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Apneia Obstrutiva do Sono em crianças pode ter várias causas; entenda!

No Dia das Crianças, lembrado em 12 de outubro, o Hospital Paulista chama a atenção para a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), um problema que pode afetar pequenos de todas as idades, sendo mais prevalente entre 3 e 5 anos. As crianças que apresentam essa condição têm paradas respiratórias durante o sono, prejudicando a ventilação pulmonar e a oxigenação.

De acordo com Renata Christofe Garrafa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, é muito importante que os pais fiquem atentos aos principais sinais emitidos pelas crianças durante o sono, para que possam consultar um médico e indicar os problemas manifestados.

“O principal sintoma que pode ser observado pelos pais é a ocorrência de pausas na respiração à noite. A criança com esta síndrome costuma apresentar roncos altos interrompidos por paradas respiratórias (muitas vezes relatadas como ‘engasgos’ pelos pais)”, avalia a otorrinolaringologista.

Alguns sintomas da SAOS, no entanto, podem ser observados durante o dia, de modo que a observação noturna não é a única opção aos pais que avaliam primariamente se devem ou não recorrer a um médico.

Dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia indicam que cerca de 10% das crianças roncam, mas somente entre 1% e 3% delas têm apneia do sono.

“O sono da criança com SAOS é frequentemente agitado e com despertares. Consequentemente, por ser um sono não reparador, os pequenos podem apresentar déficit de crescimento, além de prejuízo no rendimento escolar pela dificuldade de concentração e aprendizado. Diferentemente dos adultos, em que a sonolência diurna é um sintoma frequente, crianças podem apresentar hiperatividade e irritabilidade durante o dia”, complementa a médica.

Durante a infância, justamente em um momento no qual as crianças estão aprendendo e desenvolvendo habilidades de compreensão e comunicação, estes sintomas podem ser muito prejudiciais.

Causas e tratamentos

Ainda que também ocorra em adultos, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono em crianças tem causas específicas e isso irá influenciar justamente na escolha do médico pelo tratamento que será ministrado.

“Em crianças, as hipertrofias das amígdalas e/ou da adenoide encontram-se entre as principais causas da SAOS. Porém, alterações craniofaciais como retrognatismo (quando a mandíbula se localiza mais para trás), macroglossia (língua grande – comum em Síndrome de Down) e até mesmo obesidade são fatores que também podem causar pausas respiratórias durante o sono”, afirma Renata.

Portanto, ao observar alguns dos sintomas, principalmente durante o sono, os pais devem encaminhar a criança a um otorrinolaringologista para que o diagnóstico sobre as causas da síndrome seja feito.

“É possível tratar a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, mas a criança deve ser avaliada inicialmente para que o fator causal seja determinado. Cada causa tem um tratamento”, explica a médica.

Uma vez que a principal causa de SAOS em criança é o aumento das amígdalas e/ou da adenoide, a intervenção cirúrgica é o tratamento mais prevalente. “No caso da hipertrofia das amígdalas e da adenoide, o tratamento é cirúrgico por meio de adenoamigdalectomia, cirurgia realizada pelo otorrinolaringologista”, completa.

Em algumas situações, entretanto, o tratamento pode requerer complementação multiprofissional, aliando o acompanhamento ortodôntico e nutricional, além de avaliação por médico crânio-maxilo-facial.

Dia Mundial do Sono: você dorme bem?

O ronco e a apneia são causadores de noites mal dormidas  

Em 13 de março comemora-se o Dia Mundial do Sono, uma iniciativa da World Association of Sleep Medicine para chamar atenção sobre a importância de se dormir bem. O benefício do sono regular, muitas vezes, é pouco reconhecido. Além de repor as energias, este momento de intervalo influencia: no metabolismo, na memória, no sistema imunológico e na prevenção de doenças, como diabetes, hipertensão e obesidade. Sua falta pode trazer ainda irritação, dificuldade de concentração, acidentes e até mesmo depressão.

