Laringoscopia: conheça mais sobre esse exame

Permitindo que o médico observe as vias aéreas superiores (nariz, laringe e faringe) por meio de um aparelho endoscópio, chamado laringoscópio, o exame é realizado principalmente no diagnóstico de problemas da laringe (via aérea responsável pela produção de som).

A laringoscopia também pode ser útil na realização de intervenções terapêuticas tais como retirada de pólipos e nódulos, cauterização de lesões vasculares, dilatação de estreitamentos, retiradas de corpos estranhos e permite o controle da evolução de algumas cirurgia e patologias.

 

  • Para quem é indicada?

Sendo útil para diagnosticar lesões orgânicas ou funcionais localizadas na cavidade oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e cordas vocais.

  • O que é Laringoscopia? – Indicações

A laringoscopia é uma ferramenta útil no diagnóstico de lesões orgânicas ou funcionais localizadas na cavidade oral, oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e cordas vocais. O exame é solicitado nos casos de pacientes que apresentam:

  • Tosse crônica ou acompanhada de sangue;
  • Dificuldade/dor para engolir ou mastigar;
  • Rouquidão, ou disfônica prolongadas;
  • Surgimento de aftas com frequência;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Dor de garganta crônica;
  • Suspeita de câncer;
  • Tabagismo crônico;
  • Sensação de possuir um caroço na garganta;
  • Histórico familiar de câncer de cabeça ou pescoço.
  • Contraindicações:

Por ser um exame considerado simples, cabe ao médico avaliar cada caso especifico, há pacientes que precisam de maior atenção que são os portadores de cardiopatias graves, doenças pulmonares crônicas, distúrbios neurológicos ou alérgicos aos medicamentos usados no exame.

Você sabe quando procurar um Médico Otorrinolaringologista?

Muitas vezes chamado de Otorrino, o médico Otorrinolaringologista, é um especialista em ouvido (Oto), nariz (rino) e garganta (laringo), e cuida de uma série de doenças que muitas vezes não relacionamos ao especialista. Para te ajudar, listamos abaixo alguns sintomas e doenças que ao surgirem devemos procurar este especialista:

 

  • Alguns sintomas mais comuns são:

  • Obstrução nasal
  • Dor de ouvido (otalgia)
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça (cefaléia)
  • Dor na face
  • Secreção nasal
  • Sangramento nasal (epistaxe)
  • Dificuldade auditiva/surdez
  • Secreção no ouvido (otorréia)
  • Sangramento no ouvido (otorragia)
  • Rouquidão (disfonia)
  • Roncos
  • Tontura
  • Zumbido

 

  • As principais doenças são:

  • Amigdalite/faringite
  • Distúrbios da deglutição
  • Rinites
  • Sinusites
  • Desvio do septo nasal
  • Polipose nasal
  • Distúrbios do sono (apneia)
  • Diminuição da acuidade auditiva/surdez
  • Otites
  • Paralisia facial
  • Alterações das pregas vocais
  • Distúrbios do labirinto

 

A avaliação do médico Otorrinolaringologista é muito importante para o diagnóstico e tratamento das doenças que se manifestam com esses sintomas. O tratamento geralmente é clínico, porém dependendo da doença pode haver necessidade de tratamento cirúrgico.

Obstrução Nasal, dificuldade respiratória e infecções de garganta? Alerta! Pode ser adenoide

Popularmente conhecidas como “carne esponjosa”, as adenoides são duas pequenas glândulas compostas por tecido linfoide (tecidos de defesa) que estão localizadas atrás das cavidades nasais e acima do palato (céu da boca) – uma região chamada de nasofaringe.

 

Sua função primordial é a produção de anticorpos para atuar na defesa contra microorganismos, bactérias e vírus que invadem a cavidade nasal e oral. Sua formação se inicia no sétimo mês de vida do feto e por volta dos 8 a 10 anos tendem a regredir até que sejam eliminadas pelo organismo devido à perda de função de defesa para o indivíduo.

 

Problemas na região nasal

As próprias adenoidites são um processo inflamatório que afeta as cavidades nasais e o palato. Podem, ainda, evoluir para Hipertrofia das Adenoides (aumento das Adenoides).

