Otites de verão: um alerta para quem fica muito tempo na água

Doença comum nas épocas mais quentes do ano pode ser prevenida

Com os termômetros em alta, a melhor saída para se refrescar acaba sendo ir para piscinas, praias e cachoeiras. É justamente, nessa época do ano, que algumas doenças se tornam recorrentes, como a otite de verão ou otite dos nadadores. Esse problema, inflamatório e infeccioso, acontece por conta do tempo que as pessoas passam dentro da água.

“Esse contato com água pode fazer com que bactérias cheguem ao ouvido, levando a uma infecção do chamado ouvido externo, e ocorre com frequência em quem apresenta coceira e escamação no ouvido”, esclarece o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista. Além de todo cuidado que se deve ter com uma infecção, é recomendável evitar passar as mãos na região, porque pode levar ainda mais bactérias.

Não tem idade para a otite externa aparecer; tanto adultos quanto crianças estão suscetíveis ao problema, sobretudo quando não têm o devido cuidado. Outro ponto que merece destaque é que a doença se diferencia da otite média aguda, que ocorre durante épocas frias, como o inverno, e atinge principalmente crianças.

Ainda assim, alguns sintomas são comuns e é necessário procurar um médico especialista no assunto para cuidar da infecção. “Entre os sintomas, temos a dor intensa, ouvido seco e, em alguns casos, secreção”, explica o médico. De acordo com o otorrinolaringologista, em quatro ou seis horas, a pessoa já pode começar a manifestar os primeiros sinais, principalmente dor. “Deve-se tomar um cuidado maior com quem tem imunidade mais baixa, porque essas otites podem se tornar graves”, complementa o médico.

 

Fica a dica

  • Enxugue os ouvidos com a ponta da toalha, sem esfregar, após nadar;
  • Não utilize hastes flexíveis ou qualquer objeto dentro dos ouvidos. Eles podem causar feridas na pele, retirar a camada protetora de cera e aumentar a probabilidade de infecção;
  • Evite mergulhar em água suja;
  • Para quem tem otites recorrentes, é recomendável utilizar protetores auriculares de silicone;
  • Procure não passar um longo período dentro da água

 

Diagnóstico e tratamento

Um médico deve ser consultado ao primeiro sinal dos sintomas. É importante não adiar esta visita, pois o desconforto pode acabar com as férias e aumentar os riscos de uma infecção ainda maior. Só um especialista pode realmente confirmar o diagnóstico.

Geralmente, o tratamento é feito na base de analgésicos via oral, antibióticos ou antifúngicos. A otite de verão deve ser tratada da melhor forma e pode ser prevenida com os devidos cuidados.

 

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia 

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, durante sua trajetória,  ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.

Em localização privilegiada (próximo ao Metrô Vila Mariana e às novas estações da linha 5-Lilás –  AACD Servidor, Hospital São Paulo e Santa Cruz), possui 42 leitos, UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 10 salas cirúrgicas, realizando em média, mensalmente, 500 cirurgias, 7.500 consultas no ambulatório e pronto-socorro e, aproximadamente, 1.500 exames especializados.

Referência em seu segmento e com alta resolutividade, apresenta índice de infecção hospitalar próximo a zero. Dispõe de profissionais de alta capacidade e professores-doutores, sendo catalisador de médicos diferenciados e oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.

*Otorrinolaringologista, popularmente conhecido como Otorrino, é o médico responsável pelo tratamento de doenças que acometem o Ouvido, Nariz e Garganta.

Mal uso de fones de ouvido pode causar surdez

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia alerta para o hábito capaz de levar mais de um bilhão de jovens a desenvolver problemas auditivos

No trabalho, no transporte e, até mesmo, na hora de dormir, utilizar fones de ouvido é uma prática muito comum no dia a dia das pessoas. Mas é preciso saber que deixar o volume além dos 80 decibéis é perigoso. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), aproximadamente 50% dos jovens, entre 12 e 35 anos, o que representa mais de um bilhão de pessoas, corre o risco de perder a audição, e uma de cada dez pessoas sofrerá de perda auditiva incapacitante até o ano 2050, o dobro do volume atual.

