Hospital Paulista alerta para gravidade em descontinuar alguns tratamentos na pandemia

Em casos agudos e graves, enfermidades como amigdalite e sinusite devem  ser tratadas, mesmo durante o isolamento social.


A pandemia de Covid-19 gerou uma série de preocupações aos brasileiros, aflitos diante dos números de mortes e infectados que aumentam diariamente no País. Em comunicado divulgado em abril, no entanto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) chamou a atenção para os cuidados de saúde que não podem ser interrompidos mesmo durante o isolamento social, sob risco de complicações.

Segundo o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, algumas doenças podem levar o paciente à morte súbita caso o tratamento seja descontinuado ou feito de maneira irregular.

O especialista destaca que amigdalite, sinusite, otite e apneia são exemplos de enfermidades que devem ser tratadas de forma adequada e precoce. “Isso é fundamental para que as doenças não evoluam para formas mais graves.”

Confira a seguir as possíveis complicações de cada doença, segundo o especialista do Hospital Paulista:

AMIGDALITE:
Sua complicação mais temida é a febre reumática, que pode ocorrer em pacientes que apresentam infecção de garganta com frequência, mas não curam a doença de modo eficaz. A frequência de amigdalite anual que preocupa o especialista é de 6 vezes ou mais para crianças e três vezes ou mais para adultos.

“Se o pneumococo de um grupo específico ficar em contato com a amígdala, pode desencadear uma reação autoimune, isto é, uma reação de anticorpos que atacam o próprio corpo”, explica. No caso da amigdalite, o problema pode afetas as articulações das mãos e dos punhos, além da válvula do coração – cuja substituição pode ser necessária através de cirurgia.

Além disso, a amigdalite mal tratada e frequente pode causar o abscesso periamigdaliano, que consiste na formação de uma bolsa de pus ao redor da amigdala. Neste cenário, em casos mais graves, o paciente pode ser vítima de sepse, uma resposta exarcebada do organismo a um processo infeccioso, que pode leva-lo a óbito.

SINUSITE:
Em sua forma aguda ou crônica, pode gerar sérios problemas quando o tratamento não é feito adequadamente. Dentre os sintomas da sinusite grave, Pizarro menciona a secreção nasal mucopurulenta (verde ou amarela), congestão nasal, dor facial, cefaleia, inchaço na região dos olhos e febre alta.

“O tratamento inadequado destas infecções agudas ou crônicas agudizadas pode se espalhar para áreas próximas, como os olhos. Em alguns casos, pode causar cegueira e, nos piores cenários, atingir o cérebro, formando abcessos e complicações neurológicas graves”, afirma.

OTITE:
Nos casos graves, é comum a saída de secreção pelos ouvidos, além da ocorrência de zumbido e tontura forte. O tratamento precoce é feito com medicações, preferencialmente administradas por um otorrinolaringologista.

“A proximidade do ouvido com as meninges e o cérebro faz com que o órgão seja uma das principais portas de entrada para infecções da cabeça, como meningites e encefalites”, detalha o médico.

APNEIA NO SONO:
Trata-se da parada respiratória que ocorre várias vezes durante a noite, afetando o sono e o organismo do paciente como um todo. O ronco é um dos principais sintomas da enfermidade, que tem uma evolução gradual, mas pode levar à morte súbita se não houver tratamento adequado em sua forma mais grave.

Rinite, sinusite e rinossinusite: entenda as doenças comuns no outono e no inverno

As chamadas “ites” se manifestam com mais frequência nas estações mais secas e frias do ano

Mesmo com todos os holofotes apontados para a pandemia do novo Coronavírus que atingiu o mundo todo, o outono e, na sequência, o inverno, nos alertam também para cuidados com as doenças respiratórias sazonais. Por conta das temperaturas mais baixas, queda no índice de umidade do ar e maior concentração de poluentes, a proliferação de doenças respiratórias é muito maior. Conhecidas como “ites”, a rinite, a sinusite e a rinossinusite são comuns nessas épocas do ano.

A rinite é um tipo de inflamação e/ou hipereação da mucosa de revestimento nasal, podendo se manifestar de forma alérgica, que é a mais comum, ou até mesmo de forma infecciosa. O problema é caracterizado por obstrução nasal, rinorreia (presença de secreção e corrimento nasal), espirros, prurido nasal e hiposmia (diminuição do olfato).