 

Sintomas

Obstrução nasal que provoca alterações como respiração permanente pela boca (provocando alterações na anatomia da face e dentes), respiração ruidosa, apneia do sono, roncos, coriza persistente e nariz entupido.

 

Demais riscos

As adenoidites ou hipertrofias, além de prejudicar a respiração, podem obstruir o canal de comunicação entre o nariz e o ouvido médio, e gerar complicações como otites e perdas auditivas.

 

Tratamento das Adenoides

Adenoidectomia é o nome da cirurgia para remoção das adenoides, indicada geralmente para crianças com obstrução grave das vias respiratórias, dificuldades para dormir, otite média e/ou sinusite de repetição.

Para os quadros mais leves são realizados tratamentos com antibióticos e corticoides durante as crises, não havendo indicação para cirurgia.

 

Adenoidite pode ocorrer em adultos?

Sim, as adenoides tendem a desaparecer conforme o indivíduo avance para idade adulta, porém há casos onde não são eliminadas pelo organismo e também podem apresentar inflamações e diversos outros sinais, como os descritos acima. Fique atento, na dúvida procure um médico Otorrinolaringologista.

 
 

Entrevista site Vix: Vício em Neosoro realmente pode acontecer e até levar à morte, diz médico: como curar

Confira abaixo a matéria na íntegra ou clique aqui e acesse o link

 

Temperaturas baixas e ar seco formam o ambiente perfeito para um sintoma que acomete e incomoda profundamente muitas pessoas: nariz entupido. E, ao primeiro sinal, é comum que elas recorram ao uso de descongestionantes nasais para desobstruir as narinas e facilitar a passagem do ar.

Apesar de ser um medicamento popularizado, seu uso contínuo e demasiado pode ser altamente prejudicial à saúde. Isso porque é possível que o paciente desenvolva vício em Sorine, Neosoro e produtos similares, expondo o organismo a quantidades excessivas da substância e correndo o risco de sofrer complicações que, em casos graves, podem até levar à morte.

Por isso, este tipo de remédio – que é vendido sem prescrição – deve ser sempre usado sob supervisão médica e com prazo determinado. A seguir, entenda os riscos e cuidados ao utilizá-lo.

 

Vício em Neosoro: é possível?

De acordo com o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da cidade de São Paulo, os desdobramentos da utilização indiscriminada de descongestionantes nasais ocupam o terceiro lugar na lista de problemas causados por efeitos colaterais e uso incorreto de remédios, perdendo apenas para os decorrentes de anti-inflamatórios e analgésicos.

E a dependência pode ocorrer com qualquer marca do produto, não só as mais conhecidas. “É possível torna-se dependente do uso de todos os descongestionantes, sem exceção”, explica Arnaldo Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

O vício em descongestionantes nasais deve-se ao efeito imediato que o medicamento tem sobre o corpo humano. “Ao pingar o produto no nariz, em cinco minutos o paciente está respirando bem. E todo mundo procura respirar muito bem. É uma luta da classe médica para haver a necessidade de prescrição para a venda do remédio nas farmácias”, diz o especialista.

Como descongestionante nasal age no organismo?

A congestão nasal, ou o popular nariz entupido, nada mais é do que uma reação do organismo a condições inflamatórias, infecciosas e até anatômicas, como desvio do septo e presença de pólipo, nas narinas.

Quando um agente irrita a região, vasos sanguíneos se dilatam, o volume de sangue aumenta e os cornetos incham – obstruindo a passagem de ar.

Os descongestionantes nasais provocam a sensação de alívio às narinas por conterem substâncias vasoconstritoras, como nafazolina, fenoxazolina, oximetatazolina, fenilefrina e pseudoefredina em sua composição.

Consequentemente, os vasos do nariz se contraem após a aplicação do produto, o fluxo de sangue diminui, o edema da mucosa reduz, a produção de muco baixa e a pessoa tende a respirar melhor.

“Além disso, ele ainda ajuda a diminuir a carne esponjosa de tamanho. É um medicamento muito potente”, afirma o médico.

 

Perigos do uso excessivo

A chamada rinite medicamentosa é um dos possíveis efeitos da aplicação excessiva de descongestionantes nasais. Esta categoria de rinite é um efeito rebote do uso do medicamento, isto é, acaba potencializando a irritação no nariz.