Um fator comum para a baixa qualidade do sono é o ronco. No Brasil, estima-se que a ocorrência de roncos entre homens de 20 a 40 anos é de 26,5% e aumenta para 36% dos indivíduos acima de 40 anos. Nas mulheres de 20 a 40 anos a porcentagem é de 8,9%, e acima de 40 anos sobe para 24,5%. Além disso, 45% dos homens e 30% das mulheres acima de 65 anos roncam, e 19% das mulheres e 34% dos homens que roncam frequentemente podem apresentar apneia do sono.

“O paciente que apresenta sintomas da doença deve realizar um estudo do sono por meio da polissonografia, exame que registra as variáveis fisiológicas durante o período de repouso, tais como: atividade elétrica cerebral, movimento dos olhos, tônus muscular, fluxo de ar oral e nasal, esforço respiratório, movimentos de pernas, oxigenação do sangue”, afirma o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Apneia – O que é isso?

A apneia obstrutiva do sono é uma limitação do fluxo de ar que ocorre na orofaringe. Esta situação é mais intensa que apenas um ronco, levando a breves e repetidas paradas respiratória enquanto o indivíduo dorme.

Cada vez que há uma diminuição do fluxo de ar, que pode ser de poucos segundos ou se prolongar por mais de um minuto, ocorre uma diminuição do nível de O2 do sangue. Por consequência, um aumento do CO2 leva a um aumento do batimento cardíaco e da pressão arterial.

“Essas alterações ‘avisam’ o cérebro que existe um problema respiratório, gerando um pequeno despertar de poucos segundos. Com isso, há um aumento da contração muscular e restabelecimento da patência (capacidade de manter uma via desobstruída) das vias aéreas e normalização temporária da respiração. Este tipo de evento pode ocorrer inúmeras vezes na mesma noite, levando a uma queda da qualidade do sono”, explica o especialista.

Tratamentos

O tratamento deverá ser individualizado e adequado, levando em consideração a anatomia do paciente um e o grau de apneia (leve, moderada ou acentuada).

Existem várias abordagens cirúrgicas para o ronco e a apneia, que têm por objetivo desobstruir as vias aéreas superiores, dentre elas: a correção de desvio de septal e diminuição de cornetos, elevação do palato mole, retirada das amigdalas, entre outras.

O tratamento também pode ser ortodôntico, e corrige avanços maxilares com uso de aparelhos intraorais. O caso pode até mesmo ser cirúrgico para a melhor adequação da maxila e da mandíbula, e envolve também a participação de um cirurgião buco-maxilo-facial.

Por fim, o paciente pode utilizar o CPAP, um aparelho usado durante o sono que ajuda a respiração por meio de pressão de ar positiva, gerada por uma ventilação forcada, que joga o ar ambiente por uma mangueira (traqueia) ligada a uma máscara, parecido com uma inalação.

Apneia em crianças

A condição é mais comum em crianças com o aumento das amigdalas e da adenoide (carne esponjosa). “Normalmente o tratamento mais eficiente, consiste na retirada desses elementos, por meio de uma cirurgia chamada adenoamigdalectomia”, explica o especialista.

Sintomas

Abaixo, seguem os principais sintomas do ronco e da apneia obstrutiva do sono. “Caso alguém perceba estas manifestações, é necessário procurar um otorrinolaringologista para a investigação diagnóstica e possível tratamento”, finaliza o médico do Hospital Paulista.

Sintomas noturnos:

  • Ronco alto
  • Sono agitado
  • Paradas respiratórias
  • Engasgos
  • Nicturia (acordar várias vezes para urinar)
  • Pesadelos asfixiantes

Sintomas diurnos:

  • Sono não reparador
  • Sonolência diurna
  • Dificuldade de memória e concentração
  • Irritabilidade
  • Impotência e diminuição da libido
  • Cefaleia matinal
  • Boca seca ao acordar

Durma com este barulho: Apneia afeta 35% dos brasileiros

Cirurgia para retirar amígdalas: saiba quando ela é necessária

É difícil encontrar uma criança que nunca tenha tido febre causada por dor de garganta, mas existem poucas situações em que a cirurgia é o caminho indicado para resolver o problema, mesmo que ele seja recorrente. De acordo com estudo da Universidade de Birmigham, sete a cada oito cirurgias para extração das amígdalas feitas em crianças não trazem benefícios para os pacientes.