“Em casos alérgicos, recomenda-se deixar os cômodos da casa e a roupa de cama bem limpos para evitar acúmulo de poeira, e deixar entrar sol o máximo possível nos cômodos da casa. Já para as rinites infecciosas, causadas por vírus e, menos frequentemente, por bactérias, é importante lavar bem as mãos, principalmente quando estiver em lugares muito fechados e cheios de pessoas. O uso do álcool em gel também pode ajudar”, explica a Dra. Cristiane Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Outra “ite” bastante comum é a sinusite, que pode ser aguda ou crônica. Para definir qual o tipo da enfermidade, um período de 12 semanas é essencial para a avaliação, uma vez que, caso o prazo de cura se estenda após o tratamento, já pode ser considerada como crônica. “Além disso, existe um subtipo da doença chamado de Polipose Nasossinusal, onde a mucosa nasal e dos seios da face têm predisposição para formar pólipos, que obstruem os orifícios e favorecem o acúmulo de secreções e infecções bacterianas”, destaca a médica.

E, por fim, há a rinossinusite, que é todo o processo inflamatório da mucosa da cavidade nasal e dos seios paranasais. Esse tipo de quadro representa uma reação a algum tipo de agente físico, químico ou biológico, além de ser possivelmente causado também por mecanismos alérgicos. Utilizado unanimemente pelos especialistas, o termo serve para diferenciar uma rinite normal e outra que acaba se estendendo pelos seios da face, característica principal da rinossinusite.

“Mesmo que as doenças apresentem algumas características bastante semelhantes, os detalhes de cada uma delas são distintos e podem ocasionar diferentes manifestações, indo de dores no rosto até muita tosse e obstrução nasal”, completa a especialista do Hospital Paulista.

Caso a pessoa perceba alguns dos sintomas citados, o primeiro passo é procurar um especialista otorrinolaringologista, alergista ou imunologista.

Para evitar as doenças, hábitos simples podem ser adotados e possuem uma ótima eficácia, como sempre manter a higiene das mãos e evitar o contato delas com os olhos, nariz e boca. Outros bons aliados são o soro fisiológico nasal para limpar diariamente o nariz e beber muita água, favorecendo ainda mais o combate desses problemas.

Outra dica é evitar lugares fechados ou com muitas pessoas, principalmente para aqueles que necessitam realizar atividades fora de casa, ainda mais em um período de isolamento social.

 

Diferenças em relação ao coronavírus

Algumas das “ites”, como a rinite e sinusite, possuem sintomas muito parecidos e, por conta disso, é importante que sejam analisados por um especialista o mais rápido possível, para obter tratamento adequado, especialmente se apresentar febre alta e falta ou ausência de olfato. Como a COVID-19 também é uma doença respiratória, procurar um médico é imprescindível para um diagnóstico preciso, caso a pessoa sinta qualquer dificuldade para respirar.

Os portadores de rinite, por exemplo, não estão dentro do grupo de risco frente ao novo Coronavírus. “Entretanto, o risco aumenta se o problema não estiver controlado”, finaliza a médica.

 

Como o tabagismo pode afetar a voz, a boca e a garganta?

A OMS (Organização Mundial da Saúde) escolheu o dia 31 de maio para conscientizar sobre as doenças decorrentes do tabaco

Segundo dados informados pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa da dependência de nicotina. No mundo, são mais de oito milhões de mortes por ano, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Para reforçar essa questão, o Dia Mundial Sem Tabaco, que acontece em 31 de maio, foi instituído visando relembrar os males severos relacionados ao tabagismo. É importante destacar que o cigarro faz mal, pois contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas. Além das mais conhecidas, como nicotina e monóxido de carbono, a fumaça do cigarro possui substâncias radioativas como polônio 210 e cádmio (presente nas baterias dos carros). Os problemas não se restringem somente ao câncer, podendo causar também diversas outras doenças que afetam a boca, a garganta, e ainda levar a alterações na voz.

O Dr. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica essas doenças que podem estar ligadas ao tabagismo.