Depois de algum tempo de uso, o efeito do produto tende a diminuir no corpo, e o nariz volta a ficar entupindo, o que obriga que a pessoa tenha que diminuir o intervalo das aplicações do descongestionante nas narinas. “O nariz passa a funcionar só com o medicamento, podendo evoluir para um quadro que é revertido apenas com cirurgia”, alerta Tamiso.

Outros efeitos do descongestionante no organismo são a taquicardíaca e hipertensão. Em casos mais graves, existe até o risco de morte causada pela arritmia cardíaca e pelos picos de pressão arterial.

Justamente por este risco, o descongestionante nasal é contraindicado para pessoas hipertensas e com histórico de problemas no coração.

 

Como curar o vício?

Apesar dos riscos, o médico avisa que os efeitos do uso excessivo de descongestionantes nasais podem ser revertidos, assim como a dependência do medicamento. Mas como se livrar do vicio de descongestionante nasal?

“O corpo consegue eliminar o descongestionante se o uso do medicamento não for extenso [o limite são 5 dias de aplicação]. Se for muito longo, os problemas podem se tornar crônicos. Dificilmente o paciente consegue deixar de usar a medicação sem realizar um tratamento junto ao otorrinolaringologista. Mas, uma dica para livrar-se da dependência é diluir o descongestionante em soro fisiológico, gradativamente, até a total eliminação da droga.”

 

Alternativa ao Neosoro e similares

O otorrinolaringologista avisa que a melhor alternativa para cada paciente depende do tipo de obstrução que a pessoa carrega consigo.

Se for crônica, causada por desvios e lesões no septo, por exemplo, o médico recomenda avaliação clínica, laboratorial e, em seguida, cirurgia.

Para casos de obstrução nasais pontuais, como resfriados e sinusites agudas, o soro fisiológico aparece como solução para o problema. “Ele ajuda muito porque hidrata o nariz.”

Sinusite é uma das queixas mais recorrentes no Hospital Paulista

Doenças de inverno representam mais de 55% dos atendimentos no PS e Ambulatório

É possível perceber que o inverno está chegando quando as pessoas passam a usar roupas mais pesadas, como casacos, toucas e cachecóis e , também, quando se intensificam as queixas de doenças como rinite, sinusite, amidalite, otite e gripe. As chamadas doenças de inverno lotam os ambulatórios e prontos-socorros de hospitais de São Paulo, como é o caso do Hospital Paulista, especializado em Otorrinolaringologia.

Mais de um mês antes da estação mais fria do ano chegar as temperaturas começaram a baixar e, com isso, o Pronto-Socorro do Hospital já vinha recebendo um número considerável de pacientes com queixas de doenças relacionadas às vias respiratórias. Cerca de 55% dos 7 mil atendimentos realizados entre os dias 1 e 31 de maio foram direcionados aos pacientes com sinusites, gripes e amigdalites.

Somente no Ambulatório do Hospital Paulista, por exemplo, o número de pacientes de 0 a 17 anos com queixa de rinite representou 43% do total de atendimentos. Quando falamos em sinusites, o quadro aumenta se comparado ao mesmo período do ano em 2017. A procura pelo Pronto-socorro do Hospital, na mesma faixa etária, cresceu 47%.

As amigdalites também são uma das principais doenças que levam aos prontos-socorros e ambulatórios. Confundida comumente com gripes comuns, elas precisam de mais atenção e cuidado especial. Só em maio, no Hospital Paulista, mais de 400 casos foram diagnosticados.

Comum em todas as épocas do ano, mas agravadas durante as mais frias, as otites levaram mais de 700 pessoas ao Hospital em maio, sendo a maioria crianças.

Confira reportagem especial que a TV Band fez com dicas de nosso especialista, Dr. Gilberto Ulson Pizarro!

http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/ultimos-videos/16462218/vacina-da-gripe-ficara-disponivel-ate-fim-de-estoques.html

Glossário: Polissonografia com CPAP e BIPAP

Você já ouviu falar em Polissonografia? Trata-se do exame indicado para pessoas que apresentam sintomas clínicos como ronco e sonolência diurna e precisam procurar um médico otorrinolaringologista para realizar um estudo completo de seu sono.