Os pesquisadores analisaram dados de atendimento de cerca de 1,6 milhões de criança que tiveram amigdalite entre 2005 e 2016. Dessas, 18271 fizeram cirurgia para a extração das amigdalas, mas apenas 2144 apresentaram um quadro clínico que justificasse o procedimento.

Em entrevista à Crescer, a otorrinolaringologista Renata Garrafa, do Hospital Paulista (SP), explicou que a cirurgia é cada vez menos realizada no Brasil desde a década de 70. “Atualmente, temos critérios bem claros em relação à necessidade dessa cirurgia, considerada de pequeno e médio porte. Ela requer anestesia geral, então tem complicações que podem surgir daí, e há também o risco de sangramento durante o procedimento e no pós operatório. O período de recuperação costuma ser muito doloroso e o paciente pode ter dificuldade alimentar e mais risco de desidratação. Por outro lado, com o passar do tempo, os antibióticos se tornaram mais eficientes e os médicos acabam dando prioridade a eles no tratamento de infecções bacterianas”, explica.

Confira, de acordo com otorrinolaringologista, em que casos a cirurgia é indicada:

  • Aumento do tamanho das amígdalas, conhecido como hipertrofia, a ponto de causar problemas de respiração, alterações na face, no sono, na deglutição ou na fala.
  • Complicações sérias de amigdalites anteriores, como abcesso.
  • Amigdalites bacterianas de repetição, desde que haja mais de sete infecções em um ano, mais de cinco infecções por ano em um período de dois anos ou mais de três infecções por ano em um período de três anos.

 

Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2018/11/cirurgia-para-retirar-amigdalas-saiba-quando-ela-e-necessaria.html

Glossário: Polissonografia com CPAP e BIPAP

Você já ouviu falar em Polissonografia? Trata-se do exame indicado para pessoas que apresentam sintomas clínicos como ronco e sonolência diurna e precisam procurar um médico otorrinolaringologista para realizar um estudo completo de seu sono.

A partir desse estudo completo e posterior diagnóstico, o médico pode indicar como tratamento a Polissonografia com CPAP (Continuous Positive Airway Pressure – Pressão Positiva Contínua na Via Aérea) ou com BIPAP (Bilevel Positive Airway Pressure – Pressão Positiva em Dois Níveis na Via Aérea), que são formas eficazes de tratar a apneia obstrutiva do sono, por exemplo.

O CPAP é um aparelho que fornece pressão de ar através de uma máscara nasal responsável por desobstruir a via aérea responsável pela passagem de ar. Isso garante uma noite de sono mais tranquila e segura ao paciente diagnosticado com a apneia obstrutiva do sono. Além de ser a principal forma de tratamento para esta doença, realizado em domicílio, o aparelho CPAP também é utilizado no tratamento contra o ronco.

Já o BIPAB funciona da mesma forma que o CPAP, porém em dois níveis, criando e diminuindo a pressão do ar. Os aparelhos BIPAP ajustam a pressão do ar de forma automática fazendo mais pressão quando você inala e menos pressão quando você exala.

Gostaria de saber mais? Acesse: http://www.hospitalpaulista.com.br/sono-paulista/

Dormir bem é fundamental para a saúde e qualidade de vida!

É um total contra-senso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo “treinado” para dormir menos nos permita ampliar o número de “horas úteis” do dia, mantendo o mesmo desempenho.

Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.

Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem:

  • menor vigor físico;
  • envelhece mais precocemente;
  • está mais propenso a infecções;
  • está mais propenso à obesidade, à hipertensão e ao diabetes.

Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma ideia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção.

Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue – quantidade equivalente a três doses de uísque.

Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

Neste sentido, a qualidade do sono está diretamente ligada a qualidade de vida e a promoção da saúde. E um próximo artigo, passaremos algumas dicas importantes para dormir bem!

Fonte: Dr. Braz Nicodemo Neto, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Polissonografia e a importância do sono

A polissonografia é o exame de escolha para o estudo do sono, sendo fundamental na investigação dos distúrbios respiratórios. Durante todo período de sono são observadas e registradas as atividades cerebrais, cardíaca, respiratória e muscular que após análise médica, consegue-se diagnosticar o tipo de distúrbio do sono que o paciente apresenta para orientar o médico no tratamento.

Nós do Sono Paulista contamos com os mais modernos aparelhos, quartos climatizados em ambiente silencioso para o seu conforto, técnicos altamente treinados, e médicos especializados em medicina do sono para interpretação do exame.

No Sono Paulista você tem a certeza do diagnóstico preciso.

Higiene do sono

Independente do problema apresentado estas orientações gerais melhoram a qualidade do sono.

  • Temperatura e luminosidade adequada no quarto;
  • Colchão adequado ao seu peso e altura;
  • Horário regular de dormir;
  • Evite o consumo de álcool e cafeína;
  • Evite fumar;
  • Evite fazer atividades físicas até 4 horas antes de dormir;
  • Evite assistir TV, ler e comer na cama;
  • Procure escrever em uma agenda todo planejamento diário, com a finalidade de “esvaziar” suas preocupações durante a noite.

O que vem a ser o ronco e a apneia?

Do latim apneia quer dizer “sem respiração”. Existem 3 tipos de apnéias: central, obstrutiva e mista. A central ocorre quando o cérebro falha em mandar sinais adequados aos músculos respiratórios para iniciar a respiração, sendo a forma menos freqüente. A forma obstrutiva e mista são muito mais comuns e ocorrem quando se tem uma obstrução das vias superiores levando a uma interrupção do fluxo de ar.

A apnéia obstrutiva do sono é uma doença que atinge 2% das mulheres e 4% dos homens adultos, sendo bastante comum e com um grande número de pacientes sem diagnóstico e tratamento.

Quando mudamos da posição ereta ou sentada para a deitada, existe a tendência de diminuição do calibre da via aérea superior (VAS). Isto ocorre pelo efeito da gravidade na língua e no palato mole que tendem a cair parcialmente para trás.

Alguns pacientes por apresentarem alterações estruturais das VAS (amídalas aumentadas, palato alongado, macroglossia, retrognatia, etc…), associado a um relaxamento da musculatura quando dormem, levam a uma diminuição do calibre das vias aéreas superiores, principalmente na região retropalatal e retrolingual.

Quando o ar passa por esta região e encontra resistência causa uma vibração nos tecidos levando a um som muito conhecido que é o ronco. Esta diminuição do calibre pode ser mais intensa limitando o fluxo de ar, neste caso deixa de ser apenas um ronco e se torna uma “hipopneia” e se esta diminuição for ainda mais intensa irá causar um colapso das VAS , impedindo fluxo de ar, levando a parada respiratória, tornado-se uma “apneia”.

Resumindo a hipopneia é uma diminuição do fluxo de ar e a apneia a obstrução total e ambas tem de durar acima de 10 segundos. Se o indivíduo apresentar mais de 5 eventos respiratórios (apnéia e/ou hipopneia com duração de mais de 10 segundos) , por hora é considerado um indivíduo com apnéia obstrutiva do sono.

Quais as consequências do ronco?

O ronco primário, como é chamado o ronco que apenas causa vibração dos tecidos emitindo som característico sem causar limitação do fluxo, causa conseqüências sociais. Porém, vale ressaltar que dos indivíduos que roncam freqüentemente: 19%das mulheres e 34% do homens apresentam apnéia. Todo indivíduo que ronca constantemente deverá ser avaliado.

