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Novembro Laranja – Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido

O zumbido no ouvido, também conhecido por tinnitus, é um som mais comumente percebido nos ouvidos ou na cabeça na ausência de um estímulo sonoro do ambiente. Ou seja, trata-se de uma percepção sonora sem uma fonte de som externa. Segundo o especialista do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, Dr. José Ricardo Gurgel Testa, o zumbido não é uma doença, mas sim sintoma de uma condição de saúde que afeta algum ponto da via auditiva. “Existem, inclusive, dois grandes grupos de zumbido: o subjetivo, em que apenas o paciente é capaz de observar o som, sendo este o mais comum entre aqueles que se queixam do sintoma; e o objetivo, perceptível a outras pessoas”, explicou.

Principais causas!

De acordo com o médico, algumas condições que levam ao zumbido podem ter origem no próprio sistema auditivo ou em outros sistemas que afetam o ouvido de forma indireta, entre elas  podemos enumerar:

  1. Perda da audição, tanto pela a deterioração das células sensoriais do ouvido, localizadas na cóclea; como por condições que alteram a condução do som, que podem ser causados por envelhecimento, exposição a ruídos intensos (pós shows, por exemplo), ouvir música alta frequentemente, principalmente com fones de ouvido; e tampão de cerume nos ouvidos.
  2. Alterações dos ossículos da audição;
  3. Doença de Ménière (que causa zumbido, vertigem e perda de audição);
  4. Neurinoma do acústico (tumor raro que acomete o nervo auditivo).

 

“Em algumas situações, o zumbido pode aparecer proveniente de uma infecção, como a Otite, Nesses casos, o paciente não relata o sintoma por se tratar de uma condição transitória e que tende a ser eliminada assim que a infecção é tratada”, explicou Dr. Testa – como é mais conhecido.

Há situações em que o zumbido aparece justamente para indicar que algo está mal em nosso corpo,  tais como:

  1. Distúrbios da articulação têmporo-mandibular e outras alterações odontológicas;
  2. Alterações metabólicas: dos açúcares, gorduras e deficiência de vitaminas;
  3. Alterações hormonais: tireóide e hormônios sexuais;
  4. Distúrbios cardiovasculares: hipertensão arterial mal controlada e arritmias;
  5. Distúrbios psiquiátricos, como depressão e ansiedade;
  6. Malformações de vasos da cabeça e pescoço;
  7. Maus hábitos alimentares: consumo abusivo de doces, café e períodos prolongados de jejum;
  8. Cigarro e bebidas alcoólicas, pioram a percepção do zumbido;
  9. Medicamentos: uma lista grande que inclui antibióticos, diuréticos, quimioterápicos, AAS (aspirina) e outros anti-inflamatórios em altas doses e alguns antidepressivos.

 

Diagnósticos e tratamentos!

Para identificar a causa do zumbido no ouvido, o médico otorrinolaringologista irá avaliar os sintomas apresentados, tais como:

  • O tipo de zumbido;
  • Quando aparece;
  • O tempo que dura;
  • Os sintomas associados, que podem incluir tontura, desequilíbrio ou palpitações, por exemplo.

O próximo passo, o especialista deverá fazer a observação interna dos ouvidos, mandíbula e vasos sanguíneos da região podendo, inclusive, solicitar exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que poderão identificar de forma mais precisa alterações cerebrais ou na estrutura dos ouvidos.

Para tratar o zumbido, é necessário conhecer a sua causa. Algumas vezes, o tratamento é simples, podendo incluir a remoção de cera pelo médico otorrinolaringologista, o uso de antibióticos para tratar a infeção ou uma cirurgia para corrigir defeitos no ouvido, por exemplo.

Entretanto, em alguns casos, o tratamento é demorado e mais complicado, podendo necessitar de um conjunto de terapias que podem ajudar a aliviar os sintomas ou a diminuir a percepção do zumbido. Algumas das opções incluem:

  • Usar aparelhos auditivos para tratar a perda de audição. Entenda quando é necessário usar aparelhos auditivos e os principais tipos;
  • Terapia de som, com a emissão de ruídos brancos por meio de aparelhos específicos, que podem ajudar a diminuir a percepção do zumbido;
  • Uso de ansiolíticos ou antidepressivos para diminuir a ansiedade;
  • Uso de remédios vasodilatadores, como betaístina e pentoxifilina, por exemplo, que podem ajudar a melhorar a circulação sanguínea do ouvido e diminuir o zumbido;
  • Tratamento das doenças que podem estar desencadeando os sintomas, como colesterol alto, diabetes ou hipertensão arterial;
  • Manter um hábito de vida saudável e evitar consumo de substâncias desencadeantes, comocafeína, álcool, cigarros, café e edulcorantes artificiais, como o aspartano, por exemplo.
  • Em alguns casos, terapias complementares como acupuntura, musicoterapia ou técnicas de relaxamento podem ser úteis para diminuir a sensação de zumbido.

 

Prevenção e Bem-Estar!

A prevenção é a forma mais eficaz de combater o zumbido. Algumas causas, como o envelhecimento natural, não podem ser evitadas, porém, a maioria delas devem ser prevenidas com a adoção de algumas medidas simples e eficazes na rotina, entre elas:

  • Visitar um médico otorrinolaringologista regularmente;
  • Ter cuidado com exposição a sons altos (usar protetores acústicos em casos de exposição diária);
  • Evitar a ingestão de alguns alimentos, como o café e excesso de carboidratos.