A partir desse estudo completo e posterior diagnóstico, o médico pode indicar como tratamento a Polissonografia com CPAP (Continuous Positive Airway Pressure – Pressão Positiva Contínua na Via Aérea) ou com BIPAP (Bilevel Positive Airway Pressure – Pressão Positiva em Dois Níveis na Via Aérea), que são formas eficazes de tratar a apneia obstrutiva do sono, por exemplo.

O CPAP é um aparelho que fornece pressão de ar através de uma máscara nasal responsável por desobstruir a via aérea responsável pela passagem de ar. Isso garante uma noite de sono mais tranquila e segura ao paciente diagnosticado com a apneia obstrutiva do sono. Além de ser a principal forma de tratamento para esta doença, realizado em domicílio, o aparelho CPAP também é utilizado no tratamento contra o ronco.

Já o BIPAB funciona da mesma forma que o CPAP, porém em dois níveis, criando e diminuindo a pressão do ar. Os aparelhos BIPAP ajustam a pressão do ar de forma automática fazendo mais pressão quando você inala e menos pressão quando você exala.

Gostaria de saber mais? Acesse: http://www.hospitalpaulista.com.br/sono-paulista/

i-CAT: uma tecnologia de ponta presente no Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

O i-CAT, tomógrafo de alta tecnologia e de extrema precisão, tem como função gerar imagens da face em 3D, auxiliando nos diagnósticos de doenças relacionadas aos seios nasais, nariz, ouvidos e ATM (articulação temporomandibular).

“O i-CAT é um aparelho diferenciado, primeiramente pela carga baixa de radiação que utiliza, o que aumenta a segurança do paciente durante a realização do exame.

Também possui uma estrutura aberta, não gerando fobia. O tempo de aquisição (tempo para realizar o exame) também é um diferencial, como dura por volta de 5 segundos, evita-se perda de material por conta do movimentação do paciente”, informou Eduardo Mello, supervisor de radiologia médica no Hospital Paulista.

Eduardo aponta outra vantagem competitiva do tomógrafo: “adereços como piercings ou procedimentos odontológicos, como obturações e implantes, não interferem na imagem, como pode acontecer em outros equipamentos de igual função”, finalizou o  radiologista. O i-CAT também pode ser utilizado por profissionais de Odontologia para a realização de panorâmicas e outros procedimentos.

 

Mais informações sobre o i-CAT

Eduardo Mello

Sala de Radiologia

Consultório 7 – Andar Térreo

5087-8747

Dormir bem é fundamental para a saúde e qualidade de vida!

É um total contra-senso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo “treinado” para dormir menos nos permita ampliar o número de “horas úteis” do dia, mantendo o mesmo desempenho.

Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.

Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem:

  • menor vigor físico;
  • envelhece mais precocemente;
  • está mais propenso a infecções;
  • está mais propenso à obesidade, à hipertensão e ao diabetes.

Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma ideia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção.

Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue – quantidade equivalente a três doses de uísque.

Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

Neste sentido, a qualidade do sono está diretamente ligada a qualidade de vida e a promoção da saúde. E um próximo artigo, passaremos algumas dicas importantes para dormir bem!

Fonte: Dr. Braz Nicodemo Neto, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Você sabe usar corretamente o umidificador de ar?

O tempo seco e a baixa umidade do ar, junto com a poluição, favorecem infecções, ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz, principalmente em crianças, idosos e doentes crônicos. Além disso, agrava significativamente o quadro de doenças respiratórias, entre elas rinite, bronquite e asma. Isso porque o ar seco desidrata as mucosas do nariz, garganta e faringe, o que pode levar à inflamações.

Para o Dr. Arnaldo Guilherme B. Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia,  para melhorar o ar seco a saída é umidificá-lo. Hoje existem sites de previsão do tempo que indicam a umidade relativa do ar, caso esteja abaixo de 40%, já é o estado de alerta.

Segundo o especialista, uma boa alternativa são os umidificadores de ar que, desde os modelos mais simples, podem trazer benefícios à saúde, mas é muito importante saber usá-los corretamente. “Quando o aparelho fica ligado por períodos longos causa um excesso de umidade, o que pode trazer mais problemas do que o alívio, uma vez que os fungos e bactérias se proliferam em alta umidade”, explicou o especialista.