Quais as consequências das apneias?

Cada vez que há uma diminuição da fluxo de ar, que pode ser de poucos segundos ou se prolongar por mais de um minuto, ocorre uma diminuição do nível de O2 do sangue e por conseguinte um aumento do CO2, levando a um aumento do batimento cardíaco e aumento de pressão. Essas alterações “avisam” o cérebro que existe um problema respiratório gerando um pequeno despertar de poucos segundos, levando a um aumento da contração muscular e restabelecimento da potência das vias aéreas superiores e normalização temporária da respiração. No paciente com apneia este tipo de evento ocorre inúmeras vezes , chegando a ocorrer centenas de vezes durante o sono, levando a uma fragmentação excessiva do sono.

Sintomas mais comuns da apneia

Noturnos
1. ronco alto;
2. paradas respiratórias;
3. engasgos;
4. sono agitado;
5. várias interrupções no sono para urinar.

Diurnos
1. sono não reparador, acorda-se cansado;
6. sonolência diurna;
7. memória fraca e dificuldade de concentração;
8. impotência ou diminuição da libido;
9. boca seca ao acordar;
10. cefaleia matinal;
11. irritabilidade.

Consequências da apneia do sono

Sofrendo de apneia obstrutiva do sono, o indivíduo tem maiores chances de apresentar:
1. hipertensão arterial sistêmica;
2. arritmia cardíaca;
3. acidente vascular cerebral (derrame);
4. infarto agudo do miocárdio.

Como diagnosticar?

Polissonografia

O paciente que apresenta sintomas clínicos da doença (ronco, sonolência diurna, etc) deve realizar um estudo do sono através da polissonografia. A polissonografia é o exame de escolha no diagnóstico da apneia obstrutiva do sono e consiste no registro das variáveis fisiológicas durante o sono como a atividade elétrica cerebral, movimento dos olhos, tônus muscular, fluxo de ar oral e nasal, esforço respiratório, movimentos de pernas, oxigenação do sangue (oximetria). Este exame além de diagnosticar irá determinar a gravidade da patologia.

A polissonografia irá determinar se seu sono é normal e apresenta quantidade de sono profundo suficiente, se apresenta pequenos despertares fragmentando o sono, controle da respiração, medindo a intensidade do fluxo de ar nasal e bucal regitrando se há interrupção no fluxo (paradas respiratórias), registrando o movimento de tórax e abdome, registro de ronco, se este é de forte intensidade ou intermitente, quantidade de oxigênio no sangue através de sensores digitais totalmente não invasivos, controle da movimentação do corpo durante o exame com monitoramento do movimento do tórax e pernas.

Polissonografia com CPAP

O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é uma das formas que o seu médico pode escolher como tratamento, sendo assim, você deverá realizar um novo exame de polissonografia com o uso deste aparelho para identificar a pressão do CPAP a ser usada pelo paciente em casa.

Para fazer uma avaliação, marque a sua consulta. Ligue: (11) 5087-8700

A Importância do Sono

É um total contrassenso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário,. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo “treinado” para dormir menos nos permita ampliar o número de “horas úteis” do dia, mantendo o mesmo desempenho.

Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.

Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes.

Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue – quantidade equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

O sono e os hormônios

A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.

Qual é o papel do GH? Entre outras funções, ele ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, a fabricação do hormônio do crescimento.

A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.

Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).

Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.

É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, consequentes da falta do sono necessário. É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém – adulto ou criança – não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

Riscos provocados pela falta de sono a curto prazo: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.

Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinal e perda crônica da memória.

Conselhos para Dormir Melhor

  • À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades
  • Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes (“despertam”)
  • Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo
  • Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
  • Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
  • Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
  • Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
  • Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
  • Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
  • Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

Fonte: Dr. Braz Nicodemo Neto CRM 070179