“A exposição a ruídos muito altos, seja em shows e baladas, ou pelo uso de fones de ouvido, é muito prejudicial. Mas é possível, com bons hábitos, evitar problemas na audição. O tempo de exposição pode fazer a diferença”, afirma o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Bom uso dos fones de ouvido

O tempo de uso, o nível do volume e o tipo dos fones de ouvido são determinantes para manter a boa saúde auditiva. “É possível escutar música por até 8 horas diariamente, com o volume abaixo de 80 decibéis. Porém, quanto maior o volume, menor o tempo de uso. Por exemplo, acima de 100 decibéis, o tempo cai para 4 minutos por dia”, explica o especialista.

Para saber se o som está adequado, basta observar o indicador de volume. Em opções com escala de 0 a 10, mantenha entre o 5 ou o 6. Já o volume de escala visual, sem indicação de números, deixe até a metade.

Além disso, a melhor opção é utilizar os tipos de fones ao redor da cabeça, cobrindo as orelhas, em vez das opções introduzidas no ouvido. Outra dica importante é optar por aparelhos com noise cancelling, ou com redução de ruído. Estes modelos eliminam o barulho externo, sendo possível deixar o volume do som mais baixo.

“Quanto maior a distância entre a fonte sonora e o ouvido, melhor, por isso as opções de fones externos é a mais indicada. Mas, fica o alerta: como a pessoa não ouve os ruídos exteriores, acaba não prestando atenção no que está acontecendo a sua volta e, assim, o número de acidentes, como quedas e atropelamentos, aumenta”, diz Dr. Gilberto.

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.

Em localização privilegiada (próximo ao Metrô Vila Mariana e às novas estações da linha 5-Lilás – AACD Servidor, Hospital São Paulo e Santa Cruz), possui 42 leitos, UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 10 salas cirúrgicas, realizando em média, mensalmente, 500 cirurgias, 7.500 consultas no ambulatório e pronto-socorro e, aproximadamente, 1.500 exames especializados.

Referência em seu segmento e com alta resolutividade, apresenta índice de infecção hospitalar próximo a zero. Dispõe de profissionais de alta capacidade e professores-doutores, sendo catalisador de médicos diferenciados e oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.

Grupo Printer Comunicação
Assessoria de Imprensa do Hospital Paulista

Eduardo Atalla – (11) 5582-1625 / (11) 99371-9015
eduardo.atalla@grupoprinter.com.br

Laís Rodrigues – (11) 5582-1615 / (11) 99233-0009
lais.rodrigues@grupoprinter.com.br

Dezembro/2019

Novembro Laranja – Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido

O zumbido no ouvido, também conhecido por tinnitus, é um som mais comumente percebido nos ouvidos ou na cabeça na ausência de um estímulo sonoro do ambiente. Ou seja, trata-se de uma percepção sonora sem uma fonte de som externa. Segundo o especialista do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, Dr. José Ricardo Gurgel Testa, o zumbido não é uma doença, mas sim sintoma de uma condição de saúde que afeta algum ponto da via auditiva. “Existem, inclusive, dois grandes grupos de zumbido: o subjetivo, em que apenas o paciente é capaz de observar o som, sendo este o mais comum entre aqueles que se queixam do sintoma; e o objetivo, perceptível a outras pessoas”, explicou.

Principais causas!

De acordo com o médico, algumas condições que levam ao zumbido podem ter origem no próprio sistema auditivo ou em outros sistemas que afetam o ouvido de forma indireta, entre elas  podemos enumerar:

  1. Perda da audição, tanto pela a deterioração das células sensoriais do ouvido, localizadas na cóclea; como por condições que alteram a condução do som, que podem ser causados por envelhecimento, exposição a ruídos intensos (pós shows, por exemplo), ouvir música alta frequentemente, principalmente com fones de ouvido; e tampão de cerume nos ouvidos.
  2. Alterações dos ossículos da audição;
  3. Doença de Ménière (que causa zumbido, vertigem e perda de audição);
  4. Neurinoma do acústico (tumor raro que acomete o nervo auditivo).