O ideal é ligar o aparelho com antecedência de três a quatro horas e, quando for deitar-se, já terá uma situação boa de umidade. Caso opte por dormir com o equipamento ligado, mantê-lo na intensidade mínima durante à noite e deixar uma porta aberta do ambiente para o escape do excesso é fundamental para ter os efeitos benéficos.

Segundo o médico, os ionizadores também funcionam bem para as pessoas alérgicas a ácaros e fungos, além disso, os aparelhos mais novos e modernos já contam com umidificação.

Outras medidas para quem não quer gastar muito também ser realizadas. A melhor delas é uma toalha de rosto úmida perto do leito, já as bacias não são efetivas porque a superfície e evaporação são pequenas. “Vale ressaltar que é importante beber água e hidratar o nariz com soro para combater o ar seco”, alerta Dr. Tamiso.

Polissonografia e a importância do sono

A polissonografia é o exame de escolha para o estudo do sono, sendo fundamental na investigação dos distúrbios respiratórios. Durante todo período de sono são observadas e registradas as atividades cerebrais, cardíaca, respiratória e muscular que após análise médica, consegue-se diagnosticar o tipo de distúrbio do sono que o paciente apresenta para orientar o médico no tratamento.

Nós do Sono Paulista contamos com os mais modernos aparelhos, quartos climatizados em ambiente silencioso para o seu conforto, técnicos altamente treinados, e médicos especializados em medicina do sono para interpretação do exame.

No Sono Paulista você tem a certeza do diagnóstico preciso.

Higiene do sono

Independente do problema apresentado estas orientações gerais melhoram a qualidade do sono.

  • Temperatura e luminosidade adequada no quarto;
  • Colchão adequado ao seu peso e altura;
  • Horário regular de dormir;
  • Evite o consumo de álcool e cafeína;
  • Evite fumar;
  • Evite fazer atividades físicas até 4 horas antes de dormir;
  • Evite assistir TV, ler e comer na cama;
  • Procure escrever em uma agenda todo planejamento diário, com a finalidade de “esvaziar” suas preocupações durante a noite.

O que vem a ser o ronco e a apneia?

Do latim apneia quer dizer “sem respiração”. Existem 3 tipos de apnéias: central, obstrutiva e mista. A central ocorre quando o cérebro falha em mandar sinais adequados aos músculos respiratórios para iniciar a respiração, sendo a forma menos freqüente. A forma obstrutiva e mista são muito mais comuns e ocorrem quando se tem uma obstrução das vias superiores levando a uma interrupção do fluxo de ar.

A apnéia obstrutiva do sono é uma doença que atinge 2% das mulheres e 4% dos homens adultos, sendo bastante comum e com um grande número de pacientes sem diagnóstico e tratamento.

Quando mudamos da posição ereta ou sentada para a deitada, existe a tendência de diminuição do calibre da via aérea superior (VAS). Isto ocorre pelo efeito da gravidade na língua e no palato mole que tendem a cair parcialmente para trás.

Alguns pacientes por apresentarem alterações estruturais das VAS (amídalas aumentadas, palato alongado, macroglossia, retrognatia, etc…), associado a um relaxamento da musculatura quando dormem, levam a uma diminuição do calibre das vias aéreas superiores, principalmente na região retropalatal e retrolingual.

Quando o ar passa por esta região e encontra resistência causa uma vibração nos tecidos levando a um som muito conhecido que é o ronco. Esta diminuição do calibre pode ser mais intensa limitando o fluxo de ar, neste caso deixa de ser apenas um ronco e se torna uma “hipopneia” e se esta diminuição for ainda mais intensa irá causar um colapso das VAS , impedindo fluxo de ar, levando a parada respiratória, tornado-se uma “apneia”.

Resumindo a hipopneia é uma diminuição do fluxo de ar e a apneia a obstrução total e ambas tem de durar acima de 10 segundos. Se o indivíduo apresentar mais de 5 eventos respiratórios (apnéia e/ou hipopneia com duração de mais de 10 segundos) , por hora é considerado um indivíduo com apnéia obstrutiva do sono.