O Zumbido no ouvido afeta significativamente a qualidade de vida de quem o tem, por isso, prevení-lo deve ser sempre a primeira opção!

 

Conheça o Cirurgião Buco Maxilo Facial e suas demandas de atendimento

Popularmente conhecido como Bucomaxilo, o Cirurgião Buco Maxilo Facial é o profissional da Odontologia que estuda e promove o tratamento cirúrgico de problemas e patologias da cavidade bucal, traumatismos da face, tratamento das deformidades dentofaciais, tumores benignos da cavidade oral e região maxilofacial, implantes dentários, reconstruções ósseas dos maxilares e tratamento clínico e cirúrgico das disfunções das articulações temporomandibulares.

O cirurgião Buco Maxilo Facial é responsável por diversos procedimentos clínicos e cirúrgicos, como:

  • Cirurgias Ortognáticas (procedimento realizado para correção de deformidades dentofaciais);
  • Cirurgia Bucal (todos os procedimentos realizados na cavidade bucal, sendo a extrações do siso as mais comuns);
  • Disfunção da ATM (problemas na articulação temporomandibular);
  • Dores Orofaciais (enxaqueca e outras provenientes dos dentes);

Além desses, o cirurgião Buco Maxilo Facial reúne conhecimento específico para conduzir uma série de procedimentos para a correção de deformidades e males que atingem não só o interior da boca, mas toda a face e estruturas ósseas anteriores às orelhas e até entre as sobrancelhas.

Casos de apneia obstrutiva do sono também podem ser solucionados por uma intervenção Buco Maxilo Facial, já que a mesma pode decorrer devido à falta de crescimento  maxilomandibular, ocasionando o estreitamento das vias aéreas superiores.

A Cirurgia Bucomaxilofacial é uma área das ciências médicas que trabalha em conjunto com outras especialidades como a Ortodontisa, Fonoaudiologia, Fisioteraperapia, Otorrinoloaringologia, entre outras.

O Hospital Paulista conta com uma equipe de profissionais altamente qualificados e especializados nessa área e prontos para lhe prestar atendimento e auxiliar na melhor forma de tratamento do seu caso.

 

Você pode agendar sua consulta no Ambulatório do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia ou seu exame em nosso Centro de Diagnósticos por meio da Central de Agendamentos:

Telefone: 011 5087-8787.

De segunda à sexta-feira, 7h às 20h; e aos sábados, das 7h às 18h.

Você sabe quando procurar um Médico Otorrinolaringologista?

Muitas vezes chamado de Otorrino, o médico Otorrinolaringologista, é um especialista em ouvido (Oto), nariz (rino) e garganta (laringo), e cuida de uma série de doenças que muitas vezes não relacionamos ao especialista. Para te ajudar, listamos abaixo alguns sintomas e doenças que ao surgirem devemos procurar este especialista:

 

  • Alguns sintomas mais comuns são:

  • Obstrução nasal
  • Dor de ouvido (otalgia)
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça (cefaléia)
  • Dor na face
  • Secreção nasal
  • Sangramento nasal (epistaxe)
  • Dificuldade auditiva/surdez
  • Secreção no ouvido (otorréia)
  • Sangramento no ouvido (otorragia)
  • Rouquidão (disfonia)
  • Roncos
  • Tontura
  • Zumbido

 

  • As principais doenças são:

  • Amigdalite/faringite
  • Distúrbios da deglutição
  • Rinites
  • Sinusites
  • Desvio do septo nasal
  • Polipose nasal
  • Distúrbios do sono (apneia)
  • Diminuição da acuidade auditiva/surdez
  • Otites
  • Paralisia facial
  • Alterações das pregas vocais
  • Distúrbios do labirinto

 

A avaliação do médico Otorrinolaringologista é muito importante para o diagnóstico e tratamento das doenças que se manifestam com esses sintomas. O tratamento geralmente é clínico, porém dependendo da doença pode haver necessidade de tratamento cirúrgico.

Saúde auditiva: o melhor caminho é a prevenção!

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 10 milhões de brasileiros possuem algum grau de deficiência auditiva. Algumas ligadas ao envelhecimento natural da audição outros, porém, devido à falta de cuidado com a audição.

Por isso, conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva saudável, principalmente na terceira idade, é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, shows, fones de ouvido, entre outros, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

“Na maioria dos casos, a perda auditiva precoce pode ser evitada. Muitas pessoas possuem uma predisposição genética a perdas auditivas na terceira idade, porém acabam acelerando e aumentando o grau dessa perda pela falta de cuidados com a audição”, explica Milena.

 

Como prevenir?

  • Evite ambientes com sons muito altos, e o uso excessivo de fones de ouvidos.

  • Mantenha sua vacinação em dia e o cuidado com sua saúde geral

  • Use protetores auriculares sempre que necessário, seu uso evita que o barulho prejudique sua audição

  • Evite o uso de hastes flexíveis, pois se usado de forma inadequada pode causar algum dano físico, como o rompimento da membrana do ouvido, rolha de cera (por empurrar a cera ainda mais para o fundo do conduto auditivo)

  • Procure periodicamente realizar exames com o médico otorrinolaringologista para verificar o estado da sua saúde auditiva

“Os prejuízos causados pela deficiência auditiva podem ser inúmeros (social, psicológico, perceptíveis). Por vezes, a deficiência é silenciosa e progressiva. Portanto, a prevenção é o melhor caminho para garantir o futuro de uma saúde auditiva”, orienta a fonoaudióloga.