 

“Em algumas situações, o zumbido pode aparecer proveniente de uma infecção, como a Otite, Nesses casos, o paciente não relata o sintoma por se tratar de uma condição transitória e que tende a ser eliminada assim que a infecção é tratada”, explicou Dr. Testa – como é mais conhecido.

Há situações em que o zumbido aparece justamente para indicar que algo está mal em nosso corpo,  tais como:

  1. Distúrbios da articulação têmporo-mandibular e outras alterações odontológicas;
  2. Alterações metabólicas: dos açúcares, gorduras e deficiência de vitaminas;
  3. Alterações hormonais: tireóide e hormônios sexuais;
  4. Distúrbios cardiovasculares: hipertensão arterial mal controlada e arritmias;
  5. Distúrbios psiquiátricos, como depressão e ansiedade;
  6. Malformações de vasos da cabeça e pescoço;
  7. Maus hábitos alimentares: consumo abusivo de doces, café e períodos prolongados de jejum;
  8. Cigarro e bebidas alcoólicas, pioram a percepção do zumbido;
  9. Medicamentos: uma lista grande que inclui antibióticos, diuréticos, quimioterápicos, AAS (aspirina) e outros anti-inflamatórios em altas doses e alguns antidepressivos.

 

Diagnósticos e tratamentos!

Para identificar a causa do zumbido no ouvido, o médico otorrinolaringologista irá avaliar os sintomas apresentados, tais como:

  • O tipo de zumbido;
  • Quando aparece;
  • O tempo que dura;
  • Os sintomas associados, que podem incluir tontura, desequilíbrio ou palpitações, por exemplo.

O próximo passo, o especialista deverá fazer a observação interna dos ouvidos, mandíbula e vasos sanguíneos da região podendo, inclusive, solicitar exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que poderão identificar de forma mais precisa alterações cerebrais ou na estrutura dos ouvidos.

Para tratar o zumbido, é necessário conhecer a sua causa. Algumas vezes, o tratamento é simples, podendo incluir a remoção de cera pelo médico otorrinolaringologista, o uso de antibióticos para tratar a infeção ou uma cirurgia para corrigir defeitos no ouvido, por exemplo.

Entretanto, em alguns casos, o tratamento é demorado e mais complicado, podendo necessitar de um conjunto de terapias que podem ajudar a aliviar os sintomas ou a diminuir a percepção do zumbido. Algumas das opções incluem:

  • Usar aparelhos auditivos para tratar a perda de audição. Entenda quando é necessário usar aparelhos auditivos e os principais tipos;
  • Terapia de som, com a emissão de ruídos brancos por meio de aparelhos específicos, que podem ajudar a diminuir a percepção do zumbido;
  • Uso de ansiolíticos ou antidepressivos para diminuir a ansiedade;
  • Uso de remédios vasodilatadores, como betaístina e pentoxifilina, por exemplo, que podem ajudar a melhorar a circulação sanguínea do ouvido e diminuir o zumbido;
  • Tratamento das doenças que podem estar desencadeando os sintomas, como colesterol alto, diabetes ou hipertensão arterial;
  • Manter um hábito de vida saudável e evitar consumo de substâncias desencadeantes, comocafeína, álcool, cigarros, café e edulcorantes artificiais, como o aspartano, por exemplo.
  • Em alguns casos, terapias complementares como acupuntura, musicoterapia ou técnicas de relaxamento podem ser úteis para diminuir a sensação de zumbido.

 

Prevenção e Bem-Estar!