Disfonia

A disfonia é caracteriza por alterações na qualidade vocal, com características como aspereza, fraqueza, soprosidade e instabilidade. “Esse problema normalmente é resultado de abusos vocais ou maus hábitos, como consumo excessivo de álcool e cigarro, além de falar e cantar demasiadamente sem realizar um preparo adequado”, explica o médico.

Halitose

O famoso mau hálito, que pode ser ocasionado por higiene bucal inadequada, problemas dentários, causas sistêmicas, como refluxo, doenças pulmonares e do fígado, ou outras alterações sistêmicas do organismo. “É importante reforçar que o consumo excessivo de álcool e, principalmente o tabagismo, agrava o problema”, ressalta o especialista do Hospital Paulista.

Câncer na laringe

Todo câncer é grave e merece atenção redobrada. O câncer na laringe atinge as cordas vocais ou ainda qualquer outra estrutura da laringe, tendo a rouquidão como sintoma característico. “Para que o risco de desenvolver a doença seja igual ao de uma pessoa não fumante, estima-se que pode levar em torno de oito anos, a partir do último cigarro. O diagnóstico em um estágio inicial eleva as chances de sucesso no tratamento, podendo chegar a mais de 95% de cura completa”, destaca o Dr. Alexandre Enoki. Outro ponto de extrema importância para o tratamento é o abandono do tabagismo. O hábito de fumar está presente em mais de 90% dos casos de câncer na laringe.

Câncer de boca e faringe

O câncer na boca pode acometer os lábios e o interior da cavidade oral, incluindo a língua, gengiva e bochechas. A doença pode também se instalar na faringe, estrutura comum ao aparelho digestivo e respiratório, localizada à frente da coluna cervical. “O indivíduo que bebe e fuma tem os riscos consideravelmente elevados de desenvolver o problema nessas regiões do corpo”, diz o médico.

Conforme o tempo passa, os tabagistas têm a necessidade de fumar cada vez mais, aumentando os riscos de problemas. Para as pessoas que se conscientizaram e decidiram que é hora de parar, o melhor a fazer é procurar ajuda médica. Muitos planos de saúde contam com programas específicos para os fumantes, e o sistema público também oferece orientação e tratamento.

Crianças em casa: engasgo e introdução de objetos no nariz ou ouvido pode ser perigoso

Durante a quarentena, todo cuidado é necessário para evitar acidentes com pequenos objetos e se atentar a engasgos

Botões, pedrinhas, miçangas, feijão e massinha fazem parte de uma grande lista de coisas que as crianças costumam engasgar ou até mesmo introduzir no ouvido ou no nariz. Em um período em que as aulas presenciais foram interrompidas e os mais novos passam o dia em casa, vale ficar atento. Se há irmãos maiores, redobre a atenção, pois é comum que, em um ato inocente de brincadeira, os bebês sejam “alimentados” por eles com objetos pequenos que podem causar danos à saúde.

No caso de engasgos, os menores de dois anos são as grandes vítimas, já que estão na fase oral e costumam levar todo o tipo de objeto até a boca. Caso perceba que a criança engoliu um corpo estranho e está com problemas, o primeiro passo é avaliar se tem falta de ar associada. Nessa situação, ela não conseguirá chorar, falar ou respirar e ficará com os lábios roxos.

“Para uma ajuda segura, o ideal é dividir as tarefas: um adulto cuida da criança e o outro chama o serviço de emergência, pois podem ser necessárias manobras como a de Heimlich e de ressuscitação, se a situação estiver grave, sendo que esta última nem todos estão aptos a executá-la com precisão. Caso ela apresente falta de ar, não consiga respirar e esteja ficando azulada, o serviço de emergência deve ser chamado imediatamente”, destaca a Dra. Renata Garrafa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Em situações de engasgos, a manobra de Heimlich é uma técnica de primeiros socorros utilizada em casos de emergência por asfixia e que pode ser realizada por qualquer pessoa, bastando que siga corretamente as orientações.

“A manobra de Heimlich acontece de formas diferentes em bebês e em crianças maiores de um ou dois anos. No bebê, devemos colocá-lo de bruços, deitado em cima do nosso antebraço e com a cabeça virada para baixo. Então, com bebê com as costas retas e, segurando com firmeza, devemos dar cinco tapas no meio das costas e entre os ombros, não muito fortes, mas com impacto suficiente para que o objeto saia”, explica a médica.

