usar corretamente o umidificador de ar?

O tempo seco e a baixa umidade do ar, junto com a poluição, favorecem infecções, ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz, principalmente em crianças, idosos e doentes crônicos. Além disso, agrava significativamente o quadro de doenças respiratórias, entre elas rinite, bronquite e asma. Isso porque o ar seco desidrata as mucosas do nariz, garganta e faringe, o que pode levar à inflamações.

Para o Dr. Arnaldo Guilherme B. Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia,  para melhorar o ar seco a saída é umidificá-lo. Hoje existem sites de previsão do tempo que indicam a umidade relativa do ar, caso esteja abaixo de 40%, já é o estado de alerta.

Segundo o especialista, uma boa alternativa são os umidificadores de ar que, desde os modelos mais simples, podem trazer benefícios à saúde, mas é muito importante saber usá-los corretamente. “Quando o aparelho fica ligado por períodos longos causa um excesso de umidade, o que pode trazer mais problemas do que o alívio, uma vez que os fungos e bactérias se proliferam em alta umidade”, explicou o especialista.

O ideal é ligar o aparelho com antecedência de três a quatro horas e, quando for deitar-se, já terá uma situação boa de umidade. Caso opte por dormir com o equipamento ligado, mantê-lo na intensidade mínima durante à noite e deixar uma porta aberta do ambiente para o escape do excesso é fundamental para ter os efeitos benéficos.

Segundo o médico, os ionizadores também funcionam bem para as pessoas alérgicas a ácaros e fungos, além disso, os aparelhos mais novos e modernos já contam com umidificação.

Outras medidas para quem não quer gastar muito também ser realizadas. A melhor delas é uma toalha de rosto úmida perto do leito, já as bacias não são efetivas porque a superfície e evaporação são pequenas. “Vale ressaltar que é importante beber água e hidratar o nariz com soro para combater o ar seco”, alerta Dr. Tamiso.