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Novidade – Videonistagmografia

Novidade do Hospital Paulista na reta final de 2020 é a segunda unidade do videonistagmógrafo. O aparelho é responsável pela videonistagmografia, um exame capaz de testar a função do labirinto e as suas funções neurológicas relacionadas.

O procedimento permite aferir, por exemplo, se a tontura é causada pela vertigem posicional paroxística benigna ou pela doença de Menière (enfermidades do ouvido interno) ou ainda se está relacionada a doenças neurológicas, como a esclerose múltipla ou um acidente vascular cerebral.

“A segunda unidade do videonistagmógrafo permite ao Hospital Paulista ampliar seu atendimento, resultando em maior comodidade aos pacientes. Trata-se de um exame muito importante, responsável pela avaliação vestibular, e essencial no diagnóstico correto e preciso dos pacientes que se queixam de tontura”, explica o otorrinolaringologista Ricardo Schaffeln Dorigueto.

Doença de Ménière: O que é e como preveni-la?

 

Sensação de pressão ou ouvido tampado, zumbido, vertigem e surdez flutuante. Estes são os principais sintomas da doença de Ménière, chamada também de hidropsia endolinfática.

Segundo o otorrinolaringologista do Hospital Paulista Dr. José Ricardo Testa, o problema ocorre quando há uma distensão do compartimento onde fica armazenada a endolinfa, ou seja, um dos líquidos do labirinto. “Essa distensão provoca um aumento da pressão do líquido dentro do ouvido”, explica o especialista.

Infecções, estresse, tabagismo, enxaqueca, alterações do sistema imunológico, variações anatômicas do ouvido interno ou predisposição genética são algumas das alterações que podem levar ao aumento desta pressão.

“Por ser aparentemente flutuante, a doença pode ser confundida com um mal estar temporário ou com uma labirintite em seu estágio inicial”, afirma Testa.

O médico destaca que, embora a doença de Ménière seja considerada crônica, existem formas de tratamento que podem ajudar a aliviar os sintomas e minimizar o impacto da síndrome a longo prazo.

“Nos casos mais simples da doença, mudanças no estilo de vida podem ajudar a controlar a Ménière, como uma alimentação balanceada, reduzindo o consumo de sal, açúcar e cafeína, e a prática de exercícios, por exemplo”, detalha o especialista.

Testa ressalta, no entanto, que, nos casos mais graves, o tratamento é medicamentoso, podendo até ser indicada uma cirurgia para seccionar o nervo vestibular.

“Remédios para tratar náuseas e vertigens, diuréticos e terapia de reabilitação vestibular, que são exercícios específicos para devolver o equilíbrio ao labirinto, podem ser utilizados”, finaliza o médico.

A doença de Ménière atinge, principalmente, adultos entre 40 e 60 anos. Na maioria dos casos, afeta apenas um ouvido.