Se o engasgo persistir, o bebê deve ser virado de barriga para cima, sob o outro antebraço, pressionando cinco vezes com os dois dedos indicadores no meio do peito do bebê, entre os dois mamilos. Caso chore, vomite ou tussa é sinal que conseguiu desengasgar. Se continuar engasgado, repetir desde o início   o procedimento até que o bebê desengasgue.

“Já em uma criança acima de dois anos, devemos nos posicionar atrás dela, sendo que ela fica de pé e nós ajoelhados. Então, com a criança de costas, abraçaremos até que uma de nossas mãos esteja fechada na altura do estômago e a outra mão estará aberta, apoiada sobre essa mão fechada. Então, devemos pressionar com força moderada a barriga da criança para dentro e para cima ao mesmo tempo”, completa a especialista do Hospital Paulista. 

É importante também ficar atento a alguns objetos como pilhas ou baterias, por exemplo, que podem, após algumas horas, liberar substâncias tóxicas. “Mesmo que a criança acabe não engasgando, a presença dessas peças no corpo pode agravar o quadro. Portanto, esses materiais devem ser mantidos longe do alcance dos pequenos”, diz a Dra. Renata.

 

Nariz e ouvido

A presença de um corpo estranho no ouvido pode gerar dificuldade para escutar, sensação de entupimento e até mesmo lesão na membrana do tímpano. A criança pode queixar-se de dor ou de ouvido tampado e, eventualmente, pode ter saída de sangue ou secreção pelo canal externo do ouvido.

Já a introdução de objetos no nariz pode acarretar em obstrução, secreção e sangramento provenientes de apenas um lado do nariz, além de odor fétido nasal. Em ambos os casos, pode gerar infecção se a situação não for contornada a tempo.

Muitas vezes, as crianças podem não admitir que introduziram objetos no ouvido ou no nariz. No caso dos menores, é possível que não consigam comunicar o ocorrido. “A tentativa de remoção destes objetos em casa, seja no ouvido ou no nariz, é perigosa e pode gerar sérias lesões. Assim que o adulto perceber que a criança está com um objeto preso nesses locais, é preciso ir imediatamente ao pronto-socorro”, finaliza a especialista.

Guia da Voz

Semana da Voz – Rouquidão pode indicar um alerta

O Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, tem o compromisso de chamar a atenção para a saúde da voz, um dos principais instrumentos de interação entre as pessoas. A data é importante para salientar a relevância da fala no nosso dia a dia, pois sabemos que a grande maioria das profissões depende da voz para ser exercida. Com isso, qualquer alteração, como a rouquidão, por exemplo, deve ser investigada, já que pode ser indício de que algo não está bem. Especialista do Hospital Paulista explica ainda como a maçã pode ser uma aliada para a voz.

“São vários os fatores que afetam a voz. Entre eles, estão os processos inflamatórios decorrentes de infecções das vias aéreas superiores, lesões fonotraumáticas (como nódulos e pólipos), alterações estruturais mínimas, que podem estar presentes desde o nascimento, alterações de origem neurológica, autoimune, ou mesmo sem causas aparentes”, destaca o Dr. Alexandre Enoki, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Entretanto, o principal sintoma que sugere um problema nas cordas vocais é a rouquidão, que pode se manifestar desde uma alteração leve e intermitente, após um uso intenso da voz, até alterações importantes e contínuas.

O especialista alerta ainda que a rouquidão não seja vista, simplesmente, como algo normal ou mesmo charmoso.  “A rouquidão é um sinal que precisa ser investigado. Isso se deve ao fato de que, entre os vários diagnósticos a serem identificados, está até mesmo o câncer de laringe. Portanto, quando persistente por mais de duas semanas, é fundamental passar por uma avaliação médica”, alerta o especialista do Hospital Paulista.

Como manter a saúde da voz?

Cuidados gerais, como boa hidratação, alimentação equilibrada e qualidade de sono são importantes não somente para voz, mas para o organismo como um todo. “É importante ressaltar dois grandes vilões – o tabagismo, responsável pela grande maioria dos casos de câncer de laringe, e o uso abusivo da voz”, explica o médico.