A prevenção é a forma mais eficaz de combater o zumbido. Algumas causas, como o envelhecimento natural, não podem ser evitadas, porém, a maioria delas devem ser prevenidas com a adoção de algumas medidas simples e eficazes na rotina, entre elas:

  • Visitar um médico otorrinolaringologista regularmente;
  • Ter cuidado com exposição a sons altos (usar protetores acústicos em casos de exposição diária);
  • Evitar a ingestão de alguns alimentos, como o café e excesso de carboidratos.

O Zumbido no ouvido afeta significativamente a qualidade de vida de quem o tem, por isso, prevení-lo deve ser sempre a primeira opção!

 

Saiba como prevenir-se contra as doenças do inverno

Com as temperaturas cada vez mais baixas, as pessoas tendem a se concentrar mais em locais fechados, o que facilita – e muito – a propagação de vírus e bactérias que causam inúmeras doenças. Entre as mais comuns e relacionadas à Otorrinolaringologia destacamos:  amidalite, otite, sinusite e alergias.

Confira algumas dicas importantes para preveni-las e curtir esse clima da melhor maneira!

Alergias: além de causar muito desconforto ao paciente, as alergias são causadas por reações do organismo a diversos elementos, como pelos de animas, mofo, poeira, perfumes, entre outro.  Espirro, coceira e tosse são os principais sintomas desta doença e o tratamento é específico para cada caso. Indicamos sempre a prevenção, que pode ser feita mantendo os ambientes ventilados, limpos e evitando o contato com substâncias que podem desencadear alergia.

Amigdalite: causada por vírus ou bactérias, é uma inflamação das amídalas que causa dor de garganta, principalmente ao engolir, mau hálito e febre. O tratamento é feito com anti-inflamatórios e, para se prevenir, orientamos aos pacientes que evitem mudanças bruscas de temperatura.

Otite: bastante comum em crianças, a otite é causada por vírus ou bactérias que infectam a garganta e migram até o ouvido, provocando dor, febre e muito desconforto aos pequenos. O tratamento é feito com antibióticos e analgésicos, e a prevenção pode ser feita mantendo limpas as vias aéreas.

Rinite: causada por irritação ou inflamação da mucosa do nariz, é uma das doenças alérgicas mais comuns. Causa espirros, coriza, coceira e entupimento do nariz. O tratamento é feito com medicamentos e vacinas antialérgicas. Para prevenir-se, é aconselhável manter o ambiente limpo.

Sinusite: é a inflamação dos seios nasais, que são cavidades no crânio em torno do nariz. Provocada por alergias ou infecções por vírus ou bactérias, causa dor de cabeça, pálpebras inchadas, nariz entupido, secreção nasal e dor nos olhos. O tratamento pode ser feito com corticoides, descongestionantes e antibióticos no caso de infecção bacteriana. Para prevenir a sinusite, o descongestionante nasal pode ser usado por um curto período quando há coriza.

Acreditamos, ainda, que uma alimentação adequada, hidratação, prática de atividade física e uma boa noite de sono são recomendadas para fortalecer a imunidade do corpo e prevenir-se de doenças.  Porém, no caso de sintomas de alguma das doenças citadas acima, o médico deve ser procurado para que seja feito o diagnóstico correto e indicado o melhor tratamento para cada caso. Evite sempre a automedicação! Nós estaremos aqui para cuidar de você!

Tempo seco: um risco sério para nossa saúde. Fique alerta!

Uma chamada sempre importante dos meteorologistas é a umidade relativa do ar, ou seja, a quantidade de vapor d’agua contida na atmosfera. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o nível ideal para o organismo humano gira em torno de 40% a 70%.

Os meses de inverno em grande parte do território brasileiro são predominantes de tempo seco, quando cai a umidade do ar para menos de 30% o que gera aumento na incidência de problemas como alergias respiratórias e viroses.

Um dos maiores malefícios da baixa umidade do ar é o ressecamento das mucosas das vias aéreas, tornando a pessoa mais vulnerável a crises de asma, infecções virais e bacterianas, o sangue fica mais denso por causa da desidratação e favorece o aparecimento de problemas oculares e alergias, cansaço e dor de cabeça são sintomas que podem aparecer quando faltam água e sais minerais no organismo.