Quais as consequências do ronco?

O ronco primário, como é chamado o ronco que apenas causa vibração dos tecidos emitindo som característico sem causar limitação do fluxo, causa conseqüências sociais. Porém, vale ressaltar que dos indivíduos que roncam freqüentemente: 19%das mulheres e 34% do homens apresentam apnéia. Todo indivíduo que ronca constantemente deverá ser avaliado.

Quais as consequências das apneias?

Cada vez que há uma diminuição da fluxo de ar, que pode ser de poucos segundos ou se prolongar por mais de um minuto, ocorre uma diminuição do nível de O2 do sangue e por conseguinte um aumento do CO2, levando a um aumento do batimento cardíaco e aumento de pressão. Essas alterações “avisam” o cérebro que existe um problema respiratório gerando um pequeno despertar de poucos segundos, levando a um aumento da contração muscular e restabelecimento da potência das vias aéreas superiores e normalização temporária da respiração. No paciente com apneia este tipo de evento ocorre inúmeras vezes , chegando a ocorrer centenas de vezes durante o sono, levando a uma fragmentação excessiva do sono.

Sintomas mais comuns da apneia

Noturnos
1. ronco alto;
2. paradas respiratórias;
3. engasgos;
4. sono agitado;
5. várias interrupções no sono para urinar.

Diurnos
1. sono não reparador, acorda-se cansado;
6. sonolência diurna;
7. memória fraca e dificuldade de concentração;
8. impotência ou diminuição da libido;
9. boca seca ao acordar;
10. cefaleia matinal;
11. irritabilidade.

Consequências da apneia do sono

Sofrendo de apneia obstrutiva do sono, o indivíduo tem maiores chances de apresentar:
1. hipertensão arterial sistêmica;
2. arritmia cardíaca;
3. acidente vascular cerebral (derrame);
4. infarto agudo do miocárdio.

Como diagnosticar?

Polissonografia

O paciente que apresenta sintomas clínicos da doença (ronco, sonolência diurna, etc) deve realizar um estudo do sono através da polissonografia. A polissonografia é o exame de escolha no diagnóstico da apneia obstrutiva do sono e consiste no registro das variáveis fisiológicas durante o sono como a atividade elétrica cerebral, movimento dos olhos, tônus muscular, fluxo de ar oral e nasal, esforço respiratório, movimentos de pernas, oxigenação do sangue (oximetria). Este exame além de diagnosticar irá determinar a gravidade da patologia.

A polissonografia irá determinar se seu sono é normal e apresenta quantidade de sono profundo suficiente, se apresenta pequenos despertares fragmentando o sono, controle da respiração, medindo a intensidade do fluxo de ar nasal e bucal regitrando se há interrupção no fluxo (paradas respiratórias), registrando o movimento de tórax e abdome, registro de ronco, se este é de forte intensidade ou intermitente, quantidade de oxigênio no sangue através de sensores digitais totalmente não invasivos, controle da movimentação do corpo durante o exame com monitoramento do movimento do tórax e pernas.

Polissonografia com CPAP

O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é uma das formas que o seu médico pode escolher como tratamento, sendo assim, você deverá realizar um novo exame de polissonografia com o uso deste aparelho para identificar a pressão do CPAP a ser usada pelo paciente em casa.

Para fazer uma avaliação, marque a sua consulta. Ligue: (11) 5087-8700

A Importância do Sono

É um total contrassenso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário,. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo “treinado” para dormir menos nos permita ampliar o número de “horas úteis” do dia, mantendo o mesmo desempenho.

Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.

Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes.

Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue – quantidade equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.

O sono e os hormônios

A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.

Qual é o papel do GH? Entre outras funções, ele ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, a fabricação do hormônio do crescimento.

A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.

Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).

Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.

É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, consequentes da falta do sono necessário. É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém – adulto ou criança – não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

Riscos provocados pela falta de sono a curto prazo: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.

Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinal e perda crônica da memória.

Conselhos para Dormir Melhor

  • À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades
  • Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes (“despertam”)
  • Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo
  • Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
  • Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
  • Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
  • Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
  • Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
  • Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
  • Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

Fonte: Dr. Braz Nicodemo Neto CRM 070179