Para os profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho, como jornalistas, cantores, atores e professores, a atenção deve ser ainda maior. Nestes casos, os cuidados para preservar a voz são fundamentais para evitar alterações, que podem ser tratadas com fonoterapia ou até procedimentos cirúrgicos.

Você tem bruxismo? Hospital Paulista explica sintomas e tratamentos

  • Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% das pessoas no mundo sofrem com a condição;
  • No Brasil, esse número pode chegar a 40%;

A importância do bem-estar oral é fundamental para uma vida saudável. Problemas bucais podem afetar as mais simples ações do cotidiano, tais como comer, falar e sorrir. Com o bruxismo, pacientes relatam sintomas como dor de cabeça, zumbido e dentes sensíveis.

A condição, que chega a atingir 40% da população brasileira, segundo a OMS, pode acontecer na infância, adolescência e idade adulta, e é definido como uma atividade repetitiva dos músculos utilizados para a mastigação, caracterizada pelo apertamento ou ranger dos dentes.

“São duas manifestações distintas do problema. O bruxismo do sono ocorre durante o descanso. Já o bruxismo em vigília é caracterizado como o apertamento dos dentes no decorrer do dia, enquanto se está acordado”, explica a Drª Juliana Mussi, especialista bucomaxilofacial do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia.

Além de afetar os músculos da mastigação e os dentes, o bruxismo acomete a articulação temporomandibular (ATM), que liga a mandíbula ao crânio, causando a disfunção da articulação temporomandibular. Este problema pode trazer dificuldade mastigatória e de abertura de boca, barulhos na articulação, dor de ouvido, zumbido e sensação de orelha tapada, devido à proximidade de estruturas anatômicas. Outros sintomas também incluem dor de cabeça, no pescoço, na mandíbula e nos músculos da face.

 

Causas

“O bruxismo não tem uma causa especifica. Pode estar associado com estresse ou até mesmo com alguma patologia como, por exemplo, problemas neurológicos”, afirma a especialista.

Muitas vezes, o paciente só procura ajuda quando os sintomas estão agravados, sentindo dores ou dentes sensíveis, relatando dificuldades para mastigar. O alerta também pode vir do parceiro, já que o problema está associado com barulhos de ranger os dentes.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito, incialmente, a partir de uma avaliação clínica do paciente, que pode apresentar desgastes dentários e marcas de mordida na língua e bochechas, assim como dor e cansaço nos músculos da mastigação.

“Além da avaliação clínica, a polissonografia, ou exame do sono, e eletromiografia, que que avalia a função muscular, são auxiliares para identificar o bruxismo e orientar o tratamento”, esclarece a Dr.ª Juliana.

 

Tratamento

É possível minimizar os danos decorrentes do bruxismo com medicamentos, placa oclusal (tipo aparelho dentário), uso de toxina botulínica, fisioterapia, terapias alternativas para minimizar o estresse e avaliação psicológica, ou seja, com envolvimento multidisciplinar.

“São diversas as opções de tratamento. Por isso, a abordagem deve ser individualizada para cada paciente, após avaliação dos especialistas”, finaliza a doutora.

Dia Mundial do Sono: você dorme bem?

O ronco e a apneia são causadores de noites mal dormidas  

Em 13 de março comemora-se o Dia Mundial do Sono, uma iniciativa da World Association of Sleep Medicine para chamar atenção sobre a importância de se dormir bem. O benefício do sono regular, muitas vezes, é pouco reconhecido. Além de repor as energias, este momento de intervalo influencia: no metabolismo, na memória, no sistema imunológico e na prevenção de doenças, como diabetes, hipertensão e obesidade. Sua falta pode trazer ainda irritação, dificuldade de concentração, acidentes e até mesmo depressão.

Um fator comum para a baixa qualidade do sono é o ronco. No Brasil, estima-se que a ocorrência de roncos entre homens de 20 a 40 anos é de 26,5% e aumenta para 36% dos indivíduos acima de 40 anos. Nas mulheres de 20 a 40 anos a porcentagem é de 8,9%, e acima de 40 anos sobe para 24,5%. Além disso, 45% dos homens e 30% das mulheres acima de 65 anos roncam, e 19% das mulheres e 34% dos homens que roncam frequentemente podem apresentar apneia do sono.