Devido ao tempo seco, os agentes causadores das alergias como poeira, poluição e pelos de animais ficam mais tempo suspensos no ar, fatores que aumentam doenças como rinite e conjuntivite.

 

Como se prevenir?

  • Mantenha-se hidratado, mesmo sem sentir sede beba água

  • Lave as mãos com frequência e evite coloca-las na boca e nariz

  • Aplique soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar ressecamento

  • Dê preferência a frutas ricas em líquidos como melancia, melão e laranja por exemplo

  • Evite a prática de exercícios físicos entre 10h e 16h

 

Outras medidas preventivas importantes são o uso de vaporizadores nos aposentos, manter a casa limpa e arejada utilizando-se de panos úmidos para limpeza. Evitar aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechado.

Ear Parade 2019 – Problemas de audição merecem atenção!

Especial Carnaval: Exposição prolongada ao som dos blocos e trios elétricos pode afetar a audição!

O Carnaval é a maior festa popular do país onde blocos e trios elétricos arrastam milhares de foliões em várias cidades do Brasil afora. Mas é preciso fazer uma alerta: os efeitos do elevado barulho gerado pelas aparelhagens de som, que podem prejudicar a audição do público e também dos músicos e percussionistas.

Por causa da intensidade do som, as pessoas podem ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. Conversamos com a fonoaudióloga Milena Nakamura, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, e ela nos deu algumas dicas de como conservar a nossa audição. Segundo ela, o primeiro passo para desfrutarmos de uma saúde auditiva é a prevenção.

“Quanto mais intensos são os sons, menos quantidade de tempo deve-se expor a ele. Por exemplo, para um nível de 90 decibéis (motor de ônibus, feira livre), é recomendado uma exposição máxima diária de até 4 horas. Perto de uma caixa de som, dentro da balada, os níveis podem chegar a 115 decibéis, e desta forma, acima de 7 minutos de exposição já poderá ocorrer algum dano auditivo”, explica a especialista.

Pesquisas apontam um crescimento significativo de jovens com perdas auditivas e sensações de zumbido (ou o chamado tinnitus), que podem ocorrer devido à exposição a ambientes com música alta, como os trios elétricos e blocos, os quais o nível de pressão que o som faz dentro do ouvido pode ser muito prejudicial.

A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Para quem quer se esbaldar em blocos, bailes e ir atrás dos trios elétricos, a especialista recomenda uma distância mínima de 10 metros do equipamento de som, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção.

Cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.

 

 

 

Já ouviu falar em surdez oculta? Não? É melhor conhecer o problema…

Você está em um bar com amigos e tem dificuldade para entender o que as pessoas falam, apesar de ouvir com clareza outros sons ambientes. Se esse tipo de problema se repete com frequência, pode indicar o que os médicos e cientistas passaram, há menos de uma década, a caracterizar como surdez oculta.

A doença, na verdade, trata-se de uma série de neuropatias auditivas que começaram a ser chamadas por esse nome. A lista de sintomas da surdez oculta ainda está em formação, mas o mais comum é a dificuldade de compreender alguns sons, que piora em ambientes ruidosos.

 

Por que oculta?

A surdez oculta tem difícil diagnóstico. Ela normalmente não é detectada em exames clínicos e testes convencionais. Parece até que a pessoa escuta bem, só que não. É daí que vem seu nome.

Os pacientes conseguem distinguir sons puros em qualquer volume, mas têm dificuldade de discriminar palavras misturadas a outros ruídos — como música ambiente ou talheres batendo nos pratos em um restaurante.

Isso pode ser resultado de algum problema no caminho entre as estruturas do ouvido que captam os sons e o cérebro, que ‘lê’ as mensagens enviadas por elas. Ou seja, a pessoa até “escuta” o que foi falado, mas o cérebro não “entende”.

