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Hospital Paulista inaugura Ambulatório de Olfato ressalta importância do diagnóstico precoce

Ainda que a ocorrência específica de alguns sintomas esteja em estudo pela comunidade médica no Brasil e no mundo, boa parte dos pacientes infectados com Covid-19 relataram perda de olfato e paladar. Com o objetivo de ampliar e qualificar o diagnóstico e o tratamento destes sintomas, o Hospital Paulista inaugurou recentemente seu Ambulatório de Olfato.

No início da pandemia de Coronavírus, a perda do olfato e paladar ainda não era identificada como sinal da infecção. Essencialmente, os pacientes relatavam febre, tosse seca e fadiga e foi nestes sintomas que a comunidade médica se concentrou para realizar os testes que confirmavam o contágio.

Somente em março, após o relato de pacientes de países distintos sobre os problemas com olfato e paladar no âmbito da pandemia, a American Academy of Otolaryngology – Head and Neck Surgery (Academia Americana de Otorrinolaringologia – Cirurgias de Cabeça e Pescoço) divulgou nota na qual propôs que sintomas como anosmia, hiposmia e ageusia fossem incluídos no rastreamento de pacientes infectados por Covid-19, principalmente na ausência de outras doenças respiratórias, como rinites e rinossinusites.

O otorrinolaringologista Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista, explica que a anosmia é caracterizada como a perda total do olfato. “A hiposmia envolve a redução parcial da capacidade olfativa, enquanto a ageusia é a perda do paladar”, completa o médico.

Pizarro ressalta ainda que o olfato é uma das capacidades que só damos valor quando o perdemos, ainda que momentaneamente. “Qualquer alteração no olfato merece a visita ao médico, pois o sentido é de fundamental importância à nossa segurança, para detectar um vazamento de gás na cozinha, fumaça ou alimentos estragados, e para gerar qualidade de vida – o prazer em sentir cheiro de perfumes e comidas, por exemplo.”

O objetivo do Ambulatório de Olfato do Hospital Paulista é identificar corretamente a razão da perda de olfato e paladar, de modo a proceder com o tratamento correto para resolver o problema.

“É importante saber que existem diferentes testes para diagnosticar alterações do olfato, sendo de fundamental importância contar com uma avaliação correta e, de preferência, precoce, a fim de aumentar as chances de reverter o quadro”, completa o médico, que ressalta ainda a importância do acompanhamento médico em todo o processo de diagnóstico e tratamento.

Segundo ele, o olfato e o paladar estão intimamente relacionados. Gostos como o amargo, doce, ácido e salgado podem ser reconhecidos sem a influência dos odores, porém sabores mais complexos requerem o olfato para serem identificados. “Devido a essa relação, ocorrendo a melhora do olfato, possivelmente teremos também uma melhora do paladar”, completa.

“Faz parte do trabalho do médico analisar a capacidade do paciente de perceber odores e observar a qualidade e a intensidade do sentido olfativo. Os testes olfatórios, no entanto, são complexos e nem sempre fornecem uma resposta satisfatória. Dessa forma, é preciso considerar outros fatores que ajudam no diagnóstico. É de fundamental importância investigar a origem e a evolução do quadro, bem como realizar a observação endoscópica das fossas nasais e exames de imagem”, explica.

O tratamento da alteração no olfato dependerá da causa do problema, já que a perda pode ser temporária ou permanente. Se for temporária, o tratamento é feito por meio de medicamentos ou de intervenção cirúrgica, caso a perda olfatória for provocada por obstruções na região nasal, como desvio de septo, por exemplo.

No entanto, se o problema persiste, é possível administrar um tratamento utilizado mundialmente, conhecido como Treinamento Olfatório. “Importante saber que neste tipo de tratamento não há melhora imediata. É preciso que o paciente saiba disso, persista e não desanime ou desista. Ele deve encarar como uma fisioterapia olfatória”, afirma Pizarro.

O Ambulatório de Olfato do Hospital Paulista está localizado no interior do Hospital, situado à Rua Doutor Diogo de Faria, 780, na Vila Clementino, em São Paulo, com atendimento inicialmente realizado às terças-feiras, das 8h às 11h.

Especialistas do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia participam de curso de atualização nos EUA

Com o objetivo de aperfeiçoar ainda mais na especialidade, médicos do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia foram até a fábrica da Medtronic, nos Estados Unidos, para conhecer e aprender novas tecnologias para cirurgias de base de sinusite e de crânio, sistemas de navegação cirúrgica e ferramentas de cirurgia de balão sinusal.

Na oportunidade, os médicos Dra. Lilian Scapol, Dra. Cristiane  Passos Dias Levy e Dr. João Marcos Piva, que fazem parte do Corpo Clínico do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, participaram de  treinamentos práticos com instrumentos otorrinolaringológicos, navegação cirúrgica, monitores de nervo, dentre outros.

Para Dra. Cristiane Passos Dias Levy,  “este tipo de curso é fundamental para conhecermos as novas tecnologias disponíveis no mercado e para o nosso aperfeiçoamento técnico, podendo garantir mais qualidade e segurança ao paciente do Hospital Paulista”.

O objetivo da cirurgia sinusal é restaurar a ventilação e a drenagem, preservando a mucosa. A cirurgia sinusal com um microdebridador tem vários benefícios em comparação à cirurgia com instrumentos manuais isolados, como:

  • Lesão da mucosa minimizada;
  • Tempos operatórios mais curtos;
  • Redução do sangramento cirúrgico e visibilidade melhorada;
  • Cura mais rápida, com menos cicatrizes.

 

Você pode agendar sua consulta no Ambulatório do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia ou seu exame em nosso Centro de Diagnósticos por meio da Central de Agendamentos:

Telefone: 011 5087-8787.
De segunda à sexta-feira, 7h às 20h; e aos sábados, das 7h às 18h.