“O paciente que apresenta sintomas da doença deve realizar um estudo do sono por meio da polissonografia, exame que registra as variáveis fisiológicas durante o período de repouso, tais como: atividade elétrica cerebral, movimento dos olhos, tônus muscular, fluxo de ar oral e nasal, esforço respiratório, movimentos de pernas, oxigenação do sangue”, afirma o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Apneia – O que é isso?

A apneia obstrutiva do sono é uma limitação do fluxo de ar que ocorre na orofaringe. Esta situação é mais intensa que apenas um ronco, levando a breves e repetidas paradas respiratória enquanto o indivíduo dorme.

Cada vez que há uma diminuição do fluxo de ar, que pode ser de poucos segundos ou se prolongar por mais de um minuto, ocorre uma diminuição do nível de O2 do sangue. Por consequência, um aumento do CO2 leva a um aumento do batimento cardíaco e da pressão arterial.

“Essas alterações ‘avisam’ o cérebro que existe um problema respiratório, gerando um pequeno despertar de poucos segundos. Com isso, há um aumento da contração muscular e restabelecimento da patência (capacidade de manter uma via desobstruída) das vias aéreas e normalização temporária da respiração. Este tipo de evento pode ocorrer inúmeras vezes na mesma noite, levando a uma queda da qualidade do sono”, explica o especialista.

Tratamentos

O tratamento deverá ser individualizado e adequado, levando em consideração a anatomia do paciente um e o grau de apneia (leve, moderada ou acentuada).

Existem várias abordagens cirúrgicas para o ronco e a apneia, que têm por objetivo desobstruir as vias aéreas superiores, dentre elas: a correção de desvio de septal e diminuição de cornetos, elevação do palato mole, retirada das amigdalas, entre outras.

O tratamento também pode ser ortodôntico, e corrige avanços maxilares com uso de aparelhos intraorais. O caso pode até mesmo ser cirúrgico para a melhor adequação da maxila e da mandíbula, e envolve também a participação de um cirurgião buco-maxilo-facial.

Por fim, o paciente pode utilizar o CPAP, um aparelho usado durante o sono que ajuda a respiração por meio de pressão de ar positiva, gerada por uma ventilação forcada, que joga o ar ambiente por uma mangueira (traqueia) ligada a uma máscara, parecido com uma inalação.

Apneia em crianças

A condição é mais comum em crianças com o aumento das amigdalas e da adenoide (carne esponjosa). “Normalmente o tratamento mais eficiente, consiste na retirada desses elementos, por meio de uma cirurgia chamada adenoamigdalectomia”, explica o especialista.

Sintomas

Abaixo, seguem os principais sintomas do ronco e da apneia obstrutiva do sono. “Caso alguém perceba estas manifestações, é necessário procurar um otorrinolaringologista para a investigação diagnóstica e possível tratamento”, finaliza o médico do Hospital Paulista.

Sintomas noturnos:

  • Ronco alto
  • Sono agitado
  • Paradas respiratórias
  • Engasgos
  • Nicturia (acordar várias vezes para urinar)
  • Pesadelos asfixiantes

Sintomas diurnos:

  • Sono não reparador
  • Sonolência diurna
  • Dificuldade de memória e concentração
  • Irritabilidade
  • Impotência e diminuição da libido
  • Cefaleia matinal
  • Boca seca ao acordar

Especial Carnaval: a voz não pode faltar!

A poucos dias do Carnaval, e os foliões já estão em ritmo de festa!

É hora de dançar, pular, sorrir e cantar. Mas alguns excessos na comemoração podem comprometer a saúde de sua voz, ocasionando a disfonia, mas conhecida como rouquidão.  E para falarmos sobre esse assunto, o Dr. Arnaldo Tamiso, médico otorrinolaringologista do Hospital Paulista, nos orienta sobre os cuidados que podemos tomar em meio a folia.

Relativamente comum quando gritamos ou abusamos da voz, a rouquidão pode durar alguns dias até desaparecer por completo. “Mas devemos nos atentar e procurar a ajuda de um médico otorrinolaringologista, se passados mais de uma semana e os sintomas não desaparecerem”, enfatiza o especialista.