Outra possibilidade é que o som captado em um ouvido chegue mais rápido ao cérebro do que o escutado no outro, porque os nervos têm velocidades diferentes. Aí, a mensagem fica confusa. Algumas doenças degenerativas, como Alzheimer, também podem comprometer a sincronia da comunicação entre ouvidos e cérebro.

 

Mas o que provoca o problema?

Uma das hipóteses para a surdez oculta, levantada por um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, é de que ela seria causada pela exposição prolongada a sons altos – ou  o uso frequente de fones de ouvido. Os cientistas suspeitam que ficar exposto a ruídos por tempo prolongado afeta a produção de neurotransmissores –substâncias importantes para a comunicação entre os neurônios e o restante do corpo.

A surdez oculta pode ser tratada com medicamentos, terapia auditiva ou com aparelhos e implantes. Como seu diagnóstico é difícil e não há um perfil específico de pessoas que podem ser afetadas pelo problema, é muito importante ficar atento e procurar um médico caso perceba que está com dificuldade de compreender diversas conversas.

Fontes: José Ricardo Gurgel Testa, médico otorrinolaringologista do Hospital Paulista; e

Rubens de Brito, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia e professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Cabeça e Pescoço: Você sabe quando procurar essa especialidade? Dr. André Forster

Algumas dúvidas podem surgir em relação a especialidade de Cabeça e Pescoço.

Para te ajudar, entrevistamos o Dr. André Forster, Cirurgião de Cabeça e Pescoço do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia que nos esclareceu algumas duvidas e nos deu orientações sobre quando procurar essa especialidade

 

A especialidade tem por objetivo fazer um acompanhamento ou investigação de doenças mais graves que acometem a região da cabeça e pescoço, tendo como maior foco o tratamento e cirurgias de tumores benignos e malignos localizados nas regiões da face (nariz, ouvido, garganta, língua e tireoide), intervindo também em casos de nódulos, cistos e lesões de pele na região” esclarece o Dr. André Forster. Em muitos casos esses profissionais trabalham em conjunto com outras especialidades como Otorrinos, Dentistas, Endócrinos, entre outros.

 

Para que não haja dúvidas relacionamos abaixo os casos tratados ou não por esse especialista:

  • Dores de cabeça (tratamento com o neurologista);
  • Dores no pescoço (quando na parte de trás, melhor opção é um ortopedista de coluna, porem se houver nódulos deve ser um caso para o cirurgião de cabeça e pescoço);
  • Tumores cerebrais (tratamento com o neurocirurgião, salvo casos raros que podem necessitar da ação conjunta do neurocirurgião e do cirurgião de cabeça e pescoço);
  • Doenças do ouvido, nariz e garganta (tratamento com o Otorrinolaringologista, mas se houver suspeita de câncer nesses órgãos haverá necessidade de avaliação do cirurgião de cabeça e pescoço);
  • Feridas na pele, boca, afta na boca, dor ao engolir ou engasgos (que sejam suspeitas de câncer, o médico cirurgião de cabeça e pescoço deve ser procurado);

 

Conscientização é o caminho para prevenção

Em 27 de Julho, é comemorado o Dia Mundial da Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. Prevenir fazendo o autoexame é o melhor caminho. Os tumores se manifestam como nódulos no pescoço ou na face, observe o surgimento de caroços, feridas na boca ou na pele, rouquidão, obstrução ou sangramento nasal. Saiba que tumores em fase inicial não causam dor, por isso não espere o sintoma para procurar um médico. Há uma grande chance de cura quando o caso é detectado no estagio inicial. Não podemos deixar de citar alguns vilões dessas doenças que são o tabagismo e o alcoolismo, eles são os grandes responsáveis pela maior parte de lesões malignas de cabeça e pescoço.

O Dr. André enfatiza sobre a importância de se procurar um especialista quando tiver a suspeita de tumores nas regiões da cabeça e pescoço, além das prevenções que podem ser feitas através de mudança de hábitos a fim de evitar as chances de adquirir essas doenças.

 

Dr. André Forster – Cirurgião de Cabeça e Pescoço.

Setembro Azul