Causada principalmente por esforço vocal e/ou por gritar, a disfonia, também pode ocorrer por meio de vírus e bactérias, ou seja, pode ser um processo infeccioso viral ou bacteriano.

Seus tipos podem ser:

Aguda: com curta duração.

Permanência de até uma semana com rouquidão, falha na voz ou voz um pouco rouca, é considerado normal. Chamamos de Laringite Aguda.  Para esses casos, anti-inflamatórios, gargarejos e bochechos são ótimos aliados para o tratamento.

Crônica: com longa duração.

Sintomas persistem por mais de uma semana, podendo surgir alguns problemas nas cordas vacais que atrapalham a voz permanentemente, como: calos ou tumores benignos. Para esses casos, devemos recorrer a um especialista, pois intervenções cirúrgicas podem ser necessárias.

Ao perceber o sintoma, o primeiro passo é procurar um médico otorrinolaringologista, que fará o diagnóstico dessa rouquidão por meio de simples exames da corda vocal, como por exemplo, a Nasofibroscopia (realizada no próprio consultório médico com uso de anestesia local), onde podemos saber se é um problema agudo ou crônico.

As dicas do especialista para auxiliar nesse processo são:

  • Gargarejos: sempre que fizer um esforço vocal (gritar demais) ao chegar em casa faça um gargarejo com agua morna e sal (um copo americano de água morna e uma pitada de sal), por pelo menos 30 segundos.
  • Repouso vocal: ficar em silêncio por um tempo considerável (período de sono, ou mais) faz com que a corda vocal desinflame, ajudando a voltar à voz mais rápido.

Importante!

Evite o uso de cigarros, principalmente durante o período em que se encontra com rouquidão, pois a fumaça passa direto pelas cordas vocais ressecando a área e causando irritação.

Beba bastante água, a hidratação é de extrema importância para manter as cordas vocais limpas e húmidas.

Você sabia?

Ingerir algo gelado não ocasiona uma inflamação, porém com certeza piora se se já temos algo começado.

Especial Carnaval: “Doença do Beijo”, um risco iminente na folia!  

No Carnaval, os sentimentos que surgem em grande parte da população brasileira são alegria, agitação, euforia, entre outras, já que é uma festa anual e a necessidade é de aproveitá-la ao máximo, levando a uma tendência do aumento de parceiros entre adolescentes e adultos. Essa realidade deve servir como alerta para os cuidados com a saúde e a prevenção de certas doenças mais iminentes nesta época, como a Mononucleose Infecciosa (MI), ou mais conhecida popularmente como a “Doença do Beijo”.

Por se tratar de uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), do grupo Herpes1, o Dr. Arnaldo Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, chama a atenção da população para que, durante as folias de Carnaval, as pessoas entendam os riscos de possíveis enfermidades que podem ser adquiridas pela troca de saliva, objetos contaminados ou por transfusão de sangue. A transmissão ocorre, normalmente, no período de incubação, que dura de 30 a 45 dias. Uma vez infectada, a pessoa pode permanecer com o vírus no organismo para o resto de sua vida.

Segundo o otorrinolaringologista, a mononucleose acomete, principalmente, jovens entre 15 e 25 anos e pode ser facilmente confundida com outras doenças respiratórias. Os sintomas frequentes e progressivos são a dor de garganta, febre, calafrio, inchaço dos glânglios (ínguas), fadiga, mal-estar e sudorese. “Vale ressaltar que é algo sério, pois pode comprometer o sistema linforreticular, em especial o fígado e baço. Além disso, esse vírus pode desencadear alguns tipos de câncer, como linfomas”, explica o especialista.

Não existe uma vacina ou medicamento específico para prevenir a mononucleose e o tratamento recomendado é como nas demais viroses, ou seja, combater os sintomas com antitérmicos, analgésicos, anti-inflamatórios, hidratação e bastante repouso. A orientação do especialista é procurar ajuda médica ao menor sinal de algum dos sintomas descritos anteriormente. “Com o exame clínico do paciente e o exame laboratorial, feito por meio da detecção do anticorpo contra o vírus EBV, é possível detectar o problema e indicar o tratamento adequado”, finaliza.